Pesquisa revela o perfil do jovem universitário brasileiro

Publicação Target/ASQ em destaque

The Certified Six Sigma Black Belt Handbook é uma publicação que está em sua segunda edição, que foi revisada e atualizada para refletir as mais recentes atualizações da Metodologia Six Sigma. Ela ajuda aos profissionais a conseguir a ASQ Certified Six Sigma Black Belt Body of Knowledge (BOK). Tendo como autores, T. M. Kubiak e Donald W. Benbow, esse e-book busca aperfeiçoar a atuação do Black Belt nos programas Six Sigma, já que é um profissional que possui completo conhecimento teórico e prático da metodologia, incluindo ferramentas estatísticas e da qualidade e técnicas lean e está envolvido em projetos de melhoria que visem ganhos elevados. Na publicação usam-se conceitos para a formação de Black Belts com ampla aceitação internacional e já está adaptado à realidade nacional.

Realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a população alvo da pesquisa foram jovens universitários com idade até 24 anos completos. No Brasil, a pesquisa foi realizada em duas universidades públicas de renomado prestígio no Distrito Federal e no estado de São Paulo, e em quatro instituições de ensino superior privadas, localizadas nas duas regiões. A escolha de duas instituições públicas e quatro privadas justifica-se pela diversidade da formação do ensino superior no Brasil. Os jovens universitários responderam a um questionário, constituído de 66 questões. As questões foram organizadas em blocos de conteúdo e com questões fechadas (múltipla escolha, única escolha), abertas e de escala numérica.

Quanto à escolaridade dos pais, foi crível imaginar que a relação entre o nível de escolaridade dos pais, especialmente da mãe, como variável no Brasil, para o acesso e a permanência na escola. Recentemente, as ações do governo federal voltadas para a expansão do número de vagas nas instituições públicas e os incentivos por meio de programas destinados a estudantes de instituições particulares têm provocado o aumento do número de jovens nesta modalidade de ensino. Ao mesmo tempo, a expansão do ensino superior e a adoção de ações afirmativas no campo da educação parecem haver introduzido maior diversidade no que diz respeito ao nível de escolaridade dos pais dos estudantes universitários desta pesquisa (tabela 1) e, provavelmente, maior diversidade em relação ao nível socioeconômico das respectivas famílias.

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Analisando separadamente os dados referentes à escolaridade do pai e da mãe dos estudantes, pode-se notar que o nível de escolaridade do pai, somando-se aqueles que possuem até o ensino fundamental completo, representa 15,8%. Aqueles com ensino médio incompleto ou completo representam 32,9% da amostra e os que possuem ensino superior incompleto ou completo representam 36,4%. Os que têm pós-graduação representam 12,3% no contexto universitário analisado. Com relação ao nível de escolaridade da mãe dos estudantes universitários, verificou-se tendência semelhante aos dados oriundos de outras pesquisas sobre a escolarização e formação universitária de mulheres no Brasil. Observa-se que o número de mães com formação escolar até no máximo o ensino fundamental é de 13,8% – 2 pontos percentuais (p.p.) abaixo do sexo oposto. No outro extremo, caracterizado por mães que cursaram pósgraduação, o percentual é de 15,4% – 3,1 p.p. acima do sexo oposto. Identifica-se uma relação diretamente proporcional entre o nível de escolaridade do pai e da mãe e o acesso do jovem ao ensino superior já que, aproximadamente, dois terços do total da amostra concentra-se entre aqueles, pai e mãe, que concluíram o ensino médio ou o ensino superior, e não se alcançam 10% daqueles com escolaridade até o ensino fundamental incompleto.

Nesse sentido os dados indicam desigualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior, pois, considerando-se o Censo Demográfico de 2010, a maior faixa de concentração de pessoas da população brasileira com mais de 25 anos situa-se entre aquelas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (49,3%), seguida das pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto (24,6%) e com superior completo (11,3%). Assim, pode-se afirmar que os jovens universitários, participantes desta pesquisa, são provenientes de famílias com maior escolaridade, enquanto os filhos daquelas com escolaridade mínima – até o ensino fundamental completo – estão presentes em menor número na universidade. Contudo, os dados também revelam um processo de ascensão social para cerca de 50% dos estudantes da amostra, já que ao entrarem no ensino superior alcançaram maior escolaridade que seus pais. Ao se realizar o cruzamento de duas variáveis, com o objetivo de verificar o percentual de pais que chegaram ao ensino superior – tendo ou não concluído este nível de ensino ou que chegaram à pós-graduação –, em comparação com aqueles que chegaram até o ensino médio, tem-se a situação apontada nas figuras a seguir.

Como resultado da agregação dos dados, observa-se que 64,6% de pelo menos um dos pais dos estudantes chegaram ao ensino superior. Os valores percentuais mais elevados (35,9%) recaem sobre a proporção de ambos os pais que chegaram ao ensino superior. No que se refere à pós-graduação, a situação se inverte, pois a maioria dos estudantes informou que são filhos de pais que não atingiram este nível de escolaridade. Entretanto é relevante que pelo menos um dos pais (22,7%) tenha chegado a um curso de pós-graduação. Analisando o nível de escolaridade dos pais – apesar das múltiplas características tais como pai com ensino médio e mãe com ensino superior, pai com ensino superior e mãe com ensino médio, mãe com ensino superior e pai com ensino fundamental, entre outras –, e considerando a diferença percentual (30,8%) entre ser filho de pelo menos um dos pais que chegaram ao ensino superior e ser filho daqueles que nunca foram à universidade, pode-se inferir que possuir, na geração antecedente, pai e/ou mãe com escolaridade acima da média nacional, favorece o acesso ao ensino superior.

O percentual de jovens brasileiros que estão na universidade, mesmo sendo filhos de pais que não alcançaram este nível de ensino, revela a importância que tem assumido a continuidade de estudos após a educação básica, por diferentes camadas da sociedade brasileira. Muito provavelmente, estes jovens são os primeiros em suas famílias a chegar à universidade, o que caracteriza claramente o processo de ascensão educacional desta geração com relação às gerações antecedentes. Quanto à satisfação com o curso de graduação, a forma de ingresso nas universidades brasileiras ainda se dá majoritariamente pelo vestibular, e a disputa por uma vaga nas instituições de ensino superior públicas – em cursos de alto prestígio – pode chegar a uma média de oitenta a cem candidatos por vaga (entre os cursos mais disputados encontram-se: Medicina, Direito e Relações Internacionais). Outros cursos de prestígio – por exemplo, da área de exatas – são menos disputados em função do grau de dificuldade associado a estes cursos, ao baixo desempenho de grande parte dos estudantes do ensino médio nas disciplinas de matemática, física e química, entre outras questões.

Os jovens decididos a ingressar em um curso de difícil acesso costumam frequentar concursos preparatórios para os vestibulares das melhores universidades brasileiras. Alguns estudantes só conseguem ingressar no curso pretendido após a terceira ou quarta tentativa, ou seja, um ou dois anos após o término do ensino médio. Outros optam por ingressar no curso desejado em uma universidade particular, já que o número de concorrentes costuma ser menor em função do valor das mensalidades cobradas, especialmente nos cursos de maior prestígio. A tabela 2 revela a satisfação dos estudantes com relação ao curso que fazem atualmente.

Considerando-se as respostas do total da amostra à questão sobre estarem ou não em um curso de graduação relacionado à primeira escolha – ou seja, preparando-se para uma profissão que escolheram por diversos fatores como motivos vocacionais ou em função dos salários normalmente oferecidos nestas carreiras –, chama a atenção o fato de 82,8% dos estudantes afirmarem que não trocariam de curso. Entre os 74,1% de estudantes que informaram que o curso atual foi sua primeira escolha ao ingressarem na universidade, 64,3% afirmaram estar tão satisfeitos que não trocariam de curso. Entre aqueles que não obtiveram sucesso – ou seja, que acabaram optando por outro curso –, encontram-se 14,1% dos estudantes. Ademais, depara-se com 10% de estudantes que abandonaram o curso inicial e optaram por buscar uma nova formação.

Somando-se estes dois grupos no conjunto das seis universidades que compõem a amostra brasileira, depara-se com 24,1% de estudantes universitários que apresentam uma trajetória não linear entre a conclusão do ensino médio e o ingresso no ensino superior. Estes jovens, em algum momento de sua formação (no ensino médio ou posteriormente), encontraram dificuldades que os impediram de ingressar no curso desejado ou passaram por momentos de revisão de seus projetos biográficos e profissionais que os levaram a mudar de curso. Neste grupo, encontram-se ainda 8,7% de estudantes que tentaram ingressar em outra graduação sem sucesso e 8,5% de jovens que ingressaram em outro curso, mas não o concluíram. Ao se analisar a ocupação dos jovens universitário, chega-se à tabela abaixo.

Na amostra da pesquisa detectou-se que 52% dos estudantes trabalham e estudam, enquanto 6,3% exercem algum tipo de trabalho não remunerado, 27,1% não trabalham e 13,3% estão desempregados. Quando a variável “ocupação” é relacionada com o tempo dedicado aos estudos fora da sala de aula, outras interpretações se delineiam, como se pode ver na tabela abaixo.

Entre os estudantes que informaram exercer algum trabalho remunerado, a maior parte – um total de 44,7% – declarou destinar menos de 5 horas semanais para estudos complementares, como é esperado de quem trabalha e estuda. Todavia, os percentuais são significativos também nos outros grupos, já que 34,9% dos que estão procurando emprego utilizam esta mesma quantidade de horas como estudo complementar. Este percentual diminui para a metade quando se consideram os que exercem algum tipo de trabalho não remunerado e os que não trabalham. Os valores relativos à utilização de 6 a 10 horas por semana não apresentam variação significativa entre os que trabalham e os que não trabalham, como se pode observar em aproximadamente um terço dos estudantes, em cada um dos grupos de ocupação.

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A importância dos ensaios de proficiência para o país

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A NBR ISO/IEC 17043 de 08/2011 – Avaliação de conformidade – Requisitos gerais para ensaios de proficiência (clique no link para mais informações) especifica requisitos gerais para a competência de provedores de ensaio de proficiência e para o desenvolvimento e operação de programas de ensaio de proficiência. Estes requisitos gerais se aplicam a todos os tipos de programas de ensaios de proficiência e podem ser utilizados como base para requisitos técnicos específicos em campos específicos de aplicação. Na verdade, as comparações interlaboratoriais são amplamente utilizadas para vários propósitos e seu uso vem crescendo internacionalmente. Os propósitos típicos para comparações interlaboratoriais incluem: avaliação do desempenho de laboratórios para ensaios ou medições específicas e monitoramento do desempenho contínuo de laboratórios; identificação de problemas em laboratórios e início de ações de melhoria que podem estar relacionadas, por exemplo, a ensaios ou procedimentos de medição inadequados, à efetividade do treinamento da equipe e supervisão ou calibração de equipamentos; estabelecimento da efetividade e comparabilidade de métodos de ensaio ou métodos de medição; provimento de confiança adicional aos clientes do laboratório; identificação de diferenças interlaboratoriais; educação de laboratórios participantes baseada em resultados das comparações interlaboratoriais; validação da incerteza declarada; avaliação das características de desempenho de um método – geralmente descritos como estudos colaborativos; atribuição de valores para materiais de referência e avaliação de sua adequação para uso em ensaios ou procedimentos de medição específicos; e embasamento das declarações da equivalência de medições dos Institutos Nacionais de Metrologia através de comparações chave e comparações suplementares conduzidas em nome do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) e organizações regionais de metrologia associadas.

Os ensaios de proficiência envolvem o uso de comparações interlaboratoriais para a determinação do desempenho do laboratório. Geralmente, não cobrem algumas especificações porque a competência do laboratório é assumida para essas aplicações, mas estas podem ser utilizadas para fornecer demonstrações independentes da competência do laboratório. Os requisitos dessa norma podem ser aplicados a várias atividades de planejamento técnico e atividades operacionais. A necessidade da contínua confiança no desempenho do laboratório é essencial não apenas para os laboratórios e os seus clientes, mas também para outras partes interessadas, como órgãos reguladores, organismos de acreditação de laboratórios e outras organizações que especificam requisitos para laboratórios. A NBR ISO/IEC 17011 exige dos organismos de acreditação que levem em consideração a participação e o desempenho dos laboratórios em ensaios de proficiência. Existe uma demanda crescente por ensaios de proficiência para outras atividades de avaliação de conformidade, como inspeção ou certificação de produto.

A maioria dos requisitos dessa norma aplica-se a essas áreas em expansão, especialmente em relação à gestão, planejamento e modelo, pessoal, garantia da qualidade, confidencialidade e outros aspectos, conforme o caso. Ela foi elaborada para fornecer uma base consistente a todas as partes interessadas, para determinar a competência de organizações provedoras de ensaios de proficiência. Ao fazê-lo, substitui ambas as partes do Guia ISO/IEC 43:1997. O ABNT ISO/IEC Guia 43 incluía não apenas orientação no desenvolvimento, operação, seleção e uso de ensaios de proficiência pelos organismos de acreditação de laboratórios, mas também descrições úteis de tipos típicos de ensaios de proficiência. Essa norma preservou e atualizou os princípios para a operação dos ensaios de proficiência descritos no ABNTISO/IEC Guia 43 e manteve nos Anexos A a C as informações sobre os tipos típicos de programas de ensaios de proficiência, orientação sobre os métodos estatísticos apropriados, seleção e uso de programas de ensaios de proficiência pelos laboratórios, organismos de acreditação, organismos reguladores e outras partes interessadas.

Assim, o desenvolvimento e a operação dos programas de ensaio de proficiência devem ser conduzidos por provedores de ensaio de proficiência que tenham competência para realizar comparações interlaboratoriais e acesso ao conhecimento especializado para o tipo específico de itens de ensaio de proficiência. Os provedores de ensaio de proficiência ou seus subcontratados devem também ter competência na medição das propriedades a serem determinadas. A NBR ISO/IEC 17025 ou NM ISO 15189 podem ser utilizadas para demonstrar a competência do laboratório do provedor de ensaio de proficiência, ou do laboratório subcontratado para realizar ensaios ou medições relacionadas aos programas de ensaio de proficiência. O ABNT ISO Guia 34 pode ser utilizado para demonstrar a competência dos produtores de materiais de referência que proveem itens de ensaio de proficiência. Quanto ao pessoal, o provedor de ensaio de proficiência deve ter pessoal gerencial e técnico com autoridade e recursos necessários e competência técnica requerida para desempenhar suas atribuições. A direção do provedor de ensaio de proficiência deve definir os níveis mínimos de qualificação e experiência necessários para as funções chave dentro de sua organização e assegurar que estas qualificações sejam atendidas. O provedor de ensaio de proficiência deve utilizar pessoal que seja empregado ou contratado por ele. Quando for utilizado pessoal técnico ou pessoal chave de apoio, adicional ou contratado, o provedor de ensaio de proficiência deve assegurar que estes sejam supervisionados e competentes e que trabalhem de acordo com o sistema de gestão.

Os programas de ensaio de proficiência de participação simultânea geralmente envolvem subamostras selecionadas aleatoriamente de uma fonte de material, distribuídas simultaneamente aos participantes para ensaios concomitantes. Em alguns programas, os participantes são requisitados a retirar as amostras, que assim são consideradas itens de ensaio de proficiência para análise. Após a conclusão do ensaio, os resultados retornam ao provedor de ensaio de proficiência e são comparados com o(s) valor(es) designado(s) para fornecer uma indicação do desempenho dos participantes individuais e do grupo como um todo. Exemplos de itens de ensaio de proficiência utilizados neste tipo de programa incluem alimentos, fluidos corporais, produtos agrícolas, água, solos, minerais e outros materiais ambientais. Em alguns casos, porções separadas de materiais de referência previamente estabelecidos são distribuídas. Orientações ou comentários educacionais são comumente incluídos no relatório disponibilizado aos participantes pelo provedor do ensaio de proficiência, com o objetivo de promover melhoria do desempenho.