Instabilidade de encostas e as tragédias de verão

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet

O Curso

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos.

Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade).

O tópico Curto-Circuito discute:

a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica;

b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito;

c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.

O tópico Coordenação da Proteção discute:

a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas;

b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão;

c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.

Mais informações no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=1&c=574

encostaEQuando uma encosta fica instável pode ocorrer o deslizamento de terra, ou seja, um processo de vertente que envolve o desprendimento e o transporte de solo e/ou material rochoso encosta abaixo. Os deslizamentos, assim como outros movimentos de massa, fazem parte da dinâmica natural de transformação e formação da crosta terrestre e estão relacionados também a fenômenos naturais como gravidade e variações climáticas. À custa de eventos catastróficos a questão de instabilidade de encostas entrou em definitivo na pauta das discussões do meio técnico e também da sociedade brasileira.

A atuação frente a instabilidade de encostas, de forma geral, se dá de duas maneiras: prevenção e remediação. A prevenção é o gerenciamento de risco de encostas. Os fatores que conduzem aos acidentes geotécnicos podem ser naturais (pluviosidade, geologia, topografia, etc.) ou antrópicos (desmatamento, lançamento de esgoto, escavações, etc.). Na maioria dos acidentes geotécnicos são mais relevantes os fatores naturais do que os fatores antrópicos. Nesse sentido, evitar estes acidentes é difícil, mas evitar que causem perdas materiais e humanas é absolutamente possível. Para tanto, é fundamental mapear as áreas de riscos e implantar as políticas de ocupação do solo, impedindo a ocupação ou até desocupando áreas com alto potencial de instabilidades.

Acontece que, quando estes movimentos acontecem em locais onde ocorre a ocupação humana os resultados podem ser desastrosos. Em uma situação de deslizamento, casas inteiras, rodovias e tudo o que estiver no caminho pode ser levado encosta abaixo ou acabar soterrado. O problema é que na maioria das vezes a situação poderia ser evitada. Embora os deslizamentos e outros movimentos de massa sejam fenômenos naturais, alguns fatores externos relacionados à ocupação antrópica interferem decisivamente na ocorrência ou agravamento destes movimentos. O principal é a ocupação desordenada de encostas e morros que adicionam carga extra ao peso da massa sedimentada já existente ali e a consequente supressão da vegetação natural que deixa o solo ainda mais exposto a ação do intemperismo físico (meteorização mecânica).

O solo exposto sofre compactação devido ao impacto das gotas de chuva e acabam surgindo áreas de escoamento com o consequente surgimento de rachaduras e fendas que favorecem os deslizamentos. A construção de estradas em locais inadequados também contribui para a ocorrência de deslizamentos por causa das vibrações provocadas pelo tráfego intenso que acaba causando instabilidade nas encostas. Quanto mais íngreme for a encosta, maior a possibilidade de que ocorram deslizamentos, mas outros fatores também são importantes.

Em climas tropicais, como no Brasil, o índice de pluviosidade é geralmente alto o que faz com que o solo fique encharcado e favorecendo os movimentos de massa. Nesse ponto a presença de vegetação é fundamental pois ela reduz o impacto da chuva sobre o solo evitando a compactação e alguns tipos de plantas ainda possuem sistemas radiculares que favorecem a agregação do solo. Outro fator que favorece os movimentos de massa é o intemperismo químico (ou meteorização química) que provoca alterações na composição dos materiais do solo ou rochas devido a reações complexas com o oxigênio a própria água e outras substâncias.

Na remediação de instabilidades de encostas inúmeras soluções de engenharia estão disponíveis. No entanto, o passo mais importante na estabilização de encostas é anterior à escolha ou detalhamento da solução: está no diagnóstico do fenômeno de instabilidade. Compreender as causas da instabilidade e, principalmente, as características mecânicas e hidráulicas dos materiais envolvidos é fundamental. Sem esta clara compreensão qualquer solução tende ao fracasso ou a ser muito mais onerosa que o necessário. Se os fenômenos de instabilidade são normalmente complexos e as obras de contenção de grande responsabilidade, o projeto de soluções de estabilização de encostas demanda engenheiros extremamente qualificados.

Basicamente os deslizamentos de terra ocorrem quando o solo que está sobre uma camada rochosa sofre desagregação devido aos fatores já citados e literalmente escorrega sobre essa camada. O que faz com que o solo permaneça coeso, dentre outras forças, é o atrito existente entre as partículas que o compõem e o leito de rocha. O deslizamento ocorrerá quando a força da gravidade atuando sobre a encosta for maior que o atrito existente entre as partículas. Se o deslizamento ocorrer na presença de chuva, em locais íngremes com transporte de fragmentos de rocha e solo identificáveis, dizemos que ocorreu um escorregamento de terra. Já se o deslizamento ocorrer com presença intensa de água a ponto de não se poder identificar a parte líquida da sólida, os técnicos dizem que ocorreu uma corrida de massa ou simplesmente corrida ou fluxo. Elas são comuns em locais onde ocorre o degelo de geleiras. A massa de detritos escorre por vários quilômetros com velocidade variável dependendo da inclinação, altitude do local e quantidade e água, mas se a velocidade for muito alta e envolver uma grande quantidade de detritos, houve uma avalanche. Já o escorregamento de terra percorre um caminho mais curto e os detritos costumam ficar depositados no sopé do morro ou montanha onde aconteceu o deslizamento.

A NBR 11682 de 08/2009 – Estabilidade de encostas prescreve os requisitos exigíveis para o estudo e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas. Abrange, também, as condições para estudos, projeto, execução, controle e observação de obras de estabilização. Não estão incluídas nessa norma os requisitos específicos aplicáveis a taludes de cavas de mineração e a taludes de barragens, de subsolos de prédios e de cavas de metrô, a aterros sobre solos moles e de encontro de pontes, bem como qualquer outra situação distinta que não envolva encostas.

A norma determina que deverão ser pesquisados os dados históricos disponíveis relativos à topografia, geologia e dados geotécnicos locais, além de informações sobre ocupações, condições de vizinhança, cursos de água, históricos de deslizamentos e demais características que permitam a visualização da encosta em questão, inclusive sob o aspecto de inserção no ambiente. O levantamento inclui consulta a mapas regionais ou setoriais de risco e de susceptibilidade de escorregamentos, bem como a mapas geotécnicos e geológicos, quando disponíveis. A consulta a esses mapas deverá ser feita junto aos órgãos Federais, Estaduais e Municipais competentes, podendo ser complementada por estudos disponíveis em universidades e centros de pesquisa, através de teses e relatórios de pesquisa.

Deverá, também, haver a verificação das restrições legais e ambientais à execução de obras e quanto a interferências com edificações e instalações presentes. Para verificação das restrições legais e ambientais e das interferências com edificações, dutos, cabos e outros elementos, enterrados ou não, deverá ser consultada a legislação específica aplicável, nas esferas Federal, Estadual e Municipal. Depois disso, deverá ser feita inspeção detalhada ao local em estudo, por engenheiro geotécnico e/ou geólogo de engenharia, após a qual deverá ser emitido um laudo de vistoria com informações básicas sobre o local, data da vistoria, tipo de ocupação, tipo de vegetação, condições de drenagem, tipo de relevo e natureza da encosta, geometria, existência de obras de contenção (com indicativo do seu estado atual), condições de saturação, indícios de artesianismo, natureza do material, possibilidade de movimentação, grau de risco, tipologia de possíveis movimentos, indicação de elementos em risco (vidas e propriedades), tipo provável de superfície de deslizamento e possíveis consequências.

Essas informações deverão ser indicadas em uma planilha específica, cujo modelo está indicado no Anexo B. O laudo deverá ser complementado por uma descrição detalhada da vistoria, incluindo obrigatoriamente um documentário fotográfico e um croqui indicativo dos pontos mais relevantes observados. Deverá ainda ser indicado, se possível, o diagnóstico preliminar sobre as causas de instabilidades já ocorridas e/ou a possibilidade de instabilizações iminentes. No laudo de vistoria deverá constar, em local de destaque, a identificação profissional do responsável pela vistoria.

Com base no laudo de vistoria, deverá ser avaliada a necessidade de implantação de medidas emergenciais para a proteção de vidas e de propriedades, em situações de risco iminente. As medidas emergenciais poderão constar de indicação da evacuação e interdição de prédios públicos, residenciais e comerciais, interrupções ao tráfego de veículos e pedestres, drenagem superficial e profunda, escoramentos, remoção de sobrecargas, pequenos retaludamentos, lançamento de aterro ao pé de taludes (diminuindo sua altura e aumentando a resistência passiva), proteção superficial de taludes expostos por lona, ou qualquer outra medida emergencial julgada cabível. As medidas emergenciais poderão ser apresentadas em relatório específico ou incorporadas no laudo de vistoria.

O objetivo principal das investigações é definir seções transversais e longitudinais à encosta que represente, com a maior fidelidade possível, as características topográficas e geológico geotécnicas do talude em estudo, ressaltando a estratigrafia e as propriedades geomecânicas. As investigações e levantamentos de caráter genérico, necessários para o desenvolvimento de um projeto geotécnico encontram-se relacionados na norma NBR 8044. O perfil geológico geotécnico obtido a partir das investigações do terreno e compreendendo as camadas do solo e rochas, com suas características físicas e mecânicas, constitui um elemento obrigatório para o estudo/projeto de estabilização da encosta.

Um levantamento topográfico deverá ser orientado por engenheiro geotécnico ou geólogo de engenharia, que indicará seções e pontos obrigatórios de interesse geotécnico, bem como a abrangência da área levantada. Para elaboração do estudo, deverá ser realizado levantamento topográfico plano-altimétrico, com curvas de nível, em escala compatível com as dimensões da encosta . O levantamento deverá indicar claramente o contorno da área escorregada (se for o caso), a locação das investigações geotécnicas, se disponível, construções eventualmente existentes e quaisquer outras estruturas, vias públicas, cursos e surgências de água, afloramentos e blocos de rocha, bem como fendas, trincas e abatimentos no terreno.

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Enfim, ao se observar rachaduras ou fendas em alguma encosta, o surgimento de minas d’água, a inclinação anormal de postes ou árvores fique atento. Estes são sinais de que a qualquer momento podem ocorrer deslizamentos de terra na encosta. Avise imediatamente o corpo de bombeiros ou a defesa civil e os moradores próximos da área afetada para que saiam de casa em caso de chuva. Evite a construção em zonas de risco e peça sempre permissão da prefeitura de sua cidade para escavar em encostas. Outra forma de evitar o deslizamento é não desmatando ou reflorestando as áreas de encosta, mas isso deve ser feito com a ajuda de algum profissional que poderá indicar quais tipos de plantas podem ser utilizadas no local. Geralmente árvores ou plantas com raízes curtas como a bananeira ou que acumulam água próxima a raiz como os coqueiros tendem a piorar a situação. Já gramíneas, capim e algumas qualidades de leguminosas ou outras plantas com raízes profundas tendem a manter a coesão do solo e protegê-lo evitando deslizamentos.

Como você pode influenciar a próxima edição da ISO 14001

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Os usuários do sistema de gestão ambiental ISO 14001 (SGA) estão sendo incentivados a fornecer dados através de uma pesquisa online para os especialistas que irão desenvolver a próxima edição da norma, que deverá ser publicado em 2015. A Pesquisa ISO 14001 Melhoria Contínua pode ser acessada no site da ISO em:

www.iso.org/iso/14001survey2013

A pesquisa está atualmente disponível em nove idiomas: inglês, francês, japonês, coreano, português, russo, espanhol, turco e ucraniano, até a data limite de em 30 de abril de 2013. O objetivo desta pesquisa é compreender as necessidades dos usuários e outras partes interessadas em relação às normas de gestão ambiental, a fim de enriquecer a atual revisão da ISO 14001:2004, Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso , e ISO 14004:2004 , Sistemas de gestão ambiental – diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.

A pesquisa leva em conta temas-chave das discussões em curso nos grupos de trabalho que são ISO revisão destas normas, com o objetivo de melhoria contínua. O questionário tem por objetivo: indivíduos em organizações que implementaram ou aplicaram as normas ISO 14001 e ISO 14004; outras pessoas com um conhecimento de trabalho ou interesse nas normas – por exemplo, organismos de certificação, agências reguladoras, universidades, instituições de pesquisa, associações comerciais, grupos industriais e sociedades científicas.

Em média, a pesquisa não deve demorar mais de 20 minutos para ser concluída. Todas as respostas serão confidenciais, e os respondentes individuais não serão identificados. Se você optar por fornecer suas informações de contato no final da pesquisa, você não vai ser contatado para vendas ou atividade de marketing. O levantamento do conjunto de dados será disponibilizado aos interessados ​​mediante solicitação.

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A qualidade das portas de madeira

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NBR 17505: Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis

Essa parte 1 da norma define os termos utilizados e as disposições gerais aplicáveis às Partes 2, 3, 4, 5, 6 e 7 que tem como objetivo geral estabelecer os requisitos exigíveis para os projetos de instalações de armazenamento, manuseio e uso de líquidos inflamáveis e combustíveis. Clique para  mais informações

portasNa compra de uma porta de madeira, deve-se considerar o seu preço e a sua função. Isso afetará o tipo de porta que deve ser escolhido para comprar e instalar. As portas de madeira podem ser uma ótima pedida para uma sala de jantar e pode-se até mesmo combiná-la com a mesa de jantar. Uma porta de madeira maciça pode ser constituída por um pedaço sólido de madeira, a partir de Stiles, que são painéis verticais de madeira, ou a partir de carris que são peças horizontais de madeira. Desde que as portas de madeira maciça são feitas de madeira, elas tendem a encolher e crescer ao longo do ano. Fazendo uma porta com Stiles e trilhos reforça a madeira e ajuda a evitar a deformação, inchaço e retração. As portas interiores em madeira maciça têm uma série de vantagens que certamente deve ser considerado quando se instalar novas portas ou substituição. Enquanto a madeira maciça tende a fazer uma porta substancialmente mais cara, algumas pessoas sentem que o custo é aceitável quando considerada no contexto os seus benefícios.

Com a escassez das espécies nativas, o incentivo à exploração racional e sustentável e os custos de transporte e de licenças ambientais, os fabricantes estão apostando na migração para espécies exóticas tais como o pínus e o eucalipto. Na normalização vigente não há indicações ou restrições quanto às espécies para construção de uma porta. A eventual seleção das espécies fica por conta do desempenho do produto final. Pode-se encontrar no mercado portas com emprego de pínus e eucalipto em enchimento sarrafeado, semioco e maciço, quadros e requadros, montantes e travessas, revestimento de perfis e capas.

A norma NBR 15930, sob o título geral “Portas de madeira para edificações’, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Terminologia e simbologia; Parte 2: Requisitos; Parte 3: Requisitos de desempenho adicionais; Parte 4: Instalação e manutenção. Já foram publicadas duas partes: NBR 15930-1 de 11/2011 – Portas de madeira para edificações – Parte 1: Terminologia e simbologia; e NBR 15930-2 de 11/2011 – Portas de madeira para edificações – Parte 2: Requisitos. A parte 1 da NBR 15930 especifica os requisitos para o estabelecimento e avaliação do perfil de desempenho e a respectiva classificação de portas de madeira para edificações de acordo com a ocupação e local de uso. Visa assegurar ao consumidor o recebimento dos produtos em condições mínimas de desempenho e tem como base os requisitos do usuário segundo diretrizes gerais expressas na ISO 6241 quanto à durabilidade, segurança estrutural, conforto ambiental, segurança no uso e operação, manutenção e acessibilidade. Em seus requisitos gerais a norma descreve o dimensionamento e as tolerâncias para as portas e seus respectivos vãos, os padrões dimensionais das folhas, ferragens e marcos de madeira, bem como define os padrões de aspecto visual para as portas de madeira.

A norma inclui em sua parte tabelas mostrando o dimensionamento e os padrões das portas de madeira, além de incluir no Anexo A (normativo) a verificação do aspecto visual, das variações dimensionais e desvios de forma; no Anexo B (informativo) os exemplos de etiqueta de identificação; no Anexo C (normativo) o teor de umidade e umidade de equilíbrio; no Anexo D (normativo) a avaliação do aspecto visual, das variações dimensionais e desvios de forma devidas às variações higroscópicas; no Anexo E (normativo) a avaliação da resistência aos esforços mecânicos gerais; no Anexo F (normativo) a avaliação da resistência aos esforços mecânicos específicos; no Anexo G (normativo) a resistência sob ação da água, do calor e da umidade (RU); no Anexo H (normativo) a durabilidade da madeira; no Anexo I (informativo) a especificação da porta por ocupação e uso; e no Anexo J (informativo) a lista de verificação da porta.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) e mais 11 empresas fabricantes de portas de madeira estão empenhadas, junto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a um processo de qualificação e certificação desses produtos, coroando um trabalho que começou há mais de cinco anos com o estudo e revisão de normas apoiados na realização de ensaios de desempenho para subsidiar a caracterização e especificação de produtos. A revisão da norma brasileira foi concluída no fim de 2011. No ano passado, o programa alcançou 12 empresas, ampliando seu espectro inicial de seis participantes. A reunião no IPT contou com empresas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas e São Paulo. Essas empresas representam cerca de 80% do mercado formal no País. Ficaram fora, ainda, quatro empresas que podem elevar a 95% o volume de representatividade do mercado.

O IPT faz ensaios desses produtos nos laboratórios do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT (Cetac). Para qualificar uma porta são feitos pelo menos nove ensaios, dos quais seis são mecânicos (torção estática, impacto de corpo mole, carregamento vertical, resistência ao fechamento com presença de obstrução, impacto de corpo duro e resistência ao fechamento brusco), enquanto os outros envolvem análise da variação dimensional, incluindo desvios de forma, planicidade e variação nominal, além das variações higroscópicas, tanto para as folhas de porta quanto para marcos de madeira. Para portas resistentes à umidade são também previstos ensaios de comportamento sob ação da água e comportamento sob ação do calor e da umidade. Para portas de entrada ainda são previstos requisitos especiais, como resistência ao fogo e isolação a ruídos aéreos.

As portas que são alvo do programa são produtos padronizados, que representam o maior volume de negócios da indústria e chegam ao consumidor por meio de grandes compradores, como construtoras e lojas. Ao adquirir o produto no varejo, o consumidor poderá conferir o certificado, mas segundo Roberto Pimentel Lopes, diretor técnico de portas de madeira da Abimci, ainda será feita uma campanha para difundir esse trabalho na ponta do mercado. O mercado brasileiro de portas é de oito milhões de unidades por ano, na média, o que representa mais de 600 mil portas por mês, segundo o superintendente da Abimci, Paulo Roberto Pupo. Dessa produção, o índice de exportação é baixo e praticamente todo o volume destina-se a suprir o mercado interno.

A realização dos ensaios do programa de certificação deve começar em abril e a ABNT já está fazendo avaliação prévia nas empresas, afirmam Pupo e Pimentel. Cada produto a ser certificado é identificado antes de ser enviado ao IPT para a execução dos ensaios de desempenho. “É importante destacar o caráter de associativismo desse projeto, porque foi um esforço da Abimci para alcançar essa mobilização, com apoio de seu superintendente, Pupo, e de seu presidente de portas, Antonio Rubens Camilotti”, diz Pimentel. Ele destaca também que todo o processo é transparente, e que para participar do programa cada empresa investe algo da ordem de R$ 50 mil por ano, totalizando R$ 150 mil em três anos. “O processo de auditoria é semestral, deve avaliar o sistema de gestão da empresa para validar o produto; os ensaios também são periódicos”, afirma. Pimentel considera o programa importante na cadeia de construção: “Isso pela complexidade e pela seriedade com que está sendo tocado; ele vai trazer um novo paradigma para o mercado, afinal, as referências no Brasil ainda são baixas”.

Desenvolvimento humano e organizacional (DHO)

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Mangueiras de incêndios somente de acordo com as normas técnicas

Produtos integrantes de um sistema de combate a incêndio, elas estão passando por um processo de constante -evolução que envolve a produção, a normalização e no futuro a certificação ou avaliação de conformidade obrigatória. Clique para mais informações

humanO conceito de desenvolvimento humano nasceu como um processo de ampliação das escolhas das pessoas para que elas tenham capacidades e oportunidades para serem aquilo que desejam ser tanto profissionalmente como na vida pessoal. De maneira diferente da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar diretamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento econômico, ou da renda, para o ser humano.

O conceito de DHO também parte do pressuposto de que para aferir o avanço na qualidade de vida de uma população é preciso ir além do viés puramente econômico e considerar outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana. Muitas empresas, principalmente, as grandes corporações, já possuem departamentos institucionalizados para estudar a questão e propor soluções para os seus funcionários. O DHO se estabelece através da interação do indivíduo com o ambiente físico e social. Se caracteriza pelo desenvolvimento mental e pelo crescimento orgânico. O desenvolvimento mental se constrói continuamente e se constitui pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais, que são as formas de organização da atividade mental que vão se aperfeiçoando e se solidificando, até o momento em que todas elas, estando plenamente desenvolvidas, caracterizarão um estado de equilíbrio superior em relação à inteligência, à vida afetiva e às relações sociais.

Algumas estruturas mentais podem permanecer ao longo de toda a vida, como, por exemplo, a motivação. Outras estruturas são substituídas a cada nova fase da vida do indivíduo. A obediência da criança é substituída pela autonomia moral do adolescente. A relação da criança com os objetos, que se dá primeiro apenas de forma concreta, se transforma na capacidade de abstração. Todo esse processo precisa ser entendido dentro de conceitos globais, mas, em razão de sua riqueza e diversidade, é abordado, para efeito de estudo, a partir de quatro aspectos básicos: o aspecto físico motor, que se refere ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objetos e de exercício do próprio corpo; o intelectual, que inclui os aspectos de desenvolvimento ligados as capacidades cognitivas do indivíduo em todas as suas fases, por exemplo, quando a criança de dois anos puxa um brinquedo de baixo dos móveis ou adolescente planeja seus gastos a partir da mesada; afetivo emocional, que é a capacidade do indivíduo de integrar suas experiências, sendo os sentimentos cotidianos que formam a estrutura emocional; o social ou a maneira como o indivíduo reage diante de situações que envolvem os aspectos relacionados ao convívio em sociedade.

Todos esses aspectos estão presentes de forma concomitante no desenvolvimento do indivíduo. Uma criança com dificuldades auditivas poderá apresentar problemas na aprendizagem, repetir o ano letivo, se isolar e por esta causa se tornar agressiva. Todas as teorias do desenvolvimento humano partem deste pressuposto de indissociabilidade desses aspectos, mas podem estudar o desenvolvimento global a partir da ênfase em um dos aspectos. As ideias de Piaget contrapõem-se às visões de duas  correntes antagônicas e inconciliáveis que permeiam a psicologia em geral: o objetivismo e o subjetivismo. Ambas as correntes são derivadas de duas grandes vertentes da filosofia (o idealismo e o materialismo mecanicista) que, por sua vez, são herdadas do dualismo radical de Descartes que propôs a separação estanque entre corpo e alma, entre físico e psíquico.

A psicologia objetivista privilegia o dado externo, afirmando que todo conhecimento provém da experiência; e a psicologia subjetivista, em contraste, calcada no substrato psíquico, entende que todo conhecimento é anterior à experiência, reconhecendo, portanto, a primazia do sujeito sobre o objeto. Piaget formula o conceito de epigênese, argumentando que o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas. Quer dizer, o processo evolutivo da filogenia humana tem uma origem biológica que é ativada pela ação e interação do organismo com o meio ambiente – físico e social – que o rodeia, significando entender com isso que as formas primitivas da mente, biologicamente constituídas, são reorganizadas pela psique socializada, ou seja, existe uma relação de interdependência entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer.

Todo esse conhecimento sobre o ser humano acabou influenciando a gestão das empresas, que atualmente está voltada para as pessoas. A própria ISO, no ano passado, publicou a ISO 10018:2012, Quality management – Guidelines on people involvement and competence, tem como objetivo ser uma ferramenta útil para os líderes, gerentes, supervisores, profissionais de qualidade, representantes de gestão da qualidade e gestores de recursos humanos. Ela descreve: os processos que uma organização pode utilizar para implementar e manter as pessoas com envolvimento e competência em sistemas de gestão da qualidade; as medidas que podem ser tomadas para fortalecer as pessoas envolvidas; as ações que podem ser tomadas para cumprir os requisitos de gerenciamento de qualidade individuais do sistema, tais como os especificados na norma ISO 9001, embora a ISO 10018 possa ser utilizada com outras normas de sistemas de gestão.

Na sua introdução, afirma-se que o desempenho geral de um sistema de gestão da qualidade e de seus processos, em última análise, depende do envolvimento de pessoas competentes e se elas estão devidamente apresentadas e integradas na organização. O envolvimento das pessoas é importante para que uma organização e seu sistema de gestão da qualidade possa alcançar os resultados que são consistentes e alinhados com suas estratégias e valores. É fundamental para identificar, desenvolver e avaliar os conhecimentos, habilidades, comportamentos e ambiente de trabalho necessário para a participação efetiva das pessoas com a competência necessária. Essa norma fornece diretrizes para fatores humanos que influenciam as pessoas, seu envolvimento e sua competência, e cria valor que ajuda a alcançar os objetivos da organização.

A ISO 10018 tem uma abordagem baseada em processo e descreve as ações, resultados e planos para as pessoas envolvidas e sua competência. Se estes são monitorados, medidos e analisados, diz a norma, isso produz resultados que permitem a direção da gestão, a tomar decisões para melhorar, levando assim a aumentar os níveis de satisfação do cliente. Alguns auditores já estão conscientes da necessidade de considerar aspectos das pessoas dentro dos sistemas de gestão que avaliam. Sistemas não são apenas documentos que descrevem os processos e procedimentos a serem seguidos, nem registros que são avaliados para a evidência de que os processos sejam efetivamente implementadas e funcionando de maneira eficiente. O sistema é a soma dos comportamentos e os valores individuais a partir de cima para baixo.

Dessa forma, a ISO 10018 orienta sobre as pessoas, seu envolvimento e competência em sistemas de gestão da qualidade. A ISO 10018 cobre quatro áreas chave: os oito princípios de gestão de qualidade; os fatores humanos que podem afetar a qualidade; a aquisição de competências e o envolvimento das pessoas; a orientação específica para os itens da ISO 9001. Quando a ISO 9001 foi reeditada em 2000, foi baseada em oito princípios de gestão da qualidade. Quatro desses princípios são sobre pessoas, mas a ISO 9001 não se aprofundou nesses princípios. Essa foi a principal razão pela qual a ISO criou um grupo de trabalho para criar um padrão de orientação que dispõe sobre como as pessoas, que afetam os princípios e como uma utilização mais eficaz das pessoas pode melhorar uma organização.

Assim, a ISO 10018 fornecer uma visão geral de como os fatores humanos que afetam a qualidade pode ser efetivamente usado dentro de um sistema de gestão. Fatores humanos são divididos em três grupos no documento: liderança, envolvimento de pessoas e competência. A obra de cada guru de qualidade ao longo dos anos vai ter incluído os dois primeiros grupos de recomendações para uma gestão eficaz da qualidade. O terceiro, a competência é um tema particularmente relacionado com a ISO/IEC 17021 que fornece princípios para os organismos de certificação. E quais os fatores de liderança: liderança – o papel de um líder dentro de uma organização; cultura e valores – como os líderes estão envolvidos na criação de uma cultura organizacional através de seu comportamento e de valores; gestão da mudança – o papel dos líderes na gestão da mudança, incluindo a mudança de cultura e envolvendo pessoas; gestão do conhecimento – o papel dos líderes no sentido de garantir o conhecimento é compartilhado dentro da organização e utilizada de forma eficaz.

E quais os fatores para o envolvimento das pessoas: comunicação – uma área chave dentro da maioria das organizações e por isso fácil de errar, a orientação olha para mensagens dirigidas e uso de diversos meios de comunicação; trabalho em equipe – a capacidade de trabalhar com outros para atingir os objetivos da empresa é fundamental para garantir o trabalho é feito; rede e colaboração – uma área relacionada ao trabalho em equipe e comunicação. Muitos profissionais construir redes de contatos e parceiros interessados ​​para que possam usar recursos não previstos no âmbito da organização; disciplina – a si próprio e a disciplina externa são necessários para garantir a maioria das tarefas são concluídas para planejar; capacitação e responsabilidade – o outro lado da moeda da disciplina, pois o empowerment permite aos funcionários trabalhar com pouca supervisão em áreas de sua responsabilidade; exploração – o processo de assumir riscos calculados e razoável e de aprender com a experiência; reconhecimento e recompensas – fornecer feedback aos funcionários em um trabalho bem feito e garantir recompensas estão alinhadas com a realização.

Já os fatores de competência são: recrutamento – o processo de trazer as pessoas para a organização; educação e de aprendizagem – os processos de desenvolvimento de conhecimentos e habilidades; consciência – como fazer as pessoas conscientes de todos os aspectos chave dos processos que estão trabalhando em; criatividade e inovação – nesses tempos de mudança a capacidade de aplicar soluções criativas para desafios e inovar rapidamente estão se tornando competências essenciais; e a competência si – a soma de todas essas partes mencionadas. Se qualquer organização realiza suas atividades com todos estes aspectos, tendo em mente as pessoas, então o principal benefício será um melhor desempenho dos empregados engajados com uma compreensão clara de onde a organização está indo e como cada pessoa pode ajudá-lo a chegar lá.

Alguns consultores, que atuam em DHO, buscam formar líderes, baseando essa formação em um triplé: o mentoring que atua numa esfera mais ampla do desenvolvimento do ser humano e que pode ser um processo diretivo ou não diretivo, de longo prazo; em coaching que opera de forma ampla, porém em um foco definido, normalmente num processo não diretivo de médio prazo; e em counseling que processa pontualmente em uma questão específica de curto prazo e conta com uma atuação mais diretiva. O mentoring, o coaching e o counseling são processos interativos que apoiam indivíduos, equipes e organizações a despertarem o seu potencial máximo a partir de sua essência e, com isso, obter melhores resultados em sua vida. São opções para que pessoas possam guiar sua trajetória e obter mais conhecimento sobre si e sobre as coisas ao seu redor por meio de um caminho planejado, onde obstáculos serão superados, sua excelência pessoal será alcançada com motivação, equilíbrio e transformação individual.

A grande maioria dos consultores busca atuar no processo de desenvolvimento humano e de constante evolução que pode ser utilizado em diversas áreas da vida, ajudando-o a atingir sonhos, metas e objetivos. Tanto no âmbito pessoal quanto no profissional, o coaching pode transformar a vida positivamente como ferramenta de crescimento emocional, psicológico e humano, e mais que isso, preparar para ajudar os outros em suas próprias mudanças. Da identificação dos objetivos ao traçado de metas concretas e realizáveis e planejamento das melhores estratégias para alcançá-las, o coaching possibilita uma vida plena, integral, mais próspera e equilibrada a quem o pratica. O coaching pode fazer muito pelas pessoas e pelos mais variados campos do mercado de trabalho e da vida pessoal.

Ararinhas-azuis extintas voltam ao Brasil

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AWS B5.1: a especificação para a qualificação de inspetores de solda

Editada em 2013, essa norma internacional da American Welding Society (AWS) define os requisitos de qualificação para qualificar inspetores de soldagem. Clique no link para mais informações.

ararinha1O Brasil conseguiu a façanha de exterminar com essas aves do território nacional. Agora, duas ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) chegaram a São Paulo. As aves, mantidas em cativeiro na Alemanha, chegaram ao Brasil como uma das ações do projeto Ararinha na Natureza, que tem como objetivo devolver à Caatinga brasileira esta espécie que desapareceu da região há mais de uma década. A iniciativa tem como parceiros o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (SAVE Brasil e Funbio, via carteira Fauna Brasil) e a Vale.

O procedimento de transferência das aves obedece às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e é acompanhado diretamente pelo ICMBio, que coordena o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul (PAN), e pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE-Brasil). “O objetivo é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, explica Camile Lugarini, coordenadora do PAN.

Inicialmente, as aves passaram por exames clínicos seguindo as exigências do MAPA e foram embarcadas em voo comercial, acondicionadas em caixotes especiais (imunes a contaminações). Após o desembarque, os espécimes serão levados para a Estação Quarentenária de Cananéia (SP), onde ficarão em quarentena. Ao final deste período, as aves se juntarão a outros exemplares que estão em cativeiro no Brasil, para a reprodução. O PAN foi instituído pelo ICMBio em fevereiro de 2012 e prevê uma série de medidas para aumentar a população manejada em cativeiro, além de recuperar e conservar o habitat de ocorrência histórica da espécie até 2017.

A repatriação faz parte das ações do governo brasileiro e parceiros que visam reintroduzir a ararinha-azul na natureza, que é uma espécie brasileira nativa da Caatinga. Considerada extinta em ambiente natural desde 2000, atualmente há no mundo apenas 80 indivíduos, mantidos em programas de cativeiro. A maioria encontra-se em mantenedores no exterior (Espanha, Alemanha e Quatar). De acordo com o ICMBio, somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil. Em abril deste ano, será feita a repatriação de um novo grupo de ararinhas que virão da Espanha. No início deste mês, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do ICMBio, acompanhou a transferência de um casal de ararinhas na Europa.

O projeto tem o objetivo de restabelecer uma população selvagem da espécie e garantir a proteção de seu habitat. Com ações de curto, médio e longo prazos, o projeto Ararinha na Natureza prevê o desenvolvimento de diversas atividades como a implementação de políticas públicas voltadas à conservação da ararinha, apoio ao manejo adequado das populações de cativeiro visando futuras reintroduções, aumento do conhecimento científico, proteção dos habitats e campanhas de disseminação e educação ambiental.

Atualmente, a ararinha-azul é um dos animais mais ameaçados do planeta e, embora tenha sido sempre considerada rara, devido ao histórico de destruição de seu habitat (caatinga) e a intensa captura para o comércio ilegal, a espécie tornou-se símbolo mundial da importância de preservação da biodiversidade. Como a possibilidade de existirem indivíduos na natureza é muito remota, o aumento populacional em cativeiro para a reintrodução na natureza é a única esperança para a recuperação da ararinha no seu habitat original.

Insatisfação por cirurgia plástica não gera indenização

Alan Skorkowski

Em recente decisão, a 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou indenização a uma paciente que se submeteu a cirurgia estética e ficou com cicatrizes, resíduos de flacidez e estrias. A autora disse que realizou uma cirurgia plástica para modelar o aspecto do seu abdômen, que tornou-se flácido e com estrias após duas gestações. No entanto, contou que ficou com a aparência pior que antes do procedimento e que o médico deveria ter analisado as condições de seu organismo antes da cirurgia e só realizá-la se propiciasse o resultado esperado.

De acordo com o laudo pericial, o procedimento cirúrgico foi bem indicado e realizado. A autora foi vítima de intercorrências causadas por seu próprio organismo no momento da cicatrização e pelo ganho de peso. A decisão corrobora uma importante evolução no julgamento de ações judiciais dessa natureza. Com efeito, resta cada vez mais afastada a premissa de que em cirurgias estéticas de natureza embelezadora todo e qualquer insucesso caracteriza o dever de indenizar”, afirma o especialista.

Nessa decisão a prova pericial produzida na ação atestou que a conduta do médico foi adequada do ponto de vista técnico, e que os resultados insatisfatórios decorreram do próprio organismo da paciente. Assim, nesses casos, deve-se analisar a adequação científica do atuar do médico e a relação de causa e efeito entre as condutas e os eventuais prejuízos. Inexistindo imperícia, imprudência ou negligência ou ausente o nexo causal, não há que se cogitar em dever de indenizar, tal como destacaram os desembargadores responsáveis pelo julgamento do recurso.

Por fim, o cumprimento do dever de informação pelo médico é um importante balizador em ações judiciais dessa natureza, informando o paciente sobre os riscos possíveis e graves. Formalizada essa informação, o profissional não pode ser responsabilizado por sua concretização no caso de ocorrer algum insucesso aleatório à sua atuação.

Alan Skorkowski é advogado titular do Marques e Bergstein Advogados Associados, graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2008. Pós-graduado Lato Sensu em Direito Civil e Consumidor na Escola Paulista de Direito.

E-books

capa7[5]SUSTENTABILIDADE: MISTIFICAÇÃO OU REALIDADE

Autor: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Muitos cientistas contestam o problema da mudança climática, que poderia estar ocorrendo na Terra com o aumento do uso dos combustíveis fósseis que lançam na atmosfera os gases do efeito estufa. Tudo bem! Mas o que eles não podem contestar é a poluição de rios e mares, que vem afetando de maneira drástica a quantidade de água potável no Planeta. A partir desta visão, o desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio, mas sim de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e benefícios. Na sua essência, “é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e às aspirações humanas”.
O argumento central desenvolvido pelos economistas a favor da sustentabilidade gira em torno da noção de eficiência no uso dos recursos do planeta. A alocação eficiente de recursos naturais, respeitando ao mesmo tempo as preferências dos indivíduos, seria mais bem executada em um cenário institucional de mercado competitivo. As possíveis distorções desse mercado poderiam ser corrigidas pela internalização de custos ambientais e/ou eventuais reformas fiscais, coletando-se mais taxas e tributos dos responsáveis pelos processos poluentes. A sustentabilidade seria alcançada pela implementação da racionalidade econômica em escala local, nacional e planetária.

Preço: R$ 10,00

capa3[6]QUALIDADE SEM MEDO

Autor: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Porque ter um programa de qualidade, muitos dos leitores podem perguntar? O autor Hayrton Rodrigues do Prado Filho responde que possuir um programa de qualidade, seja baseado nas normas ISO, qualidade total, critérios de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade, ou qualquer outro, até mesmo desenvolvido internamente, é uma obrigação e não uma solução definitiva. Lembro-me de ter ido a muitas entregas de certificados ISO, mas uma me marcou profundamente: reunidos em uma churrascaria de beira de estrada, uma quantidade de mulher impressionante, já que a fábrica usava mão-de-obra feminina intensiva na produção de componentes eletroeletrônicos, o diretor presidente japonês, sentado ao meu lado, tomando um copo de cerveja, afirmava para o diretor do organismo certificador que “agora tudo iria melhorar, pois a empresa iria ganhar mercado, ser líder etc.” Não sei como a empresa ficou, mas não é isso: ele estava apenas iniciando seus problemas, com a certificação. Estava somente dando o pontapé inicial em busca da melhoria contínua. E a gente, como nós entramos em um programa desses?
Preço: R$ 10,00

capa4[5]UMA ENCRENCA QUE SE CHAMA CLIENTE

Autor: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Em resumo, a questão sobre se o cliente sempre tem razão torna-se secundária, perde sua importância. Afinal, se não é verdade dizer que o cliente tem sempre razão, dizer que ele nunca a tem também é falso.
O que as organizações necessitam é enfatizar as convergências de interesses – seus e dos clientes – buscando realizar transações e desenvolver relacionamentos onde todos fiquem satisfeitos. De uma forma mais pragmática, a razão do cliente deve ser analisada sob uma perspectiva do custo-benefício para a empresa, respeitando-se, por motivos óbvios, as questões éticas e legais.
Se de um lado do balcão existe uma pessoa reclamando, do outro há um profissional que precisa ser respeitado em seu trabalho. O mundo atual está indo em direção da era da competência, que consiste no ato de transformar intenções em resultados positivos para as partes envolvidas. Geralmente quando um cliente tem razão, tem mesmo, pois foi mal-atendido em suas necessidades e até mesmo vítima do não-cumprimento de regras que envolveram a negociação.
Pode ser que este fato tenha se transformado em imutável, principalmente no Brasil, e tenha originado a frase do título sem a interrogação e acabou virando uma verdade com ponto final. Contudo, ele pode não ter razão, quando apela para denegrir o trabalho profissional do outro lado, com alegações malucas, pedidos estratosféricos, arrebatamentos esdrúxulos, etc. A razão tem sempre cliente!

Preço: 10,00

capa6[3]

INDICADORES EMPRESARIAIS

Autor: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Os indicadores de desempenho são elementos chave num programa de gestão da qualidade, cuja função é evidenciar a necessidade de ações de melhoria e verificar se as ações implementadas estão produzindo os efeitos desejados, bem como as suas tendências. Indicadores de desempenho são números, resultados de dois ou mais fatores e que nos mostram, de forma inequívoca, como andam as coisas na empresa. Como exemplo, um indicador da eficácia de vendas, pode ser a resultante do número de propostas pelos pedidos realmente fechados. Ou a relação entre o numero de funcionários da loja pela vendas mensais. E que tal comparar o resultado de diferentes lojas comparando a metragem quadrada delas pelas vendas, ou ainda, em uma indústria, a relação de compras do mês sobre o faturamento.
Pode parecer que todos usam estes indicadores, mas no mundo empresarial a maioria das empresas trabalha só por fluxo de caixa: se tem verba compra estoque, e aí por diante, sem se dar conta de que é necessário analisar informações de forma sistêmica, para saber como e onde existem possibilidades de melhorar os resultados. Se trabalhar só de olho no fluxo, o empresário estará agindo a partir de fatos ocorridos, sem tomar nenhuma ação de correção de rumo, ou seja, ficará a vida toda agindo reativamente, sem ter o comando da situação. O outro lado da moeda mostra um gestor analisando gráficos de resultados históricos, podendo observar para onde caminha a empresa e com todas as condições de atuar nos pontos nevrálgicos.
Preço: 10,00

Para comprar qualquer um desses e-books, faça um depósito no valor do livro no PagSeguro para o e-mail hayrton@uol.com.br e envie um e-mail comunicando qual o e-book comprado. Com a confirmação do depósito, o e-book será enviado por e-mail para você.

A substituição de animais em laboratórios (parte 2 – final)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma ISO 50001 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

laboratory2HET-CAM (membrana corioalantóide) – O objetivo do ensaio é avaliar semi-quantitativamente o potencial irritante de um produto (produtos solúveis, emulsões, géis e óleos), sobre a Membrana Cório-Alantóide de ovo embrionado de galinha, no décimo dia de incubação. O ensaio é baseado na observação dos efeitos irritantes (hiperemia, hemorragia e coagulação), após 5 minutos da aplicação do produto, puro ou diluído, sobre a membrana cório-alantóide. Obtém-se uma escala que considera os fenômenos observados.

BCOP (Permeabilidade e opacidade de córnea bovina) – O objetivo do ensaio é avaliar quantitativamente o potencial irritante de um produto ou de uma substância química após aplicação sobre a córnea isolada de bezerro. O ensaio é baseado na medida da opacidade e da permeabilidade da córnea de bezerro após o contato com o produto teste.

Medida da opacificação córnea – realizada com o auxílio de um opacitômetro, aparelho que determina a diferença de transmissão do fluxo luminoso entre a córnea a ser avaliada, fixando um valor numérico de opacidade.

Medida da permeabilidade córnea – realizada conforme o tempo de contato, adicionando fluoresceína e a densidade óptica é medida em 490 nm. Obtém-se uma escala que considera os fenômenos observados.

Citotoxicidade pelo método MTT – A citotoxicidade é avaliada com a ajuda de um corante vital, MTT ou 3-(4,5 dimethyl thiazole-2yl)-2,5 diphenyl tetrazolium bromide. Os parâmetros de avaliação observados são a porcentagem de morte celular e a IC50 (concentração do produto que inibe 50% do crescimento celular). Não aplicável a produtos insolúveis em água.

Citotoxicidade pela difusão em gel de agarose – Indicado para emulsões e géis com fase contínua aquosa. Aplicação dos mesmos à superfície de um gel de agarose em contato com células de tecido conjuntivo de camundongo da linhagem NCTC – clone 929 (ATCC CCL1) onde, a citotoxicidade é avaliada com a ajuda de um corante vital, o MTT ou Vermelho Neutro, observando-se o diâmetro médio do halo de lise celular revelado pela coloração. O halo reflete a citotoxicidade de um produto testado e a sua capacidade em se difundir no gel de agarose.

Citotoxicidade pela método de vermelho neutro (NRU) – Utiliza-se uma cultura de células SIRC CCL 60 ou outras, adicionadas do corante vital vermelho neutro ou MTT. A captação do corante pelas células viáveis é quantificada por espectrofotometria, através de um leitor automático de microplacas. Método empregado para todo tipo de formulação, exceto aquelas que possuam propriedades fixadoras, como as formulações alcoólicas.

RBC – Red Blood Cell System – Este ensaio permite quantificar e avaliar os efeitos adversos dos tensoativos empregados em xampus, sabonetes líquidos e produtos de higiene sobre a membrana plasmática das hemácias e a conseqüente liberação da hemoglobina (hemólise) e ainda, o índice de desnaturação da hemoglobina, avaliado através de sua forma oxidada, ambos quantificados por espectrofotometria. A relação entre a hemólise e oxidação da hemoglobina fornece um parâmetro de caracterização dos efeitos dessas substâncias in vitro.

Teste de corrosividade – Consiste em aplicar o produto sobre uma unidade de epiderme humana reconstruída. A viabilidade celular é avaliada pela medida da atividade mitocondrial, através do corante MTT que forma um precipitado azul (formazan) sobre as células viáveis, quantificado por espectrofotometria.

Teste de fototoxicidade – A base deste teste é a comparação da citotoxicidade de um agente químico testado com ou sem exposição adicional a doses não tóxicas de luz UVA. A citotoxicidade é expressa na determinação da dose dependente que reduz o crescimento celular utilizando-se um corante vital, vermelho neutro. A concentração de um agente químico testado reflete a inibição da viabilidade celular em 50%, calculada usando-se um modelo adequado de curva que expressa a resposta da curva de concentração.

Enfim, a experimentação animal tem servido, ao longo de muitos anos, como um meio de se determinar a eficácia e a segurança de diversas substâncias e produtos, em diversas áreas. A princípio, qualquer animal pode servir à experimentação, entretanto, tem-se procurado utilizar um modelo que apresente melhor resposta a um determinado estímulo, seja por sua maior sensibilidade, facilidade de manejo e evidenciação do efeito ou por sua similaridade anatômica, fisiológica ou metabólica com o homem.

Na área cosmética, os animais podem ser utilizados para avaliar todos os riscos potenciais envolvidos, seja irritação, alergia ou efeitos sistêmicos a curto e longo prazo. Os animais de laboratório deverão ser utilizados sempre que não existam métodos alternativos validados que os substituam ou, em casos específicos, após “screening” com métodos in vitro e/ou matemáticos válidos, precedendo dessa forma, os estudos clínicos. Cabe ressaltar que a utilização de animais deve, obrigatoriamente, seguir os preceitos do rigor científico e da ética que norteiam os desenhos experimentais com modelos biológicos, bem como, as normas de bioterismo preconizadas internacionalmente.

Atualmente, apesar de todos os esforços para a redução e substituição de animais de laboratório na experimentação biológica, ainda não nos é possível abandonar a utilização desses animais na avaliação da segurança de produtos, nos seus mais diversos aspectos. Entretanto, desde que sejamos obrigados a utilizar animais nos ensaios, devemos zelar para que os mesmos não sofram dores ou vivenciem angústias durante o período experimental. A caracterização da dor ou desconforto nas diversas espécies animais nem sempre acompanha a realidade humana, dessa forma o experimentador deverá estar bem treinado e, conseqüentemente, familiarizado com os diversos sinais indicativos de sofrimento para a espécie com a qual está trabalhando.

Outro aspecto importante diz respeito às condições ambientais a que são submetidos os animais, variando desde o parâmetro macro (sala, temperatura, umidade, ausência de ruído, ciclo claro-escuro, etc) até o micro (dimensão das caixas/gaiolas, troca de cama, número de animais, etc). Todas as regras básicas de bioterismo e manipulação de animais devem, obrigatoriamente, ser observadas. Embora pareça paradoxal, o uso de anestésicos nem sempre é recomendado, pois pode interferir com a resposta animal. Porém, parâmetros para a finalização humanitária de experimentos, onde os animais demonstram sinais de angústia e desconforto, devem ser observados. Dessa forma, evita-se o sofrimento desnecessário e já torna possível uma avaliação do desfecho do teste, com base no conhecimento da evolução do quadro objeto de análise.

De uma forma geral, recomenda-se que os animais de laboratório utilizados em experimentação sejam manuseados dentro dos preceitos éticos preconizados pelos Guias Internacionais, de forma a contribuir para o refinamento dos ensaios e a diminuição do sofrimento a que possam ser submetidos durante a realização de ensaios biológicos. O teste de irritação dérmica primária e cumulativa consiste na aplicação única do produto a ser testado no dorso de coelhos. É aplicado um patch oclusivo por 4 horas e, após esse período o produto é retirado. Procede-se a graduação das lesões (eritema e edema), 24 e 72 horas após a aplicação, seguindo a escala de Draize. No caso do ensaio para irritação cumulativa, as aplicações são feitas por um período de 10 dias consecutivos e as graduações são feitas 24 e 72 horas após a última aplicação.

Irritação Ocular Primária – Consiste na aplicação única do produto no saco conjuntival de coelhos, com observações da evolução das lesões em 24, 48, 72 horas e 7 dias após a instilação. São graduadas as alterações de conjuntiva (secreção, hiperemia e quimose), íris (irite) e córnea (densidade e área de opacidade).

Sensibilização Dérmica – São realizadas aplicações tópicas da menor dose não irritante por um período de 3 semanas (fase de indução). Após um período de repouso, procede-se à aplicação tópica da maior dose não irritante (fase de desafio). As reações são graduadas segundo escala específica, com a finalidade de avaliar o potencial de sensibilização. Para ensaios de sensibilização dérmica maximizada, segue-se o mesmo procedimento, porém, com aplicações subcutâneas de adjuvante completo de Freund, para exacerbar a resposta imune.

Determinação da DL50 oral – Visa verificar a toxicidade produzida por uma substância quando administrada por via oral, geralmente forçada, por meio de entubação gástrica (gavage). De uma forma geral, os ensaios se baseiam na contabilidade do percentual de animais que são levados a óbito em determinadas faixas de doses. Recomenda-se, também, observar a ocorrência de sinais e sintomas indicativos de toxicidade (ambulação, piloereção, etc).
Os ensaios de toxicidade aguda estão sendo revistos pelo Comitê Técnico da OECD, no sentido de serem substituídos por avaliações também fidedignas, mas que reduzam o sacrifício ou mesmo o número de animais empregados.

Irritação da mucosa oral – Aplicação do produto na bolsa bucal de hamsters, com lavagem subseqüente, durante um determinado período. São feitas observações macroscópicas da mucosa da bolsa e, ao final do ensaio, os animais são sacrificados para exame histopatológico das alterações da mucosa.

Fotoalergenicidade – Os ensaios são feitos em cobaias albinas. Se iniciam com uma fase de indução onde o produto é aplicado de maneira repetida em duas áreas do mesmo flanco dos animais, expondo-se à radiação UVA e UVB, em seguida. Após um período de repouso, procede-se à nova aplicação, em outro flanco, em duas áreas, sendo uma delas o controle, sem exposição à radiação. Após 48 horas, são feitas as observações, comparando-se com a área controle, para confirmar que se trata de uma reação fotoalergênica.

Fototoxicidade – Os ensaios são realizados em cobaias albinas. O produto é aplicado na pele do animal, seguido por exposição à radiação UVA e UVB, sendo uma área, controle. Após 48 horas, são feitas observações macroscopicas e, quando necessário, microscopicas, comparando-se com o controle, sem exposição, para correlacionar uma resposta fototóxica.

Irritação da mucosa genital – São utilizados coelhos albinos machos (irritação de mucosa peniana) ou fêmeas (irritação de mucosa vaginal). O produto é aplicado sobre a mucosa com observações macroscópicas e microscópicas das alterações teciduais. São feitas graduações de forma a determinar o potencial de irritação.

Importante complementar que os produtos cosméticos necessitam de ensaios clínicos em humanos, para que as empresas possam oferecer aos consumidores, o máximo de segurança com o menor risco, garantindo as melhores condições de uso do produto. A partir das informações pré-clínicas coletadas, deve haver a comprovação de segurança de uso por humanos. Estas informações são importantes para determinação do modo e local de uso, advertências de rotulagem e orientações para o serviço de atendimento ao consumidor. Os ensaios de compatibilidade têm por objetivo comprovar a inocuidade dos produtos em pele humana. São realizados de modo geral com apósitos oclusivos ou semi-oclusivos (patch tests) ou em modelos abertos (open tests). Representam o primeiro contato do produto acabado com um ser humano, e por isso devem seguir premissas de ordem ética (levantamento prévio de dados pré-clínicos segundo Resolução 196/96 do MS) e de boas práticas clínicas. Há várias metodologias e critérios de avaliação na literatura.

Ensaios de Compatibilidade:

Irritação Cutânea Primária e Acumulada – Os ensaios devem contemplar um número mínimo de voluntários (50) com critérios de inclusão e exclusão previamente padronizados. O produto é aplicado de forma aberta, semi-oclusiva ou oclusiva, de acordo com o produto a ser avaliado. A duração do contato e periodicidade das leituras são padronizadas. A interpretação dos resultados deve ser feita considerando o ICDRG (international Contact Dermatitis Research Group). A avaliação deve ser feita por dermatologista.

Fotoirritação – Os ensaios devem ter um mínimo de 25 voluntárias com critérios de exclusão e inclusão previamente definidos. Deve haver uma irradiação no sítio de aplicação localizado no antebraço ou no dorso e a interpretação dos resultados também deverá seguir as normas do ICDRG.

Soap Chamber Test – Este ensaio se destina à avaliação de produtos enxaguáveis com duração de contato e periodicidade previamente padronizados, utilizando-se 15 voluntários com pele sensível. A escala para interpretação das leituras é a de Frosch & Kligman, 1979. A avaliação também deve ser feita por dermatologista.

Comedogenicidade – A avaliação de comedogenicidade deve ser realizada em voluntários negros (fototipos 5 e 6) com aplicação no dorso, de forma padronizada, por um tempo de 28 dias, em no mínimo 5 voluntários, para então se proceder com a biópsia com cola de cianoacrilato e a leitura dos achados em microscopia óptica.

Sensibilização Dérmica – Estes ensaios tem as mesmas premissas de compatibilidade, e deve constar de 3 etapas: Indução, Repouso e Desafio realizado com apósitos oclusivos ou semi-oclusivos, em antebraço ou dorso, em no mínimo 50 voluntários e deve ser realizado, por dermatologista, segundo a escala do ICDRG.

Fotossensibilização – A avaliação de fotossensibilização deve também seguir as 3 etapas para indução de sensibilização, mas deve haver irradiação de luz ultravioleta (faixa A) para avaliar seu papel na indução de alergia. O número mínimo de voluntários é de 25, e os ensaios são sempre oclusivos, podendo ser realizados em dorso ou antebraço. A escala de avaliação segue o ICDRG, e deve ser elaborada por dermatologista.

Ensaios de Aceitabilidade – Os protocolos de aceitabilidade devem obedecer às condições de uso determinadas pelo fabricante, com critérios de inclusão e exclusão padronizados, onde a única variável é o uso do produto. O número de voluntários deve ser de no mínimo 30, com avaliação dermatológica e conforme o caso, subjetiva. Pode haver acompanhamento de outro profissional médico de acordo com a categoria de produto (pediatra, ginecologista, oftalmologista, etc.). A duração do ensaio e o número de aplicações poderá variar de acordo com a categoria do produto.

Ensaios de Acnegenicidade e Comedogenicidade em uso – Esta avaliação deve ser realizada em indivíduos de pele oleosa e/ou com tendência a acne, com critérios de exclusão e inclusão padronizados. O uso do produto deve ser padronizado de acordo com as orientações do fabricante. A análise inicial e final das condições da pele deve constar da avaliação clínica, cujos critérios são delineados antecipadamente, assim como a contagem das lesões comedônicas e acneicas.

As mídias sociais e a escassez da mão de obra qualificada

Matéria

E-book Target/ASQ: a estratégia para a operação dos serviços complexos

Essa publicação centra-se em serviços complexos, ou seja, os serviços procurados por causa de uma falta de conhecimento ou habilidade. Os serviços complexos se dividem em três categorias: serviços profissionais, semiprofissionais e técnicos. (Clique para mais informações)

Carlos Aldan

Certa vez, mediando a implementação do planejamento estratégico de uma empresa, cliente da indústria hoteleira, fomos perguntados: “Na opinião de vocês, se tivessem de escolher um fator (driver) único que afetará nossa indústria nos próximos anos, qual seria ele?”. A internet social, respondemos. “E um segundo fator?”. “A escassez de mão de obra qualificada”. Temos aqui, nestes dois fatores, um tremendo dilema. Até alguns anos atrás, o poder de criar conteúdo era prerrogativa dos fornecedores de produtos e serviços. Hoje, o consumidor emite suas avaliações e recomendações a baixos custos e com maior credibilidade, sob a ótica dos próprios clientes, do que a propaganda oficial das empresas. Pesquisa de abril de 2012, da Nielsen Global Online Consumer Survey, aponta para os seguintes fatos:

  • 92% dos consumidores brasileiros pesquisados confiam em recomendações de amigos e familiares publicadas online.
  • 70% desses consumidores confiam nas opiniões de outros consumidores publicadas na internet.
  • Há cerca de 2 bilhões de internautas no mundo hoje (ONU).
  • Há aproximadamente 200 milhões de blogs e 120.000 novos blogs são lançados diariamente.
  • Há mais de 5 bilhões de telefones celulares no mundo, atualmente.

A propaganda boca a boca sempre teve maior credibilidade. O que muda? O fato de que o boca a boca nunca teve um megafone tão potente como a internet à sua disposição. A experiência do cliente, que outrora ficava circunscrita ao seu círculo de amigos, relacionamentos sociais, colegas de trabalho e familiares, hoje pode atingir milhões de usuários. O TripAdvisor, por exemplo, possui mais de 35 milhões de avaliações e opiniões de turistas sobre suas experiências com hotéis, resorts, restaurantes, destinos e pacotes turísticos! O Facebook possui mais de 500 milhões de usuários que passam 700 bilhões de minutos por mês nas suas páginas! Qual é a natureza do dilema? O que os conteúdos gerados pelo cliente relatam? Suas experiências. Experiências que resultam de suas inúmeras interações com produtos, instalações e, sobretudo, serviços. E estas interações são, primordialmente, com profissionais de linha de frente.

Ou seja, qualificar este profissional para que as experiências relatadas sejam positivas não é mais uma escolha, mas sim, uma necessidade imperativa. Oitenta por cento dos consumidores têm reservas em comprar produtos e serviços avaliados negativamente em um destes sites de opinião (AOL’s Brand New World Research, 2008). É claro: se possuem alternativas, para que correr o risco? O descolamento entre o discurso e a prática, poderá acarretar em custos incomensuráveis para as organizações do século XXI. Que o digam a United Airlines e a Brastemp. Não basta monitorar a opinião de seu cliente na internet social e se comunicar com ele permanentemente por meio da comunicação digital, mas sim aproveitar o QI aumentado que as empresas passam a ter com o advento das mídias sociais, para investir efetivamente em pessoas. Tratando o colaborador como um cliente individual, criando um programa também individual de treinamento e desenvolvimento. Entender e dominar estes dois fatores determinará, em grande medida, o grau de sucesso das empresas nas próximas décadas.

Carlos Aldan é CEO e fundador do Grupo Kronberg www.grupokronberg.com.br