Detecção e alarme são essenciais para evitar tragédias, mas é preciso seguir os requisitos técnicos das normas

detecçãoA segurança contra incêndio em edificações depende de um conjunto de iniciativas de prevenção e proteção, concebido a partir de uma abordagem sistêmica. Entre as medidas a serem adotadas em edificações de grande porte, destacam-se os sistemas de detecção e alarme de incêndio. A confiabilidade desses sistemas depende de três fatores essenciais – projeto, instalação e manutenção – que quando executados com excelência técnica têm um papel fundamental para minimizar os riscos à vida e ao patrimônio caso surja um incêndio. “Cumprindo os requisitos técnicos, com os ensaios de aprovação necessários para verificar o bom funcionamento, esses sistemas são muito eficientes”, afirma Antonio Fernando Berto, pesquisador do Laboratório de Segurança ao Fogo (LSF), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O laboratório é vinculado ao Centro Tecnológico do Ambiente Construído (CETAC), que também avalia o desempenho de sistemas e componentes aplicados na indústria de construção.

Segundo Berto, os sistemas de detecção e alarme de incêndio e seus componentes devem atender à norma brasileira NBR 17240 de 10/2010 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos que especifica os requisitos para projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas manuais e automáticos de detecção e alarme de incêndio em e ao redor de edificações, conforme as recomendações da ABNT ISO/TR 7240-14. Essa última norma é uma série que trata de requisitos para projetos e instalação, e das especificações de seus componentes. A ABNT ISO/TR 7240-14 – 01/2009 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Parte 14: Diretrizes para esboçar códigos de prática para projeto, instalação e uso de sistemas de detecção e alarme de incêndios em e ao redor de edificações tem a intenção de ser utilizado como diretrizes gerais para a preparação de um código de prática para o projeto, instalação e uso de um sistema de detecção de incêndio e alarme de incêndio. Ele descreve o formato, o conteúdo e os objetivos de diferentes seções do código de prática. Essas normas também são referências para os serviços prestados pelo LSF.

No caso dos sistemas já existentes, em uma ação de manutenção preventiva são verificadas variáveis como os processos corrosivos em componentes, entre períodos definidos pelo tipo de uso da edificação. Por exemplo, em uma indústria têxtil é preciso fazer essa verificação a cada três meses; já se a área em questão é um escritório, o intervalo estende-se a até dois anos. Nesse procedimento, depois que os detectores são limpos, a sensibilidade é verificada, descartando-se aqueles componentes que não têm plena condição de funcionamento. Os sistemas de detecção de fumaça são importantes porque reconhecem os primeiros indícios de um incêndio, ainda na fase de pirólise – quando os materiais estão em processo de aquecimento para se transformar em chamas abertas. Detectando a ocorrência no princípio, é possível intervir rapidamente para controlar o incêndio e promover, caso necessário, o abandono seguro da edificação.

Existem ainda algumas outras normas, como a NBR 14276 – 12/2006 – Brigada de incêndio – Requisitos que estabelece os requisitos mínimos para a composição, formação, implantação e reciclagem de brigadas de incêndio, preparando-as para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, visando, em caso de sinistro, proteger a vida e o patrimônio, reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente. Esta norma é aplicável para toda e qualquer planta. A NBR 14277 – 05/2005 – Instalações e equipamentos para treinamento de combate a incêndio – Requisitos estabelece as condições mínimas para a padronização dos campos para treinamentos de combate a incêndio. É aplicável no treinamento de brigadas de incêndio, de bombeiros e outros profissionais inerentes à área de incêndio. A NBR ISO 7240-1 – 06/2008 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Parte 1: Generalidades e definições fornece um conjunto de diretrizes gerais e definições para serem usadas na descrição de equipamentos do sistema de detecção e alarme de incêndios. Ensaios e requisitos estão previstos nas outras partes da NBR ISO 7240. Alarmes de fumaça interconectados de acordo com a ISO 12239 e não conectados a equipamentos de controle e indicação não formam um sistema de detecção e alarme de incêndio como definido nesta parte da NBR ISO 7240. A NBR ISO 7240-5 – 11/2008 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Parte 5: Detectores de temperatura pontuais especifica os requisitos, os métodos de ensaio e os critérios de desempenho para detectores de temperatura pontuais para uso na detecção e alarme de incêndios para edificações (ver a ABNT NBR ISO 7240-1). Para outros tipos de detectores e/ou destinados para o uso em outros ambientes, esta parte da norma pode ser utilizada apenas como referência. Detectores de temperatura com características especiais e desenvolvidos para riscos específicos não são cobertos por esta parte da NBR ISO 7240.

Para mais informações clique no link Coleção de Normas Contra Incêndio.

“A detecção pode ser o coração de um sistema de segurança contra incêndio”, afirma o consultor do LSF Wolfgang Leopold Bauer, para quem “ainda devemos avançar bastante em termos de conhecimento dessa área no Brasil”. O sistema de detecção pode comandar automaticamente diversos controles prediais e limitar a propagação do fogo e da fumaça, desligando os ventiladores do sistema de condicionamento de ar e comandando o fechamento de dampers corta-fogo, instalados nos dutos de ventilação, ou ainda pode acionar o Corpo de Bombeiros. “O potencial de controles desse sistema ainda é pouco explorado”, afirma Bauer, “e na maioria dos casos os projetos e instalações preocupam-se apenas em cumprir a lei”. ” No momento, não existe certificação no Brasil para os componentes desses sistemas. O que há é uma mobilização para impulsionar a certificação”, afirma o pesquisador Berto, referindo-se a um grupo de trabalho criado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para promover junto ao Inmetro o processo de certificação desses sistemas. O IPT está apoiando essa iniciativa e planeja promover em 2013 a realização de um seminário sobre o tema.

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As informações tecnológicas online para o setor da construção

construçãoO setor de construção tende a perder força no próximo ano, segundo projeções divulgadas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). O Produto Interno Bruto (PIB) do setor, prevê a entidade, deve crescer 4% em 2012 e entre 3,5% e 4% em 2013 ¿ uma desaceleração frente a 2011 (4,8%). Se as estimativas se confirmarem, a expansão do setor neste ano deve ficar acima da variação do PIB brasileiro (1,6% em 2012, prevê o SindusCon-SP). No ano que vem, o ritmo dos dois indicadores deve ser semelhante.

O SindusCon-SP e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmam que a previsão inicial era de que a construção tivesse desempenho bem melhor que o da economia brasileira como um todo, com base no ritmo de obras tanto do programa Minha Casa, Minha Vida quanto de infraestrutura. Contudo, algumas dificuldades, porém, frustraram a expectativa, como: queda dos investimentos do setor público em infraestrutura; baixo ritmo de contratação de moradias para a faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (para uma meta de 1,2 milhão de moradias nessa faixa, apenas 340 mil haviam sido contratadas até 31 de outubro); paralisação durante alguns meses dos serviços rodoviários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e demora na concessão de licenciamentos imobiliários. Mas, alguns mantêm o otimismo, devido às obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, estimando que o ritmo de crescimento do setor de construção no Brasil deve manter em 2013 o mesmo ritmo registrado neste ano, se distanciando ainda mais do crescimento robusto visto há dois anos e confirmando a nova realidade do mercado imobiliário.

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