Qualidade de vida: vencendo a rinite alérgica

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12 de Novembro de 2012 – 210ª Edição – Ano 2012

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NBR 16035: os requisitos obrigatórios para as caldeiras e vasos de pressão

Publicada em três partes, essa norma especifica os requisitos mínimos que devem ser adotados para a construção de caldeiras e vasos de pressão baseados em normas ou códigos de construção que estão em conformidade com a NBR ISO 16528.

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NFPA 13: norma para a instalação de sistemas sprinklers

Essa edição da norma de 2013, da National Fire Protection Association, fornece uma variedade de abordagens dos sistemas sprinklers (aspersão), as alternativas de desenvolvimento dos seus projetos e as opções de componentes que são aceitáveis.

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O gerenciamento de risco aos produtos para a saúde

O que os fabricantes e consumidores necessitam levar em conta é a implantação de um processo pelo qual possam identificar os perigos associados aos produtos para a saúde.

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Publicação ASQ/Target em destaque

O e-book ISO 9001:2008 for Small and Medium-Sized Businesses, em sua segunda edição, de autoria de Denise E. Robitaille, foi escrito para ajudar às pequenas e médias organizações a conhecer mais sobre a ISO 9001.

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Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

Com GEDWEB sua empresa tem acesso centralizado às normas técnicas, documentação empresarial, regulamentos, portarias, textos técnicos, publicações da American Society Quality (ASQ), publicações técnicas e científicas, revistas segmentadas, etc.

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riniteA rinite alérgica é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, mediada por IgE (imunoglobulina E – anticorpos produzidos pelo próprio organismo, cujas atividades desempenham um papel no funcionamento do sistema imune e a sua alta concentração tem sido associada com hipersensibilidade alérgica), após exposição a alérgenos, cujos sintomas (obstrução nasal, rinorréia aquosa, espirros e prurido nasal) são reversíveis espontaneamente ou com tratamento. De acordo com a frequência das manifestações clínicas, as rinites alérgicas podem ser classificadas em: sazonais (ocorrem em determinados períodos do ano); perenes (durante todo o ano); circunstanciais (sintomas esporádicos na presença dos alérgenos); e ocupacionais (sintomas presentes nos dias de trabalho, melhorando em fins de semana e feriados). Segundo recomendações da iniciativa Allergic Rhinitis and Its Impact on Asthma (ARIA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a classificação da rinite alérgica deve considerar a duração e a gravidade dos sintomas, incluindo aspectos de qualidade de vida. Neste caso, ela pode ser classificada em intermitente (sintomas por mais de quatro dias por semana ou por mais de quatro semanas); persistente (sintomas por mais de quatro dias por semana e por quatro 4 semanas); leve (sono e atividades normais, sintomas não incomodam); e moderada (sono e atividades comprometidos, sintomas não incomodam).

Classificação das rinites

De acordo com o Consenso Brasileiro so­bre Rinites, de 2006, existem outras for­mas de renite que podem ser classificadas com base em critérios clínicos, frequência e intensidade de sintomas, citologia nasal e fatores etiológicos (agentes causadores). Segundo a sua duração, as rinites tam­bém podem ser classificadas em: aguda, subaguda e crônica. A classificação etioló­gica parece ser a mais adequada, pois está diretamente relacionada ao tratamento. A rinite pode reduzir a qualidade de vida, interferir na assiduidade e performance na escola e no trabalho, o que resulta em custos. Tanto as rinites alérgicas quanto as não alérgicas estão associadas ao desenvolvimento da asma, portanto, são doenças co-existentes, uma vez que os sintomas da rinite são encontrados em 75 a 80% dos pacientes com asma. Ambas as doenças geram um custo considerável para os pacientes, empregadores e sistemas de saúde.

A rinite alérgica é a forma predominante em crianças, mas responde por 1/3 dos casos em adultos. Apesar de não estar entre as doenças respiratórias crônicas de maior gravidade, é um problema de saúde pública, porque afeta a qualidade de vida dos pacientes e dificulta o controle da asma. A sua prevalência provavelmente é subestimada, pois muitos indivíduos não a reconhecem como uma doença e não procuram atendimento médico. Ainda assim, a rinite alérgica encontra-se entre as dez razões mais frequentes para a procura de atendimento primário à saúde.

Os alérgenos precursores de rinite alérgica de maior relevância clínica são os oriundos de ácaros da poeira, baratas, fungos e de outras fontes alergênicas (ex: pelos, saliva e urina de animais domésticos; restos de insetos; alimentos). A rinite alérgica também pode ser desencadeada ou agravada pela exposição a mudanças bruscas de clima, inalação de irritantes inespecíficos (ex: odores fortes, gás de cozinha, fumaça de cigarro), inalação de ar frio e seco e ingestão de anti-inflamatórios não hormonais, em indivíduos predispostos. Inclui também a história clínica pessoal e familiar de atopia (asma, con­juntivite alérgica e eczema atópico – um tipo de dermatite), além de exames físicos e complementares, como o das cavidades nasais. É importante também saber acerca dos hábitos de vida do paciente, por exemplo, se é fumante. Além disso, é interessante pesquisar as condições ambientais em que o paciente vive, observando-se: ventilação, presença de carpete ou tapete, material e revestimen­tos de colchão, travesseiros e cobertores, convívio com animais de pelo e pena, presença de baratas, exposição a irritantes inespecíficos (produtos de limpeza), e ou­tras possíveis fontes de agentes alérgenos. Os sintomas de rinite alérgica podem ocorrer em qualquer idade, iniciando-se geralmente na infância.

Quanto ao tratamento, a estratégia não medicamentosa é o controle dos fatores ambientais, com o objetivo de se evitar o contato com os alérgenos. Dentre as medidas de controle ambiental pode-se citar: combate ao mofo e à umidade; manter ambientes ventilados; evitar bichos de pelúcia e animais de pelo e pena. A remoção ou a prevenção do contato com alérgenos é sempre recomendada, no entanto, o tratamento farmacológico é geralmente necessário. O objetivo do tratamento farmacológico da rinite alérgica é promover a prevenção efetiva ou o alívio dos sintomas. As prin­cipais classes de medicamentos utilizadas são: anti-histamínicos orais, anti-hista­mínicos hista­mínicos tópicos nasais, corticosteroides tópicos intranasais, corticosteroides orais, corticosteroides injetáveis, anti-leucotrienos, anti-colinérgicos tópicos nasais, descongestionantes nasais e orais. A adoção de medidas simples, como lavagem nasal com solução salina ou a adição de anti-histamínico tópico ou oral associado a uma baixa dose de corticoste­roide intranasal, pode ajudar no controle da rinite alérgica crônica.

O quadro abaixo resume os efeitos das principais classes de medicamentos no controle dos sintomas da rinite alérgica, de acordo com a descrição apresentada no Guia de Rinite Alérgica e seu impacto no tratamento da Asma (ARIA guidelines) e Parâmetros Práticos da Rinite nos EUA. Várias versões dessa tabela têm sido publicadas, inclusive no Consenso Brasileiro sobre Rinites2, mas a inexistência de estudos comparativos diretos e o uso de estudos com diferentes desenhos faz com que ela seja muito simplificada.

Controle dos sintomas de rinite alérgica

A histamina é o principal mediador responsável pelo aparecimento dos sinto­mas característicos da rinite alérgica. Os primeiros anti-histamínicos sintetizados (anti-H1) têm como principal efeito ad­verso a sonolência e são denominados de primeira geração. Exemplos: hidroxizina e a dextroclorfeniramina. Os anti-H1 mais novos provocam menos efeitos colaterais e são chamados de segunda geração, dentre eles: loratadina, cetirizina, levocabastina, azelastina, epinastina, ebastina, fexofena­dina, e outros.1 Assim, os anti-H1 podem ser divididos em: anti-H1 clássicos, de primeira geração ou sedativos; e anti-H1 não-clássicos, de segunda geração ou não sedativos. A ação dos corticosteroides intranasais visa à redução da inflamação da mucosa nasal, levando à melhora da obstrução nasal, do prurido, espirros, bem como da rinorréia. Apesar do uso tópico, os corticosteroides intranasais exibem efeitos sistêmicos, que dependem da dose e formulação utilizadas.2 São exemplos: dipropionato de beclometaso­na, budesonida, propionato de fluticasona e furoato de mometasona. Os corticosteroides nasais são geralmente usados no tratamento de rinite alérgica persistente.

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A terceirização no setor de telecomunicação: uma polêmica sem fim

Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet *

Dias: 05 e 06 de dezembro

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: Antônio Roberto Panicali

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Apresentação de novos conceitos e técnicas de projeto que resultem em maior eficiência dos sistemas de proteção contra os efeitos de surtos gerados internamente ou devidos às descargas atmosféricas. Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento à distância. Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

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Ricardo Pereira de Freitas Guimarães

Em recente decisão, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontou para a irregularidade da terceirização da atividade de call center pelo grupo Claro, que possui concessão para explorar serviços de telecomunicações. Os argumentos de referida decisão, não obstante valiosos, parecem, data vênia, equivocados. A alta Corte da Justiça do Trabalho considerou a terceirização das centrais de telemarketing da empresa irregular. A Emenda Constitucional n° 8, de 1995, abriu o espaço para a exploração de referido serviço através de concessões do Estado, sendo que a previsão infraconstitucional se deu através das leis 9.295/95 e da lei 9472/97, essa última dita lei geral de telecomunicações.

Ocorre que telecomunicação tem como fundamento transmissão de dados através de sinais, meios ópticos, caracteres e imagens, e não atendimento de clientes. Telecomunicação é estreitar espaços e distâncias entre informações através de um dos meios acima destacados, enquanto o teleatendimento é um serviço específico de prestação de serviços. A exploração da telecomunicação se dá através da venda de equipamentos, redes, comunicação pela via sonora, pela via óptica, mas não vende nem negocia serviços de teleatendimento. Esse o equívoco. Dizer que aqueles que adquirem serviços de comunicação de determinada empresa que os vende, ao ligarem para aquela empresa ou para um serviço de atendimento para reclamar daquilo que adquiriu estariam a se ativar na atividade-fim da empresa que vendeu o serviço, a nós parece um exagero, com todo respeito.

Se esse raciocínio for correto, teremos atendentes de empresas que desenvolvem o teleatendimento de companhias aéreas transformados em aeronautas ou aeroviários, por exemplo. Isso porque o serviço também se dá pelo instituto da concessão, pois quem compra um bilhete e tiver qualquer problema terá que reclamar através de contato telefônico para uma central, que nem sempre será operada pela mesma empresa aérea (pois hoje as empresas para sobrevivência precisam atuar com foco específico na sua atividade), talvez por uma empresa de teleatendimento. E o grande risco é que essa decisão sirva de orientação para todas as demais decisões na Justiça do Trabalho. O resultado é que empresas de teleatendimento, que empregam milhares de pessoas no país ficam inseguras sobre essa questão, que pode levar a um grande caos no setor de telecomunicação. E não só nas teles, como também em outros setores, como a energia elétrica, por exemplo, pois essa decisão atinge todas as concessionárias de serviço público que têm norma expressa, possibilitando de terceirizar em qualquer área.

Convém lembrar que o teleatendimento é uma categoria reconhecida pelo Ministério do Trabalho, não só por ser organizada através de sindicatos, mas reconhecida por Súmulas do próprio TST. Entendemos e somos absolutamente favoráveis a necessidade de igualar direitos de eventuais empregados àqueles empregados que eventualmente desenvolvem o mesmo serviço para o tomador. Contudo, com todo respeito, essa é uma luta especialmente dos sindicatos, tendo o Estado papel relevante em criar políticas afirmativas, mas não contrárias à lei, que hoje, permite, felizmente ou infelizmente, a atuação de telecomunicações em teleatendimento, seja pela interpretação conforme do texto constitucional, seja pela leitura da própria lei. Aqui não há, e diga-se novamente, com todo respeito, como dizer que telecomunicação e teleatendimento representam a mesma atividade.

Ricardo Pereira de Freitas Guimarães é mestre em Direito do Trabalho pela PUC-SP, doutorando em Direito do Trabalho pela PUC-SP, professor de Direito e Processo do Trabalho da pós-graduação de PUC-SP e sócio do escritório Freitas Guimarães Advogados Associados –ricardo@freitasguimaraes.com.br