Para evitar a falta de energia elétrica, o gerador pode ser a solução

Target GEDWEB Setorial Eletroeletrônico

As grandes dificuldades do setor eletroeletrônico pareciam que seriam resolvidas em 2012, com a perspectiva de que este seria o ano da retomada do crescimento econômico, com fortes investimentos do governo nas áreas sociais e de infraestrutura, estímulo da produção industrial e melhoria da competitividade do produto brasileiro. No entanto, o que foi constado que a balança comercial continuou a bater recordes negativos, os dados relativos ao crescimento do PIB do 3º trimestre estão bem aquém do esperado e a equação que envolve as variáveis, retomada do crescimento sustentável, controle da inflação e política cambial, parece não ter solução. (clique no link para mais informações)

apagãoInfelizmente o risco da queda da energia e de apagões ainda existe no Brasil, principalmente nas estações chuvosas como o verão. Por isso, empresas, comércios, hotéis, pousadas, clínicas, hospitais e até mesmo residências estão optando pelos geradores de energia. Eles possuem as mais variadas potências para atender a diferentes necessidades. Em caso de residência, se for apenas um mínimo de conforto como para deixar aparelhos como celulares e ventiladores ligados, um gerador pequeno é o suficiente. Se for usar a TV, micro-ondas e computador, é preciso um equipamento de pelo menos 1.000 watts. Se for geladeira ou ar-condicionado é melhor usar um gerador de 2.500 a 5.000 watts, respectivamente.

No mercado há vários modelos, como os geradores a gasolina da Ferrari (GG-950, GG-2500, GG-4000, GG-5500) que atendem às mais diferentes necessidades, incluindo camping, pescarias, residências, escritórios, construção civil, entre outros. São mais potentes e de longa vida útil devido ao estabilizador de tensão, sistema de segurança AVR que protege o gerador de sobrecarga, conferindo uma tensão estável para acionar equipamentos sensíveis. Possuem o maior número de tomadas da categoria com 127 Volts e 220 Volts, que permitem trabalhar as voltagens simultaneamente. Além disso, os mais potentes como GG-2500, GG-4000, GG-5500 possuem motor 4 tempos que oferecem economia com baixo consumo de combustível.

Atualmente, há um certo grau de preocupação do mercado consumidor de alta tensão com relação à qualidade de fornecimento a partir dos próximos anos. Isto se traduz não apenas com relação à conformidade da energia recebida (qualidade da forma de onda de tensão) mas principalmente com relação à sua disponibilidade a qualquer tempo, fundamental para se garantir a continuidade do processo. A capacidade de geração e transmissão de energia elétrica não está totalmente esgotada mas que em determinados horários, valores próximos do limite de fornecimento do sistema são alcançados, possibilitando riscos de blecaute. Em virtude disso, tem-se presenciado um interesse crescente pela utilização de geradores (à óleo ou gás) em substituição da energia fornecida pela concessionária no horário de maior tarifação, chamado de horário de ponta, sendo uma das principais razões a impossibilidade de remanejamento de suas cargas para outro horário. Porém a utilização destes equipamentos não está restrita à este caso, podendo os mesmos serem utilizados de forma economicamente estratégica no processo. Independente do principal objetivo buscado no uso de geradores é importante estarmos controlando e monitorando este processo de forma contínua e inteligente, agregando maior previsibilidade de falhas (externas ou internas) ou condições anormais em termos operacionais. Da mesma forma que existem subestações inteligentes estamos falando de geradores inteligentes, novos ou já existentes na empresa. Os geradores são classificados conforme o motor que aciona o respectivo alternador (gerador de eletricidade para corrente alternada) obtendo desta forma dois grupos:

– Turbogeradores: Acionados por vapor gerado em caldeiras através da queima de combustível (gás natural, óleo BPF, bagaço de cana, carvão, biogás e etc.), estes equipamentos são acionados por turbinas a vapor e são utilizados em sistemas de grande porte. Tem seu custo de implantação elevado por exigir uma pesada infraestrutura, além da necessidade de uma grande área física.

– Motogeradores: Acionados por motor a explosão (Ciclo Otto) estes equipamentos se diferenciam pela queima direta do combustível sem a necessidade de utilização de caldeiras. Podem ser implantados em sistemas de médio e grande porte e utilizam combustíveis fluidos (gás natural, óleo diesel, biogás e etc.).

