Energia solar na matriz energética do Brasil

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O setor de máquinas e equipamentos não tem muito o que comemorar no que diz respeito ao aumento dos investimentos, à melhoria de mercado e ao restabelecimento da competitividade da indústria nacional, tão combalida frente aos concorrentes estrangeiros. A única comemoração diz respeito a um fator muito importante que é o reconhecimento, por parte do governo, de que a situação da indústria de transformação brasileira não é nada boa. E o governo vem implementando medidas que sinalizam esse diagnóstico. Clique no link para mais informações

solarEm meio às discussões sobre a redução da tarifa de energia elétrica no Brasil, o assunto torna-se recorrente, assim como a discussão sobre o aproveitamento de outras fontes de energia. No Brasil, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), do custo médio total da tarifa de energia elétrica, 45% são referentes a encargos, taxas e tributos, o que faz com que o Brasil apresente uma das taxas mais caras do mundo. Para se ter uma ideia, o país paga 143% a mais pela energia do que os outros países que compõem os BRICs (Rússia, Índia e China). O aquecimento de água é uma das atividades que mais consomem energia elétrica e a utilização da energia solar para este fim torna-se uma excelente alternativa, agregando economia e sustentabilidade. Diante deste cenário, há muitos anos, empresas que apostam nesse segmento trabalham para divulgar e oferecer uma nova proposta para a captação de energia.

“Esse mercado possui demanda crescente e apelo para sustentabilidade. Essa alternativa, além de gerar economia em termos financeiros, é um grande benefício ambiental, pois é uma fonte limpa e inesgotável muito significativa para o planeta. Os constantes incentivos do governo são determinantes para que casas populares e de alto padrão tenham acesso a esse método de captação e desfrutem dos benefícios oferecidos”, explica o gerente comercial da PKO do Brasil, Alexandre Toledo. Os países que mais aproveitam esse tipo de recurso são China, Estados Unidos, Alemanha, Turquia, Áustria, Israel, Brasil e Austrália. Atualmente figurando entre os oito países que mais utilizam energia solar para o aquecimento de água, a colocação em que o Brasil se encontra ainda é incipiente, considerando sua enorme capacidade para o aproveitamento desse tipo de energia.

“A utilização da energia solar para aquecimento de água é extremamente vantajosa no Brasil, pois o país apresenta excelente grau de insolação de Norte a Sul. E seu uso para o aquecimento de água colabora também com a matriz energética do país, reduzindo o consumo de energia elétrica no horário de pico. Tudo isso por meio de um recurso natural ecologicamente correto”, analisa José Raphael Bicas Franco, diretor técnico da Soletrol. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a área de aproveitamento da energia solar para aquecimento de água tem adquirido importância sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do País, onde uma parcela expressiva do consumo de energia é destinada a esse fim, principalmente no setor residencial. A tecnologia do aquecedor solar já vem sendo usada no Brasil desde a década de 60 e desde 1973 as empresas passaram a utilizá-la comercialmente. Nos últimos anos, o uso da radiação solar para aquecimento de água está começando a atingir a classe popular, através do programa do governo federal “Minha Casa Minha Vida”, além dos diversos programas da CDHU do Governo do Estado de São Paulo.

No Brasil, a utilização primordial de aquecedores de água por meio da energia solar é em residências unifamiliares. A utilização em edifícios, hospitais, hotéis e indústrias é muito pequena e ainda vai proporcionar bom espaço para crescimento, como informa José Raphael Bicas Franco, diretor técnico da Soletrol. “Uma residência popular padrão como do programa “Minha Casa Minha Vida” utiliza um sistema de aquecimento de água por energia solar composto de um reservatório térmico de 200 litros e um coletor solar de 1,60m², adequado para família de 4 a 5 pessoas”. O valor do investimento para quem instala esse tipo de aquecedor é proporcional ao nível de conforto requerido, número de pessoas da residência e número de pontos de uso. Franco ainda lembra que a comercialização de sistemas solares é vinculada a uma interação direta com o cliente com o objetivo de customizar o produto para atender às suas necessidades. “Um sistema para uma residência normal de 4 a 5 pessoas vai custar aproximadamente entre R$2.000,00 e R$3.000,00. Normalmente o retorno do investimento é recuperado em média de 2 a 3 anos após a instalação”, complementou o diretor técnico da Soletrol.

Energia elétrica: uso mais racional é a melhor saída para se evitar a crise

Cláudio Orlandi Lasso, engenheiro eletricista – claudio@kltelecom.com.br

Mesmo com as fortes chuvas em pontos localizados do país, nos últimos dias temos acompanhado as notícias dos baixos níveis dos reservatórios de diversas usinas hidrelétricas do Brasil,. Vimos também os altos preços dos combustíveis fósseis que alimentam as termelétricas, e os diversos apagões que têm ocorrido em diferentes regiões do país. Paralelamente a tudo isso, a economia vem crescendo modicamente e o governo brasileiro reduziu em 20% a tarifa de energia elétrica, o que deverá fomentar o consumo. A conjunção de todos esses fatores pode ser o anúncio de uma nova crise de energia elétrica no Brasil, com possibilidade inclusive da ocorrência de um apagão regional, ou até nacional. Para mitigar os riscos desta crise anunciada, seria interessante que São Pedro mandasse mais chuvas para as regiões das bacias hídricas, onde estão instaladas as usinas hidrelétricas. Mais importante, ainda, seria que as concessionárias de energia elétrica aplicassem mais recursos para a manutenção e ampliação dos seus sistemas para melhor atender à demanda crescente. Finalmente, seria importante também que o governo fizesse a sua parte, acompanhando e planejando adequadamente o crescimento da oferta e da demanda de energia elétrica do país.

Conforme o Operador Nacional do Sistema (ONS), que é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), desde 2005 a demanda de energia elétrica vem crescendo com índice maior do que a oferta. Fica claro perceber que, por conta deste déficit acumulado e crescente, era prevista uma grande crise energética para o ano de 2010. Isso só não ocorreu “graças” à crise econômica mundial de 2009, que freou o crescimento do país, dando tempo para que o governo finalizasse a construção de diversas usinas termelétricas, que são hoje bastante estratégicas para o país.

energia

Embora sejam bastante poluidoras, as usinas termelétricas estão espalhadas por todo o Brasil. Muitas delas são acionadas diariamente por um período de apenas três horas, para suprir o aumento da demanda no horário de ponta, período entre 18:00h e 21:00h, momento em que a maioria dos brasileiros chegam a suas casas e começam a consumir mais energia elétrica: acendem luzes, ligam suas TVs e, principalmente, vão tomar seus banhos, predominantemente, de chuveiro elétrico. Infelizmente o governo ainda não despertou para a maior causa da anunciada crise energética, o Desperdício, e muito menos para uma interessante e simples solução de parte deste mal. Muitos investimentos têm sido feitos pelo governo no sentido de buscar maior eficiência energética, tanto na geração, como no transporte, na distribuição e uso final da energia elétrica, mas realmente ainda são poucos, se comparados com os de outros países mais desenvolvidos, principalmente no que diz respeito ao consumo da energia na ponta. Para se ter uma idéia, um chuveiro elétrico ligado na posição quente equivale ao consumo de aproximadamente 100 lâmpadas de 60W ligadas ao mesmo tempo.

Investir em eficiência energética é muito mais barato, inteligente e sustentável (em diversos aspectos) do que investir em novas fontes energéticas. Ora, se é público e notório que o chuveiro elétrico é o grande vilão do consumo energético residencial, e que este equipamento está presente na grande maioria dos lares das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, regiões estas mais populosas e de maior consumo de energia do país, o governo teria que desenvolver políticas públicas dedicadas à redução deste consumo. O chuveiro elétrico é o eletrodoméstico de menor custo de aquisição em uma residência, mas, por outro lado, é o que diariamente mais consome água e energia elétrica. Sabe-se também que o produto tem enorme potencial de eficientização, sendo facilmente controlável. Hoje existem acessórios que promovem economias de mais de 40% de energia para o chuveiro elétrico, como é o caso do Rewatt (R$ 460,00) e do Eco Shower Slim (R$ 128,00), este último ainda economiza mais de 40% de água, é de fácil instalação (não usa instalação hidráulica), e não precisa de limpezas periódicas.

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Reclamações atrás de reclamações. Assim tem sido a vida dos usuários dos serviços de telecomunicações no Brasil ao procurar o Procon para prestar queixa do mal atendimento das operadoras de telefonia móvel. Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon, as empresas de telefonia celular foram as que mais tiveram reclamações nos Procons de todo o país no ano de 2012. Com quase dois milhões de queixas recebidas, pouco mais de 172 mil (9,17%), foram relacionadas a estes serviços. Destas reclamações, a grande maioria refere-se a cobranças indevidas por parte das operadoras. O consumidor pode e deve reclamar, seja por meio do call center ou diretamente nas lojas da operadora.

Para os clientes do serviço pós-pago, a conta deve chegar ao endereço indicado pelo consumidor em até cinco dias antes do vencimento. Caso não seja recebida neste prazo, o usuário pode ligar no serviço de atendimento da operadora e solicitar a prorrogação da data de vencimento sem cobrança de juros e correção monetária. Se houver erro no valor da conta decorrente de ligações não realizadas ou serviços não contratados, é importante ter o contrato em mãos para confirmar com o atendente que os valores cobrados não fazem parte do plano contratado. Caso o consumidor pague a conta com o valor cobrado a mais e só perceba depois, tem até 90 dias para exigir a devolução do dinheiro. Conforme ratificado na nova Cartilha do Consumidor, elaborada pela Anatel, valores indevidos devem ser devolvidos em dobro com as mesmas regras de juros e correções monetárias aplicadas em caso de atraso na forma indicada pelo consumidor e por depósito em conta corrente, por exemplo.

Lembre-se que para ser atendido por telefone, o consumidor não deve esperar mais que 60 segundos. É muito importante anotar o número do protocolo, data e horário da chamada, bem como o nome do atendente. Quando a reclamação for feita pessoalmente na loja da operadora, anote o nome do atendente e também a data, horário e até o endereço da loja. Não perca tempo abrindo mil protocolos para o mesmo assunto, basta um com a queixa bem detalhada de forma assertiva e objetiva. Não tendo o problema resolvido no prazo de cinco dias úteis, em média, ingresse com a reclamação diretamente na Anatel. O contato com este órgão pode ser feito por telefone no número 1331 (ou 1332 para pessoas portadoras de deficiência auditiva que devem ligar de telefones adaptados) ou ainda via internet no site www.anatel.gov.br. Quem preferir, pode se dirigir à sede da Anatel do seu estado com o protocolo da reclamação, ficando com uma cópia devidamente chancelada. A reclamação da Anatel deve ser dirigida ao gerente regional do Estado da Federação correspondente e para facilitar o trabalho do órgão deve conter em negrito o motivo da reclamação, o nome da operadora e o seu número de telefone com DDD. O texto deve ser bastante resumido, por exemplo: “Contratei o plano tal, da operadora tal, que previa cobrança de tal valor, por tal serviço. Ao contrário do contratado fui cobrado em valor diferente do acordado (como pode ser constatado em cópia do contrato anexo). Reclamei na data tal, que gerou o protocolo tal e até agora não obtive o estorno dos valores indevidos”.

Quanto à portabilidade, é direito do consumidor exigi-la ainda que esteja inadimplente e não deve pagar nada por isso. Outro serviço que deve ser gratuito é o de desbloqueio dos aparelhos celulares, que deve ser providenciado na hora em qualquer loja. Lutar pelos seus direitos e não aceitar pagar o que não é devido, ainda que o valor seja pequeno, ajudará a Anatel e ao mercado a construir uma relação mais equilibrada e de maior respeito por parte das operadoras com o consumidor. A inclusão de usuários inadimplentes ao sistema de proteção ao crédito somente pode ser feita após rescisão do contrato e desde que haja aviso, por escrito, pela prestadora com pelo menos 15 dias de antecedência. Durante a suspensão parcial da linha do usuário inadimplente ou sem créditos (caso do pré-pago), ainda é possível efetuar chamadas a cobrar e para serviços de emergência (policia, bombeiros, Samu, etc), além de receber ligações pelo prazo mínimo de 30 dias.

Se o consumidor tiver seu crédito abalado indevidamente e for prejudicado por causa disso, terá o direito de ingressar com uma ação na justiça por danos materiais e morais. O Judiciário tem aplicado multas pesadas quando constatado que as operadoras agiram em desrespeito as leis. O consumidor precisa saber que as operadoras também têm obrigações, como oferecer locais físicos para receber as reclamações dos clientes. Os consumidores podem revalidar os créditos expirados, por exemplo. Toda operadora deve oferecer uma opção de crédito com até 180 dias de validade. E se sobrou crédito no mês, ele não pode ser perdido. Todas as lojas devem disponibilizar em locais visíveis os direitos dos usuários. Ainda sobre a nova Cartilha de Direitos publicada na Anatel, há inovações quanto aos serviços de TV paga, internet e telefonia fixa. A nova cartilha está disponível no site da Anatel e também no site do Instituto Avanzi, www.itavanzi.org.br. Cabe lembrar que o consumidor deve sempre agir de boa fé e reclamar de forma objetiva, sem faltar com a verdade, expondo sempre a realidade dos fatos e de preferência em tempo hábil, pois “o direito não socorre aos que dormem”, conforme o velho adágio jurídico.

Dane Avanzi é advogado especializado em telecomunicações e diretor superintendente do Instituto Avanzi, ONG de Defesa do Consumidor de Telecomunicações.

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