Como apresentar corretamente um relatório técnico e científico

Aquecimento de água a gás: só instale os equipamentos que cumpram as normas técnicas

A norma NBR 16057 de 04/2012 – Sistema de aquecimento de água a gás (SAAG) – Projeto e instalação (clique no link para mais informações) estabelece os requisitos para o projeto (contemplando concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico e especificação de componentes, entre outros) e a instalação (contemplando montagem, ensaios, entre outros) de Sistema de Aquecimento de Água a Gás (SAAG) para sistemas prediais e uso humano, conforme destaca o presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), Mauricio Ferraz de Paiva. “Essa norma aplica-se aos seguintes gases combustíveis: gás natural (GN), gases liquefeitos de petróleo (GLP, propano, butano) em fase vapor e mistura ar GLP. Essa norma não é aplicável na geração de vapor e ao aquecimento de água para processos industriais”.

relatórioDe um modo geral, pode-se dizer que os relatórios devem ser escritos objetivando divulgar os dados técnicos obtidos e analisados; e para o registro ficar em dispopnível em caráter permanente. Eles podem ser dos seguintes tipos: técnico-científicos; de viagem; de estágio; de visita; administrativo; e fins especiais. Dessa forma, um relatório técnico-científico é o documento original pelo qual se faz a difusão da informação corrente, sendo ainda o registro permanente da informações obtidas. É elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos e análises. Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases: plano inicial: determinação da origem, preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento; coleta e organização do material: durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a ordenção e o armazenamento do material necessário ao desenvolvimento do relatório; redação: recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), següência das informações, apresentação gráfica e física.

Foi publicada uma norma, a NBR 10719: Informação e documentação – Relatório técnico e/ou científico – Apresentação (clique no link para mais informações), que fixa as condições exigíveis para a elaboração e a apresentação de relatórios técnico-científicos, tratando exclusivamente dos aspectos técnicos de apresentação, não incluindo questões de direitos autorais. Outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, etc.) podem também ser feitos conforme a norma, sendo opcional a sua aplicação. Ela especifica os princípios gerais para a elaboração e a apresentação de relatório técnico e/ou científico. Conquanto não sejam objeto dessa norma, outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, entre outros), é opcional sua aplicação, quando oportuna. Nesse caso, os documentos devem sujeitar-se, tanto quanto possível, ao disposto nessa norma.

Segundo o padrão, um relatório técnico e/ou científico é um documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa científica e/ou técnica. A estrutura de um relatório compreende: parte externa e parte interna. Com a finalidade de orientar os usuários, a disposição de elementos é dada no Esquema 1:

Esquema 1 – Estrutura do relatório

Parte externa :Capa (opcional) e Lombada (opcional)

Parte interna

Elementos pré-textuais

Elementos textuais 1

Elementos pós-textuais

Folha de rosto (obrigatório)

Errata (opcional)

Agradecimentos (opcional)

Resumo na língua vernácula (obrigatório)

Lista de ilustrações (opcional)

Lista de tabelas (opcional)

Lista de abreviaturas e siglas (opcional)

Lista de símbolos (opcional)

Sumário (obrigatório)

Introdução (obrigatório)

Desenvolvimento (obrigatório)

Considerações finais (obrigatório)

Referências (obrigatório)

Glossário (opcional)

Apêndice (opcional)

Anexo (opcional)

Índice (opcional)

Formulário de identificação (opcional)

4.1 Parte externa

Deve ser apresentada conforme 4.1.1 e 4.1.2.

4.1.1 Capa

Elemento opcional. Caso seja utilizada, deve ser constituída conforme 4.1.1.1 e 4.1.1.2.

4.1.1.1 Primeira capa

Recomenda-se incluir: nome e endereço da instituição responsável; número do relatório; 188N (se houver), elaborado conforme a ABNT NBR 10525; título e subtítulo (se houver); classificação de segurança (se houver).

4.1.1.2 Segunda, terceira e quarta capa

Recomenda-se não inserir informações.

4.1.2 Lombada

Elemento opcional. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225.

4.2 Parte interna

Deve ser apresentada conforme 4.2.1 a 4.2.3.

4.2.1 Elementos pré-textuais

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 4.2.1.1 a 4.2.1 ..8.

4.2.1.1 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Deve ser constituída conforme 4.2.1.1.1 e 4.2.1.1.2.

4.2.1.1.1 Anverso

Os elementos devem ser apresentados na seguinte ordem:

a) nome do órgão ou entidade responsável que solicitou ou gerou o relatório;

b) título do projeto, programa ou plano que o relatório está relacionado;

c) título do relatório;

d) subtítulo, se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título. O relatório em vários volumes deve ter um título geral. Além deste, cada volume pode ter um título específico;

e) número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume, em algarismo arábico;

f) código de identificação, se houver, recomenda-se que seja formado pela sigla da instituição, indicação da categoria do relatório, data, indicação do assunto e número sequencial do relatório na série.

4.1 Parte externa

Deve ser apresentada conforme 4.1.1 e 4.1.2.

