A rastreablidade na cadeia produtiva dos alimentos

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

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NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

alimentosA estimativa da Food and Agriculture Organization (FAO) é que há na América Latina mais de 55 milhões de famintos. Ao mesmo tempo, os países da região desperdiçam grandes volumes de alimentos, que seriam suficientes para alimentar toda a população carente. Para a FAO, a redução das perdas é uma solução para o aumento da oferta de comida. As causas primordiais desse prejuízo são maus hábitos de alimentação e o gerenciamento inadequado, desde o plantio até a chegada do produto à mesa do consumidor. O Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo. Cerca de 35% de toda a produção agrícola vão para o lixo. Isso significa que mais de 10 milhões de toneladas de alimentos poderiam estar na mesa dos 54 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Segundo dados do Serviço Social do Comércio (Sesc), R$ 12 bilhões em alimentos são jogados fora diariamente, uma quantidade suficiente para garantir café da manhã, almoço e jantar para 39 milhões de pessoas.

O descuido percebido no processo produtivo se repete na casa das pessoas. De acordo com o Instituto Akatu, uma família brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma semana. Em valores, isso representa US$ 1 bilhão, dinheiro suficiente para alimentar 500 mil famílias. Além das pessoas que poderiam ser alimentadas com o que vai para o lixo, desperdiçar significa prejuízo financeiro. Levantamento da Secretaria de Abastecimento e Agricultura de São Paulo mostra que todos os alimentos não aproveitados ao longo da cadeia produtiva representam 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um rombo de R$ 17,25 bilhões de reais no faturamento do setor agropecuário.

Uma pesquida do Instituto Brasilleiro de Geografia e Estatística (IBGE) que avaliou as perdas agrícolas apontou para a falta de qualificação e tecnificação no campo. Segundo o estudo, o prejuízo começa muito antes da perda física, relacionada ao produto que fica pelo caminho antes da comercialização. No plantio, por exemplo, foi verificado que o uso de sementes de baixa qualidade ou a escolha de variedades não recomendadas para as condições de clima da região e a falta de preparo correto do solo podem representar perdas nas lavouras antes e depois do momento de colher os produtos. O estudo concluiu que é na fase de colheita que ocorrem as maiores perdas e os motivos são diversos. Um exemplo é a falta de regulação, operação e manutenção adequadas das colheitadeiras ou equívocos na identificação do grau de maturação do produto. A partir dessa pesquisa, é possível observar que questões colocadas como desafios à mitigação desse desperdício ainda hoje são citadas como entraves a serem resolvidos.

As dificuldades se repetem na pós-colheita. Falta infraestrutura na rede de armazenagem e no transporte da produção brasileira. Nessa fase, os estragos podem ocorrer tanto do ponto de vista físico, como da qualidade do produto. Os pesquisadores do IBGE identificaram que os danos mais expressivos se dão nas commodities, com perdas ao longo do transporte até a chegada aos portos. Em vista de todos esses problemas, seria importante a implementação de uma rastreabilidade na cadeia produtiva dos alimentos. Um sistema de rastreabilidade é uma ferramenta útil para ajudar uma organização que atua na cadeia produtiva de alimentos e rações a atingir objetivos definidos em um sistema de gestão. A escolha de um sistema de rastreabilidade é influenciada por regulamentos, características do produto e expectativas do cliente. A complexidade do sistema de rastreabilidade pode variar dependendo das características do produto e dos objetivos a serem atingidos. A implementação de um sistema de rastreabilidade por uma organização depende de limites técnicos inerentes a organização e aos produtos (isto é, natureza das matérias-primas, tamanho dos lotes, procedimentos de colheita e transporte, métodos de processamento e embalagem), e benefícios quanto ao custo de aplicar o sistema. Porém, um sistema de rastreabilidade, por si só, é insuficiente para alcançar a segurança do alimento.