Na verdade, as falhas no fornecimento de energia e o registro de apagões em vários estados brasileiros têm estimulado o interesse dos consumidores pela compra de geradores. A Cummins Power Generation, fornecedora do produto, por exemplo, conta que as consultas por preço, tamanho e outros detalhes técnicos costumam aumentar sempre que ocorre este tipo de problema. Em geral, são as empresas de médio e grande porte que sabem da importância de ter um gerador, pois a conscientização aumentou muito nos últimos anos e as pequenas companhias correm mais riscos. As preocupações com cortes de energia geram maior demanda sobre a venda dos equipamentos, pois nestes casos a locação não é vantajosa financeiramente. Já o aluguel dos geradores costuma ser mais utilizado para projetos de construção civil e eventos corporativos ou particulares, como festas e casamento.

E já existem lojas oferecendo esses produtos, como o Magazine Luisa. Segundo eles, imagine a pessoa assistindo a final do jogo do time preferido ou o final da novela e, de repente, a energia acaba. Nada pior do que ter que esperar o retorno da energia sem ter a notícia de quando isso poderá acontecer. Hoje a realidade é outra. Já é possível adquirir facilmente um gerador de energia residencial que seja ideal para suprir, por algumas horas, as principais necessidades do dia a dia em caso de um apagão. O uso de gerador de energia domiciliar tem sido cada vez mais comum. Os modelos atuais têm instalação e funcionamento fáceis. Movidos à gasolina, esses equipamentos possuem tamanhos reduzidos (50 cm de largura por 40 cm de altura em média) e pesam cerca de 30 quilos. São ideais para serem usados em residência e devem ser instalados em lugar arejado e numa caixa com isolamento acústico.

Na hora de escolher um gerador residencial fique atento ao tamanho (para que ele não ocupe muito espaço) e a potência do motor . Fique atento também para o fato de ele ter trava de segurança e protetor de sobrecarga e o prazo de garantia oferecido pelo fabricante. Vale a pena conferir se o equipamento é silencioso, a capacidade do tanque de combustível, o tipo de material e pintura que ele é feito, se ele possui saída de ar para refrigeração, se tem regulador automático de voltagem e o tipo de partida. Dependendo da potência, que pode variar de 1850 watts e 12 mil watts, os geradores tem capacidade para gerar energia para vários eletrodomésticos. Em residências, eles são mais utilizados como saída de segurança e emergência. Mas se for usar o gerador para camping ou pescaria, lembre-se de escolher um modelo que seja mais compacto e leve. Ele precisa ainda ter um baixo consumo de combustível o que vai garantir que ele funcione por mais tempo. Em média, a autonomia deles é de até oito horas por tanque de gasolina.

Para evitar o risco de apagões, o governo deve usar as usinas térmicas pelo menos até abril para garantir o abastecimento no Brasil, o que pode diminuir o impacto da redução de 20,2%, em média, na conta de luz prometida pelo governo a partir de fevereiro. A presidente Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reiteraram que a diminuição da conta está garantida. Na prática, porém, o impacto no bolso do consumidor pode ser reduzido ao longo do ano. Pelos cálculos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), se essas usinas de energia mais cara permanecessem ligadas até dezembro, poderia haver aumento de até 3% na conta. Os técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estudam as formas de dividir, caso seja necessário, essa despesa extra, mas não há detalhes. Lobão garantiu também que o risco de apagão está afastado. Quem quiser acredite, quem não crer se prepare…

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Por que 2013 pode ser o ano do apagão na telefonia móvel?

BS 5306-8: um código de prática para a seleção de extintores portáteis

A BS 5306-8:2012 – Fire extinguishing installations and equipment on premises – Selection and positioning of portable fire extinguishers – Code of practice é um código de práticas para a seleção e e posicionamento de extintores de incêndio portáteis. Quando bem cuidado, os extintores de incêndio instalados profissionalmente são fundamentalmente seguro e fácil de usar. A pesquisa mostrou que os extintores são bem sucedidos em um número significativo de incêndios cada ano e fazer uma contribuição importante para a segurança de primeiros socorros fogo.

Dane Avanzi

Segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil já possui 260 milhões de linhas telefônicas móveis. Este número que supera em aproximadamente 30% a população brasileira, nos causa certa perplexidade, mas pode ser explicado pelos diversos tipos de serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel, bem como pelos diferentes tipos de perfis de consumidores. Uma parte considerável dessas linhas pertece a pessoas de baixa renda que, para economizar, possuem chips de várias operadoras e procuram se beneficiar das promoções ou isenções de tarifas em ligações oferecidas em cada plano. Afora isso, além dos serviços de dados e voz disponíveis em todos os aparelhos, desde os mais básicos aos mais tecnológicos, existe uma gama de produtos que as operadoras desenvolveram para o público corporativo, tais como: pagamentos e transações bancárias via cartão de crédito, monitoramento de imóveis utilizados por empresas de segurança, rastreamento de veículo pelas seguradoras, alarmes em agências bancárias, entre tantos outros que são vendidos aos milhares de linhas.

