Os requisitos obrigatórios dos fósforos de segurança

Sistema Target GEDWEB

O Target GEDWEB é a ferramenta definitiva para facilitar e agilizar o controle e o acesso on-line dos documentos internos e externos utilizados pelas empresas. Desenvolvido para gerenciar grandes acervos de normas e documentos técnicos, o Target GEDWEB permite a centralização e a unificação das informações técnicas. Além disso, disponibiliza esses documentos de maneira fácil e simples em ambiente Web, para a aprovação, busca, visualização e impressão por múltiplos usuários, garantido, assim, o cumprimento dos rígidos requisitos das Normas de Sistemas da Qualidade.
O Target GEDWEB também inclui acesso a regulamentos técnicos e portarias emitidas pelo INMETRO, normas regulamentadoras emitidas pelo MTE, glossário técnico especializado português-inglês-espanhol e ao Target Gênius Resposta Direta, o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos específicos de Normas Técnicas.

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Os fósforos de segurança possuem uma característica diferenciada: têm os elementos químicos que produzem chama separados: na cabeça e na lixa, que só acendem quando do momento do atrito. O Inmetro publicou um Regulamento Técnico de Qualidade para esse produto: http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001887.pdf Conforme ele estabelece, há as seguintes definições: cabeça: material combustível, localizado em uma das extremidades do palito, que acende quando friccionado contra uma superfície de acendimento apropriada: caixa de fósforos: embalagem primária, unitária, para acondicionar os fósforos e que contém a superfície de acendimento apropriada; pacote: embalagem secundária, que acondiciona e protege as caixas de fósforos; fósforos de segurança: produto composto de palito e cabeça, projetado para só acender quando friccionado contra uma superfície de acendimento apropriada; palito: haste rígida de madeira que suporta a cabeça e serve para manter a continuidade da chama; superfície de acendimento apropriada: lixa que contém o material que, quando combinado, por fricção, com o material combustível existente na cabeça do palito, promove o acendimento do fósforo.

A cabeça dos palitos não possui pólvora e também ao contrário do que muitos pensam, o produto químico fósforo não esta na cabeça e sim na lixa, área externa da caixa de palitos. Na cabeça do palito de fósforo, há vários produtos químicos (oxidantes, combustíveis, aglutinantes, catalisadores de reação e materiais de carga), onde existe uma predominância do sal clorato de potássio (KclO3).

Cuidado no manuseio dos fósforos

Embora com o nome de fósforos de segurança, isto não significa material totalmente livre de riscos, deve-se sempre deixar este material longe do fogo e afastado de produtos inflamáveis, e guardados fora do alcance das crianças. Os fósforos devem estar com a cabeça dentro da caixa e permanecerem retidos mesmo quando a caixa fechada for orientada em qualquer direção. Devem possuir no mínimo 35 (trinta e cinco) milímetros de comprimento. Os palitos de fósforos devem estar livres de quebras, parcial ou integral, que impossibilitem o uso do produto. Os palitos de fósforo devem ter cabeça com comprimento entre 2 (dois) e 8 (oito) milímetros, em todo o seu perímetro. As cabeças não podem apresentar quebras. Os fósforos não podem apresentar cabeças coladas. As caixas devem possuir ao menos uma superfície de acendimento na face lateral, uniformemente distribuída, que não pode estar presente no interior da caixa, de forma a evitar o acendimento não intencional dos fósforos. Os fósforos devem acender sem que ocorra quebra do palito antes ou após o acendimento. Durante o acendimento, não pode haver separação ou fragmentação da cabeça, ou desprendimento de fagulhas. Após o acendimento, deve ocorrer transferência da chama da cabeça para o palito. A chama deve ser mantida por pelo menos 6 (seis) segundos ou queimar até a metade do comprimento do palito (o que ocorrer primeiro), sem que haja gotejamento.