4.1.1 Capa

Elemento opcional. Caso seja utilizada, deve ser constituída conforme 4.1.1.1 e 4.1.1.2.

4.1.1.1 Primeira capa

Recomenda-se incluir: nome e endereço da instituição responsável; número do relatório; 188N (se houver), elaborado conforme a ABNT NBR 10525; título e subtítulo (se houver); classificação de segurança (se houver).

4.1.1.2 Segunda, terceira e quarta capas

Recomenda-se não inserir informações.

4.1.2 Lombada

Elemento opcional. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225.

4.2 Parte interna

Deve ser apresentada conforme 4.2.1 a 4.2.3.

4.2.1 Elementos pré-textuais

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 4.2.1.1 a 4.2.1 ..8.

4.2.1.1 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Deve ser constituída conforme 4.2.1.1.1 e 4.2.1.1.2.

4.2.1.1.1 Anverso

Os elementos devem ser apresentados na seguinte ordem:

a) nome do órgão ou entidade responsável que solicitou ou gerou o relatório;

b) título do projeto, programa ou plano que o relatório está relacionado;

c) título do relatório;

d) subtítulo, se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título. O relatório em vários volumes deve ter um título geral. Além deste, cada volume pode ter um título específico;

e) número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume, em algarismo arábico;

f) código de identificação, se houver, recomenda-se que seja formado pela sigla da instituição, indicação da categoria do relatório, data, indicação do assunto e número sequencial do relatório na série.

A norma inclui ainda:

5 Regras gerais de apresentação

5.1 Formato

5.2 Paginação

5.3 Numeração progressiva

5.4 Títulos sem indicativo numérico

5.5 Citações e notas de rodapé

5.6 Siglas

5.7 Equações e fórmulas

5.8 Ilustrações

5.9 Tabelas

Anexo A (informativo) Exemplo de formulário de identificação

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Os requisitos obrigatórios para os playgrounds

Target Engenharia e Consultoria Ltda

Escolas, bufês, prefeituras e outras instituições que possuam playgrounds precisam ficar atentas: são responsáveis pelos acidentes que ocorrerem nos locais administrados por elas. Devem conhecer os playgrounds, onde as crianças brincam, procurar equipamentos apropriados para a idade das crianças e verificar se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. E, principalmente, cumprir as normas técnicas. A maioria das lesões envolvendo playgrounds é causada por quedas. O risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo acima de 1,5 m.·O playground deve ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra.

Publicada em 2012 e em sete partes, existe uma norma nacional que trata dos requisitos de segurança, dos métodos de ensaio, da instalação, inspeção, manutenção e correta utilização dos playgrounds. A NBR 16071 (clique no link para mais informações sobre as normas), sob o título geral “Playgrounds’, contém as seguintes partes:

Parte 1: Terminologia;

Parte 2: Requisitos de segurança;

Parte 3: Requisitos de segurança para pisos absorventes de impacto;

Parte 4: Métodos de ensaios;

Parte 5: Projeto da área de lazer;

Parte 6: Instalação;

Parte 7: Inspeção, manutenção e utilização.

Em linhas gerais, a norma determina que a escolha dos materiais e o seu uso devem estar de acordo com normas brasileiras apropriadas, devendo haver especial cuidado na escolha dos materiais quando o equipamento for utilizado em condições climáticas ou atmosféricas extremas. O usuário deve ser advertido dos riscos que cada material apresenta, conforme Seção 9. Deve-se prestar atenção aos possíveis riscos de toxicidade no revestimento das superfícies, conforme 4.11 . Os materiais devem ser selecionados e protegidos de forma que a integridade da estrutura do equipamento fabricado com eles não seja afetada antes da próxima inspeção de manutenção relevante. A NBR 16071-7 proporciona recomendações para as inspeções de manutenção. Quando estiverem previstas temperaturas da superfície de contato do equipamento acima de 40 °C, deve haver cuidado na escolha do material a fim de evitar possíveis riscos como consequência do contato direto com a pele.

É obrigatório que o fabricante do produto informe em que condições climáticas o seu produto pode ser utilizado, de modo a garantir a integridade do usuário. Na escolha do material ou substância do equipamento das áreas de lazer, deve ser considerada a possível disposição do material ou substância, considerando qualquer possível risco tóxico para o meio ambiente. Todos os componentes, partes e peças devem ser projetados de forma que a chuva possa escorrer naturalmente, evitando acúmulo de água. As aberturas devem estar de acordo com o ensaio previsto na NBR 16071-4 de 2012, item 4.2, quanto ao aprisionamento. No caso do equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve ser utilizado: utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa (exemplo: ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru); métodos de construção, como, por exemplo, pé para um poste; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeira, excluindo os preservantes citados em 4.11.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a construção de equipamentos de playground, como o envenenamento ou lascas. etc. devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produtos associados, de diferentes espécies de 4.2.1 a), que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.1 c). Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizados, já que alguns podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente à intempéries.

