Colchão de molas fora das normas técnicas pode afetar a saúde do consumidor

Revista Digital

Com o objetivo de atender os clientes e usuários, a Target elaborou uma pauta de treinamentos estruturados que oferecem aos participantes os subsídios técnicos necessários para que todos possam estar seguros das melhores práticas existentes no âmbito da engenharia, saúde, segurança no trabalho e gestão empresarial atendendo a legislação vigente. Um corpo docente formado por especialistas reconhecidos em seus setores, garante aos alunos uma formação altamente eficaz e qualificada. O número reduzido de participantes por turma é outro fator que confere eficiência aos Cursos Target. Dessa maneira, cada aluno tem mais oportunidades de interagir pessoalmente com os professores e colegas de sala, potencializando a troca de informações e experiências.
Para aqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target transmite os cursos ao vivo pela Internet, utilizando-se de ferramentas de interação de última geração.

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No momento da compra de um colchão de molas, a maioria dos consumidores leva em consideração, muitas vezes, apenas um quesito: o preço. Já os fatores como fabricação de acordo com as normas técnicas, qualidade, durabilidade e as determinações de adaptação para cada tipo de pessoa ficam em segundo plano e o surgimento de dores não é associado à escolha errada do colchão. Apesar de não ser o principal desencadeador desses problemas, o colchão de molas e o travesseiro possuem papel fundamental para a qualidade de vida do usuário. No caso do colchão de molas, deve-se dedicar uma atenção toda especial ao tipo de molejo do modelo a ser escolhido. Existem dois molejos básicos: as molas Bonnell que proporcionam maior durabilidade e estabilidade ao molejo, fazendo com que ele sempre retorne a sua altura original. Elas são unidas pelo arame helicoidal que recebe o mesmo tratamento térmico que as molas. A grande vantagem do Bonnell é ser um molejo de grande versatilidade, oferecendo qualidade e bom nível de conforto com custos menores.

Nas molas ensacadas ou pocket, cada mola é ensacada individualmente e costurada de forma a adaptar-se melhor as curvas do corpo. Dentre os benefícios deste tipo de molejo pode-se citar o fato de as molas não esbarrarem uma nas outras, o que diminui a vibração de um lado para o outro. Para os casais com pesos diferentes, este é o maior benefício devido aos movimentos não influenciarem no sono do parceiro. São molas de extremo conforto e são mais macias do que as do tipo Bonnell. Quanto as normas técnicas que os fabricantes precisam cumprir obrigatoriamente e os consumidores necessitam ficar atentos aos requisitos dos produtos comprados são duas: a NBR 15413-1 de 03/2011 – Colchão de molas e bases – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio que estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para colchões de molas e bases e a NBR 15413-2 de 03/2011 – Colchão de molas e bases – Parte 2: Revestimento que estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para os materiais utilizados como revestimento de colchões de molas e bases (clique nos links para mais informações). Segundo a parte 1 da norma, o procedimento para determinação das dimensões deve ser realizado conforme figura A.1. Nas dimensões com relação à largura, comprimento e espessura, deve ser tolerada a variação de + – 1,5 cm. O molejo estrutural do colchão deve atender à Tabela 1 disponível nessa parte da norma.

Outros tipos de molejos com diferentes construções ou tecnologias podem ser utilizados, desde que atendam ao item 4.2.4. O produto final após o ensaio de rolagem em 7.3 deve atender a Tabela 3 e ao ensaio descrito em na figura A.2.O molejo não pode apresentar quebras de molas e de outros elementos e a medição da deformação plástica na altura da mola pode ser realizada com uma parte do molejo afetada pelo ensaio e outra não, do mesmo molejo. As características mecânicas e a composição do arame da da mola devem atender à ASTM A 487. A borda perimetral deve manter o seu paralelisrno e perpendicularidade antes e após o ensaio de rolagem. Caso a borda perimetral seja de espuma de poliuretano, ela deve ter largura máxima de 180 mm de cada lado e densidade nominal mínima D 28, alem de atender aos requisitos de deformação permanente, densidade e teor de cinzas da ABNT NBR 13579-1. Caso a borda perimetral seja de qualquer outro material que não seja de espuma de poliuretano, ela deve ter no máximo 180 mm de largura. Caso a borda perimetral seja de aço, as características mecânicas e a composição química devem atender a ASTM A 417 e a sua área da seção deve ser equivalente ao arame com diâmetro mínimo de 4 mm.

