Um bilhão de razões para agradecer a Joseph Woodland

códigoScott Gray

Com um rápido movimento das mãos em 26 de junho de 1974, o supermercado Marsh, na cidade de Troy, em Ohio (EUA), fez de um pacote de goma de mascar o primeiro produto no varejo a ser vendido utilizando um scanner com o código de barras (Universal Product Code, ou UPC, em inglês). Desde então, os códigos de barras e o sistema de identificação GS1 passaram a representar uma dupla de amigos confiáveis e que oferecem benefícios gigantescos para o mundo. Eles continuam oferecendo um avanço revolucionário a cada vez que um código de barras é lido. As pessoas jovens de hoje não conseguem entender como funcionaria o mundo sem o pequeno som do “Bip”, e, de fato, hoje é possível se ouvir em vários locais ao redor do mundo uma sinfonia de “bips” que mostra que toda cadeia de abastecimento aproveita os benefícios da tecnologia.

Existem algumas das diversas razões para ser grato pelo código de barras. Por exemplo, o código de barras dá mais tempo para as famílias ficarem juntas, já que encontram os produtos facilmente e não perdem tempo na espera das filas do check out. O código de barras também proporciona às famílias mais dinheiro para gastar. Quando o scanner “lê” o código de barras, reduz os custos e essas pequenas economias são multiplicadas pelos bilhões de “bips” por dia. Além disso, os “bips” dão mais visibilidade para a demanda dos consumidores e como deve ser feita a oferta para atender a essa procura. Isso reduz o desperdício e os níveis de estoque, o que gera novas reduções de custos. Por exemplo, na Nova Zelândia, o GS1 UPC gera economia estimada de mais de um bilhão de dólares anualmente. Uma economia estimada de 280 dólares por ano para cada neozelandês, ou cerca de 20 dólares por semana para uma família com quatro pessoas. (Do livro ‘Products talking to each other’, de Brian Easton, 2009).

Os códigos de padrão GS1 melhoram a eficiência de toda a cadeia. Por exemplo, mais de 107 milhões de euros foram economizados na indústria espanhola desde 2010 e culminou com reduções de custos estimadas em 5,69% em faturamento anual do varejo, graças ao uso do código de barras. Além disso, o código de barras gerou economia anual de 11 bilhões de euros na França. E, finalmente, o código de barras tem um forte potencial para melhorar o que há de mais importante para qualquer família: a sua saúde. Esta capacidade está sendo descoberta dentro do próprio setor de saúde e em outros mercados relacionados, como segurança alimentar e rastreabilidade. Os dois grupos estão ativamente engajados em transformar o mundo em um lugar melhor ao adotar todas as vantagens do “bip” para melhorar a segurança do paciente e a segurança alimentar.

Woodland era apenas um estudante de graduação quando ele e um colega de sala criaram a tecnologia, baseada em uma série de linhas impressas estreitas e largas que codificavam a informação do produto de bem de consumo de uma maneira que era otimizada para escaneamento ótico. A ideia deles, desenvolvida no final dos anos 1940 e patenteada em 1952, acabaria culminando no código universal de produtos. A mente criativa de Woodland e a sua maneira inovadora de pensar acabariam na criação de uma das tecnologias mais onipresentes do mundo.

Norman Joseph Woodland, 1921-2012 – Clique no link http://www.nytimes.com/2012/12/13/business/n-joseph-woodland-inventor-of-the-bar-code-dies-at-91.html?pagewanted=1&_r=2& e leia uma matéria no New York Times sobre Woodland.

Leia mais sobre o assunto nesse blog no link https://qualidadeonline.wordpress.com/2012/04/11/codigo-de-barras-um-sucesso-no-mundo-todo/

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Hora de planejar 2013

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Marcos Morita

Depois de alguns dias de folga, é hora de retornar ao trabalho. Centenas de empresas voltam com a sensação de dever cumprido e cheias de planos para o ano que se inicia. Praticamente todas as empresas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura. Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de marketshare no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul, por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Está aí uma boa lição para aprender neste início de ano.

Marcos Morita é mestre em administração de empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios.

4 de janeiro foi o Dia Mundial do Braille

Comuns em embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos, em cartões de visita e em cardápios, os pontos em relevo do Sistema Braille geram uma série de perguntas sobre como a pessoa cega lê. Baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas, o Sistema Braille permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Esse sistema adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque. Foi graças ao francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809, que as pessoas cegas puderam beneficiar-se da escrita e da leitura, o que, além de lhes permitir o acesso ao conhecimento, permite-lhes a inclusão na sociedade e o pleno desempenho da cidadania.

O Sistema Braille chegou ao Brasil em 1850, pelas mãos do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil (hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos) que a produção de livros nesse formato ganhou força. Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em braille produzido pela Fundação Dorina. Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas possuem cegueira e 6.056.684 possuem baixa visão. O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país. A pesquisa revela ainda que 23,91% da população brasileira têm algum tipo de deficiência.