A importância dos imãs de terras raras para a indústria eletroeletrônica

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O tema imãs de terras raras tem sido um recorrente assunto nos fóruns científicos e tecnológicos na atualidade. A pressão do mercado chinês, maior produtor mundial de imãs permanentes de terras raras, tem levado a um movimento intenso de vários países, com o intuito de viabilizar a produção deste importante insumo na cadeia de produtos eletroeletrônicos em outros locais. Este artigo explica como surgiram estes imãs e quais são seus diferenciais. Até meados de 1960 os materiais magnéticos disponíveis eram, em sua maioria, os aços temperados, os imãs óxidos (ferrites)(1) e os AlNiCo (2). A partir da descoberta dos elementos conhecidos como terras raras (TR), ocorreu um novo conceito de super-ímas, principalmente devido às suas propriedades magnéticas superiores em comparação aos imãs da época. Os imãs de TR possuem este nome por possuir em sua composição química elementos do grupo dos Lantanídeos, como o neodímio (Nd), samário (Sm), disprósio (Dy), praseodímio (Pr), entre outros, chamados terras raras. A Figura 1 mostra a evolução dos imãs de acordo com seu produto-energia ((BH)max), grandeza que reflete a quantidade de energia armazenada em um ímã, que indiretamente reflete sua “força de atração” ou intensidade de fluxo.

Os imãs à base de samário e cobalto (SmxCoy) foram os primeiros a serem aplicados comercialmente, suas propriedades em altas temperaturas permitem sua utilização até os dias atuais. Em meados de 1980, a descoberta dos imãs de neodímio (Nd), ferro (Fe) e boro (B) (NdxFeyBz) possibilitou a fabricação de imãs com produto-energia ainda maior a um custo menor que os imãs de Sm-Co, pela maior abundância de seus minerais. Analisando as propriedades magnéticas através das curvas de desmagnetização (Figura 2) onde na abscissa é mostrada a densidade de fluxo magnético (remanência) e no eixo das ordenadas o campo magnético aplicado (coercividade), os ímãs de NdFeB se destacam dos demais devido aos altos valores destas duas propriedades.

A elevada eficiência energética dos ímãs de NdFeB é que viabiliza os processos de produção de energia eólica, veículos elétricos e a miniaturização, principalmente no mercado de eletrônicos. O crescimento da utilização de ímãs à base de TRs em diversos setores e o aumento de consumo decorrente de aplicações para redução de impactos ambientais vem gerando grande interesse no tema, por parte de empresas de diversos países. Associado ao aumento da demanda, cresce a preocupação da indústria mundial com a disponibilidade de matérias primas para a fabricação dos ímãs, acessibilidade a estes materiais e ao recente aumento de seus preços, fato este acentuado pela China, que segundo a agência para o desenvolvimento tecnológico da indústria mineral brasileira (ADIMB) (3) é responsável por atender a 97% da demanda mundial dos metais TR do mundo, e vêm dificultando a exportação destes por meio de cotas e impostos.

Atualmente, empresas brasileiras aumentam a demanda por projetos de P&D com objetivo de lançar novas gerações de produtos de alto desempenho, que neste momento, só podem ser viabilizados com o uso de ímãs de TRs. Assim como no mundo, as empresas brasileiras também estão preocupadas com a segurança no fornecimento de ímãs e a instabilidade dos preços. Devido à recente descoberta de reservas de TRs no Brasil, há uma expectativa para a ativação da cadeia produtiva de ímãs de TRs. A Fundação CERTI e o Laboratório de Materiais da UFSC estão engajados para a efetivação deste processo a nível nacional. No ano de 2011, a Fundação CERTI foi contratada pela ABDI para a elaboração do “Estudo para a Implementação de uma Cadeia Produtiva de Ímãs de Terras-Raras no Brasil”, relatório este que, segundo especialistas da área, resgata a história e as novas possibilidades para o uso das TRs no Brasil.

Fonte: LABelectron

[1] Ferrite de Bário – BaFe12O19; Ferrite de Estrôncio – SrFe12O19.

[2] AlNiCo – Ligas mais conhecidas: AlNiCo5 (15%Ni, 25%Co, 9%Al, 3%Cu e 48%Fe); AlNiCo12 (18%Ni, 35%Co, 6%Al, 8%Ti e 33%Fe).

[3] ADIMB, Agência para o Desenvolvimento Mineral Brasileiro, Clipping de Notícias, 28/05/2012

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Administrador: o profissional que o Brasil mais precisa

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Leandro Vieira

O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil). A piadinha é infame e batida e, com certeza, você já deve ter escutado: “quem não sabe o que quer, faz administração”. A anedota faz parte da habitual rivalidade entre os cursos superiores, e data de muito, muito tempo. A realidade é que o curso de administração e a profissão do administrador mudaram bastante. E nossa sociedade mudou também. Hoje já observamos uma crescente preocupação por parte de empresários e dirigentes de organizações públicas e privadas com relação ao gerenciamento das iniciativas pelas quais são responsáveis. No campo empresarial, ainda temos uma elevada taxa de mortalidade. Segundo o IBGE, praticamente a metade das empresas fecha as portas após o terceiro ano de atividade. Os motivos que explicam esse índice bizarro são diversos, afinal o Brasil amarga a 126ª posição entre 183 nações no ranking do Banco Mundial que elenca os países conforme a facilidade de se fazer negócios em seus territórios. Para se ter uma ideia, segundo esse estudo, é mais fácil abrir um negócio em Uganda do que por aqui.

Entretanto, a principal razão da mortalidade das empresas é sempre a mesma: falta de preparo de seus gestores. Diante de tantas dificuldades, a figura do administrador desponta como essencial para driblar os obstáculos impostos por esse ambiente hostil à atividade empresarial. Outro estudo com o mesmo número de nações, realizado pela ONG Transparência Internacional, coloca o Brasil na 73ª posição no ranking que mede a percepção de corrupção entre os países. Numa escala onde zero significa “muito corrupto” e dez “nada corrupto”, a nossa nota foi 3,8. Fomos reprovados. Além de prejuízos à moral, a corrupção empaca o desenvolvimento brasileiro: um estudo da Fiesp revelou que o prejuízo causado por essa praga chega a 85 bilhões de reais por ano!

A corrupção não é apenas fruto da falta de ética, mas também de falhas na administração pública e nos seus mecanismos de controle (para lembrar uma das funções clássicas da administração delineadas por Fayol). Que falta faz um administrador de fato por trás de nossas instituições, não é mesmo? O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a Administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil). Por ano, são formados mais de 114 mil administradores. Não só a oferta de profissionais da área ao mercado aumentou, como também a demanda por eles. O Conselho Federal de Administração, em parceria com a Fundação Instituto de Administração), realizou uma pesquisa que traça o raio-x da profissão no Brasil. Uma das questões era dirigida aos empregadores. Em 2006, apenas 23% deles consideravam importante um cargo gerencial ser ocupado por um administrador. Em 2011, esse número saltou para 63%. São números que refletem o amadurecimento da sociedade brasileira, e também a transformação da mentalidade dos nossos jovens, que têm optado por essa com muita determinação e com a consciência de que o administrador é o profissional que o Brasil mais precisa. Respondendo àqueles que ainda insistem em contar aquela piadinha surrada do início do artigo, quem opta por Administração tem a certeza exata do que quer fazer – muito diferente daqueles que escolhem outros caminhos profissionais e, lá pelas tantas, tentam atuar como administradores sem serem.

Leandro Vieira é mestre em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fundou o portal www.administradores.com e a revista Administradores.

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