O material utilizado como isolante deve evitar que o estofamento seja danificado e penetre no molejo, após o ensaio de rolagem, bem como deve atender ao ensaio de flexibilidade descrito no item 7.8. Em colchões de dois lados ou um lado, o matelasse, quando aplicado ao estofamento, deve atender à Tabela 2 da norma Nos requisitos de densidade mínima, resiliência e teor de cinza, caso o material utilizado seja espuma. O colchão pode apresentar acomodação na área de utilização ou na área de impressão do corpo em relação as alturas das laterais, conforme a Tabela 3 e A.2, após uso contínuo ou ao ensaio de rolagem. Quando for utilizado não tecido de fibras sintéticas, naturais e/ou artificiais, ele deve ter gramatura mínima de 100 g/m2. Quanto aos ensaios, antes de serem efetuadas as inspeções e medições iniciais, deve ser realizada uma pré-rolagem com o rolo nas duas faces do colchão por um período de 50 ciclos (cada face). O ensaio de esgarçamento da ABNT NBR 9925 deve ser adequado à aplicação do tecido em revestimento de colchão e bases e deve ser adequado conforme a Tabela 1 da parte 2 da norma. o material utilizado como revestimento, após o ensaio de desempenho do colchão e bases, não pode estar esgarçado ou rasgado, conforme Tabela 2. A amostragem para materiais têxteis é definida por acordo entre as partes envolvidas.

Enfim, o colchão de molas é um instrumento determinante na qualidade do sono, ao se levar em consideração que se dorme em média sete horas por noite. Se a pessoa ficar acordada por todo esse período sobre uma superfície desconfortável, o que acontece quando se dorme em um colchão de molas excessivamente firme, o que pode causar cãibras, formigamento e constante mudança de posição, ou excessivamente macio que causa cansaço e constante mudança de posição. Assim, é importante saber que a carência de sono pode desencadear: a redução da eficiência do sistema imunológico, alteração do equilíbrio hormonal, obesidade, maior probabilidade de estado pré-diabético, distúrbios como depressão e ansiedade, dificuldade de cognição e de concentração, e irritação. Dormir bem é tão importante para se ter um estilo de vida saudável quanto fazer exercícios físicos e ter uma alimentação adequada, pois é este período que o corpo se utiliza para restabelecer o seu equilíbrio.

Teste de colchões

A Proteste realizou um teste com colchões de casal de espuma, com densidade 33, e os resultados revelaram uma desagradável surpresa: dos dez colchões, três deles apresentaram densidade bem menor do que a informada. Além disso, não vale a pena comprar outros cinco. Entre os testados, apenas um é bom e outro é aceitável. Veja na tabela abaixo a densidade real dos dez colchões testados:

Marca/modelo Densidade real
American Flex/American Top 33
Ortobom/Pró Saúde Selado 30
Sonobello/D33 28
Ortochocrin/Diamante 28
Manes/Elegance 24
Probel/Majestic 24
Castor/Aconchego 22
Gazin/Torres 18
Botafogo/Copacabana 17
Paropas/Presence Black 16

