Caldeiras e vasos de pressão só com certificação obrigatória

 A importância do treinamento para as empresas

Atualmente, tanto os colaboradores das organizações como as pessoas individualmente estão buscando o aprimoramento pessoal, profissional e institucional. Tornou-se imperativo este desejo por instrumentos, ferramentas e técnicas para um melhor posicionamento, uma melhor atuação. É utópico o desejo de participar de um mercado (de pessoas e organizações) tão competitivo e seletivo de forma aleatória, sem um posicionamento e um planejamento estratégico, sem profissionalização em todos os níveis, sem estar municiado de informações e conhecimentos amplos. Em razão disto, uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento humano e empresarial – e que cada vez mais vem se utilizando com frequência – é, sem dúvida, o treinamento. É indispensável. Pessoas continuarão sendo o grande diferencial para qualquer empreendimento. (Clique para mais informações)

Enquanto as caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e a acumular vapor sob pressão superior a atmosférica, os vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos (ar ou outros gases) sob pressão interna ou externa. Importante dizer que qualquer empresa, ao manter em suas instalações esses equipamentos, necessita submetê-los a avaliações periódicas, com a emissão de laudos. Essas avaliações consistem em testes para analisar a integridade dos equipamentos e podem exigir inclusive a realização de testes hidrostáticos. Destinada a produzir e acumular vapor maior que à pressão atmosférica, a caldeira faz esse processo com qualquer fonte de energia e tudo que for produzido pode ser usado nas condições como baixa ou alta pressão, saturado ou superaquecido. O vapor pode ser produzido ainda por equipamentos que possuam a caldeira como uma das fontes de energia. A caldeira pode ser definida como todo equipamento que simultaneamente gere e acumule vapor de água ou outro fluído.

caldeiraSempre subjugado a pressão interna ou externa os vasos de pressão são equipamentos que possuem fluídos. Há também os vasos que operam com vácuo que apesar de estarem operando a vácuo sofrem essas pressões. O vácuo é uma pressão inferior a atmosférica. A dimensão do vaso se dá em conta da pressão que atua sobre suas paredes que poderá ser maior interna ou externamente. Quando não existe atuação simultânea das pressões internas e externas o caso tem ganhar a dimensão por uma condição mais severa aplicada sobre ele. Dependendo da função a qual se destinam os vasos de pressão podem ser esférico, cilíndricos ou cônicos e podem ser construídos em aço de carbono, alumínio, aço inoxidável, fibra de vidro ou outros. Podem ou não conter líquidos, gases ou misturas de ambos.

Dessa forma, nas indústrias de processos, comumente caldeiras e vasos de pressão fazem parte do seu aparato tecnológico, sendo necessários para a produção de calor e pressão, sendo imprescindíveis em grande parte dos processos de transformação primária, seja esta física ou química. O que deve ser enfatizado é que os referidos equipamentos são, normalmente, de grande porte e geram condições de altas temperaturas e pressão. Tais condições são elementos que por si podem originar acidentes e, ainda, se somado à falta de atenção e importância ao atendimento aos preceitos de segurança, podem elevar o grau de seriedade destes acidentes. Os riscos de instalar e manter caldeiras, vasos sob pressão e tubulações industriais não se limitam a questões ecológicas e materiais, pois muitos trabalhadores já sofreram danos irreparáveis e até morreram em acidentes com tais equipamentos. A inspeção periódica, realizada segundo padrões internacionais de segurança, pode evitar esses perigos. Além disso, evita paradas de emergência, perdas de produção, resultando em maior eficiência. Absolutamente indispensável na indústria petroquímica, em hospitais, hotéis, em alguns ramos do comércio, as instalações pressurizadas, evoluindo constantemente, requerem permanente atualização nas técnicas de inspeção.