Existe uma norma, a NBR ISO 22005 de 11/2008 – Rastreabilidade na cadeia produtiva de alimentos e rações – Princípios gerais e requisitos básicos para planejamento e implementação do sistema (clique no link para mais informações), editada em 2008, que apresenta os princípios e especifica os requisitos básicos para o planejamento e implementação de um sistema de rastreabilidade de alimentos e rações. Este pode ser aplicado por uma organização atuando em qualquer etapa da cadeia produtiva de alimentos e rações. Pretende-se ser flexível o suficiente para permitir que as organizações que produzem rações e organizações que produzem alimentos consigam atingir os objetivos identificados. O sistema de rastreabilidade é uma ferramenta técnica para auxiliar uma organização a tornar-se conforme com seus objetivos definidos, e é aplicável quando necessário para determinar o histórico ou a localização de um produto ou de seus componentes relevantes.

Normalmente, os sistemas de rastreabilidade devem ser capazes de documentar o histórico do produto elou localizar um produto na cadeia produtiva de alimentos e rações. Devem contribuir para a busca da causa de não conformidades e para a habilidade de retirar elou recolher produtos, se necessário. Podem melhorar o uso apropriado e a confiabilidade da informação, eficácia e produtividade da organização. Eles necessitam ser capazes de atingir os objetivos (ver o item 4.3 da norma) sob o ponto de vista técnico e econômico. O deslocamento pode ser relacionado a origem dos materiais, histórico de processo ou a distribuição do alimento ou ração, e convém considerar pelo menos uma etapa anterior e uma etapa posterior para cada organização na cadeia produtiva. Por meio de acordos entre as organizações envolvidas, o sistema pode aplicar-se a mais de uma parte da cadeia. Precisam ser verificáveis, aplicados de forma consistente e imparcial, orientados para resultados, eficazes em custos, de fácil aplicação, de acordo com qualquer regulamento ou política aplicáveis e de acordo com os requisitos de exatidão estabelecidos. No desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade para a cadeia produtiva de alimentos e rações, é necessário identificar os objetivos específicos a serem atingidos. Convém que estes objetivos levem em consideração os princípios identificados em 4.2, sendo exemplos de objetivos: dar suporte aos objetivos de segurança de alimentos ou de qualidade; atender as especificações dos clientes; estabelecer o histórico ou origem do produto; facilitar a retirada e/ou recolhimento do produto; identificar as organizações responsáveis na cadeia produtiva de alimentos e rações; facilitar a verificação de informação específica sobre o produto; comunicar informações para as partes interessadas pertinentes e consumidores; atender a quaisquer regulamentos ou políticas, locais, regionais ou internacionais, se aplicáveis; e melhorar a eficácia, produtividade e rentabilidade da organização.

E como estabelecer procedimentos para a rastreabilidade. Eles geralmente são relacionados a documentação do fluxo de materiais e informações relacionadas, incluindo manutenção de documentos e verificação. A organização deve estabelecer no mínimo procedimentos que incluam a definição de produto; a definição de lote e identificação; a documentação do fluxo de materiais e informações, incluindo mecanismos para a manutenção dos registros; a gestão de dados e protocolos de registro; e os protocolos de recuperação de informações. No desenvolvimento e implementação de um sistema de rastreabilidade, é necessário levar em conta a operação existente e sistemas de gestão presentes na organização. Os procedimentos para gerenciar informações sobre rastreabilidade devem incluir meios para ligar e registrar o fluxo de informações relacionadas a materiais e produtos, se necessário. Os procedimentos devem ser estabelecidos para lidar com não conformidades no sistema de rastreabilidade. Convém que esses procedimentos incluam correções e ações corretivas.

