A desindustrialização no Brasil só poderá ser vencida pela retomada do movimento da qualidade e da inovação

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desindustrializaçãoA indústria brasileira vem perdendo ano a ano competitividade, tanto no mercado interno como externo. Os bens manufaturados importados representaram 14,5% do consumo interno de produtos industriais em 2008 e subiram para 18,5% em 2011. Isso isso ocorreu como parte de sua menor participação no PIB, que passou de 16,6% para 14,6 % no mesmo período, um nível semelhante ao de 1955, ou seja, no governo de Juscelino Kubistchek. Assim, a indústria brasileira se contrai em um mercado interno que se expande (em 2011, o PIB cresceu 2,7%, e a indústria 0,3%). No ano recuou 3,9%, a sexta e mais intensa queda consecutiva desde setembro de 2009 (-7,6%). Esta queda é parte de uma tendência de longo prazo, que é a diminuição na taxa de crescimento potencial do Brasil. Nos oito anos do governo Lula (2003-2010), o PIB cresceu 4,41% ao ano e a inflação aumentou 4,74% ao ano, com uma taxa de crescimento potencial de 4,5%/5%.

A taxa de investimento em 2011 (Formação Bruta de Capital Fixo / FBCF) foi de 17,85% do PIB, o mesmo nível de há 15 anos, e o aumento da produtividade não somente foi baixo, mas decrescente (média de 0,9% entre 2000 e 2008 e diminuindo ainda mais a partir de 2009). O fato fundamental da economia brasileira é que está se tornando cada vez mais caro produzir no país, resultado direto do nível elevado do custo Brasil, um dos mais altos do mundo. O Brasil tem a maior carga tributária entre os países emergentes (38% do PIB), com uma taxa negativa de poupança (-2% do PIB) e uma baixa taxa de investimento (17,9%), principalmente público. Sua infraestrutura também é muito atrasada e faz com que as atividades de exportação – fabricação e matérias primas – tenham enormes custos e atrasos, envolvendo uma poderosa penalização, com a consequente perda de competitividade. Dessa forma, como exemplo, pode-se dizer que a construção de uma plataforma submarina de exploração, para a indústria do petróleo (pré-sal), custa no Brasil custa o dobro do que custaria na China ou na Coréia do Sul. O custo Brasil é o principal fator que impulsiona a desindustrialização do Brasil.

Num estudo bastante interessante denominado “Desindustrialização e Movimentos pela Competitividade”, de Luís Fernando Tironi, que é técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea, afirma-se que, em primeiro lugar, a partir do reconhecimento que os esforços de construção de uma capacidade competitiva na indústria brasileira, que não foram em absoluto apenas os adstritos aos movimentos pela qualidade, foram insuficientes para alçar a indústria a um nível de competitividade evitando que o tema da desindustrialização não estivesse hoje no centro do debate da política econômica. A competitividade de uma nação depende de um conjunto maior de fatores microeconômicos e macroeconômicos, bem como de ações públicas e empresariais. Estas ações são, muitas vezes, de cunho mais reativo aos desafios postos a partir do ambiente internacional. Os movimentos pela competitividade, embora sem o poder de per si alterarem, diversos fatores determinantes da competitividade são corretos e necessários, tendo em vista que seus resultados não precisam ser exagerados nem minimizados, e sim buscar maneiras de torná-los eficientes ao máximo.

Conforme o estudo, a capacidade de os movimentos pela competitividade alçarem a competição de uma economia em grau de destaque no ranking mundial é limitada também porque as outras nações – desenvolvidas e emergentes – desenvolvem ações com o mesmo objetivo. Estes movimentos se constituem na face mais visível, uma espécie de “bandeira”, da luta pela competitividade. Sinalizam para a sociedade e os agentes econômicos as prioridades da ação pública. Os resultados dos movimentos pela competitividade serão tanto mais efetivos, quanto melhor se articularem com outras políticas ou ações governamentais. Enquanto bandeira para mobilização dos agentes, estes movimentos são mais convincentes e coerentemente articulados com as demais ações de políticas públicas. Isoladamente seus efeitos podem não ser decisivos, mas devido a sua capacidade de mobilização dos agentes públicos e privados, os movimentos pela competitividade são importantes.

Tironi escreve que o PBQP foi lançado em 1990, no início do termo governamental, em um contexto macroeconômico de enfrentamento radical ao processo inflacionário como parte de um bloco de políticas voltadas para o desenvolvimento competitivo (Política Industrial e de Comércio Exterior – Pice). Um componente importante deste pacote de políticas era a abertura comercial. Esta colocou um desafio à indústria doméstica, que foi estimulada a reagir valendo-se das erramentas da qualidade e produtividade. Outro componente da política era o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico através do Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica da Indústria (Pacti). A articulação do movimento arranjos produtivos locais com outras linhas de política foram menos incisivas. Sua natural tendência à descentralização foi importante para o envolvimento e a mobilização de capacidades e iniciativas nas esferas dos estados e das localidades. Agentes descentralizados abraçaram a causa. O respaldo aportado por outras linhas da ação governamental foi comparativamente modesto para impulsionar o movimento dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), tendo sido sua principal articulação com a política de desenvolvimento tecnológico, o componente mais ativo das políticas industrial e de competitividade vigentes (Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior – Pitce e Política de Desenvolvimento Produtivo – PDP). O movimento pela inovação ganhou visibilidade e espaço entre as ações governamentais a partir do início da década de 2000, crescendo nos anos seguintes, respaldado nos conceitos e dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica da Indústria (PINTEC) do IBGE. Sua articulação com outras políticas públicas a ele afeitas (Pitce, PDP e Plano Brasil Maior – PBM) se realiza de modo intenso. Embora tenha tido mais visibilidade ao público externo no contexto da Pitce nos dois planos seguintes, a inovação também ganhou grande visibilidade enquanto componente essencial.

Para o autor, assim como no ciclo de vida dos produtos, também os movimentos pela competitividade apresentam fases de expansão, de maturidade e, possivelmente, de arrefecimento. O ciclo do produto na maturidade contempla a entrada de outras empresas no mercado, comprimindo as margens de lucro e restringindo a capacidade financeira da firma de inovar no momento em que a própria inovação requer maior volume de recursos. A disputa por recursos dos programas governamentais para financiar atividades inovadoras, aliada ao clima estimulante criado pelo próprio movimento, acirra a competição pelo acesso a estes recursos. Os movimentos pela competitividade apresentam ciclos de vida similares ao cenário descrito anteriormente. O movimento pela inovação, à medida que se aproxima da fase da maturidade, tem aguçado a disputa por recursos governamentais e faz necessário tornar mais rigorosos os critérios de acesso aos recursos públicos. Aqui surge, então, uma questão relativa ao conceito de inovação, pois o acesso a um financiamento público pode depender de como se conceitua inovação. Disputas podem surgir em torno do conceito. Artigo publicado no jornal Valor Econômico (do The Wall Street Journal), no dia 25 de maio de 2012, intitulado Inovação vira clichê no dicionário empresarial, é ilustrativo do ponto levantado neste texto. O artigo repercute as opiniões de Clayton Christensen, professor da Faculdade de Administração de Harvard, conhecido autor de livros sobre o tema da inovação, que poderia ser resumido na seguinte frase: “A maioria das empresas diz que é inovadora na esperança de levar o investidor a crer que há crescimento onde não há”. No mesmo artigo está dito que “Nos Estados Unidos, mais de 250 livros com o termo innovation no título foram lançados nos últimos três meses” (Kwoh, 2012, p. B2).

O ponto arguido anteriormente é se o conceito de inovação não estaria sendo empregado do modo excessivamente elástico, contemplando amplamente as iniciativas que tenham relação com o tema. Estaria o movimento pela inovação prestes a atingir a fase da maturidade, quando a quantidade de agentes partícipes do movimento cresce tanto a ponto de gerar disputas conceituais? Qual o posição adequada em relação ao assunto no contexto brasileiro em um momento que o debate sobre a desindustrialização se faz presente? A difusão do movimento pela inovação entre o maior número de agentes econômicos e segmentos da sociedade que for possível é muito benéfico. Assim como aconteceu com a qualidade e produtividade na década de 1990 e depois com os arranjos produtivos locais. Importante é que a política pública, que no caso brasileiro é o maior impulsionador do movimento, saiba tirar dela o melhor proveito. As empresas, pautadas pela lógica empresarial, tirarão proveito na justa medida das suas necessidades e possibilidades.

