O que as organizações podem fazer pela sustentabilidade na Terra

Clique no vídeo para assistir a uma entrevista bastante elucidativa sobre sustentabilidade

Nunca se falou tanto sobre sustentabilidade, principalmente depois da realização da Rio +20. Contudo o que as empresas podem fazer para melhorar os problemas ambientais do Planeta? Uma medida possível é o cumprimento dos requisitos da norma NBR 14031, que fornece orientação para o projeto e uso da avaliação do desempenho ambiental em uma organização. Ela é aplicável a todas as organizações, independentemente do tipo, tamanho, localização e complexidade.

As atitudes empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade estão na moda, sendo que isso já existe e começou a se multiplicar e a se espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis.

Dessa forma, a exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais frequência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de ideias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

Na verdade, o o governo, as empresas e a sociedade como um todo precisam adotar uma postura pró-ativa em favor da implementação de sistemas de gestão ambientais em todos os níveis. Para se ter uma ideia, nos últimos 35 anos, a Amazônia brasileira já perdeu quase 20% de sua cobertura florestal devido às atividades humanas, principalmente devido à crescente expansão da agropecuária e exploração ilegal de madeira. A destruição da Amazônia diminui a formação de nuvens de chuva, tornando as florestas mais secas. Por sua vez, florestas mais secas são mais suscetíveis às queimadas e aos efeitos do aquecimento global. O desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa, o que coloca o Brasil entre os quatro maiores emissores do mundo e dá ao país uma enorme responsabilidade na implementação de soluções para o problema. Para o Greenpeace, o Brasil precisa adotar metas urgentes e concretas de redução do desmatamento e, consequentemente, das emissões de gases do efeito estufa se quiser barrar os efeitos perversos das mudanças climáticas.

Conforme afirma o presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) , Mauricio Ferraz de Paiva, muitas empresas estão buscando caminhos para compreender, demonstrar e melhorar o seu desempenho ambiental e isso pode ser obtido administrando com eficácia aqueles elementos de suas atividades, produtos e serviços que podem impactar significativamente o meio ambiente. “A avaliação de desempenho ambiental (ADA), que é o objetivo da NBR 14031, é um processo e uma ferramenta de gestão interna, planejada para prover uma gestão com informações confiáveis e verificáveis, em base contínua para determinar se o desempenho ambiental de uma organização está adequado aos critérios estabelecidos pela administração. Se ela tiver um sistema de gestão ambiental existente deve comparar o seu desempenho ambiental com a sua política ambiental, objetivos, metas e outros critérios de desempenho ambiental. Se não tiver um sistema de gestão ambiental, a ADA pode auxiliar na identificação dos aspectos ambientais; na determinação dos aspectos que serão tratados como significativos; no estabelecimento de critérios para seu desempenho ambiental; e na avaliação do seu desempenho ambiental com base nestes critérios”.

Em resumo, a ADA e auditorias ambientais ajudam a administração de uma organização a avaliar o status de seu desempenho ambiental e a identificar áreas onde melhorias são necessárias. A ADA é um processo contínuo de coleta e avaliação de dados e informações para fornecer uma avaliação atual do desempenho, assim como as tendências de desempenho ao longo do tempo. Além disso, as auditorias ambientais são realizadas periodicamente para verificar a conformidade com os requisitos definidos.

Na verdade, existem duas categorias gerais de indicadores para ADA: de desempenho ambiental (IDA); e de condição ambiental (ICA). Quanto ao IDA, há os indicadores de desempenho gerencial (IDG) que são um tipo de IDA que fornecem informações sobre esforços gerenciais para influenciar o desempenho ambiental das operações da organização; e os indicadores de desempenho operacional (IDO) que são um tipo de IDA que fornecem informações sobre o desempenho ambiental das operações da organização. Os ICA fornecem informações sobre a condição do meio ambiente. Estas informações podem ajudar a organização a entender melhor o impacto real ou o impacto potencial de seus aspectos ambientais e assim auxiliar no planejamento e na implementação da ADA.

Mauricio explica alguns exemplos de abordagens para identificar aspectos ambientais e sua significância relativa no contexto da ADA, para organizações sem sistemas de gestão ambiental. Identificar atividades, produtos e serviços da organização, os aspectos ambientais específicos e a significância relativa a eles associada e os impactos potenciais relacionados com os aspectos ambientais significativos. Usar informações sobre a condição do meio ambiente para identificar atividades, produtos e serviços da organização que possam ter um impacto em condições específicas. Analisar os dados existentes da organização sobre as entradas de material e energia, descargas, resíduos e emissões, e avaliar estes dados em termos de risco. Identificar a visão das partes interessadas e usar estas informações para ajudar a estabelecer aspectos ambientais significativos da organização. Identificar as atividades da organização que são sujeitas à regulamentação ambiental ou outros requisitos, para as quais podem ter sido coletados dados pela organização. Considerar o projeto, desenvolvimento, fabricação, distribuição, serviço pós-venda, uso, reuso, reciclagem e disposição dos produtos da organização e seus impactos ambientais relacionados. Identificar aquelas atividades da organização que têm os custos ou benefícios ambientais mais significativos.

Enfim, somente com um processo de gestão ambiental sistêmico, em todos os níveis das atividades humanas, pode-se tentar amenizar o problema ambiental de maneira global. Deve-se entender a gestão ambiental deve ser praticada como um conjunto de princípios, estratégias e diretrizes de ações e procedimentos para proteger a integridade dos meios físico e biótico, bem como a dos grupos sociais que deles dependem. Isso inclui, também, também, o monitoramento e o controle de elementos essenciais à qualidade de vida, em geral, e à salubridade humana, em especial. Suas atividades envolvem o monitoramento, o controle e a fiscalização do uso dos recursos naturais, bem como o processo de estudo, avaliação e eventual licenciamento de atividades potencialmente poluidoras. Envolve, também, a normalização de atividades, definição de parâmetros físicos, biológicos e químicos dos elementos naturais a serem monitorados, assim como os limites de sua exploração e/ou as condições de atendimento dos requerimentos ambientais em geral.

As empresas vêm adotando a norma ISO 14001 como padrão para estabelecer a gestão ambiental. Ela define como objetivos: implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental; assegurar-se de sua conformidade com sua política ambiental definida; demonstrar tal conformidade a terceiros; buscar certificação/registro do seu sistema de gestão ambiental por uma organização externa; e realizar uma autoavaliação e emitir autodeclaração de conformidade com a norma. Os fundamentos para adotar e praticar a gestão ambiental são vários: desde procedimentos obrigatórios de atendimento da legislação ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem à conscientização de todo o pessoal da organização.

Mais informações sobre as normas

NBR ISO 14031 de 02/2004 – Gestão ambiental – Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes

NBR ISO 14001 de 12/2004 – Sistemas da gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso

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Coletânea de normas para atmosferas explosivas

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505 - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

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Professor: Paulo de Tarso Martins Gomes

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(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

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Incluindo 39 normas brasileiras, a coleção procura especificar os requisitos gerais para construção, ensaios e marcação de equipamentos elétricos e componentes “Ex”, destinados ao uso em atmosferas explosivas ou em áreas de risco na qual a atmosfera contém gás, causada por mistura de ar e gases, vapores ou névoas. A classificação de atmosferas explosivas no meio industrial ficou mais fácil depois que foi publicada a norma NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e a NR 33- Espaços Confinados. As atmosferas explosivas também são classificadas conforme a IEC 60079-10 – Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Parte 10 : Classificação de Áreas e suas normas da ABNT complementares. E o que deve ser entendido como áreas classificadas? Todo local sujeito à probabilidade da existência ou formação de uma atmosfera explosiva.

Assim, o desenvolvimento de um trabalho de classificação de áreas de uma unidade industrial começa com a análise da “probabilidade” da existência ou aparição de atmosferas explosivas nos diferentes locais da unidade, que serão posteriormente definidas como Zonas 0, 1 ou 2. Portanto, é necessário que existam produtos que possam gerar essas atmosferas explosivas podendo ser gases inflamáveis, líquidos inflamáveis ou ainda poeiras/fibras combustíveis que podem ser liberados para o ambiente pelos equipamentos de processo que representam fontes potenciais de áreas classificadas. Em geral, parte dos equipamentos do processo, tais como tampas, tomadas de amostras, bocas de visita, drenos, vents, respiros, flanges, etc. são considerados “fontes de risco” pela possibilidade de vazamento de produtos para os ambientes onde estão instalados. Essas fontes de risco são classificadas em “graus”, dependendo da duração e frequência das atmosferas explosivas geradas por elas. São conhecidas como de grau contínuo aquelas fontes que geram risco de forma contínua ou durante longos períodos. São conhecidas como de grau primário aquelas fontes que geram risco de forma periódica ou ocasional durante condições normais de operação e são conhecidas como de grau secundário aquelas que geram risco somente em condições anormais de operação e quando isto acontece é por curtos períodos.

Deve-se entender como condições “normais de operação” aquelas encontradas nos equipamentos operando dentro dos seus parâmetros de projeto. Como exemplo de fonte de risco de grau contínuo podemos citar o interno de um tanque de armazenamento de inflamáveis do tipo atmosférico, onde teremos permanentemente a presença da mistura explosiva enquanto houver produto no tanque. Já no mesmo tanque, uma fonte de risco de grau primário será o respiro dele, por termos a saída de vapores do produto toda vez que o nível do mesmo aumentar (isto não acontece permanentemente, mas apenas quando o nível sobe).

Na mesma situação anterior do tanque de armazenamento de inflamáveis, poderemos ter fontes de risco de grau secundário representadas, por exemplo, por flanges (que por envelhecimento da junta ou desaperto de parafusos podem vazar) ou também por perda do controle de nível (que provocará o derramamento de líquido na bacia). Estas duas situações representam condições anormais, não sendo portanto frequentes nem de longa duração. As de definições de zoneamentos para gases e vapores são:

Zona 0 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva por gases ou vapores é contínua ou existe por longos períodos.

Zona 1 – É um local onde a atmosfera explosiva está presente em forma ocasional e em condições normais de operação, sendo normalmente geradas por fontes de risco de grau primário.

Zona 2 – É um local onde a atmosfera explosiva está presente somente em condições anormais de operação e persiste somente por curtos períodos de tempo, sendo geradas normalmente por fontes de risco de grau secundário.

Para poeira e fibras:

Zona 20 – É um local em que a atmosfera explosiva, em forma de nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por longos períodos ou ainda frequentemente (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau contínuo).

Zona 21 – É um local em que a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições normais de operação da unidade (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau primário).

Zona 22 – É um local onde a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó existirá somente em condições anormais de operação e se existir será somente por curto período de tempo (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau secundário).

Dessa forma, o desenho de classificação de áreas é o documento que deve mostrar as áreas classificadas existentes na unidade, seus graus de risco (zonas) e suas extensões em metros, não apenas em planta, mas também em elevação, já que não se trata de áreas, mas de “volumes de risco”. Ainda, segundo a norma, devem ser identificadas neste documento todas as fontes geradoras de risco, os produtos que geram o risco e suas condições de processo. O desenho de classificação de áreas é um documento que serve principalmente para definir os tipos de equipamentos elétricos a serem instalados nesses locais. Por isso, é necessário delimitar as diversas áreas classificadas existentes na unidade, assim o desenho deve mostrar as diferentes Zonas (0, 1 ou 2) e suas extensões em metros. Para atender às exigências da NR-10, todas estas áreas devem também ser sinalizadas em campo.

Para informações sobre as normas, clique no link:

Coletânea Série Atmosferas Explosivas