As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme ensaio da NBR 16071-4 de2012, item 4.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.11 e aos requisitos de acabamentos de 6.2. A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente, ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. Os componentes de metal devem ser resistentes às condições atmosféricas. Os componentes e peças de metal devem ser protegidos contra oxidação. Os metais que produzem óxidos tóxicos, escamam ou descascam devem estar protegidos por um revestimento atóxico. Os metais expostos ao contato com o usuário devem estar protegidos por um revestimento atóxico, conforme 4.11. As peças devem atender aos requisitos de acabamentos de 6.2 e os requisitos de proteção contra o aprisionamento de 6.4.

As peças de plástico não podem apresentar trincas ou rachaduras. As peças devem atender aos requisitos de acabamento de 6.2 e aos requisitos de toxicidade de 4.11.Quando ensaiada segundo a ISO 5470-2, a camada sob o revestimento de gel de plásticos reforçados com fibra de vidro não pode chegar a ser exposta após ser submetida a 51 200 ciclos. O propósito deste requisito é assegurar que o usuário não fique exposto às fibras de vidro. Os materiais sintéticos devem ser resistentes aos raios ultravioletas. As peças devem atender aos requisitos de acabamentos de 6.2 e aos requisitos de toxicidade de 4.11. Se durante a manutenção for difícil determinar o momento em que o material se torna inadequado para uso, o produtor deve indicar a frequência de substituição da peça. Deve ser possível para o usuário identificar visualmente o desgaste do material de recobrimento da fibra de vidro. Para isso, por exemplo, pode ser adotado o uso de diferentes cores nas camadas que compõem a superfície de escorregamento ou um marcador colorido entre as camadas.

Os cabos devem ter sua alma sempre protegida pela capa. A alma nunca deve estar exposta. Em relação aos cabos de aço, seus componentes e as peças de metal devem ser resistentes à oxidação. Não podem apresentar pontas de fio de aço quebradas ou expostas. Os pneus não podem apresentar fios de aço aflorando ou pontas de fio de aço expostas. As partes, peças e componentes de concreto armado não podem apresentar armadura exposta. Os tecidos devem apresentar integridade na sua malha. O material de tingimento de tecidos deve atender aos requisitos de 4.11. Nos equipamentos das áreas de lazer não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos à saúde dos usuários (ver Tabelas 1 a 3). Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver ABNT NBR 16040). Os corantes azoicos que se decompõem em aminas aromáticas não podem ser utilizados em componentes de madeira, papel, couro, têxteis e poliméricos, excluindo-se os revestimentos poliméricos com espessura inferior a 500 I-lm (ver Tabela 1). Os ensaios devem ser realizados conforme as EN 71-10 e EN 71-11.

Os equipamentos devem ser projetados de forma que a chuva possa escorrer livremente, evitando acúmulo de água. Os espaços fechados, incluindo os túneis, devem ser projetados de modo que não seja permitido o acúmulo de água. As dimensões e o grau de dificuldade do equipamento devem ser adequados aos usuários ou faixa etária a que está dirigido. O equipamento deve ser projetado de forma que o risco relacionado a ele seja apreciado e previsível pelo usuário. Os Anexos A a F da Parte 1 fornecem requisitos de segurança específicos para cada equipamento. Essa Norma foi desenvolvida assumindo totalmente a necessidade de vigilância dos usuários de 0 a 36 meses. Como segurança adicional, foram incluídos os requisitos específicos para equipamentos acessíveis a usuários menores de 36 meses, para as seguintes áreas: aprisionamento da cabeça; proteção contra queda; barreira; guarda-corpo; escadas; rampas.

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A defesa em juízo dos adicionais de insalubridade e periculosidade

Curso: Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos e prejuízos

O Curso: Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos e prejuízos (clique no link para mais informações e fazer a inscrição) ensina aos participantes os aspectos gerais de manutenção das instalações elétricas de média tensão são tratados na seção 8 da ABNT NBR 14039, que estabelece as diretrizes básicas para as equipes de manutenção e operação. Entende-se por manutenção as ações que venham a contribuir para prever, evitar ou corrigir desvios de operação e continuidade de trabalho apresentado por uma instalação ou equipamento. Nos casos de ausência da ação corretiva, é possível que haja a diminuição ou a perda de desempenho e funcionamento de um equipamento ou do todo, o risco de parada de um processo e, principalmente, pode haver um risco à integridade física dos profissionais ou das pessoas que venham a ter contato direto ou indireto com essas instalações defeituosas.

Antonio Carlos Vendrame

Há uma generalizada tendência do pedido dos adicionais de insalubridade e periculosidade em todo e qualquer tipo de ação trabalhista, pois os adicionais de risco há muito perderam seu status de principal e passaram a figurar como acessórios na maioria das ações. Isso tem trazido enormes transtornos para a Justiça, para os peritos – que trabalham sem qualquer resultado prático -, para o advogado e seu reclamante – que estendem a ação por um tempo desnecessário e, em algumas oportunidades, são condenados ao pagamento de honorários periciais por sucumbência -, e também para o advogado e a reclamada – que acabam por arcar com um ônus ao qual não deram causa. Desde o recebimento da reclamatória, é fundamental a parceria entre advogado e assistente técnico na preparação da defesa. A contestação não pode se restringir a somente negar, de forma evasiva e lacônica, os pedidos do reclamante, mas deve levar ao juízo elementos, inclusive técnicos, para que o magistrado sugira uma desistência ou renúncia do reclamante ao pedido de adicional de insalubridade e periculosidade.

Na audiência, o advogado deve estar preparado para possível instrução do juízo, especialmente quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual (EPI’s). É importante obter do reclamante confissão sobre o uso deles para vincular a perícia – se houver insalubridade, esta pode ser neutralizada pelo uso dos EPI’s. Além disso, podem ser exploradas outras questões, tais como o ingresso em área de risco, a exposição aos agentes insalubres, quais as atividades efetivamente realizadas durante o pacto laboral vigente, entre outras. Ainda na audiência, a atuação do advogado é importante na nomeação do perito responsável. Caso a escolha do juízo recaia sobre expert cuja conclusão a reclamada já conheça, é possível requerer, naquele momento, a substituição do perito. Vários motivos poderão servir de pretexto como, por exemplo, o difícil relacionamento com o nomeado, a falta de agendamento da perícia e a condução do inquérito preliminar privilegiando somente o reclamante. Há situações tão evidentes quanto ao resultado da perícia que a reclamada nem deveria se submeter à sucumbência, mas realizar acordo quanto ao pleito de insalubridade e periculosidade, se possível, economizando inclusive o pagamento dos honorários periciais. O assistente técnico da empresa também poderá opinar quanto ao risco de realização de uma perícia.
O sucesso numa perícia não depende somente do assistente técnico, mas também dos advogados, da área de recursos humanos da empresa, da chefia imediata, do reclamante etc. Se de fato existe o agente insalubre ou perigoso, não há forma de neutralização ou eliminação implementada e o trabalhador se expõe de forma habitual e permanente. Infelizmente não há muito que fazer.

No entanto, se a empresa é cumpridora de todos os requisitos em segurança e saúde no trabalho, não deve se render ao oportunismo dos reclamantes, vez que uma ação vitoriosa somente abre precedente para outras ações, se transformando em verdadeira bola de neve. Finalmente, um último conselho aos advogados de reclamadas: não se eximam de acompanhar uma perícia. Isto porque os advogados dos reclamantes fazem questão de marcar presença e, na falta do advogado da parte contrária, acabam por tumultuar a perícia, fazendo colocações inoportunas, intimidando a perícia e até mesmo confrontando o assistente técnico da reclamada.

Antonio Carlos Vendrame é engenheiro de segurança do trabalho e diretor da Vendrame Consultores Associados – www.vendrame.com.br – (11) 2262-4733.

Insalubridade

As atividades e operações insalubres estão discriminadas na Norma Regulamentadora 15 (NR 15). Assim, são consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: acima dos limites de tolerância previstos nos anexos à NR-15: Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente; Limites de Tolerância para Ruídos de Impacto; Limites de Tolerância para Exposição ao Calor; Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes; Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho; e Limites de Tolerância para Poeiras Minerais. Nas atividades mencionadas nos anexos: Trabalho sob Condições Hiperbáricas; Agentes Químicos; e Agentes Biológicos. Nas atividadades comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos anexos Radiações Não Ionizantes; Vibrações; Frio; e Umidade.

Entende-se por Limite de Tolerância a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário base do empregado, ou previsão mais benéfica em Convenção Coletiva de Trabalho, equivalente a: 40% para insalubridade de grau máximo; 20% para insalubridade de grau médio; e 10% para insalubridade de grau mínimo. O afastamento ou desligamento do empregado no decorrer do mês ocasionará o recebimento do adicional de insalubridade calculado proporcionalmente ao número de dias trabalhados. No caso de faltas injustificadas, o empregado estará sujeito a sofrer o desconto do adicional de insalubridade proporcionalmente aos dias faltosos, além do desconto do salário.

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Refeições com qualidade e segurança

refeiçãoSegundo Vanessa Albacete, nutricionista clínica da LC Restaurantes, o estilo de vida atual limita a fazer as refeições onde, quando e como se quer. Quase que diariamente as pessoas são obrigadas a comer fora de casa, seja em restaurantes ou lanchonetes fast food. E a diferença entre as refeições pode ser imensa, dependendo da “estrutura” e diversidade de alimentos que se tem em casa e do tipo de refeição que se faz fora de casa. Pode-se tomar como exemplo as saladas, que podem ser bem mais atrativas quando consumidas em um restaurante, já que nem sempre se tem tempo ou disposição para preparar em casa. “Além disso, em restaurante self service, o consumidor pode encontrar vários tipos de vegetais, leguminosas (feijões, grão de bico e lentilha) e molhos, enriquecendo de sabor e de nutrientes as saladas. Vale lembrar que o uso de molhos industrializados deve ser sempre evitado. Dentre as sugestões de alimentação fora de casa, o restaurante self service pode ser uma opção saudável, já que oferece uma grande variedade de alimentos. Escolhendo alimentos variados e frescos, certamente esta é uma opção que ajuda a suprir as necessidades diárias de nutrientes.No entanto, da mesma forma que o self service oferece opções nutritivas, há alimentos gordurosos e tentadores, como as frituras, as massas, as carnes gordas, entre outros pratos que podem representar um perigo, principalmente para quem deseja restringir as calorias ou ter uma alimentação mais saudável. As sobremesas nos restaurantes também costumam ser bem atraentes. O ideal é optar por uma fruta. Além de mais nutritiva, é bem menos calórica do que os doces”, explica.