Após a extinção da chama, não pode ser observada incandescência no palito por mais do que 4 (quatro) segundos. Os fósforos não podem acender em superfície de lixa à prova d’água, graus P80 e P600 novas (papel de carbeto de silício). Os fósforos contidos na caixa não podem acender espontaneamente. A superfície de acendimento não pode ser removida, de maneira a expor a superfície subjacente da caixa. A superfície de acendimento deve ser capaz de acender todos os fósforos contidos na caixa, utilizando-se apenas a metade da superfície de acendimento disponível. Quando solta de uma altura determinada, a caixa de fósforos, com todo o seu conteúdo, não pode permitir o acendimento, bem como a saída completa de fósforos individuais. As caixas de fósforos e os pacotes devem ser rotulados de forma a atender à Lei nº 8.078 e à Portaria Inmetro nº 157 de 19 de agosto de 2002. Além disso, o rótulo deve conter:

a) Identificação do produto (Nome e/ou marca do produto);

b) Conteúdo nominal (quantidade de produto indicada);

c) Composição do produto;

d) Identificação do fabricante, importador ou distribuidor (razão social e CNPJ);

e) Origem do produto (Indústria Brasileira, por exemplo);

f) Lote ou data de fabricação;

g) Informação sobre a validade do produto (“Produto não perecível”);

h) Telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente, e-mail ou endereço do fabricante, importador ou distribuidor;

i) Os dizeres: “Mantenha longe de crianças, do calor e umidade” e “Não riscar na direção do corpo e nem com a caixa aberta”.

j) Desenho esquemático com a indicação da forma correta de utilização (Figura 1) – Item opcional para caixas de fósforos de madeira, sendo obrigatório para os demais tipos de caixas e para os pacotes.

A conformidade dos fósforos de segurança quanto aos requisitos 5.1 a 5.7 e 5.17 deste RTQ deve ser demonstrada por meio de inspeção visual e medições. A conformidade dos fósforos de segurança quanto aos demais requisitos essenciais deve ser demonstrada por meio dos ensaios enumerados na Tabela 1. As amostras devem ser acondicionadas em ambiente a (23 ± 5) ºC e (60 ± 10) % de umidade relativa, por período de 24h. Os ensaios devem ser executados nas mesmas condições de acondicionamento.

Tabela 1. Ensaios a serem realizados em fósforos de segurança

Quanto ao método de ensaio de acendimento, deve-se assegurar que este ensaio seja conduzido em um ambiente livre de corrente de ar e que os fósforos sejam mantidos estáticos uma vez que o acendimento tenha sido iniciado. Posicionar a caixa de fósforos sobre uma folha de papel branco, formato A4, com gramatura (40 ± 5) g/m2. Segurar o fósforo entre o dedo polegar e o indicador, a uma distância de aproximadamente 15 mm da cabeça, e riscar contra a superfície de acendimento, conforme Figura 1. A média de força de riscagem de todos os fósforos ensaiados deve ser ≥ 2,5 N e ≤ 3 N. Serão desconsiderados os eventos individuais quando forem observados quebra do palito, separação ou fragmentação da cabeça ocorridos com a aplicação de força > 3 N. Logo após o acendimento da cabeça, o fósforo deve ser orientado na posição horizontal. Registrar qualquer quebra do palito, antes ou após o acendimento, bem como qualquer falha de acendimento. Durante o acendimento, registrar qualquer separação ou fragmentação da cabeça, ou desprendimento de fagulha. Após o acendimento, registrar falha de transferência da chama da cabeça para o palito. Permitir que o fósforo continue a queimar, na posição horizontal. Registrar se a chama não atinge metade do comprimento do palito ou se não permanece acesa durante pelo menos 6 (seis) segundos, bem como qualquer ocorrência de gotejamento. Em seguida, extinguir a chama com um sopro de ar e registrar se ocorre incandescência no palito por mais do que 4 (quatro) segundos. Riscar o fósforo sobre uma superfície de lixa à prova d’água, grau P80 nova e registrar se ocorre acendimento. Riscar o fósforo sobre uma superfície de lixa à prova d’água, grau P600 nova e registrar se ocorre acendimento.

Figura 2 – Direção de acendimento dos fósforos de segurança

Os cuidados com a energia elétrica. Ela pode matar!

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20 de setembro de 2012 – 201ª Edição – Ano 2012

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Apenas em São Paulo morre, em média, uma pessoa a cada dois dias em decorrência de descargas elétricas. Quase 95% das vítimas são homens, cerca de metade deles com idade entre 30 e 49 anos. O levantamento é da Secretaria Estadual de Saúde, que registrou 167 mortes em 2010. Os especialistas estimam que a maior parte dos acidentes aconteça durante o trabalho em serviços de obra ou reparos muito próximos da rede elétrica. Na maioria das vezes, são homens e, infelizmente, sem equipamentos de proteção. Também houve um crescimento no número de internações por conta da exposição à corrente elétrica nos hospitais do Estado – foram 642 hospitalizações em 2008 e 1.031 em 2010. A maior parte das interações neste período foram em Piracicaba (2.104), São Paulo (457) e São Pedro (164), cidade localizada também na região de Piracicaba. Além da morte instantânea, as descargas elétricas podem causar várias complicações, pois as vítimas podem ter arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda. Se em São Paulo ocorre dessa forma, deve-se imaginar no resto do Brasil, em que não há dados catalogados.

Mas afinal: o que é choque elétrico? A corrente elétrica é o movimento ordenado de partículas portadoras de carga elétrica. Se isso for observado microscopicamente, pode-se ver que essas partículas estão em movimento desordenado, pois elas possuem movimento aleatório em razão da agitação térmica a qual estão submetidas. O choque elétrico é causado pela corrente elétrica que atravessa o corpo do ser humano ou de qualquer outro tipo de animal. Isso pode levar à morte, dependendo da intensidade da corrente elétrica, por isso deve-se ter muito cuidado com tomadas, fios desencapados e até mesmo a rede elétrica de distribuição de energia, pois são perigosos e com alto poder para eletrocutar uma pessoa. O que determina as consequências do choque é a intensidade da corrente elétrica, ou seja, o valor da corrente.

Deve-se lembrar que a corrente elétrica é medida no Sistema Internacional de Unidades em Ampére (A). E quais as consequências para o corpo humano dessas correntes? Uma corrente de 1mA a 10 mA pode provocar apenas uma sensação de formigamento; entre 10 mA e 20 mA, pode causar uma sensação dolorosa; maiores que 20 mA e menores que 10 mA causa dificuldades na respiração, pode causar morte por asfixia se não socorrido a tempo; superiores a 100 mA são muito perigosas com alto poder de matar, pois atacam direto o coração, fazendo com que ele funcione com rápidas contrações e de formas irregulares –é a chamada fibrilação cardíaca; e superiores a 200 mA já não causam mais a fibrilação cardíaca, mas provocam graves queimaduras e parada cardíaca.

A tensão não é um fator determinante para o fenômeno do choque elétrico. Em algumas situações, apesar dela ser relativamente grande, as cargas elétricas envolvidas são muito pequenas e em consequência disso o choque elétrico produzido não apresenta nenhum risco. Isso ocorre, por exemplo, no gerador de Van de Graaff, utilizado em laboratórios de ensino. No entanto, tensões que são relativamente pequenas podem causar sérios danos, dependendo da resistência do corpo. O corpo humano tem resistência aproximada de 100.000 ohms (Ω) com a pele seca, já com a pele molhada cerca de 1.000 Ω. Ou seja, conclui-se que com corrente elétrica não se brinca, pois suas consequências podem ser fatais.

O presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), Mauricio Ferraz de Paiva, informa a existência da Norma Regulamentadora, a NR 10 (clique no link para mais informações), que aborda sobre esses assuntos. Foi desenvolvida com os objetivos básicos de estabelecer requisitos e condições mínimas para implantação de medidas de controle e sistema preventivos, para que exista garantia da segurança e saúde dos trabalhadores que atuam em instalações elétricas e serviços com eletricidade – seja direta, ou indiretamente. Dispõe sobre as diretrizes básicas para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, destinados a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e usuários que direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Tem foco na gestão de segurança e saúde em instalações e serviços com energia elétrica e nas responsabilidades dos envolvidos no processo desde a produção até o consumo.

A norma é composta por 14 itens e distribuídos por 99 subitens, acompanhados também de três anexos (Zona de Risco e Zona Controlada; Treinamento; Prazos para Cumprimentos dos Itens da NR 10), além de um glossário. Possui uma área de aplicação abrangente, desde indústrias e instalações comerciais, até mesmo instalações residenciais, onde o profissional atuante na área de eletricidade deve estar capacitado e orientado a seguir os itens da norma aplicados à sua função. As fases de aplicação da NR 10 se estendem desde a geração, transmissão, até distribuição de consumo de eletricidade; incluindo-se etapas de projeto, construção, montagem, operação e manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados em suas proximidades. Uma das principais preocupações com redes elétricas de baixa tensão, que segundo a NR 10 é aquela inferior a 1.000 volts, é a segurança das pessoas e seu adequado funcionamento para evitar choques elétricos, danificação das instalações e equipamentos elétricos.

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