As tragédias que ocorrem quando as normas técnicas não são cumpridas

!cid_image500As mortes de jovens em Santa Maria (RS) não serão as últimas, pois no país a maioria desses locais de baladas, bailes, boates, clubes, etc. não cumprem as especificações das normas técnicas. Ou seja, com a balela de que o cumprimento das normas técnicas não é obrigatório, não se cria no Brasil um cultura pela normalização.

Mauricio Ferraz de Paiva

Definir risco é bastante complexo, existindo alguns que dizem que ele é o grau de incerteza em relação à possibilidade de ocorrência de um determinado evento, o que, se realizado, redunda em prejuízos, ou seja, risco é a possibilidade de perda decorrente de um determinado evento. São elementos incertos e as expectativas que agem constantemente sobre os meios estratégicos e o ambiente e que provocam os desastres financeiros e, algumas vezes, perdas de vida humana. A gestão de riscos inclui a aplicação de métodos lógicos e sistemáticos para a comunicação e consulta ao longo de todo processo; o estabelecimento do contexto para identificar, analisar, avaliar e tratar o risco associado a qualquer atividade, processo, função ou produto; o monitoramento e a análise crítica de riscos; o reporte e o registro dos resultados de forma apropriada. O processo de avaliação de riscos é a parte da gestão de riscos que fornece um processo estruturado para identificar como os objetivos podem ser afetados, e analisa o risco em termos de consequências e suas probabilidades antes de decidir se um tratamento adicional é requerido.

O processo de avaliação de riscos tenta responder às seguintes questões fundamentais: o que pode acontecer e por quê (pela identificação de riscos)?; quais são as consequências?; qual é a probabilidade de sua ocorrência futura?; se existem fatores que mitigam a consequência do risco ou que reduzam a probabilidade do risco?; e o nível de risco é tolerável ou aceitável e requer tratamento adicional? Dessa forma, cumprir uma norma destina-se a refletir as boas práticas atuais na seleção e utilização das técnicas para o processo de avaliação de riscos e não se refere a conceitos novos ou em evolução que não tenham atingido um nível satisfatório de consenso profissional. A NBR ISO/IEC 31010 de 04/2012 – Gestão de riscos – Técnicas para o processo de avaliação de riscos, que é uma norma de apoio à NBR ISO 31000 de 11/2009 – Gestão de riscos – Princípios e diretrizes, fornece orientações sobre a seleção e aplicação de técnicas sistemáticas para o processo de avaliação de riscos, que quando bem gerenciado contribui para outras atividades de gestão de riscos.

Outro problema está relacionado com a falta ou inobservância de detalhes construtivos integrantes do sistema de saídas de emergência, o que acarreta, no caso de utilização real, o desencadeamento de lesões corporais, entrada em pânico e até casos mais graves. A construção do sistema de saídas de emergência deve estar em condições de dar conforto mínimo e segurança ao usuário. É peça fundamental no sucesso da retirada de pessoas de locais sinistrados. Em poucos segundos, a pessoa é submetida à intensa carga física e emocional para as quais, normalmente, não está preparada, e a construção deve estar isenta de riscos desnecessários. Resumidamente, pode-se dizer que as saídas de emergência em edificações têm como objetivo fornecer aos profissionais de projeto as ferramentas para planejar e executar o sistema de abandono em caso de emergência em qualquer tipo de edificação: residencial, comercial, industrial, social, institucional, etc. Mesmo com algumas legislações rigorosas em determinadas situações, deixando lacunas em outras, a verdade é que nessas lacunas é que se encaixam as saídas de emergência, pois em vários municípios não há legislações que especifiquem a obrigatoriedade de serem seguidas orientações específicas ou a própria norma brasileira que trata do assunto, a NBR 9077 – Saídas de emergência em edifícios fixa as condições exigíveis que as edificações devem possuir: a fim de que sua população possa abandoná-las, em caso de incêndio, completamente protegida em sua integridade física; e para permitir o fácil acesso de auxílio externo (bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada da população. Segundo a norma, Os objetivos previstos devem ser atingidos projetando-se as saídas comuns das edificações para que possam servir como saídas de emergência; e as saídas de emergência, quando exigidas. A norma se aplica a todas as edificações, classificadas quanto à sua ocupação, constantes na Tabela 1 do Anexo, independentemente de suas alturas, dimensões em planta ou características construtivas, fixando ainda os requisitos para edifícios novos, podendo, entretanto, servir como exemplo de situação ideal que deve ser buscada em adaptações de edificações em uso, consideradas suas devidas limitações.

Para os efeitos da norma, as edificações são classificadas: quanto à ocupação, de acordo com a Tabela 1 do Anexo; quanto à altura, dimensões em planta e características construtivas, de acordo, respectivamente, com as Tabelas 2, 3 e 4 do Anexo. Importante é que a saída de emergência compreende o seguinte: acessos ou rotas de saídas horizontais, isto é, acessos às escadas, quando houver, e respectivas portas ou ao espaço livre exterior, nas edificações térreas; escadas ou rampas; e descarga. Elas devem ser dimensionadas em função da população da edificação. A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes da Tabela 5 do Anexo, considerando sua ocupação, dada na Tabela 1 também do Anexo.

Uma outra norma que não é cumprida é a NBR 14276 de 12/2006 – Brigada de incêndio – Requisitos que estabelece os requisitos mínimos para a composição, formação, implantação e reciclagem de brigadas de incêndio, preparando-as para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, visando, em caso de sinistro, proteger a vida e o patrimônio, reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente, sendo aplicável para toda e qualquer planta. Uma brigada de incêndio é um grupo organizado de pessoas preferencialmente voluntárias ou indicadas, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, dentro de uma área preestabelecida na planta. O responsável pela brigada de incêndio da planta deve planejar e implantar a brigada de incêndio, bem como monitorar e analisar criticamente o seu funcionamento, de forma a atender aos objetivos dessa norma.

Por fim, ninguém cumpre a norma a NBR 10898 de 09/1999 – Sistema de iluminação de emergência que fixa as características mínimas exigíveis para funções a que se destina o sistema de iluminação de emergência a ser instalado em edificações, ou em outras áreas fechadas sem iluminação natural. A função desses sistemas é a de viabilizar a evacuação segura do local. A iluminação de aclaramento deve atender a todos os locais que proporcionam uma circulação vertical ou horizontal, de saídas para o exterior das edificações, ou seja, rotas de saída. Deve assinalar todas as mudanças de direções , obstáculos, saídas, escadas, etc. Em áreas de risco, é recomendado que seja chamada a atenção com pisca-pisca ou equipamento similar as saídas do local. O de blocos autônomos são constituídos de aparelhos de iluminação de emergência de um único invólucro, contendo lâmpadas incandescentes , fluorescentes ou similares, fonte de energia com carregador e controles de supervisão, sensor de falha na corrente alternada, necessário para colocá-lo em funcionamento no caso de falta de alimentação da rede elétrica. O de baterias são os dotados de um painel de controle , rede de alimentação, luminárias de emergência e fontes de energia alternada(baterias).

A comutação do estado de vigília para o estado de funcionamento é automático quando da interrupção da alimentação da rede publica. O sistema não pode ser utilizado para alimentar quaisquer outras instalações da edificação. E os centralizados são sistemas de emergência em que a a fonte de alimentação é constituída por um grupo de motogerador com acionamento automático no caso de falha ou de falta de alimentação da rede publica. Tendo neste caso a tensão de alimentação limitada a 30V para evitar choques elétricos quando do combate a incêndios. Todos os sistemas de iluminação de emergência devem garantir uma autonomia de pelo menos uma hora com uma perda máxima de 10% da iluminação nesta primeira hora da iluminação prevista.

No caso de alguns incêndios, que geraram tragédias, a adoção de sprinklers (chuveiros automáticos) tem demonstrado ser o melhor equipamento disponível, e que obteve maior êxito no combate ao incêndios em edificações. Contudo, é sempre bom lembrar que um sistema de sprinklers tem como função central realizar o primeiro combate ao incêndio, na sua fase inicial, para extingui-lo ou então controlá-lo até a chegada do Corpo de Bombeiros. A normas que deve ser cumprida é a NBR 10897 de 10/2007 – Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos – Requisitos que estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos em instalações prediais.

Enfim, depois de uma tragédia, a sociedade brasileira reclama, mas a total negligência do poder público vai continuar e por consequência tudo ficará como antes. O país vive o absurdo ter milhares de vítimas de homicídios e um número igual em acidentes de trânsito todos os anos. A sociedade acabou acostumada com tudo isso, afinal, acabam se tornando casos diluídos no tempo e no espaço. Quando ocorrem tragédias maiores, é diferente, pois as pessoas se abalam emocionalmente. Elas têm o poder de perturbar, por mostrar o choro de centenas de famílias o quanto é valiosa a vida, o quanto é importante preservá-la. Quando o assunto é a segurança das pessoas, o exagero nunca é demais. Os riscos devem sempre ser medidos, possibilidades devem ser cogitadas e negligências punidas severamente antes que as tragédias aconteçam. O preço de uma vida não pode ser o da negligência pública e a corrupção generalizadas.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

Segurança em casas noturnas não contempla pessoas com deficiência

Segundo o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou até agora 235 jovens, ainda não foi informado se, dentre os estudantes, havia pessoas com deficiência. A certeza, que já se confirmou no dia seguinte ao acidente, foi a ausência de um planejamento adequado de segurança que atendesse aos frequentadores da casa, realidade comum às boates brasileiras. O incidente denunciou irregularidades na concessão de alvarás de funcionamento para estabelecimentos públicos e particulares de uso coletivo e a inexistência de planos que viabilizem escape, em casos de incêndio e pânico, inclusive para pessoas com deficiência. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros do Rio, em matéria do jornal O Globo, a legislação atual sobre os procedimentos de emergência não obriga a existência de saídas adaptadas em casas noturnas. Segundo a corporação, “o atendimento à lei da acessibilidade para fins de vistoria ainda está em fase de viabilização”.

Se a acessibilidade é o direito de todos de ir e vir, a necessidade de saídas de escape para pessoas com deficiência não pode ser ignorada. O IBDD, em 2010, ganhou liminar em ação civil pública para que os alvarás de funcionamento no Rio só sejam concedidos para os estabelecimentos de uso coletivo – casas noturnas, bares, cinemas, escolas, restaurantes, empresas de pequeno e médio porte- que oferecerem condições de acesso a pessoas com deficiência, cumprindo assim a Lei Federal 10.098. A decisão judicial foi incorporada ao Código de Posturas Municipal, e a Prefeitura do Rio deveria ser multada em R$ 5 mil por cada alvará concedido a quem não atender às normas. A declaração do Corpo de Bombeiros é “absurdo total”, argumenta a superintendente do IBDD, Teresa d’Amaral: “Se a autorização para que uma casa noturna seja aberta deve respeitar as normas de acessibilidade, é evidente que também áreas de saída de emergência precisam ser acessíveis”.

A tragédia na boate Kiss alertou a sociedade brasileira para a necessidade de fiscalização dos estabelecimentos, em relação ao cumprimento das normas de segurança para a concessão de alvarás. “O direito à segurança nas casas noturnas precisa também ser estendido para as pessoas com deficiência. As rotas de fuga precisam estar acessíveis, e a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros devem fiscalizar o cumprimento das regras”, alerta a advogada do IBDD, Priscila Selares. Lembra o médico do IBDD, Trajano Caldas: “Nesse estágio, é fundamental que o poder público e os profissionais de saúde iniciem um processo de reabilitação para as vítimas do acidente a fim de evitar que uma parcela da população fique com deficiência”.

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Qualidade de vida: tenha ossos sadios!

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 18 e 19 de Março

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: José Ernani da Silva

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos. Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade).
O tópico Curto-Circuito discute: a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica; b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito; c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.
O tópico Coordenação da Proteção discute: a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas; b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão; c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.
Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância. Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

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ossosOs ossos são estruturas vivas, que consistem em uma armação colágena na qual é depositada uma matriz mineral, contendo principalmente cálcio. São formados por várias camadas: uma fina membrana superficial com uma rede de vasos sanguíneos e nervos, um arcabouço denso, rígido, conhecido como osso compacto ou cortical e uma cavidade central, que em alguns ossos contém material esponjoso, onde se encontra a medula óssea. A densa camada cortical é formada por colunas de células ósseas, algumas responsáveis pela destruição do osso velho e outras pela produção de novos elementos. Essa rotatividade do tecido ósseo, chamada remodelação, é importante para o crescimento, reposição e manutenção do osso. As células necessitam de cálcio, fósforo, vitamina D e pequenas quantidades de outros elementos para funcionar de forma eficiente.

Os ossos proporcionam uma estrutura rígida que sustenta as centenas de músculos que movimentam as diferentes partes do corpo. Eles também protegem órgãos internos, principalmente o coração e os pulmões. Entre os nutrientes usados no crescimento de novos ossos e na substituição de velhos , estão as vitaminas A, C e D, e os minerais cálcio, fósforo, magnésio, flúor e cobre. A osteoporose enfraquece a estrutura interna dos ossos, tornando-os muito mais sujeitos a fraturas. Aumenta a probabilidade de fratura após qualquer tipo de queda, e é por isso que pessoas de mais idade freqüentemente quebram punhos e tornozelos. Para proteger os ossos contra a osteoporose é preciso fortalecer o esqueleto na juventude. Uma boa maneira para isso é a prática regular de exercícios desde a infância. Porém, apenas a prática de exercícios regulares não é suficiente. É essencial que a dieta forneça quantidades adequadas de cálcio. O organismo está continuamente usando cálcio para várias atividades celulares, inclusive crescimento e manutenção de tecido ósseo sadio. A dieta diária deve, portanto, fornecer quantidades suficientes desse mineral.

