Os requisitos obrigatórios para um sistema de responsabilidade social

Normas comentadas

 NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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 NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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 NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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socialDepois de revisada em 2012, a NBR 16001 de 07/2012 – Responsabilidade social – Sistema da gestão – Requisitos (clique no link para mais informações) passou a estabelecer os requisitos mínimos relativos a um sistema de gestão da responsabilidade social, permitindo que a organização formule e implemente uma política e objetivos que levem em conta seus compromissos com diversos assuntos. Nas últimas décadas têm crescido a mobilização e a preocupação da sociedade com temas associados à ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, desenvolvimento sustentável e inclusão social. Nesse sentido, as organizações de todos os tipos estão cada vez mais conscientes do seu papel na sociedade e preocupadas em atingir e demonstrar desempenhos ambientais, econômicos e sociais adequados, controlando os impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, de forma consistente com sua política e com seus objetivos da responsabilidade social.

Esse comportamento se insere no contexto de legislações cada vez mais exigentes, de práticas de consumo e de investimentos cada vez mais conscientes, do desenvolvimento de políticas econômicas e de outras medidas destinadas a estimular o desenvolvimento sustentável e de uma crescente preocupação manifestada pelas partes interessadas em relação às questões ambientais, econômicas e sociais. Muitas organizações têm conduzido programas de responsabilidade social e avaliações do seu desempenho ambiental, econômico e social. No entanto, por si só, tais avaliações podem não ser suficientes para proporcionar a uma organização a garantia de que seu desempenho não apenas atende, mas continuará a atender, aos requisitos legais e aos de sua própria política. Para que sejam eficazes, é necessário que esses procedimentos sejam conduzidos dentro de um sistema de gestão estruturado que esteja integrado na organização.

A adoção e a implementação, de forma sistemática, de um conjunto de técnicas de gestão da responsabilidade social podem contribuir para a obtenção de resultados ótimos para todas as partes interessadas. Contudo, a adoção dessa norma não garantirá, por si só, resultados ótimos. Para atingir os objetivos da responsabilidade social, convém que o sistema de gestão da responsabilidade social estimule as organizações a considerarem a implementação da melhor prática disponível, quando apropriado e economicamente exequível. A adoção dessa norma não elimina, engloba ou substitui o uso das normas da série NBR ISO 9000 ou NBR ISO 14000, cabendo às organizações a decisão de aplicá-la em conjunto ou separadamente, dependendo das suas necessidades estratégicas. O atendimento aos seus requisitos não significa que a organização seja socialmente responsável, mas sim que possui um sistema de gestão da responsabilidade social. As comunicações da organização, tanto internas quanto externas, devem respeitar este preceito.

Convém ressaltar que duas organizações que desenvolvam atividades similares, mas que apresentem níveis diferentes de desempenho de responsabilidade social, conforme estabelecido em sua política de responsabilidade social, objetivos e metas, podem, ambas, atender aos seus requisitos. Essa norma pretende auxiliar as organizações a contribuírem para o desenvolvimento sustentável e visa estimulá-las a irem além da conformidade legal, posto que esta é uma obrigação fundamental de qualquer organização e parte essencial de sua responsabilidade social. Apesar de muitas pessoas usarem os termos responsabilidade social e desenvolvimento sustentável de forma intercambiável e de haver uma relação entre esses termos, eles são conceitos diferentes. O desenvolvimento sustentável é um conceito e um objetivo norteador amplamente aceito, reconhecido internacionalmente após a publicação, em 1987, do relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU. O desenvolvimento sustentável refere-se a satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades. O desenvolvimento sustentável tem três dimensões – econômica, social e ambiental – as quais são interdependentes; por exemplo, a eliminação da pobreza requer a promoção da justiça social, do desenvolvimento econômico e da proteção ao meio ambiente.

A responsabilidade social tem como foco a organização e refere-se às responsabilidades da organização com a sociedade e o meio ambiente. A responsabilidade social está intimamente ligada ao desenvolvimento sustentável. Pelo fato de o desenvolvimento sustentável tratar de objetivos econômicos, sociais e ambientais comuns a todas as pessoas, ele pode ser usado como forma de abarcar as expectativas mais amplas da sociedade a serem levadas em conta por organizações que buscam agir responsavelmente. Portanto, convém que um objetivo amplo de responsabilidade social da organização seja contribuir para o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, a noção de que a responsabilidade social é centrada em atividades filantrópicas, como doações a instituições beneficentes, não é correta, apesar de serem importantes em determinados contextos. O objetivo do desenvolvimento sustentável é atingir um estado de sustentabilidade para a sociedade como um todo e para o planeta. Não diz respeito à sustentabilidade ou viabilidade permanente de uma organização específica. A sustentabilidade de uma determinada organização pode ou não ser compatível com a sustentabilidade da sociedade como um todo, a qual é obtida ao lidar-se com aspectos sociais, econômicos e ambientais de uma maneira integrada. Consumo sustentável, uso sustentável de recursos e meios de vida sustentáveis são relevantes a todas as organizações e têm a ver com a sustentabilidade da sociedade como um todo.

Dessa forma, depois de revisada, a NBR 16001 passou estabelecer os requisitos mínimos relativos a um sistema de gestão da responsabilidade social, permitindo que a organização formule e implemente uma política e objetivos que levem em conta seus compromissos com: a) a responsabilização; b) a transparência; c) o comportamento ético; d) o respeito pelos interesses das partes interessadas; e) o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos subscritos pela organização; f) o respeito às normas internacionais de comportamento; g) o respeito aos direitos humanos; e h) a promoção do desenvolvimento sustentável. Ela tem por objetivo prover às organizações os elementos de um sistema de gestão da responsabilidade social eficaz, passível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos relacionados com a responsabilidade social. Não se pretende criar barreiras comerciais não tarifárias, nem ampliar ou alterar as obrigações legais de uma organização. Os seus requisitos são genéricos, para que possam ser aplicados a todas as organizações. A conformidade com esta norma não implica, por si só, a conformidade com as diretrizes da NBR ISO 26000. Quaisquer declarações de que um certificado de conformidade com esta norma seria uma evidência do atendimento às diretrizes da NBR ISO 26000 são incompatíveis com os objetivos dessa norma. No entanto, a sua adoção pode auxiliar a organização em seu processo de implementação de algumas das diretrizes da NBR ISO 26000.

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Gestão não tem tamanho: tem princípios

geniusComo resolver as suas dúvidas técnicas sobre as as normas NBR

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Sobre “Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas”, em que consiste um sistema de proteção contra descargas atmosféricas (spda)? Acesse o link

http://www.target.com.br/portal_new/Pesquisa/Resultado.aspx?pp=13&c=5480

Sobre “Sistemas de gestão da qualidade”, o que significa satisfação do cliente em um sistema de qualidade? Acesse o link http://www.target.com.br/portal_new/Pesquisa/Resultado.aspx?pp=13&c=6630

Telmo Schoeler

Quando mencionamos exemplos e estratégias de empresas bem sucedidas como Coca Cola, Nestlé, Microsoft, Disney, Natura, Gerdau é comum ouvir… “ah! Mas isso é para grandes empresas, não se aplica a nós, pequenas e médias”… Analogamente, ao trazer para a mesa casos e causas de grandes derrrocadas como Varig, Lehman Brothers, GM, Mesbla, Kodak, a ilusória válvula de escape tende a ser… “o caso deles foi diferente do nosso que somos muito menores”…. Após quase cinco décadas de avaliação e diagnóstico de centenas de empresas de todos os tipos, setores, dimensões, estágios de sofisticação gerencial e situação econômico-financeira, enxergo uma constância de presença dos seguintes fatores de sucesso e de sua ausência nos fracassos:

1 – Objetivo claro e definido è sua ausência impede traçar caminhos;

2 – Estratégia para atingir esse objetivo e pessoas capazes de estabelecê-la è onde, sem como, é efêmero;

3 – Estrutura de capital compatível com o negócio è nada se sustenta apenas com idéias e boa vontade;

4 – Pessoas com capacidade para executar as ações da estratégia è iniciativa sem entrega é inócua;

5 – Sistema de registro e controle dos atos e fatos è sem ele se desconhece situação e performance e qualquer voo cego um dia acaba em tragédia;

6 – Periódica revisão estratégica à luz das mudanças e dinâmica do mundo è só o futuro existe e será diferente do passado;

7 – Afinidade e harmonia societária è a física já nos ensina que a resultante de forças iguais e de sentido contrário é a inércia, o que nos negócios é a morte;

8 – Gestão do processo sucessório de pessoas e de capital è porque pessoas morrem e capital troca de mãos;

9 – Acompanhamento, verificação e auditoria dos atos e fatos è nem tudo o que parece é;

10 – Consciência de que só o mercado / vendas nos sustentam è saber que necessidade suprimos ou problema resolvemos para os clientes;

11 – Sermos melhores / diferentes de nosso concorrente è por que clientes gastam conosco?;

12 – Consciência de que tudo acaba em dinheiro e sobrevivemos ou morremos pelo caixa que está no fim da jornada.

O conjunto demonstra a complexidade, sofisticação e riscos do moderno mundo empresarial, onde a intuição ainda é válida, mas o amadorismo não. Hoje, alguém pode até ter 100% do capital, mas ninguém, sozinho, tem 100% da capacidade nem do conhecimento. Daí a importância dos princípios e boas práticas de Governança Corporativa – transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Nomes famosos ou histórias e exemplos que desfilam nos noticiários de nosso bairro, nos mostram que nada disso tem a ver com porte de empresas: multinacionais ou a padaria da esquina sobrevivem ou desaparecem pelas mesmas razões, que são a adesão ou não aos princípios de gestão e governança. E estes, no fundo, se submetem aos inexoráveis e internacionais princípios financeiros: dinheiro custa. Por isso, requer eficiência e exige resultado maior que o seu custo; não distingue nacionalidade, raça, religião, idade ou tradição. Para todos os nossos atos de gestão, um dia a fatura chega e aí será a hora da verdade, pois, como já diziam nossos avós, dinheiro não admite desaforo.

Telmo Schoeler é administrador (UFRGS), Master of Business Administration – MBA – (Michigan State University – USA), com diversos cursos de extensão em gestão, governança corporativa, planejamento, finanças, marketing e qualidade.

Ponto eletrônico começou a vigorar para micro e pequenas empresas

Foram cinco adiamentos da portaria 1.510, que instaurou a obrigatoriedade do ponto eletrônico, foi editada em agosto de 2009. Empresários, advogados e representantes do governo travaram disputa jurídica pela implementação do novo registro por quase três anos. A justificativa do governo federal para a adoção do novo sistema foi a de evitar fraudes na marcação da jornada. As empresas reclamavam que haveria mais burocracia, mais custos e mais transtornos nas relações trabalhistas. Será que agora vai? A partir de 1º de setembro, empresas com mais de dez funcionários estão obrigadas a instalar o ponto eletrônico para controlar a jornada de trabalho de seus funcionários. A determinação, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em fevereiro deste ano, atinge mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas, que totalizam 99% dos negócios do país, segundo dados de pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Dieese, entre 2000 e 2011. De acordo com a portaria nº. 373, que rege a norma, os empregadores poderão adotar sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, desde que autorizados por convenção ou acordo coletivo de trabalho. Nenhuma empresa, no entanto, é obrigada a utilizar o ponto eletrônico (Relógios Eletrônicos de Ponto – REP), podendo optar também pelo registro manual ou mecânico.

“Nos últimos anos, o ponto eletrônico foi tema de diversos debates. Uma grande epopeia tomou conta do assunto visto que o Ministério por diversas vezes prorrogou a portaria que instituía o ponto eletrônico e muitas vezes as interpretações as regras foram dúbias e até mesmo errôneas. Pode? Não pode? Como se faz? Atualmente, a nova portaria infere-se as pequenas empresas – com mais de 10 empregados – onde a própria CLT já obrigava as empresas a controlarem a jornada de trabalho. Novamente, o MTE está chovendo no molhado e, do ponto de vista, prático não traz qualquer inovação ao difícil cotidiano das empresas”, afirma o advogado Alan Balaban, sócio do escritório Braga e Balaban Advogados e professor de Direito do Trabalho. A norma estabelece que o novo equipamento de ponto eletrônico imprima um comprovante ao trabalhador toda vez que for feito registro de entrada e saída, inclusive na hora do almoço.

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