Enfim, em meio a tantas formas de desperdício, a alta conta gerada pelas perdas não fica diluída ao longo da cadeia. Segundo a Embrapa, agricultor e consumidor são os mais prejudicados. Isso acontece porque o investimento para produzir, manipular e transportar o alimento já foi feito. Antes do produto se perder, a rede varejista faz uma previsão de perdas e repassa tanto ao preço pago ao produtor, quanto ao que é cobrado do cliente. “O agricultor recebe menos e o consumidor paga mais. É preciso rever esse processo, porque o varejo dilui o prejuízo. Investir em produtividade tem significado também aumentar o volume do desperdício. Quanto mais produzimos, mais jogamos fora. É preciso pensar com mais seriedade em uma solução para as perdas”, lamenta o pesquisador. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento possui uma regulamentação que classifica os vegetais e estabelece regras para manter a qualidade, mas, na prática, as normas não são cumpridas.

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Como controlar o estresse e deixar a rotina mais proveitosa

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stressEstresse não tem hora certa para aparecer. A tensão pode surgir tanto quando a economia está favorável, como nos momentos em que nada parece estar de acordo com o que planejamos. Para piorar, quando tudo vai de mal a pior, as situações parecem ainda mais complicadas. Naqueles dias em que nada dá certo – e você se arrepende até de ter saído da cama – os problemas antigos parecem atrair ainda mais dificuldades. Mas você já parou para pensar que melhorando pequenos detalhes da sua rotina, o dia a dia pode transcorrer com mais facilidade? A Dale Carnegie Training, empresa especializada no desenvolvimento de habilidades interpessoais, prova que para diminuir o estresse, não é preciso ir longe: basta investir na organização do tempo e na criação de novos hábitos. Assim, será possível trabalhar com todo seu potencial, atingindo resultados melhores e evitando que os problemas se acumulem. Mas como fazer isso, afinal? Abaixo você encontra dez dicas simples para que você e sua equipe controlem o estresse. Quais dos hábitos abaixo você já utiliza?

1. Viva o presente – Um profissional com comprometimento sabe diferenciar seus clientes, para que as experiências negativas não envenenem as demais. Não deixe que os sucessos ou fracassos influenciem o seu desempenho no todo.

2. Não supervalorize coisas triviais – Trivial é aquilo que é insignificante se comparado a outros aspectos da vida. Quando você dá atenção demais para essas banalidades, pode perder a perspectiva. Pense sempre numa visão do todo: isso vai ajudar a diferenciar o que é importante do que não é.

3. Aceite o inevitável – O que não tem solução, resolvido está. Ou seja, aceite quando a situação estiver num ponto em que você não pode fazer mais nada para modificá-la. Reconhecendo os limites do caso e os seus próprios será possível, pelo menos, dominar os aspectos emocionais do ocorrido.

4. Quanta ansiedade a situação merece? – Decida o quanto quer se desgastar com determinada situação. Assim, você estabelece um limite para a energia que será dedicada a ela. Limitando o tempo que quer “perder” com cada tarefa, será mais fácil encontrar maneiras de resolver as questões ou esquecê-las e passar para a próxima atividade.

5. Se aproxime dos seus colegas e crie um ambiente alegre – É difícil manter uma atitude negativa se você está fazendo algo no intuito de ajudar outra pessoa, portanto, não tenha receio de se envolver. A dica também serve para quem se mantém focado demais no trabalho a ponto de, sem perceber, se afastar dos colegas. Isso pode levar a uma situação de isolamento e estresse. Circule, cumprimente e faça amigos.

6. Trabalhe com entusiasmo e dê o seu melhor – Entusiasmo é o que te faz caminhar com energia em direção aos seus objetivos. As críticas podem aparecer, por isso, pergunte-se sempre se está fazendo o melhor dentro de suas capacidades. Se a resposta for positiva, não há com o que se preocupar!

7. Assuma responsabilidades – uma de cada vez – Quando hesita ou procrastina, você diminui sua energia e deixa seu trabalho mais estressante do que ele deve ser. Sempre termine uma atividade antes de começar a próxima: a desorganização tem origem justamente naquela vontade de fazer tudo ao mesmo tempo.

8. Valorize a singularidade de cada um – Mesmo que, secretamente, você deseje que os outros sejam como você (pelo menos quanto ao comportamento no trabalho), você não iria gostar de trabalhar com suas cópias. Diferenças nas experiências e perspectivas tornam o ambiente de trabalho interessante e cheio de energia.