Ela acrescenta que uma das vantagens de comer em casa é que se tem mais controle dos ingredientes e temperos utilizados nos pratos, garantindo a qualidade do que se está comendo, até porque muitas pessoas possuem restrições alimentares e alergias. Em casa, o uso do óleo, por exemplo, pode ser evitado, dando preferência aos grelhados e assados. Já os temperos naturais como as ervas frescas, os condimentos naturais, as pimentas, o azeite e o limão, substituem muito bem parte do sal que seria adicionado à comida, além de acrescentar nutrientes importantes como antioxidantes, minerais, vitaminas e ácidos graxos insaturados. O consumo diário destes nutrientes contribui para a melhora da saúde, prevenindo ou tratando doenças como a hipertensão, o colesterol, a obesidade além de todas as outras causadas pelo desequilíbrio nutricional. “Outra dica para tornar a refeição mais saudável, seja em casa ou em restaurantes, é comer com moderação. O excesso de comida pode causar desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e a desregulação hormonal e inflamatória causada pelo acúmulo de gordura corporal. Em suma, a alimentação saudável pode ser adotada tanto em casa como em restaurantes, tudo depende das escolhas que se faz”, complementa.

Quanto à qualidade e segurança dos alimentos, existe uma norma NBR e Mercosul, a NBR NM 323: Os requisitos para um sistema de análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC)(clique no link para mais informações)que pode ser aplicada na elaboração de alimentos. É um sistema pró-ativo de gestão da segurança dos alimentos que implica controlar pontos críticos de controle em sua manipulação, para reduzir o risco de desvios que poderiam afetar a dita inocuidade. Este sistema pode ser usado em todos os níveis de manipulação de alimentos, e é um elemento importante de gestão global da qualidade. O conceito APPCC foi desenvolvido no fim da década dos anos 60. Seus princípios básicos não são novos, mas a introdução cada vez mais difundida do conceito APPCC assinala uma mudança na ênfase colocada na inspeção e análise do produto final, que demandam muitos recursos, para o controle preventivo dos perigos em todas as etapas da produção de alimentos. A implementação de um sistema APPCC é um dos passos essenciais no desenvolvimento de um enfoque de gestão da qualidade total na tecnologia e produção de alimentos, e não é conveniente que se considere de forma isolada. É conveniente que os princípios APPCC sejam aplicados ao longo de toda a cadeia produtiva de alimentos, transporte e distribuição de alimentos, desde os produtos primários até os consumidores finais.

Entre as vantagens de um sistema APPCC se inclui uma melhor utilização dos recursos disponíveis e respostas mais rápidas e precisas aos desvios que se produzam. Um sistema APPCC pode também ajudar as inspeções oficiais e promover o comércio internacional, pois aumenta a confiança na segurança dos alimentos comercializados. A aplicação dos sistemas APPCC evoluiu e se expandiu até formar uma base para o controle oficial dos alimentos, e para estabelecer normas para sua segurança e facilitar o comércio internacional. Como exemplo pode-se mencionar a Diretiva 931431EEC sobre higiene dos alimentos. Um sistema APPCC permite identificar perigos específicos (ou seja, agentes biológicos, químicos ou físicos que afetam adversamente a inocuidade ou aceitação de um alimento) e estabelecer medidas para seu controle. Todo sistema APPCC compreende os sete princípios básicos seguintes:

Principio 1 – Realizar análise de perigos;

Principio 2 – Identificar os Pontos Críticos de Controle (PCC);

Principio 3 – Estabelecer os Limites críticos para assegurar que cada PCC esteja sob controle;

Principio 4 – Estabelecer um sistema de monitoramento, mediante ensaios ou observações programadas, para assegurar o controle de cada PCC;

Principio 5 – Estabelecer as ações corretivas aplicáveis quando o sistema de monitoramento indicar que um PCC específico se desviou dos limites críticos estabelecidos;

Principio 6 – Estabelecer procedimentos de verificação e realizar uma revisão para confirmar que o sistema APPCC funciona eficaz e eficientemente;

Principio 7 – Documentar os procedimentos e os registros apropriados para o cumprimento e aplicação destes princípios;

Dessa forma, a norma brasileira e Mercosul 323 estabelece os requisitos para o desenvolvimento, implementação, manutenção e atualização eficaz de um sistema funcional de controle de perigos em qualquer organização que integre a cadeia produtiva de alimentos, para assegurar a segurança dos alimentos. Consideram-se pré-requisitos essenciais para o funcionamento de um sistema APPCC as Boas Práticas de Manufatura (BPM, ver 2.5), os Procedimentos Padrão de Higiene Pessoal (PPHO, ver 2.25) e Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) ou qualquer outro adequado, de acordo com o estabelecido na cadeia produtiva de alimentos, visto que estes tenham seu fundamento, em grande parte, para as medidas de controle sugeridas no plano.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

Energia solar conquista espaço importante na construção civil

NBR IEC 60079-15: Atmosferas explosivas – Proteção de equipamento por tipo de proteção “n”

Essa parte 15 da NBR IEC 60079-15 de 06/2012 – Atmosferas explosivas – Parte 15: Proteção de equipamento por tipo de proteção “n” (clique no link para mais informações sobre a norma) especifica os requisitos para fabricação, ensaios e marcação de equipamentos elétricos para o Grupo 11 com tipo de proteção “n” para uso em atmosferas explosivas de gás. É aplicável a equipamentos elétricos onde a tensão nominal não exceda 15 kV ca eficaz ou cc sendo aplicável a equipamentos elétricos não centelhantes e também a equipamentos elétricos com partes ou circuitos que produzam arcos ou centelhas ou ainda que possuam superfícies quentes, as quais, se não fossem protegidas de uma forma especificada nessa norma, poderiam ser capazes de causar ignição em atmosferas de gases explosivos existentes no ambiente.

solarEm um momento onde se discute muito sobre a eficácia da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, outra opção para a produção de eletricidade se torna mais acessível e chama atenção de quem não tem acesso à energia elétrica e para quem opta por uma solução energética sustentável. Acolhido sempre por arquitetos responsáveis por construções certificadas, os painéis fotovoltaicos, que podem ser os grandes responsáveis pelo aumento da produção de energia limpa em grandes centros, seja para demandas residenciais ou empresariais, ganham cada vez mais adeptos.Algumas certificações ambientais que atestam sustentabilidade à edificações projetadas no Brasil servem de referência para minimizar prejuízos ambientais e garantir que essas construções sigam parâmetros eficientes para isso.

A utilização de energia solar é apontada como fator de certificação para a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema que classifica edificações de acordo com critérios de sustentabilidade ambiental em diferentes categorias. Outra cerificação importante que leva em conta a utilização de energia renovável usada na construção civil é a AQUA (Alta Qualidade Ambiental), essa é a primeira que leva em conta as especificidades do Brasil para seus 14 critérios que avaliam a gestão de obras, suas especificações técnicas e arquitetônicas. Para que os empreendimentos sejam certificados, o consumo de energia é um dos critérios levados em conta e o uso de energia fotovoltaica pode contribuir para esta conquista. Por isso, oferecer soluções energéticas é a missão da Neosolar, empresa paulista que atua fortemente na elaboração de projetos customizados utilizando painéis fotovoltaicos, que assim como as certificadoras, está sempre em busca de novas tecnologias que amparem arquitetos na realização de obras voltadas para a sustentabilidade.

Ainda pensando em contribuir para a redução da utilização de energia advinda de grandes usinas hidrelétricas ou de fontes não renováveis em construções, a Neosolar conta com uma gama de produtos ambientalmente corretos como: postes e luminárias, balizadores de jardim, luminárias de piso e iluminação de Led, dentre outros, combinados com a energia solar fotovoltaica, além das próprias placas ou painéis fotovoltaicos. Todos esses produtos utilizados juntos ou isoladamente geram benefícios ao meio ambiente, pois são alimentados pela energia gerada no local. Os painéis geralmente são instalados no telhado das construções, isso minimiza as perdas de energia que geralmente ocorrem nas linhas de transmissão entre as usinas e as localidades.

Já para construções em áreas rurais ou comunidades que ainda não possuem rede elétrica, a energia solar pode ser uma alternativa rápida e eficaz já que grande parte do país ainda não tem este serviço e a maior parte do território nacional possui altas incidências de radiação solar, fator natural que favorece o sistema. Os painéis solares geram energia elétrica através de células fotovoltaicas produzidas com silício – minério muito utilizado na indústria de componentes eletrônicos – que transforma a radiação solar em energia elétrica. É o chamado efeito fotovoltaico, que acontece quando a luz solar, através de seus fótons, é absorvida pela célula fotovoltaica. A energia dos fótons da luz é transferida para os elétrons que então ganham a capacidade de movimentar-se. O movimento dos elétrons, por sua vez, gera a corrente elétrica.

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Gestor: saiba como medir os benefícios financeiros da qualidade

Curso: Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos e prejuízos

O Curso: Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos e prejuízos (clique no link para mais informações e fazer a inscrição) ensina aos participantes os aspectos gerais de manutenção das instalações elétricas de média tensão são tratados na seção 8 da ABNT NBR 14039, que estabelece as diretrizes básicas para as equipes de manutenção e operação. Entende-se por manutenção as ações que venham a contribuir para prever, evitar ou corrigir desvios de operação e continuidade de trabalho apresentado por uma instalação ou equipamento. Nos casos de ausência da ação corretiva, é possível que haja a diminuição ou a perda de desempenho e funcionamento de um equipamento ou do todo, o risco de parada de um processo e, principalmente, pode haver um risco à integridade física dos profissionais ou das pessoas que venham a ter contato direto ou indireto com essas instalações defeituosas.

