Qualidade de vida: a possibilidade de se diminuir a infecções hospitalares no Brasil

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26 de outubro de 2012 – 207ª Edição – Ano 2012

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Novo Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

Com o novo GEDWEB, sua empresa tem acesso centralizado às normas técnicas, documentação empresarial, regulamentos, portarias, textos técnicos, publicações da American Society Quality (ASQ), publicações técnicas e científicas, revistas segmentadas, etc.

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NBR 14909: a manutenção dos recipientes transportáveis de aço para GLP

Essa norma fixa os requisitos mínimos para a manutenção de recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP).

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As normas técnicas ajudam a inovar, a explorar com sucesso as novas ideias e garantem a segurança de seu negócio

A normalização técnica, que teve seu início como mero processo mecânico, evoluiu e se tornou um meio para assegurar a intercambialidade e uma técnica de simplificação, e conservação de recursos e capacidade produtiva.

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IEC 62271-111: os requisitos para os comutadores de alta tensão

Essa parte 111 da norma trata dos religadores automáticos e interruptores em sistemas com correntes alternadas de até 38 kV, para operar sob tensões máximas de 1.000 V

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Target Gênius Resposta Direta: a solução para as suas dúvidas em normas técnicas

Esse novo produto da Target é um sistema inovador de perguntas e respostas sobre os requisitos obrigatórios das normas técnicas.

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Um método já consagrado para inativação de micro-organismos na indústria alimentícia, a alta pressão hidrostática, pode ser utilizado como alternativa para a esterilização de materiais hospitalares contaminados com a bactéria Mycobacterium abscessus – um patógeno causador de infecções hospitalares, que é muito resistente e de difícil tratamento. A proposta é do farmacêutico Ancelmo Rabelo de Souza, que investigou em laboratório diferentes condições de aplicação da técnica para conseguir a inativação completa da bactéria. A crescente incidência deste patógeno, bem como a sua gravidade clínica, foram as principais motivações do farmacêutico para o desenvolvimento da pesquisa de mestrado, apresentada no Instituto de Biologia (IB), da Unicamp, com orientação do professor Carlos Francisco Sampaio Bonafé.

Souza lembra que os materiais cirúrgicos e biofarmacêuticos, quando mal esterilizados, são fontes de infecções e geram graves doenças nas pessoas expostas a eles. Ademais, existe uma dificuldade muito grande em se conseguir descontaminar certos fômites hospitalares, principalmente, com o Mycobacterium abscessos, pelo fato de resistirem ao tratamento com a maioria dos agentes desinfetantes existentes. Neste sentido, a pesquisa desenvolvida pelo farmacêutico consiste em uma importante contribuição para o melhoramento em termos de segurança dos protocolos de esterilização. Nos métodos tradicionais de autoclavagem em que os materiais são submetidos a temperaturas médias de 121 ºC por até 30 minutos, os instrumentos podem ficar danificados, visto que nem todo material suporta temperaturas tão altas. Com isso, enumera Souza, esta é mais uma vantagem da técnica que garante a preservação do material por utilizar temperaturas mais amenas na esterilização. Um ponto a ser destacado é a ideia de se propor um método físico que já é utilizado para os alimentos, uma vez que a alta pressão hidrostática preserva as características como o sabor, odor e outras, fundamentais para o controle de qualidade dos alimentos. “A técnica foi introduzida na indústria alimentícia na década de 1990 no Japão. Portanto é um método já consolidado, sem riscos à saúde”, afirma. Também possui um nível de segurança muito positivo por não necessitar de reagentes químicos que possam alterar a qualidade do alimento e materiais hospitalares.

Para simular a esterilização, nos ensaios foram utilizadas amostras de PVC contaminadas com elevada concentração do Mycobacterium abscessus. Souza testou a pressão de 2.500 a 3.500 atmosferas em várias temperaturas e pH para selecionar as condições que atingem os melhores resultados. “Ao nível do mar a pressão é de uma atmosfera, o que dá para se ter ideia do nível de pressão a que submetemos as bactérias”, explica. Ele definiu o tratamento de -15ºC por 90 minutos, assim como o tratamento a 60º C por 45 minutos, como duas condições de inativação completa da bactéria, sem presença de agentes químicos. Anselmo Souza enfatiza que não se trata de redução, mas de inativação bacteriana. Essas condições foram as que apresentaram resultados interessantes para preservação de materiais.

Diagnóstico de câncer de mama: como enfrentar a doença?

O câncer de mama apresenta alta incidência entre as mulheres em vários países do mundo, incluindo o Brasil, aumentando especialmente após os 50 anos de idade. Porém, faixas etárias mais jovens também podem estar sujeitas a ter essa patologia. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, entre 2012 e 2013, ocorrerão em torno de 53 mil novos casos de câncer de mama no país, com aproximadamente 12 mil mortes. Assim, qualquer mulher pode estar sujeita a receber o diagnóstico de câncer de mama em algum momento de sua vida. Ter ânimo para enfrentar o tratamento pode ser importante para alcançar uma recuperação eficaz, segundo Marli Jacobsen, que teve o diagnóstico de câncer de mama no ano de 2010, realizou o tratamento e mostra-se sem sintomas da doença.

Marli comenta que o amor à vida e querer aproveitar ao máximo o que esta pode proporcionar foram as motivações para superar todas as fases de tratamento da doença. “Quem passa por uma situação de doença, como o câncer, precisa remodelar e ressignificar várias coisas de sua vida. A doença propiciou que eu pudesse pe rceber as coisas que são verdadeiramente importantes para mim, sejam elas as mais singelas”. O apoio das pessoas da convivência é outro fator que Marli coloca como importante. “A pessoa só vai sentir como a rede social que ela tem é significativa no momento da doença. Houve pessoas que eu não esperava e que se aproximaram de mim”.

