A credibilidade dos sistemas de certificação (parte 3 – final)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 13 e 14 de Novembro

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: José Ernani da Silva

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos. Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade). O tópico Curto-Circuito discute:

a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica;

b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito;

c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.

O tópico Coordenação da Proteção discute:

a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas;

b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão;

c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.

Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância. Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

Inscreva-se Saiba Mais

Roberto Ricardo Machado de Andrade, WB Produção e Consultoria – roberto.andrade@wbbra.com.br

Entidade Auditora – Em primeiro lugar, a intenção de separar o órgão certificador é para estar coerente com a metodologia proposta e assim enfatizar uma característica que se espalha por praticamente todos os organismos certificadores, na maioria dos países onde atuam: o crescente efetivo de auditores externos versus auditores empregados. Esse fato determina uma nova etapa dentro do sistema de gestão da certificação. Não quer dizer que não existam iniciativas para reduzir a proporção de auditores individualmente terceirizados ou pequenas empresas que prestam serviços de auditoria. Existe organismo certificador que estabelece nível máximo de auditores externos em seu quadro, mas ainda não é a maioria. Como já comentado, o uso de recursos externos utilizados no processo de verificação do sistema de gestão da certificação varia em torno de 70% dos auditores das certificadoras. As condições que levam à necessidade de recursos externos passam por: especificidade técnica, como, por exemplo, um organismo certificador não pode manter em seu quadro de empregados fixos um auditor para atender a sistema de gestão específico onde sua demanda são três clientes da certificação por ano; um auditor empregado custa mais que o dobro de um auditor externo, como, por exemplo, no mercado brasileiro; e um auditor externo só participa do processo de verificação quando houver serviço para o qual ele esteja qualificado. Existem mais condições que levam a essa tomada de ação pelo organismo certificador, na maioria dos casos, relacionadas com as apresentadas acima. Além disso, podemos levantar algumas discussões interessantes. É fato que o nível de informação e acesso de uma entidade auditora externa ao organismo certificador, seja ela terceira ou empresa contratada, é infinitamente menor do que o de um auditor empregado. Em alguns casos identifica-se auditor sem a última versão da documentação pertinente ao seu trabalho, e, em outros, auditores com dificuldades de operar o sistema de informação fornecido pelo órgão certificador. O custo do auditor externo normalmente traz benefícios para o órgão certificador, ajustando a sua lucratividade. O que normalmente ocorre é que o valor pago para um auditor por dia de trabalho é baixo comparado ao que se pode faturar em atividade de consultoria pelo mesmo profissional. A base de auditores, na sua maioria, provém de pequenas empresas de consultoria que orientam as suas atividades com prioridade para consultoria. O que é justo visto à necessidade de elevar a sua lucratividade. Desta forma, o órgão certificador pode lidar com problemas sérios de logística para atender a sua demanda, e consequentemente, a seus clientes da certificação. Um ponto importante na etapa de verificação e que envolve todos os auditores está relacionado com o atendimento às necessidades do cliente da certificação e automaticamente, às necessidades da sociedade. O processo de verificação da conformidade, e aqui vamos entrar numa análise mais técnica da auditoria, envolvendo a NBR ISO 19011 – Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, leva o auditor a identificar e levantar não conformidades, ação que tem definição claramente estabelecida por essa norma. Basicamente essa é a proposição da verificação de sistema de gestão, ou seja, verificar e ratificar conformidade com os requisitos contratados. Acontece que, com o decorrer do tempo, esses processos se tornaram cada vez mais afetados pela interação entre os atores envolvidos, ou seja, certificadora, auditor e cliente da certificação, incorrendo em desvios. Por exemplo: cliente da certificação: auditores que levantam muitas não conformidades não são vistos com bons olhos pelos clientes da certificação, os quais não gostam de receber não conformidades. Assim, os clientes da certificação acabam por classificar os auditores de “bonzinhos” ou “mauzinhos”. Auditor: prefere fazer uma análise mais gerencial, sem realizar visita expressiva a campo e percebe, que quanto mais não conformidade, mais trabalho, pelo mesmo valor recebido. Certificadora: atende à solicitação do cliente da certificação quanto à escolha do auditor, desde que mantidos os conceitos de confidencialidade e conflito de interesse, prescritos na norma acima. Mas incorre numa ação tendenciosa em atender ao cliente da certificação. Esses desvios na interface, órgão certificador, entidade auditora e cliente da certificação, muitas vezes não são identificados nas verificações dos acreditadores, durante os processos de auditorias testemunhas e de escritório realizados nas certificadoras. Eles são praticados como atos normais. Existem vários mecanismos criados pelos organismos envolvidos no sistema de gestão da certificação para controlar esse processo. Por exemplo, o dispositivo que estabelece a verificação periódica pelos organismos de acreditação e certificação, do processo de auditoria, através de amostragem, cobrindo o quadro de auditores, seja empregado ou externo. Esse processo é denominado de auditorias testemunhas. De qualquer maneira, por competência ou falta dela, observa-se que os desvios mencionados ocorrem com freqüência.

Cliente da certificação – A etapa do cliente da certificação está diretamente relacionada com a ação para melhoria. É nesse grande grupo de empreendedores, executivos e profissionais que se encontra a propulsão de basicamente todos os processos de melhoria da certificação. Ao mesmo tempo podem-se levantar discussões importantes. O cliente da certificação conhece o processo de certificação hoje, melhor do que há dez anos. Isso é muito importante, pois melhorando seu conhecimento dos serviços de certificação, a sua escolhe pode ser mais bem sucedida e seus objetivos alcançados consistentemente. Dois processos envolvendo o cliente da certificação dentro da gestão da certificação são debatidos a seguir. Hoje alguns clientes da certificação pré definem o tempo de auditoria mínimo, com base nas tabelas do IAF e norma ISO/IEC 17021, mantendo desta forma, o parâmetro do tempo de auditoria dentro da perspectiva técnica. Assim, o preço será a variável de barganha numa cotação, fora as demais variáveis de marketing. Acontece, e isso é um fato de mercado, que clientes em negociações de preço muitas vezes buscam aviltar o preço por desconhecimento ou política geral interna de negociação. Normalmente o efeito desse processo sempre tem como resultado perda para todos os envolvidos. Por exemplo, em uma negociação, o cliente da certificação conseguiu obter um valor baixo para o processo de certificação. O órgão certificador, por sua vez, buscou auditores no mercado para manter sua margem de lucro e assim uma desastrosa parceria teve início. Outro exemplo, mais comum em grandes empresas, o órgão certificador assumiu valores baixos para ganhar a barganha e não teve como honrar o atendimento na qualidade estabelecida pelo cliente da certificação. Igualmente, a tensão de um processo in loco de auditoria não é a de um dia comum dentro da empresa. A expectativa pela vinda da equipe auditora é enorme e os resultados mais do que esperados, com muita ansiedade. Todo esse processo é normal, visto ser a auditoria uma atividade de verificação e análise. Lembro de uma vez, ao final de uma auditoria inicial, numa empresa de grande porte, fomos convidados, nós equipe auditora, a participar da festa que a empresa preparou para comemorar a recomendação para a certificação ISO 14001. O presidente regional da empresa, passando por mim durante a comemoração, perguntou: “Como você vê essas pessoas rindo e descontraídas se ainda agora (durante a auditoria) elas estavam tensas e sérias? Eu respondi: É mais ou menos o que acontece com você quando entra em algum departamento da sua empresa, todos param de falar, ficam sérios.” Ele me olhou, não sei se entendeu e seguiu. O processo de auditoria in loco é uma ferramenta poderosa que verifica e avalia toda a estrutura hierárquica do cliente da certificação, ou pelo menos tem essa pretensão. Assim, é sempre normal certo desequilíbrio emocional dos participantes. É como o presidente do exemplo acima, ele não vai sempre ao departamento x ou y da empresa e quando vai, gera algum tipo de desequilíbrio entre seus subordinados. Alguns clientes da certificação usam esse processo de maneira positiva, aproveitando a sinergia e o stress gerados na ocasião. Outros, não aproveitam nem um pouco essa oportunidade e se colocam reativos, estimulando pressões desnecessárias ao processo de certificação. Enfim, o cliente da certificação é o grande responsável pela transparência, ética e credibilidade do sistema de gestão da certificação.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: