Como detectar gases em atmosferas explosivas

NBR 5674: os requisitos obrigatórios para a manutenção de edificações

Editada em 2012, a NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção (clique no link para mais informações sobre a norma) estabelece os requisitos para a gestão do sistema de manutenção que inclui meios para preservar as características originais da edificação e prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes. As edificações existentes antes da vigência dessa norma devem se adequar ou criar os seus programas de manutenção atendendo ao apresentado nessa norma. Os seus anexos apresentam exemplos de modelos não restritivos ou exaustivos a serem adaptados em função das características específicas da edificação.

exA NBR IEC 60079-29-2 – Atmosferas explosivas – Parte 29-2: Detectores de gases – Seleção, instalação, utilização e manutenção de detectores para gases inflamáveis e oxigênio (clique no link para mais informações) estabelece as orientações e as práticas recomendadas para a seleção, instalação, utilização segura e manutenção de equipamentos eletricamente operados do grupo 11, destinados à utilização em aplicações industriais e comerciais. Os equipamentos de detecção de gases inflamáveis podem ser utilizados sempre que existir a possibilidade de risco a vida ou a propriedade, causado pelo acúmulo de mistura de ar com gás inflamável. Esses equipamentos podem proporcionar um meio de reduzir o risco pela detecção da presença de gás inflamável e da emissão de alarmes sonoros ou visuais adequados. Esses detectores de gás podem também ser utilizados para iniciar medidas preventivas (desligamento da planta, evacuação e procedimentos de operação de extinção de incêndio).

Podem ser utilizados para monitorar uma atmosfera de gás abaixo do limite inferior de explosividade, em circunstâncias em que o acúmulo de gás pode resultar em uma concentração da mistura gás/ar em níveis potencialmente explosivos. Os requisitos de desempenho para os equipamentos de detecção de gás com estes objetivos são definidos na ABNT NBR IEG 60079-29-1. Entretanto, a capacidade de desempenho por si só não pode assegurar que a utilização de tais equipamentos possam devidamente salvaguardar a vida ou a propriedade onde gases inflamáveis possam estar presentes. O nível de segurança obtido depende em grande parte da correta seleção, instalação, calibração e manutenção periódica dos equipamentos, juntamente com o conhecimento das limitações da técnica de detecção requerida. Isso não pode ser alcançado sem um gerenciamento de informações responsável.

Um risco adicional para a vida é a toxicidade de alguns gases e dos vapores de todos os líquidos, com exceção de água. Em geral, não é considerado que todos os vapores inflamáveis sejam potencialmente tóxicos em níveis de concentração que sejam frações muito pequenas de seus respectivos limites inferiores de explosividade. Os equipamentos cobertos pela ABNT NBR IEC 60079-29-1 não são destinados especificamente para a proteção tóxica, e precauções adicionais de proteção pessoal são normalmente necessárias quando o pessoal estiver exposto a vapores tóxicos. Os equipamentos portáteis abrangidos pelas ABNT NBR IEC 60079-29-1 e ABNT NBR IEC 60079-29-2 comumente possuem detectores adicionais para os gases tóxicos específicos e também para a deficiência de oxigênio. Os usuários são advertidos de que mesmo pequenas deficiências de oxigênio podem ser resultantes de concentrações tóxicas de algum outro gás ou vapor que possa não ser detectável ou adequadamente detectado pelos equipamentos em utilização.

Os requisitos gerais para a documentação ou manual de um determinado equipamento detector de gás inflamável são especificados na ABNT NBR IEC 60079-29-1, que fornece alguns conhecimentos necessários sobre os pontos mencionados acima. Essa parte da ABNT NBR IEC 60079-29 foi escrita especificamente para abranger todas as funções necessárias ao atendimento da necessidade de detecção de gás, através de métodos baseados na devida manutenção de uma bem sucedida operação de detecção de gás. As diferentes seções dessa norma são apropriadas para diferentes tarefas dentro destes tipos de operações. Cada seção foi escrita de forma a ser independente, tanto quanto possível. Isso significa que algumas informações estão repetidas em diferentes seções, mas com uma ênfase diferente. Essa parte da ABNT NBR IEG 60079-29 estabelece orientações e práticas recomendadas para a seleção, instalação, utilização segura e manutenção de equipamentos eletricamente operados do grupo 11, destinados a serem utilizados em aplicações industriais e comerciais seguras, para a detecção e medição de gases inflamáveis atendendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-29-1. É aplicável na medição de oxigênio, com o objetivo de inertização, quando a proteção contra explosões for proporcionada pela exclusão de oxigênio, em vez da medição dos gases ou vapores combustíveis presentes.

Essa parte é uma compilação de conhecimentos práticos para auxiliar o usuário e é aplicável a equipamentos, instrumentos e sistemas que indicam a presença de uma mistura inflamável ou potencialmente explosiva de gás ou vapor com ar, por meio da utilização de um sinal elétrico proveniente de um sensor de gás para produzir uma leitura, para ativar um alarme visual ou sonoro pré-ajustado ou outros dispositivos ou qualquer combinação destes. Esses detectores podem ser utilizados como uma maneira de reduzir o risco sempre que existir a possibilidade de risco a vida ou às instalações especificamente, devido ao acumulo de uma mistura de ar e gás combustível, através do fornecimento de alarmes. Estes detectores podem também ser utilizados para iniciar procedimentos preventivos específicos de segurança (por exemplo, desligamento da planta, evacuação, procedimentos de extinção de incêndio). É aplicável a todas as instalações permanentes novas e, quando for razoavelmente possível, às instalações permanentes existentes. Também às instalações temporárias, sejam elas novas ou existentes.

Similarmente, esta parte da ABNT NBR 60079-29 e aplicável à utilização segura de equipamentos portáteis ou transportáveis, independentemente do seu tempo de uso ou da sua complexidade. Uma vez que equipamentos muito modernos desse tipo também incluem detecção de deficiência de oxigênio e/ou sensores específicos de gases tóxicos, algumas orientações adicionais são apresentadas para estes temas. Quando em áreas classificadas, recomenda-se que os equipamentos sejam instalados e utilizados de modo que não sejam capazes, por si só, de causar a ignição de uma mistura de ar e gás combustível.

Para os objetivos dessa parte da ABNT NBR 60079-29, exceto quando expressamente indicado em contrário, os gases inflamáveis incluem vapores inflamáveis. Para os objetivos dessa parte da ABNT NBR 60079-29, os equipamentos incluem os fixos, transportáveis e os portáteis. Não se destina a abranger, mas pode fornecer informações úteis para equipamentos destinados somente a detecção de gases tóxicos não inflamáveis, equipamentos do tipo para laboratório ou científico destinados somente às finalidades de análise ou medição, equipamentos destinados a aplicações de mineração subterrânea (equipamentos do grupo I), equipamentos destinados somente a aplicações de controle de processos, equipamentos destinados à aplicações em transformação e fabricação de explosivos, equipamentos destinados à detecção de uma atmosfera potencialmente inflamável resultante da poeira ou névoa no ar e equipamentos de caminho aberto não utilizados para medição pontual.

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Impressão 3D abre portas para minirrevolução industrial

O lazer das crianças nos playgrounds é coisa séria

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um texto afirmando que os parques mandam por dia quatro pessoas ao hospitais, que a Grande SP e a região de Campinas concentram 92% dos casos. Esses números são da Secretaria da Saúde e foram divulgados após morte de uma menina em um hotel. É preocupante a falta de conhecimento e informação que os prestadores de serviços no setor de diversão possuem em relação à não observância das normas técnicas brasileiras sobre o setor, normas estas mais conhecidas como normas ABNT NBR. Clique para mais informações

Renata Sollero

O grande desafio atual do Brasil é a competitividade. Para disputar um mercado globalizado, as indústrias precisam identificar seus problemas reais, trabalhar duro para desenvolver produtos melhores e lançar esses produtos na hora certa e com o preço certo. Quem deseja vencer esses desafios precisa realizar a transição do design inicial para a produção final das mercadorias – neste processo, é fundamental equacionar a etapa de prototipagem. Empresas que lutam com esta questão veem o fenômeno da impressão 3D como uma ferramenta de prototipagem rápida que suporta o salto do design para a produção. No passado, ninguém acreditaria que um dia seria possível projetar um produto na tela do computador e, menos de uma hora depois, segurar e testar a peça de verdade. A tecnologia de impressão 3D faz exatamente isso. As vantagens propiciadas por esta tecnologia são duas: velocidade e realismo.

Para entender isso melhor, vale a pena dar um passo para trás. A prototipagem sempre foi um calcanhar de Aquiles para os processos modernos de produção em massa e manufatura rápida. Isso acontece porque a prototipagem não faz parte dos parâmetros de economia de escala. Tornos, máquinas de furar, plainas, fresas e modeladoras foram inventados no início dos anos 1800 no norte da Inglaterra. Esta foi a época e o local onde os fabricantes finalmente obtiveram êxito na substituição das ferramentas de madeira fabricadas a mão por máquinas em metal capazes de produzir em massa peças metálicas robustas e mais baratas. No entanto, até recentemente, os fabricantes não haviam conseguido aplicar, no processo de prototipagem, a mesma eficiência de custo do processo industrial. Em vez disso, a prototipagem permanecia presa à era pré-industrial. Arquitetos contratavam alunos para trabalhar no penoso processo de construir e colar modelos em cartolina dos seus projetos. Fabricantes automotivos utilizavam equipes para construir pesados modelos em argila da sua próxima geração de automóveis. Laboratórios protéticos empregavam os inconvenientes e trabalhosos moldes da arcada dentária para preparar facetas, coroas ou próteses dentárias. Tudo isso exige horas de mão de obra, sua repetição é difícil e cara. Acima de tudo, esses modelos não representam com precisão o produto final que precisa ser testado.

E, como a produção de ferramentas de usinagem, prensas, máquinas de injeção e moldes continua a ser cara, muitas vezes é mais fácil conviver com um design medíocre do que substituir equipamentos de base. Assim, a qualidade final dos produtos vem sofrendo na forma de um inevitável “custo” ou efeito colateral da produção moderna. Mesmo com o advento das tecnologias de CAD/CAM e de técnicas de design mais precisas e rápidas, os projetos continuam a pesar em orçamentos que, em alguns casos, podem se esticar por anos – em especial, nos setores fabris estratégicos maiores, como defesa. No entanto, com a tecnologia de impressão 3D, o processo de prototipagem finalmente conseguiu acompanhar o ritmo da indústria. A tecnologia de impressão 3D coloca um fim imediato ao gargalo da prototipagem manual ao fornecer um meio rápido e automático de produzir peças únicas e exclusivas. Um dos diferenciais dessas peças é que podem ser testadas com precisão em cenários do mundo real, muito antes do design ser colocado em produção. Além de velocidade, a impressão 3D oferece a grande vantagem de produzir representações realistas adequadas para testes e inspeções de defeitos logo nos primeiros estágios do ciclo de design. Uma vez identificado o defeito de design no modelo, os designers e engenheiros podem retocá-lo no programa CAD, imprimi-lo em 3D e testá-lo novamente tantas vezes quanto necessário até chegarem a um design perfeito.

Um aspecto que particularmente se destaca quando lidamos com modelos impressos em 3D, em especial quando eles são impressos por meio de uma tecnologia de alta resolução com múltiplos materiais, é que eles de fato se parecem e funcionam como os produtos que pretendem representar. Trata-se de uma enorme vantagem sobre as demais técnicas. Embora a impressão 3D a jato de tinta seja conceitualmente semelhante à impressão 2D, na verdade o material jateado é um polímero, e não tinta, e a superfície da impressora move-se para baixo à medida que o modelo “cresce” na bandeja de montagem. Um dos aspectos mais impressionantes desse tipo de técnica aditiva é sua capacidade de jatear materiais diferentes com propriedades diferentes em peças montadas de forma homogênea. Por exemplo, um carrinho de brinquedo pode ser impresso com propriedades semelhantes à borracha para as rodas e um chassi rígido. E as rodas giram de verdade – sem nenhuma necessidade de montagem.

Ao usarem técnicas de impressão 3D aditiva, designers e engenheiros podem criar protótipos 3D inteiros e partes funcionais do nada, camada por camada, diretamente do seu software de design CAD padrão. Com tal tecnologia nas pontas de seus dedos, os designers e engenheiros de produtos agora podem abandonar os tediosos ciclos de prototipagem que costumavam demorar semanas ou meses. O resultado da impressão 3D é um processo de prototipagem mais rápido e simples, que sempre resulta em um melhor produto final. Então, qual é a implicação para empresas e setores industriais à medida que se continua a buscar formas de aumentar a competitividade e vencer a retração econômica? Essencialmente, a impressão 3D e a prototipagem rápida tornarão possível uma nova minirrevolução industrial. Empresas e economias inteligentes o suficiente para investir hoje nesta tecnologia poderão se diferenciar ao criar produtos de alta qualidade. O mais impactante: o custo baixo não será mais traduzido automaticamente em perdas de qualidade ou funcionalidade. Com essa tecnologia, a indústria ganha o potencial de, mais uma vez, transmitir a mensagem de qualidade real de um produto. Nesta minirrevolução industrial, ganha espaço o setor que investir na soma da impressão 3D à prototipagem rápida e à manufatura aditiva para reinventar parâmetros de qualidade e preço, e ganhar competitividade.

Renata Sollero é country manager da Objet Brasil.

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