benefíciosA norma NBR ISO 14014 – Gestão da qualidade – Diretrizes para a percepção de benefícios financeiros e econômicos(clique no link para mais informações) fornece as diretrizes para a percepção de benefícios financeiros e econômicos com base na aplicação dos princípios de gestão da qualidade da NBR ISO 9001. Não se destina a uso em certificação, regulamentação ou contratual. Dirigida a Alta Direção das organizações em complemento à NBR ISO 9004 quanto a melhorias de desempenho, a NBR ISO 10014 fornece exemplos de benefícios atingíveis e identifica métodos e ferramentas de gestão que são disponíveis para apoiar o alcance daqueles benefícios. Não se destina a uso em certificação, regulamentação ou contratual. Na verdade, o benefício econômico é geralmente atingido por intermédio da gestão eficaz de recursos e da implementação de processos aplicáveis para melhorar o valor e a saúde global da organização. O benefício financeiro é o resultado da melhoria da organização expressa em forma monetária, e obtido por práticas internas da organização efetivas quanto ao custo.

A norma é aplicável a organizações com produtos que incluem serviços, informações, materiais e equipamentos, e materiais processados. Ela e relevante tanto no setor público corno no privado, e pode fornecer orientação útil independentemente do número de empregados, diversidade da oferta de produtos, volume de receita, complexidade de processos ou número de instalações. Ela também propicia suporte a organizações publicas e privadas para facilitar o crescimento econômico sustentável e a prosperidade. Na estrutura da norma, a Seção 5 combina a abordagem de processo, os oito princípios de gestão e a metodologia Planejar – Fazer – Checar – Agir (PFCA). Isso é refletido nos fluxogramas dados em 5.1 a 5.8, inclusive. A ferramenta chave de seleção para determinar o subitem mais apropriado para a ação prioritária de melhoria é a autoavaliação (descrita no item 4.3 e no Anexo A). Os exemplos de métodos e ferramentas aplicáveis são apresentados nas colunas Planejar – Fazer – Checar – Agir em cada fluxograma. A lista de métodos e ferramentas mostrados nas colunas Planejar – Fazer – Checar – Agir não é exaustiva, e convém que os usuários selecionem aqueles mais apropriados à sua organização.

Alguns métodos e ferramentas são utilizados em mais de um subitem, indicando o inter-relacionamento entre os princípios. A subseção sobre “Melhoria contínua” (5.6) ilustra como a abordagem PFCA pode ser efetivamente aplicada ao processo de planejamento estratégico e análise crítica pela Alta Direção, de forma a obter e melhorar ainda mais os benefícios financeiros e econômicos. A subseção 5.6 esta incluída na coluna Agir de todas as outras subseções da Seção 5.Antes de usar os questionários de autoavaliação, convém que a equipe de avaliação se familiarize com as descrições dos níveis de maturidade (Tabela A.1). Convém que a equipe de avaliação use o questionário de autoavaliação inicial (Tabela A.2) para obter uma rápida visão da maturidade da organização e esse processo deve levar aproximadamente 1 h. A informação obtida melhora o processo de seleção para futuras autoavaliações e convém estimular comparações em toda a organização, entre funções e entre diferentes níveis hierárquicos. Se a maturidade media for menor do que Nível 3 para qualquer principio em particular, beneficio significativo resultaria se a Alta Direção continuasse a avaliação daquele principio usando o questionário de autoavaliação completo (Tabela A.3).

Caso selecionada, convém que a autoavaliação completa seja reconhecida como um marco de importante valor agregado para a organização, que compensa o investimento adicional de tempo necessário para completá-lo. Após o termino de um questionário de autoavaliação, convém que um gráfico RADAR seja preparado, proporcionando uma visão pictórica do status de maturidade da organização. A geração contínua de gráficos RADAR fornece uma representação continua do progresso da organização. Importante informar que esse gráfico compara os valores agregados de várias séries de dados. Ele pode propiciar: apresentação de várias dimensões ao mesmo tempo; fácil visualização comparativa; e uniformização das unidades de medida de séries de dados independentes. Essa estrutura permite colocar lado a lado diferentes séries de dados. Essa uniformização das unidades de medidas é uma das principais características do gráfico.

A autoavaliação, para agregar valor, fundamenta-se na sua integridade quanto a objetividade, franqueza e efetivo envolvimento das pessoas durante a avaliação dos níveis de maturidade. Se existir uma preocupação com respeito a franqueza, convêm que seja considerado ter-se uma ampla seleção de empregados preenchendo o questionário anonimamente. Alguns métodos e ferramentas comuns são brevemente apresentados no Anexo B, que não tem a intenção de ser exaustivo. Recomenda-se que a Alta Direção investigue adicionalmente os métodos e ferramentas aplicáveis, e implemente aqueles que reflitam as necessidades específicas da organização.

Analfabetos no Brasil

Aquecimento de água a gás: só instale os equipamentos que cumpram as normas técnicas

Normalmente, os aquecedores de passagem a gás eram colocados dentro dos banheiros, depois foram banidos para o lado de fora para evitar acidentes decorrentes de vazamentos de gás. O funcionamento hidráulico é igual aos aquecedores centrais elétricos, ou seja, existe uma tubulação de água quente que distribui a água quente a partir do aquecedor até cada ponto de consumo. Os aquecedores de acumulação podem ser elétricos, a gás ou solares. Nestes, um tanque isolado termicamente mantém a água a uma determinada temperatura, de onde é direcionada aos pontos de consumo. Note que mesmo os aquecedores solares contêm um aquecedor elétrico para os dias nublados.

Na última década, o Brasil caminhou um pouquinho na área da educação, ampliando o acesso ao ensino básico e superior em todas as regiões do país, porém os dados levantados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre 2001 e 2011 demonstram que a realidade ainda está longe de ser a ideal para o pleno desenvolvimento da sociedade brasileira. Segundo os últimos dados do Inaf, divulgados em julho de 2012, o número de analfabetos funcionais totaliza 20% dos brasileiros entre 15 e 49 anos, o que representa uma redução de 13 pontos percentuais na comparação com o índice de 2001 (33%). Os avanços são verificados principalmente na transição do analfabetismo absoluto ou da alfabetização rudimentar para o nível básico de habilidades de leitura, escrita e matemática. Desta forma, a proporção neste último nível foi a que mais cresceu, passando de 37% para 50% da população nesta faixa etária. Entretanto, a alfabetização plena, que supostamente deveria ser atingida ao se completar o ensino fundamental, permaneceu em torno dos 30% no período.

De acordo com os dados de 2011, quando comparados os percentuais de analfabetismo funcional entre as regiões do Brasil, nota-se que o Nordeste e o Sudeste tiveram melhorias mais significativas: de 45% para 29% e de 32% para 14%, respectivamente. Já em relação à faixa etária, o destaque é para aqueles entre 35 e 49 (de 46% para 30%), ainda que permaneçam como a faixa na qual há mais analfabetos funcionais. A baixa renda é outro fator relacionado ao grupo de analfabetos funcionais do País. Daqueles que têm renda familiar de até um salário mínimo 38% são considerados analfabetos funcionais, enquanto que este número cai para 6% dentre aqueles com renda familiar superior a 5 salários mínimos. Já em relação à etnia, os números são mais expressivos na população que se auto-denomina como preta/negra, ou seja, 29% destes podem ser considerados analfabetos funcionais, enquanto esse valor é de 23% entre os pardos e de 14% entre os brancos. O que foi avaliado são as habilidades de escrita, leitura e matemática da população brasileira, classificando os resultados em níveis:

Analfabetos Funcionais:

• Analfabetos: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços, etc.).

• Alfabetizados: em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Funcionalmente Alfabetizados:

• Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

• Alfabetizados em nível pleno: pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos usuais: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.

O cliente: patrimônio da organização

Sonia Jordão

Você realmente conhece os seus clientes? Sabe o que eles desejam? Quantos deles compram regularmente os produtos da organização em que você trabalha? E a concorrência, como está? Como anda a qualidade dos produtos e serviços da sua organização? Responder a essas perguntas é o primeiro passo para saber como estão os seus negócios. E nesse sentido, é fundamental conhecer seus clientes e agregar valor aos produtos e/ou serviços que comercializa. Então, comunique-se com o cliente, vá até eles, ouça-os. Toda organização precisa de clientes para sobreviver, e as pessoas precisam da organização para se realizarem profissionalmente. Portanto, os seus colaboradores precisam saber se relacionar bem com os clientes da organização.

Criar uma relação duradora com os seus clientes é o ideal. E para isso, é preciso entender que essa é uma tarefa não só do setor de vendas ou marketing, é responsabilidade de todos na organização. O cliente quer se sentir importante, ser bem tratado e respeitado, desde a telefonista ou recepcionista até a alta direção. As empresas mais bem sucedidas, em grande parte, são aquelas que buscam conquistar a confiança e satisfazer as necessidades de seus clientes. As pesquisas indicam que a maneira como os colaboradores são tratados por seus líderes influencia diretamente no atendimento que eles dão aos clientes. Portanto, a forma como um executivo trata seus colaboradores pode refletir na forma como estes tratam os clientes. E os clientes estão se tornando cada vez mais exigentes. Não é para menos, com o aumento da concorrência, ganha o cliente aquele que o trata melhor.

O interesse pela excelência cresce a cada dia, fazendo com que as organizações procurem programas de melhoria da qualidade. Afinal, a má qualidade de seus produtos e serviços prejudica a imagem da organização. Para evitar que isso aconteça, elas investem em programas de melhorias. Procuram melhorar o que já está bom e os seus pontos fracos. A organização pode até não ser perfeita, mas é preciso ter cuidado quando algo der errado. Se um problema acontece, por exemplo, o mínimo que os clientes esperam é que você o solucione. Fique atento, se o cliente reclama é porque quer continuar com a empresa, do contrário procuraria direto o concorrente. Portanto, trate-o bem. “Um cliente mal atendido provavelmente irá procurar refúgio no seu concorrente e recuperá-lo custará pelo menos dez vezes mais do que simplesmente mantê-lo.” (Mauro Silveira).

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” – www.soniajordao.com.br

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