O problema é que na maioria das vezes onde há ampla concentração de usuários utilizando esses serviços como, por exemplo, em shoppings e shows, ocorre o congestionamento da rede da operadora que não é ampliada na medida em que novos produtos são lançados. Decorre daí algumas das principais causas da má qualidade do serviço, tais como a incapacidade de realizar ou receber uma chamada, o não processamento de mensagens de texto, sem falar no baixo desempenho dos pacotes de dados dos smartphones vendidos como 3G, mas que na verdade possuem velocidade das antigas conexões discadas. Essas são algumas das dificuldades pontuais das redes e representam apenas um dos obstáculos a serem sobrepujados. Outra falha das operadoras e que deve ser pontuada é não fazer uso de um Backbone Nacional (sistema que possibilita maior tráfego de dados) de qualidade e projetado para uma economia em crescimento.

A construção desse sistema demanda um investimento maciço e é a única maneira de evitar um apagão, que pelo andar da carruagem parece inevitável caso medidas consistentes não sejam implementadas. O Plano Nacional de Banda Larga, capitaneado hoje pela Telebrás, deve liderar esse processo junto aos demais players do setor para que haja uma mudança significativa do quadro que se agrava. A Anatel, por sua vez, deve fiscalizar as receitas das operadoras e determinar metas de investimento para serem aplicadas no custeio e ampliação da infraestrutura da rede, bem como qualificação de mão de obra. A rede pública de telefonia é um sistema complexo que possui uma determinada capacidade que se encontra saturada e necessita de ações e investimentos urgentes por parte do governo e das concessionárias.

Dane Avanzi é advogado é especialista em telecomunicações e presidente do Instituto Avanzi, entidade não governamental de defesa do direito do consumidor de telecomunicação.

Novos critérios para atividades de risco aumentam os custos nas empresas

Luís Dionísio Pisa Marini

As empresas foram pegas de surpresa com a sanção há poucos dias, de uma hora para outra, da Lei 12.740 que altera o artigo 193 da CLT a fim de redefinir os critérios das atividades ou operações perigosas. Pela nova norma são consideradas atividades ou operações perigosas aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem em risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. A norma também revogou a lei 7.369/85, que institui salário adicional aos empregados no setor de energia elétrica. Espera-se um aumento dos custos operacionais de 30% em média do salário-base de algumas categorias profissionais, entre elas a de vigilantes, segundo comentou o Sindicato das Empresas de Segurança do Estado de S. Paulo. De fato, a lei pegou muita gente de surpresa e agora os gestores de RH terão que reavaliar as estruturas de custos e regras para estas atividades dentro das companhias. Como a lei trata de atividades de riscos, ao revogar a Lei 7369/85 ela amplia o direito ao adicional de periculosidade para algumas categorias de trabalhadores. Será inevitável que ocorra aumento de custos nas cadeias de negócios, sendo possível também que parte ou todo o custo decorrente da medida seja repassado para os serviços e produtos das empresas que sofrerem maior impacto com a alteração da lei.

Quais as mudanças nos softwares de gestão de pessoas? Quanto aos sistemas de gestão de RH, pouco muda. Muitos destes já estão preparados para tais alterações, assim como ocorre com as comuns alterações de alíquotas de INSS ou IR. A postura da área de suporte técnico de empresas fornecedoras de sistemas muitas vezes faz a diferença no relacionamento com o cliente em momentos como esse, de mudanças na legislação e consequente alteração na forma de se calcular salários. É comum encontrarmos no mercado usuários de bons produtos com queixas da respectiva área de suporte técnico que vão desde a falta de comunicação sobre alterações legais à devida assistência e alteração para o ajuste do sistema. Na escolha de um fornecedor de software de gestão é mandatório conhecer como esta empresa se relaciona com os clientes e de que forma ela resolve questões de natureza técnica e legal. Pequenas mudanças podem trazer grandes dores de cabeça.

Luís Dionísio Pisa Marin é gerente de negócios da SISPRO, fornecedora de sistemas de gestão.