Saiba como participar da revisão da ISO 9001

Luiz C. Nascimento, consultor sênior em Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde, da Petrobras, e um dos coordenadores da revisão da norma ISO 9001, está reunindo um grupo para cuidar da revisão da ISO 9001. “Esse grupo vai se reunir, de preferência, em São Paulo porque aqui sempre dá mais quorum. A ideia foi fazer uma primeira convocação, bem aberta, e depois ver quem é que fica para por a mão na massa. Nessa reunião vamos explicar como a coisa vai funcionar: regras para participar, critérios para permanência no grupo, processo de elaboração das proposições brasileiras, processo de comentários e votação, código de ética do CB 25, etc. Se tivermos participantes que tenham recursos para receber reuniões do grupo, poderemos nos reunir em sistema de rodízio. Também pretendemos fazer reuniões extraordinárias em outros estados para levar a mensagem. Estamos vendo também como usar as novas mídias para atender a participação a outros rincões do nosso Brasil”, explica ele.

Segundo Renato Pedroso Lee, superintendente do CB 25, todos estão convidados a participar da reunião de instalação da CE 2 – Sistemas de Gestão da Qualidade do CB 25 – Comitê Brasileiro da Qualidade que irá tratar da revisão da norma internacional de gestão da qualidade ISO 9001. A reunião ocorrerá nas instalações da ABNT, na Rua Minas Gerais, 190 – Higienópolis, São Paulo, no dia 13 de setembro de 2012. As referidas normas são elaboradas pelo Comitê TC 176 – Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade da ISO – International Organization for Standardization que é a associação internacional de organismos de normalização, cuja missão é elaborar normas que facilitem o comércio global de bens e serviços. A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas é o representante oficial brasileiro neste foro internacional, sendo que, no âmbito do TC 176, a representação se dá por meio do CB-25. As diretivas da ISO estabelecem que suas normas devem passar por um processo chamado “revisão sistemática”, no mínimo, a cada cinco anos para saber se devem ser: confirmadas, revisadas ou descartadas. A ISO 9001:2008 entrou no processo de revisão sistemática em 2011 que indicou a opção da maioria dos países membros, incluindo o Brasil, pela sua revisão. A reunião tem como objetivo apresentar o processo de revisão e de participação internacionais, bem como identificar profissionais brasileiros produtores, consumidores e neutros interessados em contribuir e, eventualmente, integrar o quadro de especialistas do CB-25.

Todos os interessados, que quiserem participar, devem entrar em contato com o CB 25, com a dona Edi:

http://www.abntcb25.com.br/

proj4@abntcb25.com.br

cb25@abntcb25.com.br

Tel.: (21) 2220-6631/2532-5272

Normas em Análise Sistemática

Até 15 de outubro, a ABNT está colocando várias normas em processo de Análise Sistemática, que propõe a confirmação de normas brasileiras (NBRs) publicadas em 2007 que ainda não receberam atualização. As normas estão disponíveis para consulta da sociedade e deverão ser julgadas se podem ou não ser confirmadas, ou seja, se o seu conteúdo atual necessita de alterações, utilizando as seguintes opções:

– Aprovar sem restrições: a Norma é confirmada com o seu conteúdo atual e não necessita de nenhuma alteração técnica ou de forma;

– Aprovar com observações de forma: a Norma está atualizada em seu conteúdo, porém necessita de alguma alteração de forma (por exemplo, a correção de frases, palavras, figuras etc.);

– Não aprovar pelas objeções técnicas: a Norma está com o seu conteúdo técnico desatualizado, comprometendo a sua utilização. Neste caso deve-se indicar se a norma necessita de revisão ou cancelamento, apresentando a respectiva justificativa.

Os documentos podem ser acessados no site da Consulta Nacional (http://www.abntonline.com.br/consultanacional/)

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

Como apresentar corretamente um relatório técnico e científico

Aquecimento de água a gás: só instale os equipamentos que cumpram as normas técnicas

A norma NBR 16057 de 04/2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação (clique no link para mais informações) estabelece os requisitos para o projeto (contemplando concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico e especificação de componentes, entre outros) e a instalação (contemplando montagem, ensaios, entre outros) de Sistema de Aquecimento de Água a Gás (SAAG) para sistemas prediais e uso humano, conforme destaca o presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), Mauricio Ferraz de Paiva. “Essa norma aplica-se aos seguintes gases combustíveis: gás natural (GN), gases liquefeitos de petróleo (GLP, propano, butano) em fase vapor e mistura ar GLP. Essa norma não é aplicável na geração de vapor e ao aquecimento de água para processos industriais”.

relatórioDe um modo geral, pode-se dizer que os relatórios devem ser escritos objetivando divulgar os dados técnicos obtidos e analisados; e para o registro ficar em dispopnível em caráter permanente. Eles podem ser dos seguintes tipos: técnico-científicos; de viagem; de estágio; de visita; administrativo; e fins especiais. Dessa forma, um relatório técnico-científico é o documento original pelo qual se faz a difusão da informação corrente, sendo ainda o registro permanente da informações obtidas. É elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos e análises. Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases: plano inicial: determinação da origem, preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento; coleta e organização do material: durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a ordenção e o armazenamento do material necessário ao desenvolvimento do relatório; redação: recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), següência das informações, apresentação gráfica e física.

Foi publicada uma norma, a NBR 10719: Informação e documentação – Relatório técnico e/ou científico – Apresentação (clique no link para mais informações), que fixa as condições exigíveis para a elaboração e a apresentação de relatórios técnico-científicos, tratando exclusivamente dos aspectos técnicos de apresentação, não incluindo questões de direitos autorais. Outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, etc.) podem também ser feitos conforme a norma, sendo opcional a sua aplicação. Ela especifica os princípios gerais para a elaboração e a apresentação de relatório técnico e/ou científico. Conquanto não sejam objeto dessa norma, outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, entre outros), é opcional sua aplicação, quando oportuna. Nesse caso, os documentos devem sujeitar-se, tanto quanto possível, ao disposto nessa norma.

Segundo o padrão, um relatório técnico e/ou científico é um documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa científica e/ou técnica. A estrutura de um relatório compreende: parte externa e parte interna. Com a finalidade de orientar os usuários, a disposição de elementos é dada no Esquema 1:

Esquema 1 – Estrutura do relatório

Parte externa :Capa (opcional) e Lombada (opcional)

Parte interna

Elementos pré-textuais

Elementos textuais 1

Elementos pós-textuais

Folha de rosto (obrigatório)

Errata (opcional)

Agradecimentos (opcional)

Resumo na língua vernácula (obrigatório)

Lista de ilustrações (opcional)

Lista de tabelas (opcional)

Lista de abreviaturas e siglas (opcional)

Lista de símbolos (opcional)

Sumário (obrigatório)

Introdução (obrigatório)

Desenvolvimento (obrigatório)

Considerações finais (obrigatório)

Referências (obrigatório)

Glossário (opcional)

Apêndice (opcional)

Anexo (opcional)

Índice (opcional)

Formulário de identificação (opcional)

4.1 Parte externa

Deve ser apresentada conforme 4.1.1 e 4.1.2.

4.1.1 Capa

Elemento opcional. Caso seja utilizada, deve ser constituída conforme 4.1.1.1 e 4.1.1.2.

4.1.1.1 Primeira capa

Recomenda-se incluir: nome e endereço da instituição responsável; número do relatório; 188N (se houver), elaborado conforme a ABNT NBR 10525; título e subtítulo (se houver); classificação de segurança (se houver).

4.1.1.2 Segunda, terceira e quarta capa

Recomenda-se não inserir informações.

4.1.2 Lombada

Elemento opcional. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225.

4.2 Parte interna

Deve ser apresentada conforme 4.2.1 a 4.2.3.

4.2.1 Elementos pré-textuais

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 4.2.1.1 a 4.2.1 ..8.

4.2.1.1 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Deve ser constituída conforme 4.2.1.1.1 e 4.2.1.1.2.

4.2.1.1.1 Anverso

Os elementos devem ser apresentados na seguinte ordem:

a) nome do órgão ou entidade responsável que solicitou ou gerou o relatório;

b) título do projeto, programa ou plano que o relatório está relacionado;

c) título do relatório;

d) subtítulo, se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título. O relatório em vários volumes deve ter um título geral. Além deste, cada volume pode ter um título específico;

e) número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume, em algarismo arábico;

f) código de identificação, se houver, recomenda-se que seja formado pela sigla da instituição, indicação da categoria do relatório, data, indicação do assunto e número sequencial do relatório na série.

4.1 Parte externa

Deve ser apresentada conforme 4.1.1 e 4.1.2.

4.1.1 Capa

Elemento opcional. Caso seja utilizada, deve ser constituída conforme 4.1.1.1 e 4.1.1.2.

4.1.1.1 Primeira capa

Recomenda-se incluir: nome e endereço da instituição responsável; número do relatório; 188N (se houver), elaborado conforme a ABNT NBR 10525; título e subtítulo (se houver); classificação de segurança (se houver).

4.1.1.2 Segunda, terceira e quarta capas

Recomenda-se não inserir informações.

4.1.2 Lombada

Elemento opcional. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225.

4.2 Parte interna

Deve ser apresentada conforme 4.2.1 a 4.2.3.

4.2.1 Elementos pré-textuais

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 4.2.1.1 a 4.2.1 ..8.

4.2.1.1 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Deve ser constituída conforme 4.2.1.1.1 e 4.2.1.1.2.

4.2.1.1.1 Anverso

Os elementos devem ser apresentados na seguinte ordem:

a) nome do órgão ou entidade responsável que solicitou ou gerou o relatório;

b) título do projeto, programa ou plano que o relatório está relacionado;

c) título do relatório;

d) subtítulo, se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título. O relatório em vários volumes deve ter um título geral. Além deste, cada volume pode ter um título específico;

e) número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume, em algarismo arábico;

f) código de identificação, se houver, recomenda-se que seja formado pela sigla da instituição, indicação da categoria do relatório, data, indicação do assunto e número sequencial do relatório na série.

A norma inclui ainda:

5 Regras gerais de apresentação

5.1 Formato

5.2 Paginação

5.3 Numeração progressiva

5.4 Títulos sem indicativo numérico

5.5 Citações e notas de rodapé

5.6 Siglas

5.7 Equações e fórmulas

5.8 Ilustrações

5.9 Tabelas

Anexo A (informativo) Exemplo de formulário de identificação

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