9. Abandone as atividades menos necessárias – Que tal fazer uma lista das suas atividades durante uma semana de trabalho? Inclua tudo e reflita sobre quais são realmente necessárias. Tente excluir algumas e acompanhe os resultados.

10. Anote – Você tem uma agenda ou um organizador no qual anota ideias, compromissos e outras marcações importantes? Você se sentirá menos estressado se souber que suas informações importantes estão registradas e que pode voltar a elas mais tarde, caso seja necessário.

É indevida a cobrança de INSS sobre alguns valores pagos aos empregados

O empresário é consciente de que a alta carga tributária incidente sobre todos os tipos de operações seja industrial, comercial ou de prestação de serviços consome uma grande fatia do faturamento, e na maioria das vezes, o impede de realizar novas contratações ou até mesmo de investir em qualificação de seus funcionários. Entretanto, há uma especial que vem atraído a atenção da classe. Trata-se das contribuições previdenciárias. Adriano Dias, especialista em direito tributário e empresarial, do escritório Adriano Dias Advocacia e Consultoria Jurídica, explica que essa carga suportada mensalmente pelas empresas têm inviabilizado diversas atividades empresariais que buscam sua manutenção dentro dos conceitos legais vigentes. “Somando todas elas, em boa parte das vezes, representam quase que 100% de impacto, ou seja, a cada funcionário contratado, agrega-se juntamente a ele, outro de menor escalão em relação ao salário, porém, muito mais voraz em relação ao intento de sua cobrança”, destaca.

Adriano ressalta que, no entanto, muitas vezes tem passado despercebido pelas empresas é que tais contribuições nem sempre são devidas da forma como pretende o INSS, já que sua incidência não é aceita pela legislação vigente. “Mas é possível conseguir a recuperação desses créditos que muitas vezes, como já dito, são recolhidos de maneira indevida, e ainda, trazendo uma redução considerável a carga previdenciária mensal”, reforça o advogado. Prevista na Constituição Federal, a Contribuição Social Previdenciária é atualmente regulada pela Lei n o 8.212/1991, que obriga o empresário a recolher a importância de 20% sobre a folha mensal de pagamento de empregados ou avulsos. “Inserida nesta base de cálculo, além dos salários também se incluem todas as formas de remuneração dos segurados, inclusive gorjetas, ganhos habituais, perdas e adiantamentos decorrentes de reajustes salariais”, aponta Adriano.

Não obstante ao fato de já ser imposição extremamente onerosa à Empresa, a União Federal interpreta a expressão “valores destinados à retribuição do trabalho” de forma ampla e irrestrita. “Com isso, o INSS tem gerado a tributação da contribuição social incidente sobre os valores pagos a título de: horas extras, vale-transporte, terço constitucional de férias, auxílio doença, auxílio acidente, auxílio creche/escola, prêmios, gratificações, aviso prévio indenizado, entre outros”. Os Tribunais Superiores por sua vez, já pacificaram o entendimento de que não é devido o pagamento do INSS sobre pagamentos aos funcionários de valores de natureza não-salarial. “Somente integra a base de cálculo da contribuição somente como as remunerações decorrentes do trabalho”.

Desta forma, é indevida a cobrança de INSS sobre valores pagos aos empregados a título de: Abono de Férias, Férias Indenizadas, 1/3 Constitucional, Indenizações por rescisão do Contrato de Trabalho, Abonos de Salário, Licença-Prêmio, Vale-Transporte, Ajuda de Custo em razão de mudança de local de trabalho, diárias de viagem, auxílio educação de estagiário, participações do lucro, despesas médicas, os 15 primeiros dias de atestado médico, creche paga pelo empregador para crianças até 06 anos, salário maternidade, entre outros. “Tais verbas são consideradas indenizatórias, não sendo consideradas salário, e, desta forma, não se submetendo à incidência da contribuição previdenciária”, conclui Adriano.