O acesso à internet no Brasil

COLETÂNEA DE NORMAS TÉCNICAS

netO total de pessoas com acesso à internet no Brasil, no terceiro trimestre de 2012, foi de 94,2 milhões, segundo o Ibope Media. Esse número considera as pessoas de 16 anos ou mais de idade com acesso em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses e outros locais), mais as crianças e adolescentes (de 2 a 15 anos de idade) que têm acesso em domicílios. A partir deste trimestre, o Ibipe Media passou a incluir na medição do acesso geral as crianças e adolescentes de 2 a 15 anos de idade com acesso em casa. Sem considerar esse público, o número total com acesso no Brasil seria de 85,3 milhões no terceiro trimestre de 2012, representando crescimento de 2,4% sobre os 83,4 milhões do trimestre anterior e de 8,8% sobre os 78,5 milhões do terceiro trimestre de 2011. Segundo Janette Shigenawa, diretora do Ibope Nielsen Online, a inclusão do acesso domiciliar do público de 2 a 15 anos no número total de internautas foi uma proposta do IAB (Interactive Advertising Bureau) Brasil, que sempre defendeu a importância de se ter um número que desse uma compreensão mais abrangente do tamanho do mercado de internet no Brasil. “Sempre incluímos as crianças e adolescentes na medição do acesso domiciliar. E agora teremos também esse público contabilizado no número geral de pessoas com acesso, dando ao mercado uma avaliação completa da força da internet brasileira”, informou a diretora.

O acesso no local de trabalho ou em domicílios chegou a 72,4 milhões no quarto trimestre de 2012, o que significou um aumento de 2,1% sobre os 70,9 milhões do terceiro trimestre de 2012 e de 14% em relação aos 63,5 milhões do quarto trimestre de 2011. Quando se considera somente a medição em domicílios, o crescimento foi ainda maior. O número de pessoas que moram em domicílios com acesso à internet foi de 69,5 milhões no quarto trimestre de 2012, um aumento de 2,5% sobre o trimestre anterior e de 16% sobre o mesmo trimestre do ano de 2011. Do total de pessoas que moram em domicílios com acesso à internet, 44,7 milhões foram usuários ativos em novembro de 2012. O crescimento foi de 3,1% sobre os 43,3 milhões de outubro de 2012 e de 14% sobre novembro de 2011. Em casa e no local de trabalho, o número de usuários ativos chegou a 53,6 milhões em novembro de 2012, resultado de um aumento de 0,7% sobre o mês anterior e de 12% na comparação com novembro de 2011. As categorias com maior crescimento no número de usuários únicos em novembro foram as de companhias aéreas, com aumento mensal de 11,4%; as de pagamento seguro de compras online, com evolução de 5,4%; e as de informações e produtos para animais domésticos, com crescimento de 14,1%.

A causa dos transtornos nos serviços de telecomunicações

Dane Avanzi

Você provavelmente nunca ouviu falar em espectro radioelétrico, mas com certeza ele já interferiu na qualidade de uma ligação sua ou mesmo no sinal da sua TV ou internet. Espectro radioelétrico é como se chama o espaço aéreo por onde trafegam as ondas eletromagnéticas de sistemas de informações quotidianamente utilizados, como TV, rádio difusão, telefonia móvel e fixa, serviço de internet, dentre tantos outros. A utilização em grande escala da tecnologia da informação em dispositivos móveis vem causando uma verdadeira revolução na ocupação desse espaço que, embora aparentemente vazio, encontra-se superlotado, uma vez que trata-se de um recurso natural finito, escasso e não renovável.

No Brasil, quem administra o espectro radioelétrico é a Anatel, que para abrigar novas modalidades de serviços tem realocado tais faixas de radiofrequência. Com o objetivo de acomodar mais usuários dos diversos tipos de serviço de telecomunicações hoje disponíveis, a Anatel tem lançado mão inclusive de novas tecnologias. A digitalização das telecomunicações permite trafegar o sinal de dados ou voz em espaços mais “estreitos” do espectro, e tem sido exigida pela Anatel para vários serviços. Ocorre que essa espécie de “reforma agrária espacial” (às avessas), implica em altos investimentos por parte das prestadoras de serviço que, obrigatoriamente, terão que migrar toda a plataforma de transmissão e recepção de sinais hoje implantada.

O problema é que ao invés da Anatel preservar a faixa de outros serviços de telecomunicações importantes para o setor produtivo industrial do Brasil, está adotando o modelo de centralizar todos os serviços nas operadoras de telefonia móvel, que comprovadamente não está dando conta do recado. Não se resolve problemas de congestionamento na rede pública de telefonia móvel com mais canais (frequências), mas sim com investimento maciço em infraestrutura. Dentre as diversas realocações ocorridas no espectro radioelétrico podemos citar a faixa de MMDS (Multichannel Multipoint Distribution Service), serviço que suporta o sinal de TV a cabo de algumas prestadoras locado ao serviço móvel privativo. Por conta de testes na região da Grande São Paulo, especialmente Alphaville e Osasco, já está havendo diminuição na qualidade do sinal de TV, conforme reclamações de vários usuários. E não é só o serviço de TV a cabo que sofre com a migração na faixa de UHF (450 a 470 MHz) – que 90% foi alocada para o serviço móvel privativo e muitas empresas vem sofrendo com a falta de opções de canais. Digo que é uma reforma agrária às avessas porque ao invés de incentivar a proliferação de mais provedoras de serviço de telecomunicações, concentra na mão de poucos a concessão do projeto, criando um verdadeiro latifúndio.

Quem tiver problemas com qualquer tipo de serviço de telecomunicações deve primeiro formalizar a reclamação junto à operadora. Todas são obrigadas a emitir um número de protocolo relacionado ao motivo da reclamação. Se o problema não for resolvido, o segundo passo é reclamar diretamente na Anatel, mencionando o número de protocolo emitido pela concessionária. Há várias formas de acessar a Anatel. Via telefone pelo 1331 ou 1332 para pessoas com deficiência auditiva, pelo site através do serviço de auto atendimento ou ainda pessoalmente nas regionais da Anatel na “Sala do Cidadão”. Eu mesmo já protocolei um documento na Anatel com todo o histórico e documentação da reclamação e recebi a resposta em 10 dias da operadora e da Anatel. É muito importante reclamar na operadora antes, para ficar claro para a Anatel que não houve atendimento à sua demanda. Somente após decorrido o prazo para resolução do problema dado pela concessionária é que deve-se procurar a Anatel.

Dane Avanzi é advogado é especialista em telecomunicações e presidente do Instituto Avanzi.

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Uma introdução à gestão dos processos verdes

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O Inmetro avaliou as principais marcas do mercado desses produtos e, das nove marcas analisadas, 100% das amostras apresentaram algum tipo de problema. Por isso, elas foram incluídas na lista de produtos que precisam de certificação compulsória.

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NBR 14789: Os princípios, critérios e indicadores para plantações florestais

Essa norma estabelece os princípios, critérios e indicadores para o manejo florestal sustentável de plantações florestais.

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O Target GEDWEB permite à qualquer empresa, de qualquer porte, o acesso centralizado às normas técnicas, documentação empresarial, regulamentos, portarias, textos técnicos, publicações da American Society Quality (ASQ), publicações técnicas e científicas, revistas segmentadas, etc.

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greenDe autoria de Sam Windsor, o e-book An Introduction to Green Process Management (clique no link para mais informações) está dividido em três seções principais. A primeira seção se destina a dar uma compreensão global do que se entende por verde, uma breve história do movimento ambiental no que se refere aos negócios, as tendências do mercado de carbono e as definições do verde. A segunda seção discute as normas, as certificações e as medidas que se relacionam com a gestão ambiental. A seção final apresenta os métodos que podem ser usados ​​para implementar e gerenciar processos verdes dentro de uma organização, juntamente com as ferramentas e um roteiro que pode ser usado pelas empresas que procuram se tornar verde. O roteiro utiliza ferramentas de melhoria de processos que poderão ser familiares para muitas organizações.

A indústria por sua própria natureza converte recursos naturais em produtos e serviços para consumo. Muitas vezes, o negócio gera empregos em desacordo com o meio ambiente. Por isso, ocorreram alguns dos esforços de ambientalistas focados na preservação de solos e florestas. A rápida expansão da revolução industrial americana no final de 1800 criou estas preocupações. As pessoas viram as terras naturais desaparecendo para a agricultura, mineração e madeireiras. Ao mesmo tempo, a fumaça das fábricas e usinas de aço começou a encher o ar. Com as cidades em expansão, a preocupação inicial pode ter sido mais um local para tirar férias do que para preservar o planeta. Independentemente do motivo, uma preocupação emergiu no meio industrial e os ambientalistas ficaram cada vez mais preocupados com a preservação.

Alguns dizem que Henry David Thoreau foi o primeiro ambientalista, alguns dizem que foi Teddy Roosevelt ou talvez até mesmo John Muir. Isso realmente não importa. O que importa para o negócio é que por volta do final do século XIX, assim como o país estava se tornando uma superpotência industrial, já havia pessoas que mantinham seus olhos em o que os negócio estavam fazendo e avaliando o que as empresas estavam impactando o meio ambiente. A palavra “Ecologia” foi cunhada pouco depois. Logo, os ambientalistas começaram a reconhecer a necessidade de preservar as florestas e os solos para as futuras gerações. John Muir, o primeiro presidente do Sierra Club e campeão dos esforços em preservar áreas naturais, levou suas preocupações ambientais para a arena política. Muir continuamente escreveu artigos que trouxeram atenção à forma como a terra e as florestas estavam sendo devastadas ​​por motivos econômicos. Em 1903, durante um visita a um parque de preservação com o presidente Theodore Roosevelt, Muir convenceu-o a devolver partes do parque que tinham sido utilizadas para fins comerciais ao governo federal para a proteção. A interação de negócios, política e ativismo ambiental começou a moldar a forma como as empresas estão a atuando hoje.

Embora houvesse os primeiros defensores do meio ambiente, tais como Aldo Leopold, considerado o pai da gestão da vida selvagem e um dos primeiros líderes da recém-formada U.S. Forest Service, as ações durante os anos 1920 e 1930 favoreceram o crescimento industrial norte-americano, sem haver uma preocupação em preservar a natureza. As leis relativas à proteção do meio ambiente eram fracas. Em 1922, apesar de uma proibição em outros países, os Estados Unidos se recusaram a proibir a pintura com chumbo. Por causa de seus antidetonantes, a gasolina com chumbo tornou-se popular, mesmo quando os perigos eram conhecidos. Em 1924, o Oil Pollution Act foi aprovada, proibindo os navios de descartas óleo nas três milhas da costa. Mas o ato não fez nada para resolver o problema de como as refinarias descartariam o óleo. Nesse ponto, o ambientalismo foi comparado ao nazismo. Essas comparações ainda existem entre algumas pessoas.

Durante os anos 1940, o mundo esteve focado na guerra e pouca atenção foi dada ao meio ambiente. Após a Segunda Guerra Mundial, os negócios de fazer produtos para o mundo retornaram. A indústria americana de materiais de guerra passou a produzir bens de consumo. Em 1948, na cidade de Donora, Pensilvânia, foi ilustrado o que pode acontecer quando a indústria e o meio ambiente se cruzam de uma maneira significativa. Em um evento que ficou conhecido como a Donora Death Fog, uma parede de fumaça pairou sobre a cidade durante quatro dias e matou mais de 20 pessoas. A maioria atribuiu a catástrofe de gás de flúor da indústria local que caiu sobre a cidade durante uma inversão de temperatura.

Em 1962, Rachel Carson publicou o livro Silent Spring, trazendo o impacto dos pesticidas no meio ambiente. O Clean Air Act, originalmente aprovada em 1963, foi significativamente fortalecido pelo Congresso em 1970. Também em 1970, o estudante de Harvard, Denis Hayes, coordenou a primeira celebração do Dia da Terra. O propósito do dia da terra, de acordo com Nelson, era “Sacudir o establishment político e forçar a questão (ambiental) na agenda nacional “(Earthday.net 2010). Em 1970, o Congresso aprovou a formação da Environmental Protection Agency (EPA) com uma missão que incluiu “proteger a saúde humana e salvaguardar o ambiente natural de ar, água, terra e sobre o qual a vida depende. Por mais mais de 30 anos, a EPA trabalha para “um meio ambiente mais limpo, mais saudável para o povo norte americano “(epa.gov 2010).

Enfim, o argumento dos ativistas para uma maior proteção do meio ambiente foi reforçado pela sequência de grande repercussão de desastres ambientais causada pela indústria, como o despejo de produtos químicos em Union Carbide em Bhopal e pelo derramamento de óleo pela Exxon Valdez. O público exigiu uma ação para manter a indústria mais responsável e mantê-los seguros na esteira desses desastres, e os políticos passaram também por pressão social a se preocuparem com isso. Hoje em dia, o há um intenso debate sobre o aquecimento global e as emissões de carbono. A polêmica é ainda mais complicada por argumentos questionando se o aquecimento global é mesmo real e, em caso afirmativo, se é ou não é causado por seres humanos. Estamos aprendendo novas frases como negócio sustentável, produção verde e créditos de carbono. Como proprietários e gestores dos negócios, temos de descobrir o que significa verde para os nossos negócios e tomar oportunamente a ação de baixo custo para manter e conquistar clientes, ou possivelmente para evitar multas e/ou impostos mais caros.