Blindagem arquitetônica

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blindagemCada vez mais, o investimento em blindagem arquitetônica tem se tornado crescente por parte de empresas e pessoas físicas. No entanto, muitas dúvidas ainda rondam a blindagem arquitetônica, fazendo com que o cliente perca o foco do seu real objetivo ou ainda que não consiga usufruir adequadamente os benefícios da blindagem. Para esclarecer alguns pontos importantes, Cristiano Vargas, diretor da Vault, responde às principais questões levantadas por quem busca a blindagem arquitetônica e que podem ser decisivas na hora de optar pelo projeto.

– O que deve ser analisado antes de o proprietário de uma residência investir na blindagem arquitetônica? Os fatores que devem ser analisados ao solicitar o projeto de blindagem são as estruturas da residência, as áreas de risco e o nível de blindagem a ser implementado, já que este deve estar de acordo com a necessidade da segurança.

– Quais são os principais materiais que podem ser blindados? Os principais itens que podem receber a blindagem são portas, alvenarias e vidros.

– E que tipo de empreendimento pode ser blindado? Qualquer tipo de ambiente (imóvel) que requeira segurança pode ser blindado, seja comercial, industrial ou residencial.

– Há necessidade de realizar uma análise de risco do imóvel? Não, necessariamente. A implementação da blindagem não está atrelada ao risco do imóvel, mas a necessidade que o cliente tem em aumentar sua segurança.

– Quais são os níveis de proteção balística? Há vários níveis de proteção balística: do Nível II – norma NIJ (calibre 357 Magnum) até Nível IV (FAL 7.62×51 e 30.06). – Qual o custo inicial para blindar uma residência?

Depende do grau de proteção e dos itens vendidos. Uma porta blindada custa, em média, R$ 5.000,00. Já uma janela padrão custa cerca de R$ 2.000,00 o m² para proteção Nível IIIA e R$ 3.000,00 o m² para o Nível III.

– É possível realizar a blindagem arquitetônica de uma construção antiga? Sim. No nosso caso, utilizamos a estratégia do chamado “Retrofit”, ou seja, reformamos o local a ser blindado de forma customizada para adaptar as novas instalações, sem prejudicar o projeto arquitetônico inicial. Para isso, substituímos determinados materiais antigos e convencionais para adaptar as partes que serão blindadas. Geralmente locais industriais têm a preocupação maior com o nível de segurança, enquantos os imóveis residenciais necessitam do apelo de segurança combinado com acabamento de acordo com o padrão arquitetônico existente.

– Qual o tempo médio para realização da blindagem? O tempo para finalizar a blindagem vai depender da complexidade do projeto. No caso de uma porta blindada residencial, por exemplo, o tempo médio de instalação é de um dia útil.

– E qual a durabilidade do item blindado? O prazo de validade do item blindado é indeterminado.

– É preciso fazer algum tipo de manutenção dos itens blindados? Não se requer manutenções periódicas em itens blindados, a não ser limpeza comum.

– Em caso de mudança do imóvel que tenha itens blindados, é possível reutilizá-los no novo imóvel? Dificilmente, depois de instalados, os itens blindados podem ser reaproveitados integralmente em outro ambiente.

– Quais as principais exigências a serem levadas em conta na hora de optar por uma empresa de blindagem arquitetônica? A empresa deve ser certificada pela NBR 15000 e NIJ STD 0108.01 – National Institute of Justice – USA, sendo estas as principais normas adotadas pelo setor de blindagem que observa, rigorosamente, armas e seus calibres; parâmetros de distância e número de disparos; massa, configuração, aceleração e velocidade de projéteis; temperatura, velocidade de vento, etc.

