A Gestão da Continuidade dos Negócios (GCN) (parte 2 – final)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 18 e 19 de Março

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: José Ernani da Silva

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos. Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade).
O tópico Curto-Circuito discute:
a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica;
b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito;
c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.
O tópico Coordenação da Proteção discute:
a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas;
b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão;
c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.
Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância.
Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

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continuidadeEm continuação ao texto, segue abaixo um pequeno descritivo de alguns dos principais itens constantes da norma ISO 22301.

Item 4: Contexto da organização

Determinar questões internas e externas que são relevantes para a sua finalidade e que afetam  a sua capacidade de atingir os resultados esperados do Sistema de Gestão da Continuidade dos Negócios (SGCN):

  • atividades da organização, funções, serviços, produtos, parcerias, cadeias de abastecimento, relações com as partes interessadas, bem como o potencial impacto relacionado a um incidente disruptivo;
  • interligações entre a política de continuidade de negócios e os objetivos da organização e outras políticas, incluindo a sua estratégia global de gestão de risco;
  • a quantidade de risco da organização;
  • necessidades e expectativas das partes interessadas relevantes;
  • requisitos legais aplicáveis​​, regulamentares e outros requisitos que a organização subscreva

Faz ainda parte deste cláusula, a identificação do âmbito de aplicação do SGCN, tendo em conta os objetivos estratégicos da organização, produtos e serviços essenciais, tolerância de riscos, e quaisquer obrigações regulamentares, contratuais ou das partes interessadas.

Item 5: Liderança

Os líderes do processo de gestão devem demonstrar um compromisso contínuo com o SGCN. Através da sua liderança e ações, a gestão pode criar um ambiente no qual diferentes atores sejam plenamente envolvidos e em que o sistema de gestão pode operar efetivamente em sinergia com os objetivos da organização. Eles são responsáveis ​​por:

  • assegurar que o SGCN é compatível com a direção estratégica da organização;
  • integrar os requisitos do SGCN nos processos de negócio da organização;
  • fornecer os recursos necessários para o SGCN;
  • comunicar a importância de uma eficaz gestão de continuidade de negócios;
  • assegurar que o SGCN atinge os resultados planeados;
  • orientar e suportar a melhoria contínua;
  • estabelecer e comunicar uma política de continuidade de negócios;
  • assegurar que os objetivos do SGCN e planos são estabelecidos;
  • assegurar que as responsabilidades e autoridades para funções relevantes são atribuídas.

Item 6: Planejamento

Esta é uma fase crítica no que se refere ao estabelecimento de objetivos estratégicos e princípios orientadores para o SGCN como um todo. Os objetivos de um SGCN são a expressão da intenção da organização para tratar dos riscos identificados e / ou para cumprir com os requisitos das necessidades organizacionais. Os objetivos de continuidade de negócios devem:

  • ser coerentes com a política de continuidade de negócios;
  • ter em conta o nível mínimo de produtos e serviços que é aceitável para a organização atingir seus objetivos;
  • ser mensuráveis​​;
  • ter em conta os requisitos aplicáveis;
  • ser monitorizados e atualizados conforme apropriado.

Item 7: Suporte

A gestão do dia a dia de um sistema de gestão de continuidade de negócios eficaz baseia-se na utilização dos recursos apropriados para cada tarefa. Estes incluem, equipas competentes com formação relevante (e demonstrável) e serviços de apoio, sensibilização e comunicação. Esta, deve ser apoiada por boa e documentada gestão de informação. Devem ser consideradas nesta área, comunicações internas e externas da organização, incluindo o formato, o conteúdo e o momento adequado para tais comunicações. São também especificadas nesta cláusula as exigências sobre a criação, atualização e controle da informação documentada.

Item 8: Operação

Após o planejamento do SGCN, a organização deverá operacionalizá-lo. Esta cláusula inclui:

  • Análise de Impacto de Negócios (AIN): Esta atividade permite à organização identificar os processos críticos que sustentam os seus principais produtos e serviços, as interdependências entre os processos e os recursos necessários para operar os processos num nível minimamente aceitável.
  • Avaliação de Riscos: A ISO 22301 propõe a referência à norma ISO 31000 para implementar este processo. O objetivo deste requisito é o de estabelecer, implementar e manter um processo formal e documentado de avaliação de riscos que sistematicamente identifica, analisa e avalia o risco de incidentes disruptivos para a organização.
  • Estratégia de Continuidade de Negócios: Após serem estabelecidos os requisitos através da AIN e da avaliação dos riscos, podem ser desenvolvidas as estratégias necessárias e identificados os mecanismos que permitam à organização proteger e recuperar as suas atividades críticas tendo por base a tolerância ao risco organizacional e de acordo com os objetivos definidos de tempo de recuperação. A experiência e as boas práticas indicam claramente que uma implementação antecipada de uma estratégia global de Gestão de Continuidade de Negócios (GCN), permitirá à organização garantir que as atividades de GCN são alinhadas com e apoiam a estratégia global de negócios da organização. A estratégia de continuidade de negócios deve ser uma componente integral da estratégia corporativa de uma instituição.
  • Procedimentos de continuidade de negócios: A organização deve documentar os procedimentos (incluindo os arranjos necessários) para garantir a continuidade das atividades e gestão de um incidente disruptivo. Os procedimentos têm de:
      • estabelecer um protocolo de comunicações interno e externo adequado;
      • ser específicos sobre as medidas imediatas que devem ser tomadas durante uma interrupção;
      • ser flexíveis de modo a responderem a ameaças imprevistas e ás alterações das condições internas e externas;
      • ser focados no impacto de eventos que potencialmente poderão interromper as operações;
      • ser desenvolvidos com base em pressupostos declarados e em uma análise de interdependências, e;
      • ser eficientes de forma a minimizar as consequências através da implementação de estratégias de mitigação apropriadas.

Exercitar e testar: Para assegurar que os procedimentos de continuidade de negócios são consistentes com os objetivos de continuidade de negócios, a organização terá que testá-los regularmente. Exercitar e testar são os processos de validação dos planos de continuidade de negócios e procedimentos de modo a assegurar que as estratégias selecionadas são capazes de fornecer as respostas e resultados de recuperação nos prazos acordados pela gestão.

Item 9: Avaliação de desempenho

Uma vez implementado o SGCN, a ISO 22301 exige um acompanhamento contínuo do sistema, bem como revisões periódicas para melhorar o seu funcionamento:

  • monitorizar em toda a sua extensão, a política da organização de continuidade de negócios, objetivos e metas de modo a que os mesmos sejam atingidos;
  • medir o desempenho dos processos, procedimentos e funções que protegem as suas atividades prioritárias;
  • monitorizar o cumprimento desta norma e dos objetivos de continuidade de negócios;
  • monitorizar evidências históricas de desempenho deficiente do SGCN
  • condução de auditorias internas em intervalos planeados e
  • avaliar tudo isso na revisão pela gestão em intervalos planeados.

Item: Melhoria

A melhoria contínua pode ser definida como todas as ações tomadas em toda a organização para aumentar a eficácia (atingir objetivos) e eficiência (uma relação custo / benefício ideal) dos processos e controlos de segurança para trazer maiores benefícios para a organização e para as suas partes interessadas. Uma organização pode melhorar continuamente a eficácia de seu sistema de gestão através da utilização da política de continuidade de negócios, objetivos, resultados de auditorias, análise de eventos monitorizados, indicadores, ações corretivas e preventivas e revisão da gestão.

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O que segura um executivo na empresa?

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Curso: Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 01 e 02 de Abril

Horário: 09:00 às 17:00 horas

Carga Horária: 14h

Professor: Paulo de Tarso Martins Gomes

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis (Terminais e/ou Fábricas). Neste curso serão apresentadas todas as mudanças que ocorrerão com a revisão da norma NBR 17505. Os participantes do curso serão preparados para desenvolver Projetos eficientes e seguros de Instalações que são alvo de constantes inspeções, por envolverem riscos às comunidades e ao meio ambiente. Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, disponibilizamos este curso Ao Vivo pela Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância.
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Laerte Leite Cordeiro

Esclarecendo que por executivos entendemos profissionais de nível, estrategistas e/ou  responsáveis pelas áreas de operação de uma empresa, com títulos que podem ir desde um Gerente Departamental até um CEO, a grande pergunta é:  o que é que segura uns e nos faz perder outros? A primeira consideração talvez deva ser relacionada à qualidade do processo seletivo.  Um processo seletivo mal conduzido, que não avalie adequada ou suficientemente o executivo em seu processo de ingresso na organização pode ser um grande problema. É preciso lembrar que nem todas as organizações estão aparelhadas para uma correta avaliação qualitativa no nível executivo. Muito capazes de recrutar e selecionar pessoal para os níveis menores da hierarquia, nem sempre tem condições de selecionar profissionais para cargos mais altos.  Daí, muitas vezes, um executivo pode assumir sua nova posição na organização,  sem    estar devidamente qualificado ou adequadamente informado para o que deva enfrentar.

O que ocorre é que depois de algum tempo a empresa se desagrada dele mas, muito frequentemente, ele também entra em sofrimento e acaba por procurar alternativas no mercado, buscando nova posição que lhe permita sentir-se melhor como pessoa e como profissional É preciso observar, também, que às vezes pode ocorrer o contrário com o   executivo que é maior do que a posição presume, mas que é contratado porque pode mais do que a organização lhe cobra. A frustração nesse caso não demora a chegar e rapidamente o executivo assim selecionado irá  procurar alternativas fora ou passar a viver uma vida de trabalho na qual mais crie problemas do que os resolva.

Perder um executivo que faz falta pode acontecer, obviamente, por que, como diria o velho Maslow, o profissional nem sempre encontra em sua vida na empresa a satisfação prometida de suas múltiplas necessidades. Mais comumente a insatisfação tem a ver com os valores de salário e de remuneração, situação que geralmente acontece depois de algum tempo de empresa. O salário pode defasar, o bônus anual não foi o esperado, o aumento não veio, os benefícios não atendem, a promoção não aconteceu, o contrato não está sendo cumprido como prometido e assim por diante.  Nessa hora o executivo, depois de algum tempo, conclui que é preciso encontrar uma outra alternativa profissional que promova de forma mas adequada as suas necessidades e parte para o mercado.

Outras necessidades que um executivo busca alcançar  na sua vinculação a uma empresa desde seu primeiro momento, dizem respeito ao progresso e à carreira profissional. É normal que um executivo esteja continua e permanentemente envolvido com sua trajetória e seu futuro, buscando insistentemente o seu desenvolvimento e o seu crescimento hierárquico.  Frequentemente não basta uma remuneração adequada, combinada no ingresso na empresa, quando o futuro não traz a perspectiva do progresso. É difícil, hoje em dia, segurar o executivo na organização quando não se possa oferecer-lhe oportunidades de promoção, mais autoridade e responsabilidade, novos desafios, programas de treinamento superior e contatos com o mundo.

Talvez um dos maiores problemas de qualquer organização, para segurar e motivar seus executivos e evitar o seu êxodo, seja o de que no processo seletivo e, depois, no dia a dia de sua vida profissional na empresa ocorra uma incompatibilidade entre a personalidade individual do executivo e a cultura organizacional da empresa.  Item fundamental na adequação do profissional ao seu emprego e atuação, um conflito entre o “jeitão” do indivíduo e o “jeitão” da empresa, certamente, no tempo, irá promover a insatisfação dos dois lados e inviabilizar o sucesso da relação. Vale ressaltar que embora já se fale há muitos anos da importância da cultura organizacional para colorir estratégias, operações, ações e desempenho dos executivos, nem sempre esse lado é pesquisado adequada ou suficientemente na seleção e na administração de executivos.  Em verdade, a experiência parece demonstrar que uma das razões mais frequentes e fortes para a saída de executivos de seus empregos é esse conflito que precisa ser avaliado no processo de admissão de profissionais. Quanto mais alta a posição, aparentemente maior o problema do conflito existir e ser a razão básica do  fracasso na relação.

Como conclusão e pensando em como se pode segurar os executivos na empresa  analisamos os aspectos mais fundamentais, a nosso ver, para o sucesso na retenção dos profissionais:  uma melhor seleção, que trabalhe a partir de um adequado perfil funcional e use as técnicas mais atuais; uma avaliação mais ampla e profunda que permita definir e compatibilizar as motivações e os objetivos de futuro do executivo que se contrata com os da empresa; e uma pesquisa que leve em forte consideração a compatibilidade do novo executivo com a cultura organizacional da empresa contratante. Certamente haverá muitas formas alternativas de atrair ou de  segurar um bom executivo na empresa. Mas adotados estes cuidados na entrada e na manutenção, provavelmente teremos menos preocupações com as razões de saída.

Laerte Leite Cordeiro é mestre em administração e recursos humanos, presidente da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos e Conselheiro da ABRH-SP.

Livro discute as relações de trabalho nas micro e pequenas empresas

O livro Micro e Pequenas Empresas – Mercado de Trabalho e Implicação para o Desenvolvimento, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reúne estudos sobre as relações de trabalho e as especificidades sociais das MPEs. São seis textos distintos, escritos por dez pesquisadores, entre técnicos do Ipea e bolsistas do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD). A publicação traz elementos para uma reflexão mais profunda sobre a recente evolução e a situação do mundo do trabalho e da proteção social no segmento de micro e pequenas empresas – especialmente no atual contexto de expansão do emprego formal e melhora nos rendimentos do trabalho.

Seja em função da importância econômica das MPEs, seja por seu enorme peso no total das ocupações ou por suas relações com o contingente da população sem cobertura previdenciária, tornou-se cada vez mais importante a realização de estudos que abordam as especificidades das ocupações, da estrutura social, da informalidade, da relação com a previdência social, das condições e relações de trabalho, da rotatividade no emprego, e de questões ligadas à produtividade. Diferentemente das grandes corporações, que dinamizam cadeias produtivas devido ao seu poder econômico, os inúmeros empreendimentos menores que atuam em torno de organizações melhor estruturadas – produzindo também riqueza, renda e emprego – são dotados de dinâmicas específicas, cuja compreensão é fundamental para a criação e aprimoramento de políticas públicas para o setor.

Para acessar o livro clique no link http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_micro_pequenasempresas.pdf