A normalização indispensável para os resíduos sólidos

Enie 2012: o ponto de encontro dos instaladores, projetistas e usuários de instalações elétricas

Entre os dias 14 e 16 de agosto, acontece em São Paulo a 14ª edição do Encontro Nacional de Instalações Elétricas (Enie), que reúne o que há de mais avançado em tecnologia para edificações prediais e industriais, componentes e sistemas. Reconhecido como o ponto de encontro de instaladores, projetistas e usuários, o evento é composto pela maior feira especializada do País nesse setor e por um congresso de três dias, onde serão discutidas tecnologias de instalação de baixa e média tensão, energias renováveis, motores e acionamentos, proteção contra descargas atmosféricas e condicionamento de energia, entre outros temas. Clique para mais informações.

resíduosNo total são dez normas técnicas e quatro normas regulamentadoras, procurando classificar os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente. Na lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo governo, não se fala nada sobre o assunto. A regulamentação brasileira ainda é baseada na norma NBR 11175, de dezembro de 1989, de padrões de desempenho de incineração de resíduos perigosos. Na norma, por exemplo, estão os padrões de emissão de HCl, HF, CO, SOx, NOx e materiais particulados. Também define o monitoramento contínuo, requisitos de operação e orienta a respeito do chamado teste de queima. Normalmente, é feito de dois em dois anos, e o incinerador deve operar sob as piores condições. Se nesse teste a empresa conseguir ter seus padrões de emissão dentro dos limites, em qualquer outra operação ela diretamente estará apta. O resíduo utilizado no teste será então de baixo poder calorífico e com alta emissão de material particulado e dos outros poluentes. Devendo provar que consegue aliar o controle de emissões com capacidade de destruição. Caso passem no teste, realizado também quando são ampliados, os incineradores recebem atestado de eficiência de 99,9999%.

Embora muito se comente sobre as dioxinas e furanos, porém, em incineradores esse não chega a ser um problema grave. Isso porque todos esses fornos operam com um equipamento chamado Quencher, capaz de reduzir em menos de 1 segundo a temperatura de 1.200ºC, dos gases finais da incineração, para 80ºC. A medida evita originar compostos cancerígenos, normalmente produzidos em temperatura na faixa dos 700ºC. Outra hipótese de formação das dioxinas e furanos é pelo resfriamento lento, impossível de ocorrer em razão da rapidez do Quencher, que opera com grande quantidade de água. Segundo alguns especialistas, as emissões tóxicas, liberadas pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia. Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. Os equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.

Outro aspecto da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Esses produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de poluentes. As dioxinas e os furanos são considerados como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados. Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos.

A empresa Cetrel Lumina informa que nos diversos processos industriais são gerados resíduos perigosos, que demandam uma tecnologia segura e confiável para a sua completa destruição. A incineração é um processo de destruição térmica de resíduos que ocorre em uma alta faixa de temperatura. Dentre as vantagens dessa técnica estão a destruição da maior parte dos componentes orgânicos do resíduo (percentual superior a 99,9%) e a sua significativa redução de volume. Os resíduos incinerados são submetidos a um ambiente fortemente oxidante, onde são decompostos em três fases: uma sólida inerte, uma gasosa e uma líquida, composta de efluentes decorrentes dos processos de absorção dos subprodutos da incineração. Os gases resultantes da combustão são tratados antes da sua emissão para a atmosfera. O processo é totalmente controlado e monitorado on-line para os parâmetros: monóxido de Carbono (CO), oxigênio residual (O2), óxidos de nitrogênio (NOX), óxidos de enxofre (SOX) e materiais particulados. Além disso, as cinzas e escórias, após comprovada sua inertização, são dispostas em aterro industrial próprio e licenciado, enquanto os efluentes são neutralizados e direcionados para a estação de tratamento de efluentes para finalizar o seu tratamento. Segundo a empresa, os resíduos que podem ser incinerados incluem:

• Resíduo sólidos, líquidos e pastosos, não clorados;

• Resíduos sólidos, líquidos e pastosos clorados;

• Pesticidas e defensivos agrícolas;

•Borras oleosas, borras de tinta e resíduos oleosos em geral;

• Resíduos de ambulatório, farmacêuticos e de laboratório.

Os que não podem ser incinerados:

• Radioativos;

• Resíduos com alto teor de metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio, etc.);

• Resíduos hospitalares;

• Resíduos com alto teor de flúor.

Para mais informações clique no link:

Coletânea Série Resíduos Sólidos

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