Os produtos Paropas, Gazin e Botafogo tiveram densidade real de 16, 18 e 17, respectivamente, e foram eliminados do teste. Outros quatro tiveram notas baixíssimas, não valendo a pena comprá-los. Um dos produtos apresentou densidade dentro da margem de erro permitida pela norma técnica, ficando com conceito aceitável. E apenas um colchão, entre os testados, é um legítimo D33. Também, foi verrificado como os colchões se comportam com o passar do tempo, se eles ficam duros ou moles, se ficam marcados e perdem o formato e se voltam à forma original. O produto da Sonobello, se destacou, mostrando boa resistência, e o colchão Presence Black, da Paropas, foi o que teve o pior resultado entre os testados. No parâmetro pureza da espuma, onde se conferiu se houve adição de substâncias capazes de gerar um falso aumento da espuma e da densidade do colchão, vimos que Botafogo e Orthocrin se saíram mal, ficando com os piores resultados nesse parâmetro. Diante de tantas inconformidades, a análise resultou em apenas um produto melhor do teste e, consequentemente, escolha certa, que é o colchão American Top, da American Flex.

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Justiça proíbe clube de Taquaritinga (SP) de realizar eventos por não cumprir a norma técnica de ruído

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

Mauricio Ferraz de Paiva

O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o Clube Imperial, de Taquaritinga (SP) por emissão de ruídos acima dos limites fixados na norma NBR 10151, de 2000. Depois de uma constatação feita por uma medição realizada pela Cetesb, o juiz de primeira instância condenou o clube que recorreu, porém a a ação foi mantida, restando proibida a realização de eventos no local até que se proceda ao devido isolamento acústico. A NBR 10151 de 06/2000 – Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade – Procedimento (clique no link para mais informações) fixa as condições exigíveis para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades, independente da existência de reclamações. Especifica um método para a medição de ruído, a aplicação de correções nos níveis medidos se e ruído apresentar características especiais e uma comparação dos níveis corrigidos com um critério que leva em conta vários fatores. O método de avaliação envolve as medições do nível de pressão sonora equivalente (LAeq), em decibéis ponderados em “A”, comumente chamado db (A).

No levantamento de níveis de ruído deve-se medir externamente aos limites da propriedade que contém a fonte, de acordo com item 5.2.1 da norma. Na ocorrência de reclamações, as medições devem ser efetuadas nas condições e locais indicados pelo reclamante, de acordo com 5.2.2 e 5.3, devendo ser atendidas as demais condições gerais. Em alguns casos, para se obter uma melhor avaliação do incômodo à comunidade, são necessárias correções nos valores medidos dos níveis de pressão sonora, se o ruído apresentar características especiais. A aplicação dessas correções, conforme 5.4, fornece o nível de pressão sonora corrigido ou simplesmente nível corrigido (Lc). Todos os valores medidos do nível de pressão sonora devem ser aproximados ao valor inteiro mais próximo. Não devem ser efetuadas medições na existência de interferências audíveis advindas de fenômenos da natureza (por exemplo: trovões, chuvas fortes etc.).

O tempo de medição deve ser escolhido de forma a permitir a caracterização do ruído em questão. A medição pode envolver uma única amostra ou uma sequência delas. Nas medições no exterior de edificações, deve-se prevenir o efeito de ventos sobre o microfone com o uso de protetor, conforme instruções do fabricante. No exterior das edificações que contêm a fonte, as medições devem ser efetuadas em pontos afastados aproximadamente 1,2m do piso e pelo menos 2m do limite da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras, como muros, paredes etc. Na impossibilidade de atender alguma destas recomendações, a descrição da situação medida deve constar no relatório. No exterior da habitação do reclamante, as medições devem ser efetuadas em pontos afastados aproximadamente 1,2 m do piso e pelo menos 2 m de quaisquer outras superfícies refletoras, como muros, paredes etc. Caso o reclamante indique algum ponto de medição que não atenda as condições de 5.2.1 e 5.2.2 da norma, o valor medido neste ponto também deve constar no relatório.

Segundo o juiz, no caso do clube, houve uma sentença em primeira instância que julgou procedente a presente ação civil pública e condenou o Clube Imperial de Taquaritinga ao cumprimento da obrigação em se abster de realizar ou autorizar eventos em suas dependências, quando houver a utilização de instrumentos ou equipamentos de exibição ou propagação do som (por meio de bandas, DJs ou similares), salvo se comprovada a existência de aparatos hábeis a realização da vedação acústica, a fim de evitar a dispersão de ruídos acima dos limites legais, atestado por laudo competente dos órgãos regulamentares. Inconformado, o clube apelou, afirmando não ter sido constatado nível de ruído acima do permitido por lei nas vistorias, não havendo nos autos prova da ocorrência de dano ambiental ou perturbação do sossego público. Contudo, o desembargador afirma que consta dos autos que a medição realizada pela Cetesb contatou que os ruídos decorrentes da música proveniente do clube ultrapassaram o valor permitido pela norma NBR 10151. O padrão externo noturno estabelecido para a região (área mista) é de 55dB. A mediação realizada em três pontos diferentes constatou ruídos entre 71 e 89 dB, fora, portanto, dos padrões considerados toleráveis pela legislação.

Além disso, o laudo pericial foi realizado, nele não havendo menção acerca da realização de algum evento quando da medição sonora, não se prestando o mesmo a afastar as conclusões obtidas pela Cetesb, em evento distinto, realizado mais de quatro anos após a elaboração de referido laudo pericial. Desta maneira, não há como se negar a ocorrência do dano ambiental, constatada por vistoria realizada pela Cetesb, não se mostrando necessária a comprovação da existência de reclamação de moradores da região na qual fica localizada o clube, uma vez que o interesse que se busca proteger é difuso e atinge a coletividade como um todo. O fato é que a propagação de ruídos acima do limite estabelecido não pode ser permitida, mostrando-se de rigor a condenação do requerido ao cumprimento das obrigações impostas. Ademais, acrescenta o juiz, o representante legal do clube afirmou não ter interesse em firmar termo de ajustamento de conduta por não possuir condições de proceder ao devido isolamento acústico no local. Assim, enquanto não for realizado o isolamento acústico, não pode ser admitida a realização de eventos que importem na utilização de instrumentos ou equipamentos de exibição ou propagação do som.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

Internet: um paraíso para os pedófilos

Os pais precisam ficar alertas. Um pesquisa denominada Kids Online Brasil, cujo objetivo foi analisar o comportamento das crianças brasileiras na internet, entrevistou 1.580 crianças e adolescentes: entre aqueles com idades entre 9 e 11 anos, o índice de adesão às redes sociais é de 42%; na faixa dos 11 a 16 anos, a taxa sobe para 70%. Desse último grupo, 23% já fizeram novos contatos on-line e 25% chegaram a encontrar os amigos virtuais pessoalmente. Visitar uma rede social já é a segunda atividade infanto-juvenil mais comum na rede, depois de fazer trabalho escolar, de acordo com a pesquisa do CGI. Assistir a vídeos no YouTube, jogar on-line e postar fotos na internet aparecem, respectivamente, em terceiro, quarto e quinto lugares.

A atividade online dessas crianças e adolescentes deve preocupar os pais. Ainda mais porque parte delas burla as regras de uso das redes sociais, mentindo a idade mínima (13 anos) para criar perfis nos serviços. Segundo Juliana Cunha, psicóloga e coordenadora do Helpline, projeto da Safernet em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, os dados do CGI comprovam o crescimento da presença de crianças nas redes sociais. “Teoricamente, essas crianças não poderiam estar cadastradas, mas sabemos que a realidade é diferente”, diz Juliana. De acordo com a psicóloga, é imprescindível que os pais acompanhem as atividades on-line de seus filhos. “Não se trata de proibição. Os pais precisam, antes de tudo, frequentar os mesmos ambientes online, afinal as crianças são muito vulneráveis”.