No fundo, a blindagem arquitetônica usa, basicamente, três tipos de materiais: concreto armado (feito com brita), aço e vidro. No caso das paredes, são usadas chapas de aço dentro da estrutura de alvenaria. “Na construção, é possível trabalhar com materiais mais pesados e com espessura maior, porque o peso não é problema, como na blindagem automobilística”, diz Carlos Monte Serrat Barbosa, diretor comercial da Blindaço, que atua no segmento arquitetônico. “Um vidro mais espesso pode custar até três vezes menos”. A NBR 15000 de 12/2005 – Blindagens para impactos balísticos – Classificação e critérios de avaliação (clique no link para mais informações sobre a norma) classifica as blindagens para impactos balísticos e fixa seus critérios de avaliação. Aplica-se a blindagens opacas e transparentes, destinadas a oferecer proteção quanto a impactos produzidos por projéteis de armamento. As blindagens abrangidas se referem a materiais, compósitos e suas associações. As blindagens para impactos balísticos são classificadas por níveis de proteção, que estão diretamente relacionados à forma, material, ângulo de incidência, energia e área de impacto.

Essa norma trata de produtos controlados conforme estabelecido no Regulamento R-105. A empresa é considerada habilitada para atividades com produtos controlados quando apresentar o Título de Registro ou Certificado de Registro, expedido pelo órgão de fiscalização do Exército. Segundo a norma, o sistema de blindagem, opaco ou transparente, projetado para oferecer resistência à penetração, quando atingido por um impacto de projétil, classifica-se segundo os níveis de proteção apresentados na tabela 1 disponível na norma. Adicionalmente, as blindagens opacas metálicas ou compostas por partes metálicas de nível III devem também atender obrigatoriamente às exigências especificadas para a proteção alternativa 2 (PA-2), constantes na tabela 2. As blindagens do nível III-A e III podem ser classificadas com os acréscimos das proteções alternativas apresentadas na tabela 2, quando solicitado pelo fabricante. As blindagens dos níveis III-A e III, especificados na tabela 1, quando classificadas para as proteções alternativas da tabela 2, devem ser identificadas pelo sinal +, seguido da(s) sigla(s) da(s) proteção(ões) alternativa(s) a que também atenda(m).

A fabricação da blindagem opaca ou transparente, de acordo com os requisitos da norma, é de responsabilidade do fabricante. Ele somente pode fabricar a blindagem, com detalhamento idêntico ao constante no memorial descritivo do produto, cujos modelos tenham obtido a aprovação conforme legislação vigente, para um determinado nível de proteção. Deve manter registros que possibilitem o acompanhamento da vida útil da blindagem, que assegurem o controle da configuração, uniformidade dos processos de fabricação e caracterização das matérias-primas e/ou componentes utilizados, devendo fornecer, quando solicitado, os documentos comprobatórios de desempenho balístico da fabricação e/ou instalação. As blindagens devem apresentar-se limpas, isentas de falhas e sem qualquer defeito que comprometa sua utilização. As transparentes devem estar livres de entalhes, bolhas, rachaduras, delaminações, fissuras finas, lascas ou cantos afiados, e de qualquer outra evidência de acabamento que impeça sua utilização. As opacas devem estar completamente montadas, com todas as camadas posicionadas, fixadas, coladas, soldadas ou costuradas sem a ocorrência de pontos soltos, falhados ou saltados.

No Brasil, o número de empresas no mercado de blindagem cresceu enormemente nos últimos anos. Em 1996, havia quatro empresas atuando no setor. Hoje se fala na existência de mais de 60 empresas blindadoras, mas apesar disso, não chega a 50 o número das cadastradas com endereço completo. A maioria delas foi criada para atender à demanda por carros blindados. “O crescimento do número de empresas mostra a importância e a consolidação do setor, mas é preciso que os usuários fiquem atentos, pois muitas estão mais preocupadas com a lucratividade do que com a segurança necessária”, afirma Franco Giaffone, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Para evitar o crescimento desordenado, o Exército regulamenta e fiscaliza o setor, desde da aquisição de insumos para a fabricação de materiais blindados.

Assim, para fabricar materiais a prova de bala, as empresas precisam ter um Título de Registro, que somente é concedido depois que o Exército realize testes balísticos aprove cada material e emita um Relatório Técnico Experimental (ReTEx) para cada um deles. No decorrer dos trabalhos, as próprias empresas precisam realizar testes a cada remessa de produtos fabricados. As blindadoras também estão sujeitas a um controle rígido. Precisam ser registradas no Exército e obter autorização para blindar e comercializar cada veículo (Certificado de Registro – CR). Para blindagens resistentes a fuzis (nível NEB III), é preciso uma autorização específica, que só é concedida se o usuário comprovar a necessidade de uma blindagem desse nível. O Exército proíbe a fabricação de veículos com o nível NEB IV.

Mas o controle não para aí. “Os insumos são controlados, o Exército sabe quanto é preciso para fabricar cada um dos materiais e também para se produzir cada veículo; as fábricas só podem vender para blindadoras registradas e precisam informar para qual delas o produto foi vendido; depois disso, a blindadora precisa informar quantos carros foram produzidos e para quem foi realizada a venda. Isso dá a possibilidade de o Exército saber quantos carros foram produzidos e qual o estoque de cada produto. Caso ocorra uma fiscalização e a empresa não possua a quantidade exata de determinado produto, alguma coisa está errada”, explica o presidente da Abrablin.

Estas e outras regulamentações estão na Portaria 013 DLog do Ministério da Defesa, de 19 de agosto de 2002, mas muitas empresas ainda não cumprem as determinações. “A regulamentação do setor é recente e ainda é necessário um tempo maior para que o Exército consiga exercer uma fiscalização plena. É por isso que os usuários devem ficar atentos, para evitar a compra de veículos de empresas que dão garantias maiores que as oferecidas pelo mercado, mas que no entanto fecham muito antes de a garantia acabar. São as empresas piratas”, afirma Giaffone. Os consumidores de blindagem também devem desconfiar dos vendedores que apresentam garantias da blindagem realizadas por blindadora X, ou Y, pois, de acordo com o presidente da Abrablin, ainda não existe um certificado para o carro blindado, mas apenas para os materiais. “Estamos trabalhando junto ao Exército para que seja criada uma certificação da blindagem, mas por enquanto ela ainda não existe”, diz. “Enquanto não houver esta certificação, o usuário deve escolher muito bem onde vai comprar seu veículo, pois algumas blindadoras podem oferecem veículos com vidros nível III-A (resistentes a Magnum 44) e usar outros materiais, que ficam encobertos, com nível inferior”. Para evitar ser enganado, o consumidor deve exigir que a blindadora mencione no certificado de garantia todos os produtos utilizados na blindagem de seu veículo, bem como os níveis e a procedência de cada um deles.

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Saber servir, o diferencial de um líder

O lazer das crianças nos playgrounds é coisa séria

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um texto afirmando que os parques mandam por dia quatro pessoas ao hospitais, que a Grande SP e a região de Campinas concentram 92% dos casos. Esses números são da Secretaria da Saúde e foram divulgados após morte de uma menina em um hotel. É preocupante a falta de conhecimento e informação que os prestadores de serviços no setor de diversão possuem em relação à não observância das normas técnicas brasileiras sobre o setor, normas estas mais conhecidas como normas ABNT NBR

Francisca Paris

Há diferentes formas de se falar do líder contemporâneo. Em um cenário cada vez mais complexo do ponto de vista da economia, da cultura e da ética, as atenções naturalmente se voltam para a identificação de lideranças capazes de nos conduzir diante de um cenário de incertezas. Isso vale – e como vale – para o universo da Educação. A escola, como uma orquestra ou time, precisa de uma liderança clara, sem dúvida. Mas essa não é uma questão simples, uma vez que precisamos saber de que tipo de liderança estamos falando. No mundo atual, muito diferente do que em tempos passados, o líder não é necessariamente uma “mão de ferro”, que decide unilateralmente os rumos a serem tomados. A complexidade das decisões é tamanha que os especialistas em administração têm chamado a atenção para uma face até então pouco evidente do líder: a sua capacidade de servir. Sim, servir.

Cada vez mais, um bom líder é aquele que trabalha a serviço do seu time: é capaz de convencer sem autoritarismo, de fazer assomar o talento de seus liderados, de reunir perfis diferentes de pessoas em torno de um mesmo ideal e provocar um consenso produtivo e unificador. Ele está ali para que as pessoas consigam atingir o melhor de si, desempenhando suas funções da melhor maneira possível. Nessa perspectiva, as relações humanas que se estabelecem entre líderes e subordinados tornam-se menos verticais e mais horizontais. Os méritos são de todos, bem como os insucessos (o que não significa dizer que as responsabilidades são sempre coletivas). Mas a palavra de ordem deixa de ser a “competição”, muitas vezes autofágica, para ser a “colaboração” – ou seja, o trabalho em equipe.

É preciso que se diga que esse conceito não é de fácil assimilação no ambiente escolar, até porque as práticas de gestão das instituições de ensino tendem a se arraigar no passado, sendo, em geral, conservadoras. A ideia de “serviço” é algo que tradicionalmente se volta para o empregado, não para quem está no topo da cadeia hierárquica. É ao menos saudável começar a refletir sobre isso. Afinal, acima de tudo está o sucesso do empreendimento e da sua missão. A função das equipes – e do líder – não é obedecer a regras e ordens cegamente, mas, sobretudo, pensar no desenvolvimento global da organização. E, para isso, é preciso mais do que uma boa cabeça: mãos, braços, pernas, coração e mente devem andar juntos.

Francisca Paris é pedagoga, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva.

Investimento em educação

O anos 2000 aproximaram o Brasil dos países que mais investem verbas públicas em educação no mundo, mas a relação de recursos por aluno, a precariedade do ensino superior e da pesquisa e a qualidade duvidosa ainda evidenciam o atraso do País. Essas são algumas das conclusões tiradas da análise de 39 países feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e reunidas em um relatório de 570 páginas sobre a educação, publicado em Paris. Segundo seu autor, entre 2000 e 2009 o Brasil foi a nação “mais dinâmica do mundo”, melhorando os ensinos fundamental e médio, mas piorando o superior. O estudo, elaborado por Andreas Schleicher, diretor-adjunto da OCDE para Educação, é o mais amplo levantamento anual comparativo sobre o estado da educação no mundo.

Conforme a instituição – que reúne os países mais desenvolvidos do mundo -, o Brasil realizou um dos maiores aumentos de investimentos de seu Orçamento em educação no período de 2000 a 2009 entre as nações avaliadas – de 10,5% a 16,8% -, tornando-se o quarto no ranking e superando a média, de 13%. Esse resultado foi possível pelo incremento de 149% dos investimentos por aluno nos ensinos fundamental e médio, o que fez do País o que mais elevou as despesas entre 2005 e 2009. Ao longo da década, o Brasil recuperou parte de seu déficit educacional investindo na área o equivalente a 5,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB), embora o dado ainda seja inferior à média da OCDE, de 6,25%. No ensino primário e secundário, esse porcentual já ultrapassa a média – 4,23%, contra 4%.

As notícias ruins se concentram no que se refere ao ensino superior, segmento em que o Brasil é o quarto pior da lista, com 0,8% do PIB. Nos anos 2000, o investimento brasileiro em universidades caiu 2% e não acompanhou o crescimento de 67% do número de alunos. Os resultados são ainda mais precários em pesquisa e desenvolvimento, área em que o Brasil é o pior de uma lista de 36 países, com 0,4% do PIB investido. O problema, adverte a OCDE, é que o ensino superior exerce um papel econômico determinante no Brasil. De acordo com a organização, o mercado de trabalho nacional é o que apresenta a maior diferença entre quem conclui e quem não conclui a faculdade. Além de enfrentar um desemprego menor, quem tem curso superior ganha salários melhores.