As novas regras para os filtros solares

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protetorO verão está chegando e a exposição ao sol cada dia mais torna-se importante o uso do protetor solar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em junho de 2012 uma nova regra para esses produtos, que só deve se tornar obrigatória em 2014. Ela fará com que os fabricantes modifiquem suas embalagens para deixar a comunicação visual mais clara aos consumidores, além de se adaptarem a novas normas de produção. A Sociedade Brasileira de Dermatologia constatou por meio de uma pesquisa realizada em 2011 que 59,85% dos entrevistados se expõe à luz solar sem qualquer proteção, enquanto apenas 34,31% usam protetor solar. Além disso, a maior parte dos homens não usa qualquer proteção contra o sol – cerca de 79% contra apenas 15,13% que usam protetor; as mulheres demonstram se cuidar mais, pois enquanto 49,03% usam o produto, 45,16% não usam.

Embora as regras só passem a ser obrigatórias daqui a dois anos, elas estipulam que o FPS (Fator de Proteção Solar) mínimo seja seis e não dois, como era anteriormente. Entretanto, os especialistas recomendam o uso de produtos com o FPS bem mais alto. Segundo os dermatologistas, o ideal é que o FPS mínimo esteja em torno de 30. Isso porque o cálculo do FPS corresponde ao tempo de exposição ao sol (por exemplo, um protetor solar de grau 40 permite que a pessoa fique 40 vezes mais tempo exposta ao sol sem se queimar em comparação com a pele totalmente desprotegida). A Anvisa estipulou também que a proteção contra os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento da pele e aparecimento de rugas, além de predisposição ao surgimento do câncer de pele, terá de ser de 1/3 do fator que protege contra os raios UVB. Quando a nova regra entrar em vigor, deverá existir uma proporção entre a proteção contra os raios UVB – que causa a ardência e queimaduras na pele – e a proteção contra raios UVA, e isso precisará ser comprovado pelo fabricante.

Outra cláusula torna proibido denominar qualquer produto como bloqueador solar ou divulgar 100% de proteção. Isso porque, na prática, é impossível alcançar essa “proteção total” divulgada, ainda mais considerando que as pessoas não têm o hábito de reaplicar o produto a cada duas horas, como é recomendado, nem de usar a quantidade ideal, que deve ser sempre abundante. Uma das mudanças mais importantes se refere justamente a essas dicas, pois a necessidade de reaplicação do produto agora deve vir no rótulo. A conscientização das pessoas da importância de reaplicar o protetor solar ao longo do dia é extremamente necessária. No caso dos produtos que saírem da água, também é necessária nova aplicação do produto, independentemente do horário em que se aplicou pela última vez. Com a nova lei, comunicar o nível de resistência do protetor se torna obrigatório. Para poder divulgar no rótulo que o produto é resistente à água será necessário comprovar tal qualidade. Com acesso a estas informações, o consumidor poderá optar pelo produto que traz o maior benefício à sua saúde, analisando qual o nível de eficácia do protetor solar, não só quando em contato com a água, como em todas as situações. Os produtos de proteção solar utilizados pela população brasileira ganharam novas regras para garantir a proteção da pele dos usuários. Uma das principais mudanças é que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) vai aumentar de 2 para 6 e a proteção contra os raios UVA terá que ser de no mínimo 1/3  do valor do FPS declarado. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, já o FP UVA mede a proteção contra os raios UVA. Para tais comprovações, as metodologias aceitas pela Anvisa foram atualizadas  e foi estabelecida uma metodologia específica para a comprovação contra raios UVA, que, até então, não estava definida.

A resolução RDC 30/12 também aumenta os níveis dos testes exigidos para comprovar a eficácia do protetor. Pela norma, alegações, como resistência à água, terão que ser comprovadas por metodologias específicas definidas no novo regulamento. Os fabricantes poderão indicar em seus rótulos as expressões “Resistente à água”, ” Muito Resistente à água”, “Resistente à Água/suor” ou “Resistente à Água/transpiração”, desde que comprovem essa característica. O rótulo dos protetores solares terá mudança ainda em suas informações obrigatórias. A orientação sobre a necessidade de reaplicação será obrigatória para todos os produtos, mesmo aqueles mais resistentes à água. Além disso, fica vedada qualquer alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado. O prazo de adequações dos fabricantes à norma é de dois anos. A nova regra segue os novos parâmetros para protetores solares adotados em todo o Mercosul. Há uma cartilha da Anvisa sobre o assunto em http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/prot_solar/index2.htm