As condições de instalação, operação e manutenção do conjunto caldeira e vaso de pressão não garantem a perfeita utilização do conjunto de equipamentos e coloca em risco iminente os trabalhadores da fábrica e os moradores das proximidades, tendo em vista as proporções envolvidas em um acidente com caldeira e vaso de pressão, principalmente no caso de explosão, podendo haver perdas irreparáveis. Também deve ser considerada a possibilidade de aplicação das sanções legais vigentes, variando de multa, possivelmente de elevado valor, decorrente do grande número de não conformidades encontradas, à interdição do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, podendo ser este conjunto de penalidades promotor de perdas econômicas consideráveis, ou mesmo evoluir a um quadro financeiro irreversível.

Por tudo isso, segundo explica Mauricio Mauricio Ferraz de Paiva, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e da Target Engenharia e Consultoria, o Inmetro publicou a Portaria nº 532, em 25 de outubro de 2012, que submeteu à consulta pública o Regulamento Técnico da Qualidade para Caldeiras e Vasos de Pressão, com foco na segurança, visando à prevenção de acidentes, a fim de se exigir a certificação obrigatória desses equipamentos. O prazo fixado para colher contribuições sobre o assunto já se findou, mas está havendo uma articulação com as as entidades que se manifestaram interesse na matéria para que indiquem representantes nas discussões posteriores, visando à consolidação do texto final. “Também é fundamental entender a norma NBR 16035, que especifica os requisitos mínimos para caldeiras e vasos de pressão e foi publicada em 2012, em três partes: Parte 1: Geral; Parte 2: Conforme ASME Code, Section I; e Parte 3: Conforme ASME Code, Section VIII, Division 1. Além dessas partes, estão em elaboração: a Parte 4: Vasos de pressão – Conforme ASME, Code, Section VIII, Division 2; a Parte 5: Vasos de pressão – Conforme EN-286 Part 1; a Parte 6: Vasos de pressão – Conforme EN-13445; e a Parte 7: Vasos de pressão – Conforme AD 2000 Merkblatter. Na verdade, a NBR ISO 16528 foi elaborada para definir os requisitos mínimos que os fabricantes, usuários e organismos normativos devem atender para a construção de caldeiras e vasos de pressão”, assegura ele.

A NBR ISO 16528-1 estabelece os requisitos mínimos de desempenho e tem como público-alvo os fabricantes e os usuários. A NBR ISO 16528-2 estabelece os procedimentos que os organismos normativos devem demonstrar para comprovar a adequação de seus códigos e normas aos requisitos da NBR ISO 16528-1. A NBR ISO 16528-2 utiliza tabelas padronizadas que devem ser preenchidas pelos organismos normativos, para que estes possam demonstrar que seus códigos e normas atendem aos requisitos de desempenho para caldeiras e vasos de pressão. A NBR 16035 foi baseada nas tabelas de conformidade, previstas na NBR ISO 16528-2, as quais foram elaboradas pelos diversos organismos normativos e estão publicadas na página oficial da Comissão ISO/TC11 – Boilers and pressure vessels na internet. A NBR 16035-1 estabelece os requisitos técnicos para atendimento aos códigos e normas de construção de caldeiras e vasos de pressão mais utilizados no Brasil. Os equipamentos sob pressão têm o potencial de causar sérios danos ao meio ambiente e às plantas industriais, além de causar prejuízos e acidentes muitas vezes fatais.

Deste modo, ao construir tais equipamentos, deve-se utilizar normas, códigos e procedimentos que, comprovadamente, mantenham o risco em níveis aceitáveis. A adoção de uma norma ou código para construção de equipamentos pressurizados pressupõe que todos os requisitos definidos nestes documentos sejam atendidos. Os requisitos de tais normas e códigos são elaborados presumindo que todos os exames e os ensaios requeridos durante a fabricação sejam executados. Deve-se ressaltar, ainda, que nenhuma norma ou código de projeto e fabricação consegue ser escrito com detalhes suficientes que possam garantir todas as boas práticas de fabricação. Cada fabricante de equipamentos pressurizados é responsável por adotar todas as medidas necessárias, para garantir que boas práticas de fabricação e de projeto sejam usadas para assegurar a qualidade da construção destes equipamentos. Esta parte da NBR 16035 especifica os requisitos mínimos que devem ser adotados para a construção de caldeiras e vasos de pressão baseados em normas ou códigos de construção que estão em conformidade com a ABNT NBR ISO 16528-1. Esses requisitos são estabelecidos para assegurar que os equipamentos pressurizados sejam construídos do modo mais uniforme possível, qualquer que seja a norma ou código de construção adotado. A NBR 16035-1 não especifica os requisitos complementares contidos nas normas de construção de caldeiras e vasos de pressão que estão em conformidade com a NBR ISO 16528, as quais são estabelecidas em outras partes da NBR 16035.

Com relação à geometria de partes pressurizadas para caldeiras e vasos de pressão, o escopo dessa norma cobre os seguintes limites: vasos de pressão: a extremidade da conexão para a primeira junta circunferencial, para as conexões soldadas; a primeira junta roscada para conexões rosqueadas; a face do primeiro flange para conexões flangeadas aparafusadas; a primeira superfície de vedação para as ligações ou conexões padronizadas por terceiros; acessórios de segurança, onde necessário; caldeiras: conexão de alimentação de água (incluindo a válvula de entrada) até a saída de vapor (incluindo a válvula de saída), incluindo todas as ramificações que podem ser expostas a risco de superaquecimento e não podem ser isoladas do sistema principal; os acessórios de segurança associados; conexões para serviço, como drenos, respiros, sistemas de de superaquecimento (desuperheating), etc. Não se aplica aos componentes de produtos da indústria aeronáutica, automobilística, bélica, ferroviária, naval (incluindo equipamentos construídos para serem instalados em estruturas offshore) , equipamentos para área nuclear, cilindros transportáveis, extintores de incêndio, sistemas de tubulação e seus acessórios e equipamentos mecânicos, como câmara de combustão ou compressão que façam parte integrante de máquinas rotativas ou alternativas, como bombas, compressores, turbinas, geradores, motores, cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam ser caracterizados como equipamentos independentes. Não é intenção dessa norma atender à operação, manutenção e inspeção em serviço de caldeiras e vasos de pressão.

“Enfim, o objetivo da NBR 16035 e suas partes é estabelecer prescrições mínimas para a construção de equipamentos pressurizados de acordo com códigos e normas em conformidade com a NBR ISO 16528-1. Para atingir este objetivo, esta parte define os requisitos mínimos que as demais partes devem descrever ou complementar. Para efeito de entendimento da NBR 16035 e suas partes, entende-se por construção todos os estágios principais para o fornecimento de um equipamento pressurizado. Esses estágios incluem todas as tarefas requeridas para fazer e entregar um equipamento pressurizado, excluindo a especificação técnica e incluindo (mas não se limitando): projeto; seleção e suprimento de materiais ou componentes; controle de recebimento de materiais; fabricação; execução de ensaios e exames requeridos; serviços de garantia da conformidade, como a qualificações de processos de soldagem, soldadores, inspetores de ensaios não destrutivos, fornecedores, etc.; e inspeção final com respectivo ensaio de retenção de pressão”, conclui Paiva.

Que tal um 2013 mais sustentável?

Parceria Target e ASQ

São mais de 200 publicações que estão sendo oferecidas a fim de fornecer ao mercado técnico brasileiro o melhor conteúdo sobre gestão, qualidade, normalização, etc. Essa parceria torna a Target um distribuidor autorizado no Brasil das publicações renomadas da ASQ. É uma oportunidade para que profissionais brasileiros obtenham as publicações da ASQ com o mesmo preço dos Estados Unidos online, o que vai garantir e eles um diferencial competitivo internacional. Atualmente, no site da Target o cliente já pode comprar as normas técnicas nacionais e internacionais online, bastando se cadastrar, inserir os dados de um cartão de crédito válido, escolher o produto ASQ e receber autorização para comprar com um clique e acessar as publicações escolhidas.

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Felipe Bottini

O ano de 2012 acabou há poucos dias, mas em questões de sustentabilidade, deveríamos ter dado o ano por encerrado em 22 de agosto, quando tudo o que consumimos até então o planeta ainda tinha condições de renovar. De lá até o dia 31 de dezembro o tudo que utilizamos de água, alimentos e biodiversidade não poderá mais ser recuperado. O dado é do Global Footprint Network e é um importante alerta para quem planeja o futuro. O mundo dispõe de um estoque de recursos renováveis e a cada ano, esse estoque diminui em razão de não conseguirmos conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do planeta. Para comportar nossos padrões de consumo, o planeta tinha que ser 56% maior, ou a população 36% menor, e assim, manter equilibrado o consumo com a renovação. Do jeito que estamos, ano a ano nosso estoque de sustentabilidade ambiental está se reduzindo a taxas aceleradas e diminuindo nossa capacidade de recompor a pegada ecológica. Difícil falar sobre sustentabilidade nesse contexto, mas vamos lá!

Esse é um dado global, que agrega as médias de consumo versus biocapacidade. Nos EUA, o consumo é o mais agressivo de todos. Para comportar o padrão americano de consumo, seria necessário termos 4.16 planetas trabalhando para renovar a biocapacidade. No Brasil, se olharmos nossa pegada versus nossa biocapacidade, nota-se que consumimos 30% da capacidade de renovação dos nossos recursos naturais, ou seja, bastante abaixo da capacidade de renovação, o que nos concede uma poupança de sustentabilidade, já que ano após ano, permitimos que os recursos sejam renovados. Essa constatação coloca o Brasil na vanguarda da sustentabilidade. Claro que há muito por fazer, nosso consumo de recursos naturais cresce a cada ano e temos que cuidar para que não passemos dos limites. Temos, ao contrário de maioria das outras nações, condição de planejar nosso crescimento sustentável. Está aí uma excelente promessa para 2013: colocar isso na pauta da vida pessoal e corporativa cotidianamente.

O Brasil é, definitivamente um bom exemplo de sustentabilidade ambiental, mas não há sustentabilidade parcial ou segregada e os dados acima não consideram importação e exportação na metodologia de estimação. O mundo tem que agir em conjunto para pensar em sustentabilidade global e nós temos um papel fundamental nesse cenário. Temos a condição de mostrar que é possível ajudar a quebrar alguns paradigmas que tanto atrapalham o desenvolvimento sustentável. A nossa filosofia de entendimento das coisas é pautada na divisão para aprofundamento e conhecimento. Por exemplo, se vamos estudar o céu, o dividimos em constelações, galáxias, sistemas planetários, etc. Quando vamos à escola, temos diferentes aulas, como português, matemática, geografia. Sem dúvida esse método é útil, mas não é único e nem pode ser assim entendido.

Quando trata-se de sustentabilidade, há que se observar tudo de forma integrada e ainda não estamos preparados pra isso. Ainda acreditamos que o excesso de interferência sobre a natureza se resolve com mais interferência ainda sem medir os riscos a que isso nos leva. Naturalmente, ninguém pode entender de tudo, então, deveríamos ter diversos agentes especialistas trabalhando em conjunto para entender como as questões de desenvolvimento econômico, social e ambiental (esse é o tripé da sustentabilidade) podem interagir em prol da sustentabilidade. Em suma, se queremos ser sustentáveis (e não vejo outro caminho), temos que fomentar o diálogo e a visão compartilhada dos problemas a se resolver. Já estamos avançando nas questões climáticas em termos científicos e de diálogo político e essa agenda tem que permear todos os outros aspectos da organização global. Dado o nível tecnológico de comunicação que o mundo dispõe, trata-se apenas de querer aprofundar. Que tal em 2013 nos engajarmos nas questões mais amplas? Sairmos da nossa zona de conforto e atuarmos em conjunto para o bem maior? Que tal se conseguíssemos reverter a tendência de super consumo e termos como meta comemorar o ano novo em setembro em 2013, outubro em 2014, novembro em 2015 e dezembro em 2016? Cabe a cada um dos 7 bilhões de habitantes dar sua contribuição. Desejo a todos um excelente ano em 2013 e já que não podemos replicar a biocapacidade do mundo nos moldes brasileiros, que possamos ser um exemplo de consumo consciente!

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard – Consultor Senior e cofundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável, Neutralize Carbono e Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD.