As normas essenciais para a Tecnologia da Informação (TI)

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Compensação de Reativos e Filtragem de Harmônicos em Sistemas Elétricos de Potência – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

TIA Coletânea Série Tecnologia da Informação (clique no link para mais informações) inclui sete normas técnicas, ou seja, as cinco partes da NBR ISO/IEC 15504, que provê as informações sobre os conceitos de processo; e as duas partes da NBR ISO/IEC 20000 que especifica os requisitos para o provedor de serviço planejar, estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar criticamente, manter e melhorar seu sistema de gestão. Em setembro de 1992, a ISO realizou um estudo chamado “Necessidades e Exigências para uma Norma de Avaliação de Processos de Software”. O trabalho concluiu que era pertinente a elaboração de uma norma que fosse aplicável à melhoria de processos e à determinação da capacidade. Este padrão deveria considerar os métodos e normas já existentes (como por exemplo, o SW-CMM® e a ISO 9001), abranger todos os processos de software e ser construído pelos especialistas que já desenvolviam e trabalhavam com os métodos e normas existentes à época. Como resultado desse primeiro trabalho, a ISO iniciou em janeiro de 1993 o projeto SPICE (Software Process Improvement and Capability dEtermination) com o objetivo de produzir inicialmente um Relatório Técnico que fosse, ao mesmo tempo, mais geral e abrangente que os modelos existentes e mais específico que a norma ISO 9001 originando assim a norma ISO/IEC 15504 que, por conseguinte, deu origem à NBR ISO/IEC 15504.

Ela define os requisitos para a realização de avaliações de processos de software com dois objetivos: a melhoria de processos e a determinação da capacidade de processos de uma unidade organizacional. Se o objetivo for a melhoria de processos, a unidade organizacional pode realizar uma avaliação com o objetivo de gerar um perfil dos processos que será usado para a elaboração de um plano de melhorias. A análise dos resultados identifica os pontos fortes, os pontos fracos e os riscos inerentes aos processos. No segundo caso, a organização tem o objetivo de avaliar um fornecedor em potencial, obtendo o seu perfil de capacidade. O perfil de capacidade permite ao contratante estimar o risco associado à contratação daquele fornecedor em potencial para auxiliar na tomada de decisão de contratá-lo ou não.

Já a NBR ISO/IEC 20000, parte 1, foi publicada em 2005 pela ISO, no Brasil em 2008, e agora a ISO publicou no dia 15 de abril de 2011 a nova versão. Ocorreram algumas mudanças significativas na estrutura e descrição dos requisitos que visam reduzir a necessidade de interpretação devido a dúvidas, na sua versão de 2005: o nome da norma deixou de ser “Sistema de Gestão de Serviços de TI” para “Sistema de Gestão de Serviços”; os termos e definições foram de 15 para 37; foram removidos “objetivos” depois das cláusulas; ficou semelhante ao ITIL , as referências a recursos incluem pessoas, técnicos, financeiros e informação; foi incluído como requisito o Catálogo de Serviços, também referenciado nas melhores práticas do ITIL; alguns requisitos novos de criação de procedimentos com detalhes do que estes devem conter; também alguns requisitos foram escritos de forma mais clara, deixando muito menos espaço para interpretações; a exigência, de modo repetitivo, para que o provedor de serviços estabeleça, implemente, opere, monitore, analise criticamente e melhore o Sistema de Gestão de Serviços, incluindo o todo o ciclo de vida do serviço de forma a cumprir completamente os requisitos do serviço.

Os organismos certificadores acreditados deverão, num futuro próximo, fornecer um plano de transição para os clientes já certificados na versão 2005. De acordo com o comunicado da APMG, que rege o sistema de credenciamento do itSMF, as auditorias de certificação, recertificação e manutenção na ISO/IEC 20000-1:2005 vão terminar 24 meses depois da introdução da nova versão, ou seja no dia 1 de junho de 2013. As auditorias para certificação de organizações que ainda estão por se certificar foram permitidas até 1 junho de 2012. Após 1 de Junho de 2012, somente serão aceitas as auditorias com a nova versão da norma serão. Outros acreditadores em diferentes esquemas de certificação devem ainda se manifestar. De qualquer forma todos deverão garantir que existe tempo suficiente para que todos possam implementar as mudanças.

Em resumo, essa norma tem como objetivo regulamentar, no âmbito mundial, o padrão para o gerenciamento de serviços de tecnologia da informação, ou seja, seguir um padrão para gerenciar todos os serviços de TI dentro de uma empresa. A certificação se dá por meio de auditorias efetuadas por empresas certificadoras, as quais avaliam se a organização está em acordo com a norma e, em caso positivo, emite o certificado, segue o mesmo esquema por exemplo da norma ISO 9001 e demais normas conhecidas. A ISO 20000 é baseada no PDCA, ou seja, no ciclo de vida com melhoria contínua (plan, do, check e act). A norma se divide em duas partes, a ISO 20000-1, que trata da especificação para a gerência de serviços de TI e a ISO 20000-2 que trata do código de prática para a gerência dos serviços de TI.

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A dignidade humana e a alienação em decorrência do trabalho

Uma tendência irreversível no Brasil: a certificação obrigatória das instalações elétricas

Entre os casos de incêndio com causa conhecida nas residências e empresas, a segunda maior incidência está entre os gerados por instalações elétricas inadequadas. O problema é que em algumas situações a eletricidade só é motivo de um maior investimento quando o pior acontece. Toda instalação elétrica deveria ser concebida para garantir a segurança e o conforto aos usuários e ser projetada por um profissional com habilitação registrado no conselho da categoria. De posse deste projeto, que vai garantir que a instalação elétrica esteja segura, ela deve ser instalada por profissionais qualificados (eletricistas) e utilizando produtos certificados, o que garante que sejam de qualidade e atendem às normas de segurança. Clique no link para mais informações.

Fabiano Zavanella

Segundo Karl Marx o homem se relaciona com o trabalho por mera necessidade e imposição, em vista da concentração da propriedade privada nas mãos de poucos. Com a produção industrial, ele passa alienar-se por completo do processo e do próprio objeto que produz. A força de trabalho se transforma no seu bem e como tal o negocia a fim de garantir a subsistência. Por óbvio que na visão capitalista, o lucro ocupa especial espaço e assim é o fator de busca das empresas, muitas vezes a qualquer preço ou custo, levando assim a potencialização da chamada alienação, já que em que pese a essência do trabalho apontar que é um processo de criação de valores, mediante transformação ou utilização do meio, há um esvaziamento pela falta de equilíbrio.

Quando se dá essa crescente prática, acentuada pela industrialização e seus avanços, onde cada vez mais o homem operário se dedica a partes de um processo e assim se aliena, surge ou se agrava o que muitos autores chamam de sofrimento do trabalhador. Certamente que tais abstinências levam a reflexos e impactos físicos e psíquicos que se manifestam ao longo do tempo e não imediatamente após o fato, como nas hipóteses de trauma. Índices e estatísticas mostram que de 40 a 45% dos trabalhadores sofrem dos chamados transtornos mentais (Ministério da Saúde) e no Brasil, segundo o INSS, em 2006, o custo com auxílio doença para quem sofria desse tipo de transtorno e males relacionados ao estresse, foi de R$90 milhões!

No modelo atual de gestão, ao menos das empresas sérias e comprometidas com o chamado colaborador, há um traço de preocupação bastante grande com a motivação e o próprio bem estar dos empregados, percepção advinda da retomada da importância do individual e da sua contribuição para o todo, afinal não há repetição de seres humanos, cada sistema vivo é marcado por uma concorrência de fatores, experiências e carga genética única e quem melhor respeitar ou valorizar essas diferenças, sem dúvida alguma chegará muito próximo do ideal em termos de gestão. Claro que o sistema jurídico não pode virar as costas para a problemática ou tampouco distanciar-se sob o pretexto único do liberalismo ou então por se tratar de uma relação pertencente ao direito privado. A dignidade humana é pilar de nossa constituição e sem dúvida alguma no ambiente de trabalho é onde mais se coloca em conflito essa garantia, contraposta a muitos outros princípios ou garantias até mesmo constitucionais, que não podem sobrepor ou equiparar a essência da dignidade.

E neste sentido, segundo lições de Délio Maranhão, “a obrigação de respeitar a personalidade moral do empregado na sua dignidade absoluta de pessoa humana,” é algo inegociável e não permite flexibilização, caso não observado, é dever do Estado intervir e reequilibrar a relação quer preventivamente ou até mesmo na ação corretiva advinda de seus órgãos de controle e jurisdição. Outro exemplo comum em épocas eleitoral e bastante atual foi objeto de um artigo escrito pela mestra em educação e meio ambiente e juíza do Trabalho, Claudirene Andrade Ribeiro, se refere à dignidade humana nos trabalhos de como o dos homens postes, que gera tamanha indignação na autora, com o que comungo: “O trabalho precisa ser algo criativo, que promova a interação entre o executor e o meio, sob pena de provocar o esgotamento físico e mental ante a inatividade ou a repetição de movimentos, consistindo também numa fonte de humilhação que pode caracterizar assédio moral.”

Certamente por situações como estas e muitas outras comumente verificadas em nossa sociedade, Ricardo Sayeg desenvolveu a teoria do capitalismo humanista, buscando um contraponto, um equilíbrio, não se contentando apenas com a premissa de que se algo é inevitável, melhor juntar-se aquilo e assim propondo reflexões e maneiras outras de se olhar para a questão da produção, do ganho financeiro, sem com isto eliminar o respeito às pessoas e sobretudo seu bem estar. Desta feita, a teoria propõe o resgate da fraternidade, através de seu sentido original, que nada mais é do que um sentimento de irmandade, de afeto e amor pelo próximo. O traço marcante é a efetivação do mandamento preambular da Constituição Federal, que determina a construção de uma sociedade fraterna sob a proteção de Deus.

A aplicação prática dessas premissas ainda mais em uma realidade globalizada e de extrema competição, na qual sociedades tidas como fundamentalmente socialistas, a exemplo da China, se caracterizam como gigantes de mercado e potenciais concorrentes em diversos setores, exatamente por enraizar dentre seus cidadãos a ideia de que para se tornar diferente entre mais de dois bilhões de habitantes, apenas a dedicação extrema ao que se faz é o caminho nem do sucesso, mas da sobrevivência, e assim sendo, como concorrer com um individuo que encara com normalidade uma jornada diária de trabalho de no mínimo 14 horas e que vê sua doação como forma de compor o todo e assim garantir o Estado forte? Talvez a conclusão sensata seja de que não devemos concorrer e sim olhar para nossa característica cultural e social e buscar incessantemente preservar e manter o princípio basilar da constituição que é a Dignidade Humana sobreposta a toda e qualquer outra regra ou premissa da Sociedade, afinal sua essência é estruturante do Estado que propõe a Constituição Cidadã, pois certamente assim nos tornaremos uma nação evoluída e, por conseguinte uma potência econômica e social.

Polêmica na Justiça do Trabalho

Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) editou novas Súmulas e vem tendo um entendimento consolidado sobre temas polêmicos. Entre estes assuntos está o da garantia de estabilidade da gestante e também da reintegração de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Na visão do professor de Direito do Trabalho, Alan Balaban, sócio do escritório Braga e Balaban Advogados, ao garantir a estabilidade destes trabalhadores, o que não está previsto em lei, o TST está exercendo um papel que é do Poder Legislativo. “Se o contrato temporário não garante qualquer estabilidade uma vez que a própria legislação assim entende, por que no caso da gestante ele irá garantir tal situação. O foco do Poder Judiciário é de “julgar” e não de “legislar”. E muito menos “impor uma situação”. A isonomia ainda é o maior direito entre as partes na Justiça do Trabalho”, afirma o professor.

Antes, uma empregada que engravidasse durante o contrato por prazo determinado (como é o caso do contrato de experiência) poderia ter o contrato rescindido quando do término do prazo. Agora, pela mudança no texto da Súmula 244, do TST, foi assegurada a essa empregada a garantia de emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Alan Balaban ressalta que o TST já está proferindo alguma decisões favoráveis a estabilidade de temporários. “Nos últimos meses, o TST resolveu abordar temas em face da estabilidade. Não bastasse a “criação” da estabilidade em face da demissão discriminatória a empregados portadores de doenças graves – o que já é extremamente contra a atual legislação pátria e aos princípios norteadores do direito – a nova tendência é a estabilidade em face da empregada gestante que está trabalhando por meio de contrato temporário, leia-se por prazo determinado”, explica e indaga: “Qual será a próxima estabilidade?”.