Somente 6,2% dos municípios possuem plano de redução de riscos

Novo Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

O novo GEDWEB se tornou um Portal Customizado das informações tecnológicas que a sua empresa necessita, disponibilizando a informação online atualizada para os usuários cadastrados em sua empresa. Ou seja, o que a sua empresa precisar de informação técnica para o seu dia a dia, como normas brasileiras, internacionais, regulamentos técnicos de qualquer país, publicações da ASQ, revistas técnicas e científicas, textos técnicos, jornais internos da empresa, cursos oferecidos para a participação dos funcionários, toda documentação organizacional, etc. A tecnologia oferecida permite a inserção de qualquer conteúdo desejado pela empresa e, o que é melhor, monitorado e atualizado online. A empresa fica com o seu GEDWEB personalizado. Clique no link para mais informações.

Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic) de 2011, cerca de 6,2% (344) dos municípios tinham plano municipal de redução de riscos e outros 10,0% (564) o estavam elaborando. Entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, 52,6% (20) tinham um plano formalizado e em outros 21,0% (8) o documento estava em processo de elaboração. Uma proporção mais elevada de municípios (32,5% ou 1.812) declarou realizar algum tipo de programa ou ação de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo. Esta foi a primeira vez que a Munic investigou o tema. Em 61,9% (3.447) dos municípios existia Plano Municipal de Habitação ou o plano estava sendo elaborado. Os percentuais eram mais elevados naqueles com população acima dos 100 mil habitantes, dos quais 91,5% (259) tinham plano ou o estavam elaborando. A Munic também constatou que 84,8% (4.720) dos municípios possuíam, em 2011, cadastro das famílias interessadas em programas habitacionais.

Também pela primeira vez, a Munic investigou a infraestrutura de saneamento existente nos municípios. Somente 28,2% (1.569) dos municípios do país possuíam Política Municipal de Saneamento Básico. O acompanhamento relativo às licenças ambientais dos sistemas de saneamento não era executado em 60,5% (3.368) dos municípios, e 47,8% (2.659) deixavam de fiscalizar a qualidade da água. Também verificou-se que em 42,7% (2.376) dos municípios não havia programa de coleta seletiva em atividade. As políticas de inclusão educacional foram detectadas em 93,7% (5.212) dos municípios, incluindo todas as cidades com mais de 100 mil habitantes. O maior compromisso assumido pelos municípios com Plano Municipal de Educação (3.384) era com a educação infantil (97,0% ou 3.282). De 2009 a 2011, o número de municípios que possuíam órgão responsável pela política de direitos humanos mais que dobrou: passou de 1.408 para 2.941, representando 52,9% dos municípios brasileiros. Com relação aos programas e ações existentes nos municípios, os mais citados se referiam a crianças e adolescentes (5.358 municípios), idosos (5.077) e pessoas com deficiência (3.759). Apenas 79 municípios possuíam legislação contra homofobia e, apesar de 2.297 municípios declararem possuir politicas de acessibilidade a espaços públicos de esporte e lazer, apenas 97 possuíam legislação que assegurasse o ingresso de cão-guia em espaços cultural, artístico e desportivo.

Em relação à estrutura administrativa dos municípios, o número total de pessoas ocupadas na administração direta e indireta municipal brasileira, em 2011, cresceu 4,8% em relação a 2009, totalizando 5.960.709 pessoas. Em relação à escolaridade do funcionalismo municipal, 20,7% possuíam somente o fundamental. Em 2011, 45,4% (2.525) dos municípios não realizaram concursos públicos para o provimento de cargos ou funções em suas administrações. Além desses dados, a Munic traz um levantamento detalhado da organização das prefeituras, quadro funcional, instrumentos fiscais, políticas de planejamento, oferta de serviços e infraestrutura urbana, dentre outras informações ligadas aos temas habitação, direitos humanos, saneamento básico, saúde, educação e administração. Em sua nona edição, a pesquisa investigou todos os 5.565 municípios instalados, sendo que apenas o município de Abaré (BA) não respondeu o questionário. A coleta foi realizada entre julho e dezembro de 2011. A publicação completa pode ser acessada pelo link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/perfilmunic/2011/default.shtm

A Munic investigou, pela primeira vez em 2011, a existência de plano municipal de redução de riscos e a existência de programas ou ações de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo. Constatou-se que 6,2% (344) dos municípios têm este tipo de plano, ainda que outros 10,0% (564) o estejam elaborando. Entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, 52,6% (20) já têm plano de redução de riscos e outros 21,0% (8) estão no processo de sua elaboração. Uma proporção um pouco mais elevada de municípios (32,5% ou 1.812) declarou realizar algum tipo de programa ou ação de gerenciamento de riscos de deslizamento e recuperação ambiental de caráter preventivo, sendo que drenagem urbana (1.135) e redes e galerias de águas pluviais (1.090) foram as ações mais executadas. A realização de programas de gerenciamento de riscos atinge proporções mais elevadas nos municípios mais populosos, chegando a 86,8% (33) entre os que têm mais de 500 mil habitantes.