Enfim, a política pública voltada para promover a competitividade e deter os sinais de desindustrialização presente na economia brasileira deve fomentar junto aos setores produtivos e à sociedade em geral os valores e as práticas propostos pelos três movimentos: qualidade e produtividade, arranjos produtivos locais e inovação. Neste cenário, não é tão relevante se o conceito é usado com maior ou menor precisão. A precisão no uso do conceito de inovação será progressivamente mais relevante à medida que se desenvolverem e forem colocadas em ações políticas que façam deslanchar o processo entre os agentes econômicos e sociais. Com o movimento alcançando a maturidade, distinções que versem sobre a qualidade da inovação, como os conceitos de inovação para a empresa, mercado ou conceitos sucedâneos – inovação incremental ou radical – devem deixar de ser considerados preciosismo e se tornarem referenciais para os critérios de alocação de recursos da política pública.

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Pesquisa afirma que brasileiros estão mais estressados

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Dois terços (66%) dos participantes brasileiros no estudo apontaram os meios flexíveis de trabalho como forma de diminuir o estresse. Em resumo, os profissionais brasileiros estão ficando cada vez mais estressados, segundo a mais recente pesquisa feita pela Regus, líder mundial em soluções de espaços para escritórios. O levantamento, abrangendo a opinião de mais de 16.000 profissionais em todo o mundo, revelou que dois quintos dos trabalhadores brasileiros (41%) afirmam que os níveis de estresse aumentaram em relação ao ano passado. Fatores como a falta de infraestrutura interna para suportar o crescimento que o país vive, assim como a contínua instabilidade da economia mundial, parecem ter contribuído para essa pressão crescente. Os participantes confirmam que a maioria dos gatilhos que elevam o estresse é de natureza profissional e não pessoal, tendo a preocupação com o emprego, as finanças pessoais e os clientes encabeçado a lista de causas.

A pesquisa também se concentrou nas soluções possíveis e descobriu que dois terços (66%) dos participantes brasileiros identificam que certo grau de maleabilidade na realização do trabalho, como uma forma de diminuir o estresse ou, quem sabe, eliminá-lo. Os principais resultados mostram que: as principais causas do estresse são: trabalho (55%), finanças pessoais (45%) e clientes (38%); 66% dos participantes afirmam que meios flexíveis de trabalho reduzem o estresse; mais da metade (58%) dos participantes acredita que meios flexíveis de trabalho fazem muito bem para a família; os trabalhadores de pequenas empresas estão mais propensos ao estresse causado pelos clientes (41%) que os trabalhadores de grandes empresas (33%). Em compensação, são menos cobrados pelos gerentes (21%) que seus colegas de empresas maiores (42%); 42% dos participantes consideram que meios flexíveis de trabalho são mais baratos que locais fixos de trabalho, e 83% dizem que tais meios melhoram a produtividade. “Sem dúvida, trabalhadores estressados são infelizes e doentes. Com isso, as empresas que desejam ajudar suas equipes a levar uma vida mais gratificante não podem deixar de analisar e combater os níveis de estresse dentro de suas organizações. No Brasil, um em cada cinco trabalhadores descreve o estresse sentido no trabalho como “excessivo”. E a carga de estresse não recai apenas sobre eles, reflete também nos negócios, pois é aí que se percebe o rendimento das equipes abaixo do esperado, a necessidade de maior número de afastamentos por motivo de doença e a diminuição da eficiência”, comenta Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil.

“Confirmando a nossa pesquisa anterior que mostra que 58% dos trabalhadores se sentem mais saudáveis como resultado direto da adoção de práticas alternativas de trabalho (1), os participantes identificam claramente os meios flexíveis de trabalho como uma possível solução para seus altos níveis de estresse. Além disso, eles também relatam os benefícios gerados para a família, ajudando a melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e o bem estar de forma geral. Além de melhorarem a produtividade, gerarem menos custos que o tradicional trabalho no escritório, ajudando dessa forma os funcionários a aliviar o estresse”, acrescenta o executivo. A pesquisa original (em inglês) está disponível no link http://www.regus.presscentre.com/imagelibrary/downloadMedia.ashx?MediaDetailsID=44168

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