Uma equipe médica eficaz e humanizada é outro ponto destacado. “Eu pude contar com uma equipe muito carinhosa e, ao mesmo tempo, que apresentou muita seriedade, tratando o meu caso com individualidade”, diz Marli. De acordo com o mastologista Dr. Felipe Zerwes, gestor da área de mastologia do ICMD, o tratamento para o câncer de mama engloba procedimentos cirúrgicos, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. “A eleição de uma abordagem de tratamento depende de uma avaliação individualizada da paciente, após a realização de uma série de exames, com a finalidade de alcançar resultados mais eficazes para cada caso”. Stephen Stefani, oncologista e pesquisador do ICMD, acrescenta que o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de se alcançar resultados promissores. “As mulheres devem realizar exames de rotina com frequência, ecografia mamaria ou mamografia. Recebendo um diagnóstico de câncer, devem procurar um especialista e iniciar o tratamento imediatamente”.

Vença o medo:

– Por mais difícil que possa ser o recebimento do diagnóstico de câncer de mama, deve-se buscar um especialista (oncologista/mastologista) imediatamente e iniciar o tratamento mais breve possível.

– Todas as orientações médicas para o tratamento da doença devem ser seguidas.

– Valorizar a vida e visar a recuperação podem fazer diferença.

– Buscar o apoio das pessoas da convivência é fundamental para a recuperação, informando-as desse momento difícil da vida.

– Tratar-se com uma equipe médica que inspire segurança e conforto sempre que possível.

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Bom senso na utilização dos meios tecnológicos no ambiente de trabalho

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dia 13/11/2012

 Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.

dia 13/12/2012

Alan Balaban

A tecnologia é sem sombra de dúvidas a grande inovação das últimas décadas na relação de trabalho. Dificilmente – ou praticamente impossível – pensar em uma atividade de trabalho que não tenha e/ou não exija a utilização do meio tecnológico. Seja na construção civil ou pesada, na indústria, no sistema financeiro ou no comércio, de forma direta ou indireta a tecnologia ajuda, resolve e até domina o trabalho cotidiano. Porém, em que pese à impossibilidade de vivermos em um mundo sem a tecnologia, devemos estar atentos aos reflexos e potenciais problemas que esse novo meio traz na relação empregatícia – empregado e empregador – e quais são os limites que devemos respeitar nos termos da lei em vigor. Atualmente, não existe qualquer dispositivo legal que informe de forma clara e objetiva o que pode ou não ser feito com os meios tecnológicos. E não é de se espantar uma vez que a nossa legislação trabalhista – CLT – data o ano de 1943 e a Constituição Federal em momento algum abarca esse tema. Assim, ficamos completamente desprotegidos e atribuímos aos Tribunais o poder e a responsabilidade de julgar casos concretos, sempre com posições divergentes, causando grande temor social e muitas vezes dúvidas sobre os limites dos empregados e dos empregadores. Dessa forma, o melhor a ser feito é interpretar a lei e os princípios e aplicar de forma padronizada ao dia a dia das empresas.

Há no direito do trabalho uma grande diferença na utilização das palavras “pelo” e “para” o trabalho. A primeira tem a ideia de salário, enquanto a segunda de ferramenta de trabalho. Igualmente, a legislação trabalhista faculta ao empregador criar contratos de trabalhos escritos, bem como, elaborar regulamentos internos nas empresas para explicar a forma de trabalho e como o trabalho deverá ser conduzido pelo empregado. Ainda, existe em nossa Constituição Federal princípios aplicados aos empregados que garante a dignidade da pessoa humano e a garantia a sua intimidade. Posto todos esses conceitos, a melhor forma de resolver qualquer problema no pacto laborar envolvendo meios tecnológicos é a necessidade de que seja elaborado um contrato de trabalho escrito entre empregado e empregador, com cláusulas especificas em face do trabalho que será desenvolvido e incluindo os meios tecnológicos que serão utilizados. Ainda, deve ser criado um regulamento interno da empresa que explique exatamente como aquele meio tecnológico deve ser utilizado. O que pode? O que não pode? Como deve ser utilizado? Por fim, após criar os mecanismos acima, os empregadores devem respeitar o seu empregado, tanto em seu íntimo como em sua pessoa, não ultrapassando qualquer limite do que está pactuado, bem como, o empregado deve respeitar os mesmos diplomas para que tenha garantido todos os seus direitos.

Vale frisar que o Ministério do Trabalho deve editar portarias e recomendações de como essa relação deve ser mantida. A presença dos sindicatos – dos empregados e dos empregadores – também é fundamental, onde cláusulas em convenções e acordos coletivos devem ser elaboradas para resguardar ainda mais essa relação. Deve-se aguardar também uma posição da OIT em face da tecnológica, sendo que em suas recomendações deverá ser proferida em breve alguma que fale especificamente da nova tecnológica aplicada ao trabalho e como os empregados e empregadores devem utilizá-la para se resguardarem. Assim, na omissão legal e na divergência jurisprudencial dos Tribunais sobre o tema o melhor a ser feito por todos os envolvidos no pacto laboral é utilizar o bom senso, até porque é uma premissa do contrato de trabalho a boa fé entre as partes.

Alan Balaban é advogado especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho e Processo Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Direito e Processo do Trabalho, sócio da área trabalhista do escritório Braga & Balaban Advogados e diretor do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico – alan.balaban@bragabalaban.com.br