É importante lembrar que, nas mulheres, as necessidades diárias de cálcio aumentam durante o período de gestação e de amamentação. Pesquisas já provaram que as pessoas adeptas de exercícios regulares durante toda a vida e que consumiram suficiente quantidade de cálcio, têm muito menor probabilidade de apresentar perda óssea na idade avançada. Com o envelhecimento, há perda da densidade dos ossos. Nas mulheres, a perda é mais rápida após a menopausa, quando cessam os efeitos protetores do hormônio estrogênio. As negras, cujos ossos são mais densos, têm menos chances de desenvolver osteoporose. Ela reduz a densidade dos ossos afetados, tornando-os mais frágeis e sujeitos a fraturas. Os canais entre as colunas de células ósseas se alargam e aparecem espaços entre as fibras colágenas que formam o arcabouço do osso. As células afetadas tornam-se mais leves e mais fracas. O risco de osteoporose aumenta com a idade: quase todas as pessoas acima de 55 anos sofrem pelo menos alguma perda, se não tomarem os devidos cuidados alimentares e físicos. As mulheres são mais sujeitas após a menopausa, quando os ovários deixam de produzir o hormônio feminino estrogênio, que ajudam a manter a resistência dos ossos.

O reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo) recomenda:

– Tente comer entre cinco e nove porções de frutas e legumes todos os dias: frutas e legumes laranja, vermelho e verde escuro são ricos em antioxidantes e nutrientes que vão beneficiar os seus ossos e a sua saúde em geral. “Coloque na sua mesa couve, espinafre, laranja, batata doce, uva, tomate, pimentão vermelho e ameixas secas para manter a variedade em sua dieta e para ajudar a manter os ossos saudáveis”, diz.

– Adicione novos exercícios a sua rotina semanal: Para se proteger contra a osteoporose é importante fazer exercícios de peso-rolamento e exercícios de fortalecimento muscular. “Então, se você já caminha e corre, procure fazer musculação regularmente. Comece a fazer exercícios para fortalecer os músculos das costas, quadris e pernas, 2-3 vezes por semana”, comenta o médico.

– Melhore o seu equilíbrio: adicionar exercícios que melhoram o equilíbrio na sua rotina pode ajudar a prevenir quedas e reduzir o risco de fraturas. “Exercícios como alongamento, pilates, tai chi chuan e yoga podem promover boa postura, força, movimento e flexibilidade”, ensina o diretor do Iredo.

– Consuma cálcio e vitamina D diariamente: certifique-se de incluir alimentos ricos em cálcio em sua dieta todos os dias. Boas escolhas incluem produtos lácteos com pouca gordura e sem gordura, como leite, iogurte, queijo e alguns vegetais verdes como couve, brócolis e couve. Você também pode procurar por alimentos que têm adição de cálcio, como suco de laranja, leite de soja, leite de amêndoa e leite de arroz enriquecido com cálcio. “Se você não obtém a quantidade diária recomendada de cálcio a partir dos alimentos que você come, tome um suplemento para repor o que você está faltando em sua dieta. A vitamina D é mais difícil de ser obtida a partir dos alimentos, mas é igualmente importante para prevenir a osteoporose. Muitas pessoas precisam tomar um suplemento para atender às recomendações diárias de vitamina D. Consulte o seu médico para saber se este é o seu caso: se você precisa de suplementação de cálcio ou de vitamina D”, aconselha o especialista em reumatologia.

– Conheça os fatores de risco para a osteoporose e pergunte ao seu médico quando você deve fazer uma densitometria óssea. Além de seu histórico de idade, sexo e família, há muitos medicamentos e condições de saúde que podem levar à perda óssea, aumentando o risco de osteoporose. “Como resolução de ano novo, converse com seu médico sobre seus fatores de risco e pergunte quando você deve fazer um teste de densidade óssea”, conclui Lanzotti.

Carnaval de impostos

carnavalA carga tributária é pesada sobre os produtos mais consumidos durante o Carnaval. As bebidas têm a maior incidência de tributos: 76,66% na caipirinha, 62,20% no chope, 55,60% na cerveja e 46,47% no refrigerante em lata, conforme aponta o estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). “Por não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira, esses produtos têm uma elevada carga tributária”, explica João Eloi Olenike, presidente do IBPT. Até os adereços e fantasias usados no período têm alta carga tributária. Os impostos correspondem a 42,71% do preço da máscara de lantejoulas; 36,41% da fantasia de tecido, e 45,96% do colar havaiano. A pesquisa do IBPT também informa que o peso dos tributos equivale a 45,59% do preço da buzina a gás, 43,83% do valor do confete ou serpentina e 45,94% do spray de espuma. Para os foliões que pretendem acompanhar os desfiles das escolas de samba pessoalmente, o estudo aponta que a o Leão abocanhará 36,28% do preço de um pacote de viagem que inclui hospedagem, transporte e ingressos para o sambódromo.