O retorno do chefe

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Marcelo F. L. Cordeiro

Há algum tempo atrás, chefe era chefe. Quem tinha chefe e tinha juízo, obedecia.  A organização formal tinha chefes e subordinados, independentemente dos títulos utilizados. Uns mandavam, outros eram mandados. O chefe ou tinha uma sala separada do pessoal ou tinha uma mesa especial, diferente das demais e posicionada em local estratégico. O chefe chamava, a turma corria. Não havia como se deixar para depois um chamado do chefe. Chefe fazia reuniões com sua equipe e todo mundo ia. O chefe podia ser cordial e simpático, mas nunca era engraçado. O chefe perguntava pouco e falava muito. O chefe tinha o poder de promoção ou demissão dos membros da equipe e mantinha a equipe bem ciente de que, a qualquer momento,  poderia usar sobre cada um, a sua autoridade. Só era promovido quem se dava bem com o chefe. O chefe do chefe – muitas vezes – praticava o mesmo tipo de chefia do chefe e era sempre uma figura distante e um pouco assustadora. Os resultados do trabalho de cada um era avaliado pelo chefe, que usava seus próprios critérios, nem sempre compartilhados por outros chefes, muito menos pelos subordinados. Quando o chefe era promovido, havia sempre uma festinha da equipe para ele, mostrando sua “alegria” por “justiça ter sido feita”. O chefe tinha os seus preferidos e se alguém não fazia parte, não tinha muitas chances.

Às vezes a preferida do chefe era uma das meninas da equipe , que tinha privilégios que outros não tinham.  O chefe nem sempre era muito coerente nas suas decisões: às vezes decidia de um jeito, outras vezes, na mesma situação, decidia diferente . Quando o chefe ficava zangado quase sempre gritava com o subordinado, que não podia gritar de volta. Se o chefe torcia para um time de futebol, não era bom mostrar muita alegria na segunda-feira, quando o time dele perdia.  Alguém só era promovido se o chefe o liberasse para outro Departamento e dependia muito de o colega do chefe ser simpático a ele.  Quando o chefe era despedido não se podia fazer festa no escritório, nem no barzinho da esquina, porque “pegava mal”.  O substituto do chefe em suas faltas e impedimentos transitórios era, em geral, um funcionário modesto, cujo trabalho transitório não faria sombra ao chefe.

Líder era nome de capataz de turma da fábrica ou da rua e era um chefe como os outros. Chefe hoje em dia quase que virou nome feio e na maioria das organizações fala-se de gerentes, supervisores ,coordenadores  e encarregados ou líderes, mas se evita o quase palavrão que arrepia a todo mundo. Chefe tem cheiro de passado, cara de atraso, imagem de homem mau ou jeito de burocrata convicto e manso. Ainda bem que houve homens como Mayo, McGregor, Maslow e outros que, ao longo das décadas passadas, ensinaram que chefia não era mais assim. Mayo com suas experiências na Hawthorne, Maslow explicando a motivação das pessoas no trabalho e McGregor nos ensinando que o caminho agora é Y e não X. A antítese dessa figura terrível do Chefe é o Líder.  O Líder lidera pessoas e as conduz, não espera obediência, compartilha objetivos e metas e os persegue junto com o time. Pode ter uma sala só dele, mas que é o local de reuniões e espaço para trabalhar junto. O Líder se impõe pela competência e pelo exemplo. O Líder não inspira medo, mas respeito. O Líder usa a inteligência do grupo  e não impõe sua vontade. Ouvir muito e aproveitar muito são características do Líder, que divide os problemas com seu grupo. O Líder tem o poder organizacional, mas não o usa para implantar o terror na área.   Promoções e demissões acontecem como decorrência natural da dinâmica da organização, mas o Líder não usa sua autoridade para ameaçar pessoas.

O Líder faz parte de seu grupo, ainda que tenha funções que ampliam as suas responsabilidades. Pessoas são pessoas e preferências pessoais podem ocorrer nos relacionamentos, mas o bom Líder saberá usar essas preferências moduladas com a análise das atuações do seu time. O Líder busca o consenso e por isso alcança mais coerência nas decisões que toma. Todos têm direito a torcer por seu time, de se alegrar nas vitórias e sofrer nas derrotas, sem que seja necessário bater palmas para o time do Chefe.  Quando o Líder é demitido, certamente não se desejará fazer piada ou festinha e se desejará festejar, sim, quando o Líder venha a ser promovido. O Líder de verdade prepara seus liderados para suas ausências transitórias e para o momento em que deva deixar seu lugar para outro.

Enfim, o Líder lidera, não manda. Educa e não obriga. A política do Líder verdadeiro é a do desenvolvimento de pessoas que, em grupo, vão à busca dos objetivos planejados. Do capataz, do feitor, ou do “velho” Chefe,  o Líder autêntico e atual não tem mais nada. O que fica é que provavelmente o Líder consegue melhores resultados para sua organização e vive e faz viver um melhor clima para sua equipe e para as pessoas em geral. Embora o conceito de Líder atenda hoje a tudo quanto se pesquisou e escreveu nos últimos anos, é preciso, ainda, que todos se mantenham alertas a certas recaídas e às vezes até mesmo a impulsos autocráticos e ultrapassados, que vez por outra dominam  as pessoas, levando a desejar voltar a ter “autoridade” e força e a promover “O Retorno do Chefe”. Nesses momentos, a hora é de exorcizar os demônios e fechar a porta para essa postura anacrônica.

Marcelo F. L. Cordeiro é diretor de projetos corporativos da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos.

Ranking de competitividade

O Brasil só está à frente da Argentina na lista que compara a competitividade de 14 países com economia semelhante à brasileira. O levantamento Competitividade Brasil 2012, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o Brasil ocupa a 13ª posição em um grupo que considera os integrantes dos BRICs (Rússia, Índia, China e África do Sul), alguns países da América do Sul e outros, como México, Polônia, Espanha e Austrália. O país mais competitivo entre os 14 pesquisados é o Canadá, seguido pela Coréia do Sul. A posição brasileira é a mesma verificada na edição 2010 do estudo. A má posição do Brasil se deve principalmente à mão de obra cara, ao alto custo do capital, à má qualidade da infraestrutura de transporte e ao ambiente macroeconômico desfavorável. Em todos os quatro quesitos o Brasil ficou na pior colocação do ranking. “A indústria brasileira está perdendo espaço tanto no mercado interno, como no externo. O baixo nível de investimento, sobretudo em inovação, certamente se apresenta como uma das razões para esse desempenho”, afirma o gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. “Mas porque as empresas deixariam de investir se isso é crucial para sua sobrevivência? É aqui que o ambiente econômico desfavorável, a deficiência na infraestrutura do país e a baixa qualidade da educação mostram sua importância”, acrescenta Fonseca.

A má qualidade da infraestrutura brasileira é uma barreira para a competitividade. O país tem o sistema de transporte menos competitivo entre os 14 países. A pior situação é a dos portos e dos aeroportos. A infraestrutura ferroviária coloca o Brasil em 12ª posição, e a qualidade das rodovias, em 11ª. A situação da infraestrutura de energia e comunicações é melhor. O Brasil está em 6º, atrás da Rússia, Coréia do Sul, Chile, Polônia e Espanha. O país aparece em 8º lugar na comparação dos serviços associados ao comércio exterior alfândega, capacidade logística, rastreabilidade e pontualidade). O Brasil é o país com a maior disponibilidade de mão de obra porque dispõe de um grande número de pessoas economicamente ativas. Porém, o elevado custo da mão de obra e a baixa produtividade reduzem os benefícios dessa vantagem. “Há alguns anos não era difícil encontrar analistas econômicos apontando que uma das vantagens competitivas da economia brasileira era a juventude da população. Infelizmente, o período do bônus demográfico está caminhando para o fim, e o Brasil não conseguiu se aproveitar dessa oportunidade em razão da baixa qualidade da educação”, avalia Renato da Fonseca.

No Brasil, o ambiente macroeconômico é menos favorável à competitividade. Mesmo com a queda nos últimos meses, a taxa de juros real de curto prazo torna o capital brasileiro o mais oneroso dos 14 países. No entanto, o Brasil ocupa posição intermediária (7ª) no quesito disponibilidade de capital, por oferecer mediana facilidade de acesso ao financiamento, de captação de recursos no mercado de capital e de mobilização de  capital para projetos inovadores. A carga fiscal também representa uma desvantagem competitiva em relação aos demais países selecionados. O Brasil aparece em penúltimo lugar no critério peso dos tributos, atrás apenas da Argentina. Apesar de todas as barreiras macroeconômicas, o país tem como vantagem um movimentado mercado doméstico. Apenas o mercado interno da China e da Índia são mais dinâmicos que o brasileiro. O país aparece em situação privilegiada no quesito tecnologia e inovação (7ª posição). O estudo mostra que é comparativamente alta a capacidade de inovação das empresas brasileiras. Apenas as companhias da Coréia do Sul, da China, do Canadá e da Austrália são mais inovadoras. O nível de apoio oferecido pelo governo brasileiro à ciência e tecnologia coloca o país em 7ª posição nesse critério. Por outro lado, a qualidade da educação brasileira rebaixa o país para os últimos lugares. O país ocupa a 8ª posição em um ranking de dez nações que possuem informações comparáveis no quesito educação. O que é muito ruim, segundo o economista da CNI. “A educação é a base de tudo. Sem educação não há inovação e os ganhos de produtividade tornam-se escassos”, afirma Fonseca.

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