Quanto aos melhores produtos, a Proteste, após a realização do teste com protetores solares, revelou que a maior decepção em relação aos produtos foi sua reduzida proteção. Mas, antes de saber os resultados, entenda alguns conceitos. O valor do FPS informa o tempo a mais que você pode se expor ao sol, em comparação ao período que começaria a ter queimaduras caso não tivesse passado protetor. Desta maneira, com o FPS 30, você vai demorar 30 vezes mais para se queimar do que se não tivesse aplicado o produto. Nesse período, estará protegido dos raios UVB (mais perigosos, queimam a pele e aumentam os riscos de lesões cancerígenas fatais). E ainda há o perigo que vem dos raios UVA, que causam escurecimento da pele, envelhecimento precoce e aparecimento ou piora do câncer. O FPS diz respeito à proteção contra os raios UVB – os piores. E assim você vai à farmácia e compra um produto com fator 30, achando que estará bem protegido. Mas isso pode não acontecer se optar pelo Nivea Sun e Banana Boat: eles indicam FPS 30 no rótulo, mas, na verdade, têm somente 13 e 10 respectivamente.

O Boticário, Sundown, Avon, Coppertone e Red Apple também foram considerados ruins, por terem FPS abaixo do anunciado: 25, 26, 27, 27 e 27, respectivamente. Os mais bem avaliados nesse item foram o L’Oreal Solar Expertise e o La Roche-Posay Anthelios Hélioblock. Quanto aos infantis, pode confiar: todos informam o FPS correto. Já em relação à proteção UVA, Red Apple, para crianças, foi mal avaliado por apresentar uma proteção abaixo do esperado. O mesmo aconteceu com os protetores para adultos. Segundo a instituição, o Nivea Sun, Anthelios, Avon, Banana Boat (para adultos) e Sundown (adulto e infantil) não são eficazes no que se refere à fotoestabilidade. Quanto à resistência na água, porém, você pode ficar tranquilo: nenhum dos produtos sai facilmente. Ao aplicar o produto, Nivea Sun, Anthelios, Banana Boat (adultos) e Solar Expertise (adultos e crianças) são líquidos demais, não facilitando o uso por escorrerem muito quando se aperta o frasco.

Entre os que se espalham mais rápido e são mais facilmente absorvidos pela pele, estão Avon e Nivea, além dos infantis Huggies, Sundown e Red Apple. Alguns produtos dizem ser, ainda, hidratantes. Os únicos que realmente se saíram muito bem nisso foram Solar Expertise, para adultos, e Nivea Sun infantil. Já em relação a uma possível irritação da pele, apenas o infantil Solar Expertise se mostrou levemente irritante. A benzofenona-3 (benzophenone-3 ou oxibenzona) é um filtro químico, com potencial alergênico considerável. E há estudos verificando se pode causar outros danos à saúde. Foi encontrado benzofenona-3 em cinco protetores para adultos: Avon, Banana Boat, Cenoura&Bronze, Red Apple e Sundown. Por via das dúvidas, a sugestão é que você prefira comprar os que não têm benzofenona.

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O retorno do chefe

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Marcelo F. L. Cordeiro

Há algum tempo atrás, chefe era chefe. Quem tinha chefe e tinha juízo, obedecia.  A organização formal tinha chefes e subordinados, independentemente dos títulos utilizados. Uns mandavam, outros eram mandados. O chefe ou tinha uma sala separada do pessoal ou tinha uma mesa especial, diferente das demais e posicionada em local estratégico. O chefe chamava, a turma corria. Não havia como se deixar para depois um chamado do chefe. Chefe fazia reuniões com sua equipe e todo mundo ia. O chefe podia ser cordial e simpático, mas nunca era engraçado. O chefe perguntava pouco e falava muito. O chefe tinha o poder de promoção ou demissão dos membros da equipe e mantinha a equipe bem ciente de que, a qualquer momento,  poderia usar sobre cada um, a sua autoridade. Só era promovido quem se dava bem com o chefe. O chefe do chefe – muitas vezes – praticava o mesmo tipo de chefia do chefe e era sempre uma figura distante e um pouco assustadora. Os resultados do trabalho de cada um era avaliado pelo chefe, que usava seus próprios critérios, nem sempre compartilhados por outros chefes, muito menos pelos subordinados. Quando o chefe era promovido, havia sempre uma festinha da equipe para ele, mostrando sua “alegria” por “justiça ter sido feita”. O chefe tinha os seus preferidos e se alguém não fazia parte, não tinha muitas chances.

Às vezes a preferida do chefe era uma das meninas da equipe , que tinha privilégios que outros não tinham.  O chefe nem sempre era muito coerente nas suas decisões: às vezes decidia de um jeito, outras vezes, na mesma situação, decidia diferente . Quando o chefe ficava zangado quase sempre gritava com o subordinado, que não podia gritar de volta. Se o chefe torcia para um time de futebol, não era bom mostrar muita alegria na segunda-feira, quando o time dele perdia.  Alguém só era promovido se o chefe o liberasse para outro Departamento e dependia muito de o colega do chefe ser simpático a ele.  Quando o chefe era despedido não se podia fazer festa no escritório, nem no barzinho da esquina, porque “pegava mal”.  O substituto do chefe em suas faltas e impedimentos transitórios era, em geral, um funcionário modesto, cujo trabalho transitório não faria sombra ao chefe.

Líder era nome de capataz de turma da fábrica ou da rua e era um chefe como os outros. Chefe hoje em dia quase que virou nome feio e na maioria das organizações fala-se de gerentes, supervisores ,coordenadores  e encarregados ou líderes, mas se evita o quase palavrão que arrepia a todo mundo. Chefe tem cheiro de passado, cara de atraso, imagem de homem mau ou jeito de burocrata convicto e manso. Ainda bem que houve homens como Mayo, McGregor, Maslow e outros que, ao longo das décadas passadas, ensinaram que chefia não era mais assim. Mayo com suas experiências na Hawthorne, Maslow explicando a motivação das pessoas no trabalho e McGregor nos ensinando que o caminho agora é Y e não X. A antítese dessa figura terrível do Chefe é o Líder.  O Líder lidera pessoas e as conduz, não espera obediência, compartilha objetivos e metas e os persegue junto com o time. Pode ter uma sala só dele, mas que é o local de reuniões e espaço para trabalhar junto. O Líder se impõe pela competência e pelo exemplo. O Líder não inspira medo, mas respeito. O Líder usa a inteligência do grupo  e não impõe sua vontade. Ouvir muito e aproveitar muito são características do Líder, que divide os problemas com seu grupo. O Líder tem o poder organizacional, mas não o usa para implantar o terror na área.   Promoções e demissões acontecem como decorrência natural da dinâmica da organização, mas o Líder não usa sua autoridade para ameaçar pessoas.

O Líder faz parte de seu grupo, ainda que tenha funções que ampliam as suas responsabilidades. Pessoas são pessoas e preferências pessoais podem ocorrer nos relacionamentos, mas o bom Líder saberá usar essas preferências moduladas com a análise das atuações do seu time. O Líder busca o consenso e por isso alcança mais coerência nas decisões que toma. Todos têm direito a torcer por seu time, de se alegrar nas vitórias e sofrer nas derrotas, sem que seja necessário bater palmas para o time do Chefe.  Quando o Líder é demitido, certamente não se desejará fazer piada ou festinha e se desejará festejar, sim, quando o Líder venha a ser promovido. O Líder de verdade prepara seus liderados para suas ausências transitórias e para o momento em que deva deixar seu lugar para outro.

Enfim, o Líder lidera, não manda. Educa e não obriga. A política do Líder verdadeiro é a do desenvolvimento de pessoas que, em grupo, vão à busca dos objetivos planejados. Do capataz, do feitor, ou do “velho” Chefe,  o Líder autêntico e atual não tem mais nada. O que fica é que provavelmente o Líder consegue melhores resultados para sua organização e vive e faz viver um melhor clima para sua equipe e para as pessoas em geral. Embora o conceito de Líder atenda hoje a tudo quanto se pesquisou e escreveu nos últimos anos, é preciso, ainda, que todos se mantenham alertas a certas recaídas e às vezes até mesmo a impulsos autocráticos e ultrapassados, que vez por outra dominam  as pessoas, levando a desejar voltar a ter “autoridade” e força e a promover “O Retorno do Chefe”. Nesses momentos, a hora é de exorcizar os demônios e fechar a porta para essa postura anacrônica.

Marcelo F. L. Cordeiro é diretor de projetos corporativos da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos.

Ranking de competitividade

O Brasil só está à frente da Argentina na lista que compara a competitividade de 14 países com economia semelhante à brasileira. O levantamento Competitividade Brasil 2012, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o Brasil ocupa a 13ª posição em um grupo que considera os integrantes dos BRICs (Rússia, Índia, China e África do Sul), alguns países da América do Sul e outros, como México, Polônia, Espanha e Austrália. O país mais competitivo entre os 14 pesquisados é o Canadá, seguido pela Coréia do Sul. A posição brasileira é a mesma verificada na edição 2010 do estudo. A má posição do Brasil se deve principalmente à mão de obra cara, ao alto custo do capital, à má qualidade da infraestrutura de transporte e ao ambiente macroeconômico desfavorável. Em todos os quatro quesitos o Brasil ficou na pior colocação do ranking. “A indústria brasileira está perdendo espaço tanto no mercado interno, como no externo. O baixo nível de investimento, sobretudo em inovação, certamente se apresenta como uma das razões para esse desempenho”, afirma o gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. “Mas porque as empresas deixariam de investir se isso é crucial para sua sobrevivência? É aqui que o ambiente econômico desfavorável, a deficiência na infraestrutura do país e a baixa qualidade da educação mostram sua importância”, acrescenta Fonseca.

A má qualidade da infraestrutura brasileira é uma barreira para a competitividade. O país tem o sistema de transporte menos competitivo entre os 14 países. A pior situação é a dos portos e dos aeroportos. A infraestrutura ferroviária coloca o Brasil em 12ª posição, e a qualidade das rodovias, em 11ª. A situação da infraestrutura de energia e comunicações é melhor. O Brasil está em 6º, atrás da Rússia, Coréia do Sul, Chile, Polônia e Espanha. O país aparece em 8º lugar na comparação dos serviços associados ao comércio exterior alfândega, capacidade logística, rastreabilidade e pontualidade). O Brasil é o país com a maior disponibilidade de mão de obra porque dispõe de um grande número de pessoas economicamente ativas. Porém, o elevado custo da mão de obra e a baixa produtividade reduzem os benefícios dessa vantagem. “Há alguns anos não era difícil encontrar analistas econômicos apontando que uma das vantagens competitivas da economia brasileira era a juventude da população. Infelizmente, o período do bônus demográfico está caminhando para o fim, e o Brasil não conseguiu se aproveitar dessa oportunidade em razão da baixa qualidade da educação”, avalia Renato da Fonseca.

No Brasil, o ambiente macroeconômico é menos favorável à competitividade. Mesmo com a queda nos últimos meses, a taxa de juros real de curto prazo torna o capital brasileiro o mais oneroso dos 14 países. No entanto, o Brasil ocupa posição intermediária (7ª) no quesito disponibilidade de capital, por oferecer mediana facilidade de acesso ao financiamento, de captação de recursos no mercado de capital e de mobilização de  capital para projetos inovadores. A carga fiscal também representa uma desvantagem competitiva em relação aos demais países selecionados. O Brasil aparece em penúltimo lugar no critério peso dos tributos, atrás apenas da Argentina. Apesar de todas as barreiras macroeconômicas, o país tem como vantagem um movimentado mercado doméstico. Apenas o mercado interno da China e da Índia são mais dinâmicos que o brasileiro. O país aparece em situação privilegiada no quesito tecnologia e inovação (7ª posição). O estudo mostra que é comparativamente alta a capacidade de inovação das empresas brasileiras. Apenas as companhias da Coréia do Sul, da China, do Canadá e da Austrália são mais inovadoras. O nível de apoio oferecido pelo governo brasileiro à ciência e tecnologia coloca o país em 7ª posição nesse critério. Por outro lado, a qualidade da educação brasileira rebaixa o país para os últimos lugares. O país ocupa a 8ª posição em um ranking de dez nações que possuem informações comparáveis no quesito educação. O que é muito ruim, segundo o economista da CNI. “A educação é a base de tudo. Sem educação não há inovação e os ganhos de produtividade tornam-se escassos”, afirma Fonseca.