Por que uma Academia Brasileira da Qualidade?

logotipoEvandro Lorentz

Ao visitar, certa vez, o site da Academia Brasileira de Letras em busca de uma informação oportuna, perguntei-me “por que não uma Academia Brasileira da Qualidade?”. “Por que não unirmos pessoas que, cada um a seu modo, objetivam a construção de um país melhor através da busca contínua pela excelência na gestão?”. Idealizada a instituição, partimos para a ação. Hoje, confesso a vocês que não esperava que uma ideia assim frutificasse tão rapidamente e, ao olhar nos olhos de vocês, percebo o bem que, juntos, temos condições de fazer. E o que temos condições de fazer? Lembro-me de uma charge recentemente publicada, da qual não guardei o nome do autor. Queria agora poder lhe dar o devido mérito. Nesta charge, um egípcio gritava “eu quero liberdade”, em outro quadro, um francês clamava “eu quero uma vida melhor”, em um terceiro quadro, um libanês exigia “eu quero paz”. O chargista finalizava sua obra com um brasileiro gritando “eu quero tchu”…

Essa alegria, essa maneira ímpar de ver a vida que é tão própria do povo brasileiro, caracteriza nossa alma e contagia a todos aqueles de outras culturas que nos conhecem. Diante desta alegria, abrem-se ao povo brasileiro dois caminhos bem distintos: a alegria indolente e a alegria com seriedade e trabalho. Na primeira, faz-se uma apologia ao não trabalho, onde o pouco que se recebe de algum programa social, implantado por este ou aquele governo, é considerado suficiente para não se fazer mais nada. Neste ponto, bem nos ensina o imortal cantor nordestino Luiz Gonzaga que, quando se dá “uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. E a escolha pelo vício aumenta, a cada dia, diante do olhar de todos nós.

É importante esclarecer que, como cidadão brasileiro, apoio todos os bons programas de distribuição de renda, independentemente do governo que o implante. Esses programas devem atingir a todos que deles precisam, pois, como bem disse o sociólogo Betinho, “quem tem fome, tem pressa”. Entretanto, preocupa-me a perenização desses programas. Todos nós aprendemos com nossos pais e ensinamos a nossos filhos que “dar o peixe é necessário, mas o mais importante é ensinar a pescar”. Não aprender a pescar leva à eternização da dependência, o que leva à abdicação da cidadania. Oxalá, possamos, em um futuro não muito distante, atestar que os brasileiros já não mais precisam de programas como esses.

Por outro lado, temos a alegria com seriedade e trabalho. Não se pode esperar um futuro promissor e alvissareiro, sem conjugarmos a experiência enriquecedora do passado com o trabalho profícuo no presente. Nenhuma nação foi construída sem o trabalho de todos os seus cidadãos. Assim, apenas como um exemplo, se vejo com uma satisfação cristã a existência do seguro desemprego, não entendo como nos tornaremos uma nação com pessoas trocando o emprego por este seguro, simplesmente para ficar sem trabalhar.

A base da transformação da indolência viciante em trabalho gratificante é a educação. Uma educação para todos, de qualidade, que instigue o livre pensar e prepare cada um para o exercício da cidadania consciente. E é aí que se insere nossa Academia, com a força coletiva que estamos construindo e com a já conhecida força de cada um de seus membros. Ao termos por Missão contribuir para o desenvolvimento do conhecimento, devemos ser partícipes ativos nessa transformação pela educação. Mais ainda do que participar, é nosso dever lutar por esta transformação. Temos que trabalhar em prol desta nobre causa. Precisamos ensinar a pescar. Assim procedendo, marcharemos céleres para a formação de uma nação brasileira, onde todos serão pescadores, senhores plenos de uma cidadania plena. Por fim, bem disse o grande estadista Churchill que “na vida de todo homem chega aquele momento único em que se oferece a oportunidade de se realizar algo muito especial e ajustado ao seu talento”. Eu tenho fé de que essas oportunidades surgirão, para cada um de nós, nos projetos de nossa Academia.

Evandro Lorentz é membro da ABQ, engenheiro e matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e primeiro chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e professor de pós-graduação em cursos de especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Projetos de Norma Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional

ABNT/CB-164 – Tintas [1]

ABNT/CB-189 – Placas Cerâmicas para Revestimento [5]

ABNT/CEE-114 – Zincagem a Quente [1]

ABNT/CEE-155 – Materiais Isolantes Térmicos Acústicos [4]

ABNT/CEE-182 – Fertilizantes e Corretivos de Solo [4]

ABNT/CEE-63 – Gestão de Riscos [1]

ABNT/CEE-65 – Recursos Hídricos [1]

ABNT/CEE-68 – Avaliação da Qualidade do Solo e Água p/ LevantamentodePassivoAmbientaleAnálisedeRisco [3]

ABNT/CEE-70 – Qualificação e Certificação de Profissional de Acesso por Corda [1]

ABNT/CEE-74 – Qualificação e Certificação de Operadores de Aciarias [1]

ABNT/CEE-75 – Qualificação e Certificação de Operadores de Alto-fornos [1]

ABNT/CEE-76 – Qualificação e Certificação de Operadores de Ponte Rolante e Pórtico na Área Minero-Me [1]

ABNT/CEE-77 – Aproveitamento de Água de Chuva [1]

ABNT/ONS-58 – Ensaios Não Destrutivos [1]

Aeronáutica e Espaço [3]

Alumínio [4]

Automotivo [8]

Carne e do Leite [2]

CE 90 04 – COMISSÃO ESPECIAL DE TÊXTEIS [1]

CEE-106 – ANÁLISES ECOTOXICOLÓGICAS [1]

CEE-78 – INFORMÁTICA EM SAÚDE [1]

CEE-85 – TELEVISÃO DIGITAL [8]

Celulose e Papel [10]

Cimento, Concreto e Agregados [4]

Cobre [1]

Comissão de Estudos [2]

Computadores e Processamento de Dados [1]

Corrosão [4]

Couro e Calçados [27]

Eletricidade [11]

Embalagem e Acondicionamento [3]

Equipamentos de Proteção Individual [1]

Ferramentas Manuais e Usinagem [4]

Gases Combustíveis [7]

Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos [2]

Implementos Rodoviários [1]

Joalheria, Gemas, Metais Preciosos e Bijouter [1]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [3]

Minérios de Ferro [1]

Mobiliário [1]

Navios, Embarcações e Tecnologia Marítima (Re [15]

Odonto-Medico-Hospitalar [6]

Petróleo (Organismo de Normalizacão Setorial) [24]

Pneus e Aros [3]

Siderurgia [12]

Têxteis e do Vestuário [4]

Transportes e Tráfego [1]

Telefonia móvel no Brasil: taxas altíssimas e qualidade cada vez pior

Normas comentadas

NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Dane Avanzi

O serviço de telefonia móvel no Brasil, embora deficiente e falho, ainda figura entre os bens mais desejados da lista de itens de consumo prediletos do brasileiro: o celular. No mês de julho o país atingiu a marca de 256 milhões de linhas – muito mais que sua população, atualmente em 190 milhões de pessoas. Ouso pensar que tal fato tenha como principal origem não somente a funcionalidade inerente ao produto que é a capacidade de se comunicar, mas, sobretudo, o forte apelo estético que torna o aparelho um item obrigatório em nossa cultura. Entre os jovens principalmente, possuir um modelo de design moderno passou a ser um complemento do visual e de sua apresentação. Tal apelo estético tornou o produto quase que um fetiche para os mais aficcionados, sendo comum muitas pessoas possuírem dois aparelhos pelos mais diversos motivos.

Nesse contexto, o Iphone, da Apple, por exemplo, se tornou um ícone da tecnologia. Sem dúvida não o teria sido sem um design bonito, elegante e inovador. Contam os mais próximos de Steve Jobs, que seu perfeccionismo no processo de elaboração do design era uma verdadeira obsessão. Para os diversos engenheiros desenvolvedores foi realmente um grande desafio projetar o botão central frontal único que possibilita o acesso a todos os recursos do dispositivo. Botão esse comum aos Ipad’s inclusive. O visual clean, despojado sem deixar de ser pretensioso, realmente caiu no gosto de grande parte da população mundial  e provocou uma mudança profunda em todo o mercado que teve que se adequar criando uma nova era no design de smartphones. Filmes de ficção científica como Tron, Guerra nas Estrelas, Jornadas nas Estrelas entre tantos outros, ajudaram muito ao longo dos anos a incutir no inconsciente coletivo esse design futurista, que além de ser bonito e elegante, comunica muito da personalidade de seus usuários, falando um pouco sobre seu estilo de vida, etc.

Decorre daí o fato, de não obstante, os péssimos índices de qualidade do serviço de telefonia móvel. A venda de aparelhos e planos se mantém crescente e o preço cada vez mais alto, uma vez que a lei de oferta e procura é irrevogável. Assim como na moda, no mercado de arte, cosméticos e outros, os celulares despertam um traço fortemente emocional para aquisição do bem. Compram-se celulares, não importando quanto custe. O serviço e utilização dos aparelhos, em certa medida, refletem a característica do consumidor brasileiro, diferentemente de outros países.

São nesses momentos que entendemos porque a economia é uma ciência humana. Nós, brasileiros, somos muito comunicativos e expressivos e os recursos de tecnologia da informação nos possibilitam comunicar e compartilhar ideias e informações. O uso excessivo de aparelhos celulares já criou inclusive temas polêmicos, como qual a idade ideal para uma pessoa ter um aparelho celular? Não é muito precoce uma criança ter um celular? E por aí vai. O fato é que o fenômeno ainda é recente (pouco mais de uma década) e o brasileiro em geral ainda está amadurecendo em sua relação com o recurso. Ouso dizer que até mesmo que o estado brasileiro, por meio da Anatel, está lidando com situações inusitadas e inéditas e uma estrutura jurisprudencial está se formando a partir de decisões e julgamentos. De qualquer forma, acredito que enquanto não houver um alinhamento dessas expectativas e demandas de forte caráter emocional, o preço das tarifas e aparelhos continuarão altos e a qualidade sofrível continuará nos níveis atuais.

Dane Avanzi é advogado especialista em telecomunicações e presidente do Instituto Avanzi, entidade não governamental de defesa do direito do consumidor de telecomunicação.

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