Takt time

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05 de Novembro de 2012 – 209ª Edição – Ano 2012

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Uma leitora me escreve querendo saber o que é takt time. A palavra alemã takt serve para designar o compasso de uma composição musical, tendo sido introduzida no Japão nos anos 30 com o sentido de ritmo de produção, quando técnicos japoneses estavam a aprender técnicas de fabricação com engenheiros alemães. Pode ser definido a partir da demanda do mercado e do tempo disponível para produção; é o ritmo de produção necessário para atender a demanda. Matematicamente, resulta da razão entre o tempo disponível para a produção e o número de unidades a serem produzidas. Para alguns especialistas, é o tempo alocado para a produção de uma peça ou produto em uma célula ou linha. A ideia de alocar um tempo para produção pressupõe, naturalmente, que alguém aloca e assim o takt time não é dado absoluto, mas sim determinado. Pondere-se que a conceituação tem limites. É preciso esclarecer que a empresa pode realizar opções tanto quanto aos níveis de atendimento da demanda como aos de utilização da capacidade.

A compreensão desses limites leva à necessidade de ampliação do conceito. Uma definição mais adequada parece ser a seguinte: takt time é o ritmo de produção necessário para atender a um determinado nível considerado de demanda, dadas as restrições de capacidade da linha ou célula. Concretamente, o takt time é o ritmo de produção alocado para a produção de uma peça ou produto em uma linha ou célula. Uma diferença parece ser que se reconhece explicitamente nesta definição que o ritmo eventualmente necessário pode não ser suportado pelo sistema de produção. Depois disso, pode-se dizer que surgem outras questões conceituais, precisamente no que tange à compatibilização da demanda com a capacidade. Na seção seguinte, esclarece-se o conceito de tempo de ciclo, explicando-se como é exatamente esse que limita o takt time. A amarração entre processo e operação é visualizada nessa articulação e ilustrada quando debatidas as relações entre os mesmos. A vinculação dessa questão com o planejamento e Controle da Produção é importante de ser explorada, de forma a evitar que o sistema, mesmo tendo condições globais de atender à demanda, não seja sobrecarregado em momentos de pico e tenha seu funcionamento abalado. Feitas essas diferentes considerações, o takt time pode ser legitimamente entendido como o tempo que rege o fluxo dos materiais em uma linha ou célula.

Seu conceito está diretamente relacionado com o processo, na medida em que trata do fluxo dos materiais ao longo do tempo e espaço. Sob uma perspectiva operacional, o tempo disponível para produção não é necessariamente igual à duração do expediente. Em situações reais, deve-se descontar os tempos de paradas programadas, tais como manutenção preventiva dos equipamentos, paradas por razões ergonômicas, etc. Sendo assim, pode-se afirmar que: tempo disponível para produção = período de trabalho – paradas programadas. Em uma linha de produção, a cada intervalo definido pelo takt time, uma unidade deve ser terminada. Por exemplo, para uma linha de montagem de automóveis com demanda diária de 300 unidades e tempo disponível para produção de 10 horas (600 minutos), o takt time será de 2 minutos. Ou seja, a cada 2 minutos deve sair um carro pronto no final da linha.

Outros autores apresentam conceituações de takt time que não incluem explicitamente as considerações sobre a capacidade, embora alguns deles tratem desse aspecto na apresentação de sua lógica de balanceamento de linha. Alguns introduzem uma variante da definição de takt time, denominada taxa da planta – “plant rate (R)” – incorporando na definição do ritmo da fábrica aspectos como folgas e taxas de eficiência, eventualmente importantes em regimes de entrada de operação de planta ou no início de produção de novos modelos, mas questionáveis na medida em que podem encobrir perdas. A compreensão do importante conceito de takt time só é de fato possível quando contrastado com o de tempo de ciclo.

Quanto a isso, deve-se observar que a duração de um ciclo é dada pelo período transcorrido entre a repetição de um mesmo evento que caracteriza o início ou fim desse ciclo. Em um sistema de produção, o tempo de ciclo é determinado pelas condições de operação da célula ou linha. Considerando-se uma célula ou linha de produção com ‘n’ postos de trabalho, o tempo de ciclo é definido em função de dois elementos: tempos unitários de processamento em cada máquina/posto (tempo padrão); e número de trabalhadores na célula ou linha. Genericamente, para uma máquina ou equipamento, o tempo de ciclo é o tempo necessário para a execução do trabalho em uma peça; é o tempo transcorrido entre o início/término da produção de duas peças sucessivas de um mesmo modelo em condições de abastecimento constante.

Algumas operações, devido às suas características, como tratamento térmico, queima de cerâmica, tratamento químico, pintura, etc., requerem que esse seja definido como o tempo para o processamento de um lote ou batelada. Cada máquina e equipamento tem um tempo de ciclo característico para cada operação (processamento) executada. Em alguns casos, como em tornos automáticos e com CNCs, pode ser fisicamente identificado com relativa facilidade. Contudo, o retorno das ferramentas de corte a uma mesma posição e em outras, nem tanto, como no caso de operações manuais.

Quando se analisa uma operação isolada, o tempo de ciclo é igual ao tempo padrão; é o tempo que consta nos roteiros de produção dos sistemas de controle de produção. Por exemplo, para o caso de uma máquina dedicada com um tempo padrão de 2,5 minutos, o tempo de ciclo também será de 2,5 minutos; isto é, a cada 2,5 minutos pode ser produzida uma peça, repetindo-se um ciclo. Quando se analisa todo o sistema de produção (células, linhas ou mesmo a fábrica inteira), a discussão muda de perspectiva. Nesse caso, deixa-se de ter uma única máquina, a partir da qual se pode, com facilidade, definir o tempo de ciclo, sendo necessário contemplar as relações sistêmicas de dependência entre os equipamentos e as operações.

É possível, inclusive, questionar se existe um tempo de ciclo para uma célula ou linha de produção. A resposta é afirmativa, tendo-se, dependendo do caso, o tempo de ciclo da linha ou o tempo de ciclo da célula. Para os materiais a ideia de ciclo não tem sentido. Uma mesma peça não passa mais de uma vez pelo processamento, não havendo um ciclo, portanto. A noção de ciclo só tem sentido para os sujeitos do trabalho, e não para os objetos do trabalho (materiais), posto que é o trabalho realizado por homens e máquinas que se repete regularmente.

Assim, o ciclo não está vinculado ao início ou término do processamento de um produto ou componente na linha. Para uma situação em que a cada posto há um operador, as operações podem ser realizadas em paralelo; obviamente, em peças diferentes. Um exemplo disso: um determinado produto a ser produzido em um tempo disponível de produção (tempo disponível = tempo total – paradas programadas), ou seja, temos 480 minutos de tempo disponível para produzirmos 300 unidades diárias (conforme demanda programada); o takt time será o tempo obtido pela divisão de 480 minutos pelo número de 300 unidades, que corresponde a 1,6 minuto para cada unidade produzida (a cada 1,6 minuto deve-se ter um produto acabado ao final do processo). É importante, sempre que se pensar em takt time, considerar a capacidade de produção.

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