Um plano de redução de riscos é um documento no qual se mapeiam riscos ambientais, geológico-geotécnicos e construtivos, traçando-se objetivos, metas e ações para a prevenção e controle desses riscos. Já os programas ou ações de gerenciamento de deslizamento e recuperação ambiental preventiva são as intervenções isoladas de diversos tipos, como, por exemplo, drenagem urbana, recuperação de várzeas, renaturalização de rios e córregos, construção de muros de proteção e diques, drenagem e assoreamento, dentre outros. Em 2011, 71,8% dos municípios (3.995 municípios) dispunham de algum órgão na estrutura de gestão direcionado para o setor habitacional, chegando a 95,7% (271) nos municípios com mais de 100 mil habitantes. O Plano Municipal de Habitação estava presente em 1.574 municípios (28,3%). Um conjunto de municípios (33,7% ou 1.873) está no processo de elaboração de um plano habitacional. Os percentuais são mais elevados entre os municípios que se situam nas faixas de população acima dos 100 mil habitantes, em que 91,5% (259) têm plano ou o estão elaborando. A Munic também constatou que 84,8% (4.720) dos municípios possuíam, em 2011, cadastro das famílias interessadas em programas habitacionais. Esse percentual vem crescendo desde que a pesquisa iniciou esse tipo de indagação, em 2001 (56,0%). Parte das prefeituras incluiu na composição do cadastro a renda familiar, o que foi feito em 80,7% dos municípios.

A pesquisa mostra que 84,6% das prefeituras (4.710 municípios) executaram, nos últimos dois anos, algum tipo de ação ou programa no setor de habitação. Estes aparecem em proporções mais elevadas nos municípios mais populosos, especialmente entre aqueles com mais de 100 mil habitantes (97,2% ou 275). A iniciativa implementada pela proporção mais elevada de municípios foi a construção de unidades residenciais (65,5% ou 3.650). Em segundo lugar, ficou a melhoria das unidades habitacionais (44,2% ou 2.463), e, em terceiro, a oferta de material de construção (36,5% ou 2.029). Municípios com população acima de 100 mil habitantes implementaram, em proporções mais elevadas (78,1% ou 221), os programas voltados para a regularização fundiária e urbanização de assentamentos, ações governamentais desenvolvidas por baixa proporção de municípios com população até 20 mil habitantes (23,3% ou 914).

Pela primeira vez, a Munic investigou a infraestrutura de saneamento existente nas cidades. Apenas 28,2% (1.569) dos municípios do país possuíam Política Municipal de Saneamento Básico em 2011. Das políticas específicas, 48,9% (768) compreendiam um Plano Municipal de Saneamento Básico, e 48,4% (759) tratavam da forma de prestação dos serviços e/ou definiam o prestador. A pesquisa constatou que 60,5% (3.368) dos municípios não executavam qualquer acompanhamento em relação às licenças relativas ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e/ou drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Também verificou-se que em 47,8% (2.659) dos municípios não há órgão responsável pela fiscalização da qualidade da água. A Munic também investigou os mecanismos de controle por parte da sociedade em relação ao saneamento e verificou que em 56,0% (3.114) dos municípios isso não existe. Nos municípios onde tais mecanismos foram adotados, os mais usuais foram os debates e as audiências públicas (62,4%), as Conferências das Cidades (41,0%), os órgãos colegiados (24,1%) e as consultas públicas (22,7%). Somente 195 (3,5%) municípios possuem Conselho Municipal de Saneamento e, destes, apenas 139 atuam no controle social dos serviços.

Do total de municípios, 32,3% (1.796 municípios) possuem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, ao passo que em 3,3% (184) há projeto-piloto de coleta seletiva em área restrita e 2,5% (138) com coleta interrompida. Por sua vez, foram registrados 42,7% (2.376) das cidades sem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo e 19,2% (1.070) sem programa, mas com projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em elaboração. A região Sul é a que possui a maior proporção de municípios com programa de coleta seletiva em atividade, 55,8% (663), seguida da região Sudeste, com 41,5% (693). Por outro lado, Norte e Nordeste possuem as maiores proporções de municípios sem programas, 62,8% (282) e 62,3% (1.118), respectivamente. No entanto, na região Norte, 79,1% (355) dos municípios se declararam sem programa mas com projeto, ao passo que no Nordeste esse percentual se restringe a 17,7% (317). Também verificou-se que a coleta seletiva é mais frequente nas grandes cidades: 68,2% (193) dos municípios com mais de 100 mil declaram possuir programa em atividade. A pesquisa também identificou que em 30,7% (1.711) das cidades havia conhecimento das prefeituras acerca da existência de cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis. A participação de catadores organizados na coleta seletiva ocorre de maneira informal em 36,2% (620) desses municípios, e em 48,1% (824) a participação se dá em parceria com a prefeitura. Nas prefeituras que reconheceram a existência de organizações de catadores, 11,5% (197) apontaram não haver participação destas na coleta seletiva, enquanto 4,1% (70) não souberam informar.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Sustentabilidade no varejo começa com oferta consciente

Matéria

Publicações ASQ/Target em destaque

A Target e a American Society for Quality (ASQ), maior entidade mundial na área da Qualidade, firmaram uma parceria que prevê a venda dos e-books online da ASQ no seu site. São mais de 200 publicações que serão oferecidas a fim de fornecer ao mercado técnico brasileiro o melhor conteúdo sobre gestão, qualidade, normalização, meio ambiente, etc.

Confira

Matéria

The Certified Six Sigma Black Belt Handbook

Essa publicação, em sua segunda edição, revisada e atualizada, reflete todas as novas tendências da metodologia Six Sigma, ajudando e melhorando na formação dos Black Belts.

Confira

Matéria

Sustainable Business and Industry

Esse e-book busca mostrar como as empresas podem desenvolver e operar seus negócios de forma sustentável, com a finalidade de obter a responsabilidade social e ambiental com resultados práticos mensuráveis.

Confira

Newton Figueiredo

Recente pesquisa Green Gauge da GfK, divulgada em setembro, realizada com consumidores americanos, mostrou que o efeito da maciça divulgação sobre produtos verdes está tendo efeito contrário ao esperado: uma porcentagem mínima de consumidores está disposta a pagar mais por carros “ecofriendly”, sacolas biodegradáveis, lâmpadas econômicas, eletricidade proveniente de recursos renováveis e roupas fabricadas com materiais orgânicos ou reciclados. O motivo? Desconfiança! Os consumidores não enxergam valor seja pela comunicação realizada ou pelo produto adquirido. Comparando a pesquisa com o cenário atual brasileiro, detecta-se que a situação não difere muito. Há uma lacuna entre a comunicação ética esperada pelos consumidores e a forma com a qual o varejo faz suas ofertas, fazendo-se necessário uma nova abordagem.

O que se vê no varejo em geral é uma pregação pelo consumo consciente e pela preservação ambiental. O varejo antes de querer ensinar ao consumidor como ser mais sustentável precisa fazer o dever de casa passando a dar o exemplo de que faz a coisa certa do jeito certo e ganhar a confiança do consumidor, hoje bastante desgastada. São muitas as frentes que uma cadeia de varejo pode se utilizar para dar demonstrações de genuína sustentabilidade de suas ações. Talvez, a mais importante seja a de fornecer informações adequadas para que o consumidor possa tomar a melhor decisão. Informações sobre impacto sobre saúde, toxidade, qualidade, durabilidade, conservação e manutenção são elementos básicos para que o consumidor possa se decidir sobre o que é melhor para ele e sua família.

Os supermercados, por exemplo, deveriam ajudar o consumidor com informações objetivas que o ajudasse a economizar tempo e a selecionar o que melhor seja de seu interesse. Quem tem tempo de ler todos os rótulos com letras minúsculas para escolher um alimento empacotado de menos impacto negativo sobre a saúde? Por que os supermercadistas não podem ajudar o consumidor com dados de fácil acesso que possam ajudá-lo na melhor decisão de compra? O consumidor só irá buscar produtos apenas por preço se tiver limitação de recursos ou se ele não conseguir distinguir diferenças em benefícios. O novo varejo sustentável tem que continuar a ser simples e direto no atendimento das necessidades do consumidor que quer comodidade, economia de tempo e ambientes agradáveis que proporcionem uma sensação de bem estar também.

Isso tudo torna latente uma mudança, que seria a de transformar os pontos de venda em pontos de compra, isto é, locais de atração de clientes pelo ambiente confortável e prazeroso, com comunicação que afetivamente agregue valor. A fórmula para o sucesso pode ser resumida pelo mix de uma oferta consciente, proporcionando informações que gerem a percepção de valor agregado ao ajudar o consumidor, de forma clara e efetiva, somada a ambientes aprazíveis de grande atração. O resultado esperado será a geração de forte diferencial competitivo para o consumidor levando à esperada fidelização que garantirá a rentabilidade e a perenidade do negócio sustentável.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX.