Os resíduos de gesso na construção civil

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gesso2O uso do gesso na construção civil brasileira cresceu muito nos últimos anos. Ganhou impulso a partir de meados da década de 1990, com a introdução da tecnologia drywall nas vedações internas de todos os tipos de edificações no país. A isso se somam todos os usos tradicionais do gesso como material de revestimento, aplicado diretamente em paredes e tetos, e como material de fundição, utilizado na produção de placas de forro, sancas, molduras e outras peças de acabamento. Todas essas utilizações geram resíduos. E a sua gestão, da mesma forma que ocorre com outros materiais empregados nos canteiros de obras, passou a demandar atenção cada vez maior dos construtores, em razão das rigorosas exigências da legislação ambiental brasileira.

Uma boa gestão ambiental do canteiro de obras não tem como objetivo apenas cumprir a legislação. Gera qualidade, produtividade, contribui para a diminuição de acidentes de trabalho e ainda reduz os custos de produção do empreendimento e de destinação dos resíduos. O grande benefício para o meio ambiente é a geração de menos resíduos e a menor utilização de recursos naturais. Nesse sentido, a gestão dos resíduos de gesso, nas diversas formas em que é aplicado na construção civil, merece cuidados específicos, desde a escolha do material, passando pelo treinamento dos aplicadores e a utilização do produto, até a fase de coleta, segregação, transporte e destinação dos resíduos.Por suas características, o gesso utilizado na construção civil apresenta baixo impacto ambiental e, portanto, é compatível com as crescentes exigências de sustentabilidade das atividades econômicas, notadamente no setor construtivo. Esse fator positivo é reforçado pelo fato de que os resíduos do gesso utilizado na construção podem ser reciclados com facilidade, principalmente pela indústria cimenteira, segmento no qual o seu reaproveitamento mostra-se particularmente econômico.

gessoUm estudo conduzido na Unicamp apontou a viabilidade de reciclar o resíduo do gesso proveniente da construção civil. A pesquisa, desenvolvida pela engenheira civil Sayonara Maria de Moraes Pinheiro, atestou a possibilidade de recuperar o material, mantendo as mesmas propriedades físicas e mecânicas do gesso comercial. O crescimento da construção civil no país na última década tem acentuado o descarte inadequado do resíduo no ambiente, que pode contaminar o solo e o lençol freático. “Com a investigação mostramos que é viável recuperar um resíduo que não era considerado possível de ser reciclado. Tanto que não existem usinas de reciclo para este material no país. Estima-se que o resíduo do gesso represente em torno de 4% do volume do descarte da construção civil, que no Estado de São Paulo corresponde a mais de 50% de todo o resíduo sólido urbano gerado”, evidencia a engenheira civil.

A sua investigação integrou tese doutora do defendida em 2011 junto ao programa de pós-graduação da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp. Pelos critérios de originalidade, inovação e qualidade, a pesquisa foi agraciada com o Prêmio Capes de Tese 2012, concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Sayonara Pinheiro foi orientada pela docente Gladis Camarini, do Departamento de Arquitetura e Construção da FEC. “O prêmio Capes é a consagração da pesquisa em nível nacional. Eu estou muito feliz! Gostaria de ressaltar a colaboração dos alunos dos PIC Jr. [Programa de Iniciação Científica Júnior] e Pibic [Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica], além do apoio da minha orientadora. Sem eles não seria possível fazermos ensaios no volume que foi feito. Reciclamos aproximadamente 400 quilos de gesso, algo que é significativo para uma pesquisa de laboratório”, reconhece a premiada.

O gesso é amplamente utilizado na construção civil. O seu uso mais comum está relacionado ao revestimento de tetos e paredes; confecção de componentes pré-moldados como forros e divisórias; e como elemento decorativo, devido as suas propriedades de lisura, endurecimento rápido e relativa leveza. A matéria prima é o minério de gipsita, cujas maiores jazidas estão localizadas no polo gesseiro de Araripe, no sertão de Pernambuco. O polo é responsável por 95% da produção nacional. Todo o processo produtivo da região foi acompanhado de perto pela estudiosa da Unicamp, atualmente professora da Universidade Federal do Vale de São Francisco (Univasf), situada próxima à região. Ela explica que o segmento gesseiro nacional encontra-se em expansão. A taxa de crescimento anual é da ordem de 8%, com expectativa de crescimento ainda maior, segundo dados do Sindicato da Indústria do Gesso de Pernambuco. O incremento se deve, conforme a engenheira, principalmente, à disseminação de sistemas construtivos alternativos, ao baixo custo do gesso e ao alto teor de pureza das jazidas de gipsita nacional.

“A extração da gipsita representa 1,9 milhão de toneladas por ano no Brasil. O polo Gesseiro do Araripe é responsável pela maior parte desta produção, tendo como principais consumidores os Estados da região Sudeste. O polo é constituído por 37 minas de exploração, cerca de 100 calcinadoras e, aproximadamente, 300 pequenas unidades produtoras de componentes, a maioria com processos artesanais”, detalha Sayonara Pinheiro. O volume de resíduos gerado por essas unidades produtoras representa, de acordo ela, massa significativa para proporcionar reciclagem industrialmente. A deposição inadequada do resíduo de gesso pode contaminar o solo e o lençol freático, alerta a estudiosa da Unicamp. Isso acontece devido às características físicas e químicas do material, que em contato com o ambiente pode se tornar tóxico. “O resíduo do gesso é constituído de sulfato de cálcio di-hidratado. A facilidade de solubilização promove a sulfurização do solo e a contaminação do lençol freático”, pontua Sayonara Pinheiro.

Do mesmo modo, a deposição do resíduo em aterros sanitários comuns não é recomendada.  Neste caso, além de tóxico, a dissolução dos componentes do gesso pode torná-lo inflamável, explica a pesquisadora. “O ambiente úmido, associado às condições aeróbicas e à presença de bactérias redutoras de sulfato, permite a dissociação dos componentes do resíduo em dióxido de carbono, água e gás sulfídrico, que possui odor característico de ovo podre. A incineração do gesso também pode produzir o dióxido de enxofre, um gás tóxico. As possibilidades de minimizar o impacto ambiental, portanto, são a redução da geração do resíduo, a reutilização e a reciclagem”, aconselha.

No mesmo ano da defesa do estudo de Sayonara Pinheiro, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) publicou resolução nº 431 estabelecendo uma nova classificação para o gesso. A resolução altera a classificação do material. Antes, ele era agrupado na categoria de “resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação”. Agora, a deliberação inclui o gesso na categoria de “resíduos recicláveis”, tais como o plástico, papel, papelão, metais, vidros e madeiras. “Mesmo que haja segregação deste resíduo na obra, encontramos um problema: a ausência de local para descartá-lo e a inexistência de usinas de reciclo. E porque não existem as usinas de reciclagem? Porque a Resolução do Conama que recomenda a reciclagem do resíduo é recente, e as pesquisas relacionadas ao processo de reciclagem e ao conhecimento das características do gesso reciclado são incipientes. O objetivo do nosso estudo foi justamente avaliar essas propriedades no material reciclado, desenvolvido em modelo experimental”, revela a pesquisadora.

O modelo experimental para a reciclagem do resíduo constituiu, de acordo com ela, nas fases de moagem e calcina ção. Após estas etapas foram avaliadas as propriedades físicas e mecânicas do material reciclado. “Os resíduos foram submetidos a ciclos de reciclagem consecutivos. Com estes ciclos, nós queríamos verificar se era possível reciclar o gesso, que já havia passado por processo de reciclo. Chegamos até o 5º ciclo de reciclagem e o gesso apresentou características químicas e microestruturais similares ao longo de todo o processo. Podemos inferir, portanto, que ele pode ser reciclado indefinidamente”, conclui. Os ciclos de reciclagem provam, segundo a engenheira, que o gesso da construção civil pode ser totalmente sustentável.  “Pode-se utilizar o resíduo do gesso em diversos ciclos de reciclagem, que é uma das diretrizes da sustentabilidade no setor. Além disso, evita a extração da matéria-prima de fabricação do gesso, que é a gipsita”, complementa Sayonara Pinheiro.

Incerteza de medição

O Inmetro traduziu e colocou à disposição da sociedade o documento “Avaliação de dados de medição Guia para a expressão de incerteza de medição”, tradução da 1ª edição de 2008 da publicação “JCGM 100:2008 Evaluation of measurement dataGuide to the expression of uncertainty in measurement.”, ou GUM 2008. Essa versão em português substitui o documento “Guia para a Expressão da Incerteza de Medição, 3ª edição brasileira (revisada), Rio de Janeiro, 2003, ISBN 85-07-00251-X”, que é uma tradução do documento original do BIPM “Guide to the Expression of Uncertainty in Measurement”, de 1993. Para acessar o documento, clique no link http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/gum_final.pdf

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Como as empresas devem se preparar para o caos de fim de ano

NORMAS COMENTADAS

NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Marcos Morita

Dezembro é sempre igual. Recordes de congestionamento, estacionamentos sem vagas, shopping lotados. Isso sem contar os bares, restaurantes, padarias e supermercados que ficam abarrotados em especial nas cidades turísticas. Soma-se a isso o caos nas rodoviárias, aeroportos e estradas do país inteiro. Vale destacar que o grande desafio das empresas nesta época não está em apenas atrair, mas sim em reter os consumidores para que voltem durante todo o ano seguinte. Neste contexto, se ele encontrar um cenário de caos, dificilmente repetirá a experiência no mesmo estabelecimento. Por isso, é primordial que as empresas se preparem para esse excesso de demanda. Organização e planejamento são duas palavras cruciais para o momento. Manter o bom humor do cliente é o segredo para o sucesso.

E, provavelmente, nada desagrade mais um potencial consumidor que as longas filas na hora de ser atendido ou mesmo de pagar. Portanto, a formação e a fluidez desse indesejável, mas indispensável recurso requer atenção redobrada. Existem vários tipos de filas: as únicas – presentes nos pontos de ônibus ou guichês individuais; sequenciais – onde os consumidores passam por várias operações e etapas até concluir o processo, modelo que está sujeito a mais riscos; paralelas – onde há vários atendentes e várias filas; exclusivas – obrigatórias por lei para o atendimento preferencial a idosos, gestantes, deficientes ou até mesmo clientes especiais; única para múltiplos atendentes – conhecida também como cobra, costuma ser longa, mas com rápida fluidez dependendo do número de guichês disponíveis; senha – possibilita que os clientes possam se sentar enquanto esperam.

Antes de trocar o modelo atual, analise as particularidades do seu negócio, clientes e concorrentes, adotando rapidamente o método que melhor se adapte à sua realidade. Vale a pena também estudar um pouco de psicologia – afinal quem nunca teve um dia de fúria em uma fila? – avaliando cinco maneiras que podem ajudá-lo a reduzir a duração percebida da espera. Confira:

– O tempo desocupado parece mais longo do que o ocupado. Tente distrair seu cliente enquanto espera, oferecendo amenidades tais como jornais, revistas, televisores com programas interessantes, um reconfortante café ou mesmo água gelada para os dias de calor.

– A espera injusta é mais longa do que a equitativa. Nada mais desagradável que clientes aparentemente sem prioridade serem atendidos com preferência antes de você. Deixe claras as regras, evitando abrir exceções injustificadas.

– A espera fisicamente incômoda parece maior do que a confortável. Temperatura controlada, áreas de espera confortáveis e protegidas do sol, vento e chuva podem amenizar o sofrimento de quem espera. Caso ainda haja tempo, construa ou improvise algo para os dias de maior movimento.

– A espera desconhecida parece maior que a espera conhecida. Usuários habituais de determinado serviço tem uma idéia prévia do tempo de espera, o que não ocorre com os novos frequentadores. Usuários de aeroportos têm sofrido na pele a espera desconhecida através da falta de informações.

– As esperas pré e pós-processo parecem mais longas que a do processo em si. Quantas vezes a conta não demorou mais do que o prato principal? Clientes tendem a ter mais paciência pelo processo principal do que com as etapas anteriores e posteriores. Fique atento, evitando perder seu cliente no cafezinho.

Como corolário, aplique estas regras não somente nos períodos de alta demanda, mas principalmente em épocas normais, nas quais injustificadamente clientes perdem horas de seu precioso dia em filas, seja por desorganização ou até mesmo por economia, deixando apenas alguns poucos caixas abertos enquanto a fila se estende e a paciência se encurta. Nestas horas, o que menos se vê é alguém para explicar ou mesmo justificar o motivo de tamanho desrespeito. Boas compras, boas festas e muita, mas muita paciência.

Marcos Morita é mestre em administração de empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de 15 anos atua como executivo em empresas multinacionais – professor@marcosmorita.com.br

Brinquedos mais seguros

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A ISO editou a norma ISO 8124-1:2012 – Safety of toys – Part 1: Safety aspects related to mechanical and physical properties que define nessa parte 1 os aspectos de segurança relacionados com as propriedades físicas e mecânicas, define os requisitos e métodos de ensaio para brinquedos destinados a crianças com menos de 14 anos de idade e estabelece limites de idade para as diversas necessidades. As advertências adequadas e/ou instruções para o uso em certos brinquedos ou nas respectivas embalagens também são descritas. “Os possíveis perigos em brinquedos não são facilmente detectáveis ​​à primeira vista”, diz Frank Gibbs, líder de projeto da equipe que desenvolveu a norma. “O padrão atualizado leva em conta a natureza dos riscos, bem como a capacidade esperada mental ou física de uma criança a lidar com os perigos. Consumidores podem ter a certeza de que os brinquedos que compram em conformidade com a ISO 8124-1 vai ajudar a fazer brinquedos seguros para mãos pequenas”.

Essa parte 1 faz parte de uma série de normas publicadas sob o título genérico de Segurança dos brinquedos, projetada para minimizar os riscos de brinquedos potenciais decorrentes da sua utilização em modos de reprodução destinados (uso normal), bem como modos de jogo não intencionais (abuso razoavelmente previsível). A série inclui:

  • ISO 8124-1:2012, Segurança de brinquedos – Parte 1: Os aspectos de segurança relacionados com as propriedades físicas e mecânicas
  • ISO 8124-2:2007, Segurança de brinquedos – Parte 2: Inflamabilidade
  • ISO 8124-3:2010, Segurança de brinquedos – Parte 3: Migração de certos elementos
  • ISO 8124-4:2010, balanços, escorregadores e brinquedos de atividade semelhantes para uso doméstico da família no interior e exterior das residências

“A ISO 8124 é uma norma de segurança vital e seu uso pode reduzir o risco de danos, reduzir o acesso a um risco e reduzir a gravidade de uma lesão”, assinala ainda Frank Gibbs. ” Esperamos que todas as categorias de fabricantes de brinquedos em todo o mundo vai perceber a importância da ISO 8124. segurança de nossas crianças depende disso”. Em um esforço contínuo para endurecer a segurança dos brinquedos, comitê técnico ISO / TC 181, Segurança dos brinquedos , está expandindo a série com o desenvolvimento de duas peças adicionais: Parte 5:  Determinação da concentração total de certos elementos nos brinquedos, e Parte 6: brinquedos e produtos infantis – Determinação de plastificantes ftalato em plásticos de cloreto de polivinil. As duas novas normas deverão ser publicados em 2014. Para mais informações sobre norma, clique no link http://www.iso.org/iso/catalogue_detail?csnumber=62327