O Brasil já tem a sua fábrica de insetos

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

MOSCAMEDSediada na cidade de Juazeiro, na região norte da Bahia, a Moscamed possui as suas atividades voltadas para a produção de insetos empregados no manejo integrado de moscas-das-frutas, no monitoramento de espécies de interesse econômico, como a espécie de moscas das frutas, Ceratitis capitata, que é responsável pelos maiores danos causados a fruticultura mundial, e na capacitação, treinamento e disseminação de informação técnico-científica. Desde sua fundação em 2005, emprega as melhores técnicas em sua área de atuação e responde com eficiência às demandas dos setores público e privado. Realiza monitoramento ambientalmente seguro nas culturas de manga, uva, melão, maçã, papaia, goiaba e acerola.

Todo trabalho começa no campo. O programa de monitoramento, realizado por técnicos especializados nessa atividade, é um aliado para a produção de frutas saudáveis. Através desse programa é possível controlar a praga e diminuir o risco de introdução de espécies exóticas no território nacional. O objetivo do programa de monitoramento, em diversas regiões do país, é reduzir a população da praga alvo a níveis abaixo do dano econômico, ao utilizar sistemas de alta tecnologia, como a Técnica do Inseto Estéril, e o Geoprocessamento, que além de diminuir os custos de produção do produtor, reduz os problemas ambientais causados pelo uso de agrotóxicos. O monitoramento é o principal pré-requisito para o controle racional e eficiente de moscas-das-frutas. Essa atividade permite conhecer as espécies de moscas mais frequentes, detectar espécies exóticas, a flutuação populacional, e a densidade da praga em campo.

No campo a eficiência do monitoramento, que segue rigorosamente os protocolos internacionais, e todos os critérios estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é garantida pela qualidade do atrativo, que pode ser alimentar ou sexual, e pela instalação adequada das armadilhas em locais onde há a maior chance de captura do inseto adulto, nos próprios hospedeiros preferenciais, ou próximo a eles. A coleta e a triagem do material capturado são feitas semanalmente, quando as armadilhas são lavadas e reabastecidas com o atrativo, alimentar ou sexual, por técnicos armadilheiros qualificados para desenvolver essa atividade. Todo o material coletado em campo é encaminhado para o laboratório onde é feita triagem e identificação dos insetos capturados. Outro procedimento do programa de monitoramento é a amostragem de frutos. Nessa etapa é possível detectar as larvas das moscas-das-frutas presentes no fruto, o grau de infestação do pomar e os danos causados pelas moscas.

Essa é a primeira biofábrica do Brasil para a produção de insetos estéreis e controle biológico de pragas. A Ceratitis capitata, praga de origem africana que ataca frutos, e é popularmente conhecida como mosca do mediterrâneo foi introduzida no Brasil no final do século 19. E junto com outras moscas-das-frutas causa prejuízo de 120 milhões de dólares por ano para a fruticultura brasileira e mais de dois bilhões de dólares para a fruticultura mundial. Entre as principais culturas atacadas estão os pomares de goiaba, acerola, manga e pêssego. Além das moscas-das-frutas, a lagarta da macieira, Cydia Pomonella, outra praga que ameaça plantações de maçã na região sul do país é alvo da ação de monitoramento e controle da Moscamed. A Técnica do Inseto Estéril (Sterile Insect Technique) é um tipo de controle genético onde a própria espécie é usada para seu controle. É uma tecnologia de ponta que consiste na criação, em grande escala, do inseto praga que se deseja controlar e na liberação desses insetos esterilizados em campo.

moscaOs insetos estéreis copulam com os selvagens, mas não geram descendentes. No processo de produção em escala industrial os ovos coletados são submetidos à temperatura de 34 °C durante 24h, eliminando ovos que dariam origem as fêmeas. Em seguida, os ovos são inoculados em dieta artificial, que simula a polpa da fruta. As moscas completam seu estágio de maturação e passam à fase de pupa, estágio intermediário de desenvolvimento entre larva e adulto. Nessa fase, 48 a 24 horas antes da emergência dos adultos, as pupas são pintadas com tinta em pó fluorescente, ensacadas e irradiadas com Raios-X, e os machos estéreis liberados em campo. Atualmente, a Moscamed é a única biofábrica do mundo a esterilizar insetos com esse tipo de irradiação.

Agora, segundo a empresa, existe um novo projeto: um mosquito transgênico para combater a dengue, ou seja, a criação de machos que transmitem um gene letal para as fêmeas, que o repassam às suas proles. Os mosquitos morrem antes de chegar à idade adulta. Primeiros testes no interior da Bahia são animadores. Com a inauguração da maior fábrica de mosquitos da dengue transgênicos do mundo no início de julho, pretende-se produzir 4 milhões de insetos por semana no país. O Brasil deu início à produção de ovos do mosquito em janeiro de 2011. Trata-se de algo inédito fora da Inglaterra, onde a técnica de transgenia para supressão populacional foi desenvolvida. A primeira linhagem do mosquito transgênico foi desenvolvida pela empresa britânica Oxitec e, em 2010, a USP começou a trabalhar na adaptação do mosquito ao ambiente brasileiro. Em 2011, a biofábrica Moscamed entrou no projeto e passou a produzir 550 mil machos por semana.

Somente no primeiro semestre deste ano, a dengue acometeu mais de 431 mil brasileiros. Na doença clássica – que raramente mata – os sintomas são febre, dor de cabeça e dores no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. Já a dengue hemorrágica provoca também sangramento e pode terminar em morte. Os cientistas introduzem um gene letal no código genético do macho do mosquito que transmite a dengue. Depois de produzidos em laboratório, eles são liberados em áreas urbanas, as mais atingidas pela doença.

Ao copular com as fêmeas da espécie, estas passam a carregar o gene letal e o transmitem a todas as suas proles futuras. Os mosquitos morrem antes de chegar à idade adulta. A fêmea é a que pica. Se liberássemos fêmeas, a prole delas morreria, mas elas poderiam transmitir a dengue. Desde julho de 2011, a liberação de mosquitos em grande quantidade vem sendo realizada nos bairros de Mandacaru e Itabereba, em Juazeiro, na Bahia. Em seis meses, verificou-se uma redução populacional média de 90% nas duas localidades.

A Oxitec já havia realizado testes bem sucedidos nas Ilhas Caimã, território britânico no Caribe, mas com uma dimensão muito menor do que no Brasil. A cada ano são diagnosticados cerca de 500 casos de dengue na Alemanha, em indivíduos que viajaram principalmente para a Ásia e para o Brasil. Quando perguntado sobre os possíveis impactos ambientais da introdução dos indivíduos transgênicos na natureza, os técnicos da empresa explicam que o Aedes aegypti é uma espécie exótica no país, natural da África e que não participa de nenhuma cadeia ecológica. Eles acreditam que o inseto tem, sim, influência no ecossistema. O mosquito existe há décadas no Brasil e foi integrado ao ecossistema local. Insetos servem de alimento para pássaros, peixes, anfíbios, e não sabemos que influência a eliminação de tantos mosquitos terá sobre essas outras espécies.

Em 1955, o Aedes aegypti foi erradicado no Brasil como resultado de medidas de controle da febre amarela, também transmitida pelo mosquito. Mas no final da década de 1960, ele ressurgiu no país e hoje é encontrado em todos os estados brasileiros. Após os testes nos dois bairros de Juazeiro, a ideia agora é aplicar o projeto em um município de pequeno porte: Jacobina, também na Bahia, com cerca de 80 mil habitantes.

O uso de transgênicos adiciona uma nova tecnologia, sem eliminar as outras. Ela deve ser usada em conjunto com os métodos já utilizados, como eliminação de criadouros e aplicação de inseticida. Apesar de reconhecer que a introdução de transgênicos na natureza deve ser analisada com cautela, pode ser que os resultados do projeto sejam positivos, e poderia servir de exemplo para outros países e outras enfermidades, como a malária. A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano haja entre 50 milhões e 100 milhões de infecções de dengue no mundo. A doença é endêmica em mais de 100 países, afetando principalmente a Ásia e a América Latina. Em 2010, os primeiros dois casos de transmissão na Europa foram registrados na França e na Croácia.

Anúncios

Paredes de concreto moldadas no local

NBR ISO 14051: a contabilidade dos custos de fluxos de material na gestão ambiental

A NBR ISO 14051 de 01/2013 – Gestão ambiental – Contabilidade dos custos de fluxos de material – Estrutura geral estabelece uma estrutura geral para a contabilidade dos custos de fluxos de material(CCFM). Sob a CCFM, os fluxos e estoques de materiais dentro de uma organização são rastreados e quantificados em unidades físicas (por exemplo, massa, volume) e os custos associados com estes fluxos de materiais também são avaliados. A informação resultante pode agir como motivador para organizações e gerentes procurarem oportunidades para simultaneamente gerar benefícios financeiros e reduzir impactos ambientais adversos. A CCFM é aplicável a qualquer organização que use materiais e energia, não importando seus produtos, serviços, tamanho, estrutura, localização e sistemas de gerenciamento e contabilidade existentes. Clique no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=27&c=2995 para mais informações.

paredes de concretoCom o aquecimento do mercado da construção civil, que está exigindo obras cada vez mais rápidas e econômicas, o sistema construtivo de paredes de concreto moldada in loco passou a ser cada vez mais utilizado. Baseado na combinação de elementos modulares, que permitem a obtenção de painéis de qualquer tamanho, esse sistema resulta em economia e velocidade na obra. E pelo fato das formas plásticas, bastante utilizadas pelo sistema, serem versáteis, elas agregam na qualidade, velocidade e eficiência, tanto em obras residenciais quanto industriais.

O sistema construtivo de paredes de concreto é um método de construção racionalizado que oferece produtividade, qualidade e economia de escala quando o desafio é a redução do déficit habitacional. O sistema possibilita a construção de casas térreas, assobradadas, edifícios de até cinco pavimentos padrão, edifícios de oito pavimentos padrão com esforços de compressão, de até 30 pavimentos padrão e com mais de 30 pavimentos – considerados casos especiais e específicos. No sistema construtivo de paredes de concreto, a vedação e a estrutura são compostas por esse único elemento. As paredes são moldadas in loco, tendo embutidas as instalações elétricas, hidráulicas e as esquadrias. O método é inspirado em experiências consagradas e bem-sucedidas de construções industrializadas em concreto celular (sistema Gethal) e concreto convencional (sistema Outinord), que eram mundialmente conhecidas nas décadas de 70 e 80. Porém, devido à falta de escala e de continuidade de obras nesses padrões – principalmente com as limitações financeiras da época – essas tecnologias não se consolidaram no mercado brasileiro.

De acordo com o engenheiro Danilo de Matos Lorenceto, diretor geral da Lorenceto Engenharia, a escolha pelas formas plásticas para paredes de concreto se dá pelo fato do setor da construção civil ter evoluído nos últimos anos, criando a necessidade de industrializar seu processo construtivo. “Hoje nós precisamos ter controle total da obra, desde o gasto com todos os insumos, logística e o gasto com mão de obra. Por isso, o sistema de formas plásticas para paredes de concreto é vantajoso, uma vez que permite o controle do uso de matéria-prima e não exige uma mão de obra totalmente especializada, mas de profissionais que sejam capazes de montar e desmontar a forma. Esse é o maior feeling do sistema”, afirma.

Ele ainda diz que o processo fica muito bem industrializado. “É um processo relativamente simples, desde que você tenha uma equipe técnica que acompanhe e fiscalize o andamento da obra”, comenta o engenheiro, que completa: “Quanto mais nós industrializarmos esse processo, mais fácil será o planejamento da obra e maior será o controle. Se, por acaso, ocorrer um erro, o engenheiro saberá exatamente onde ele está, pois tem o controle de todas as variáveis do processo, trazendo assim uma previsibilidade geral das situações”, diz Lorenceto. O engenheiro afirma ainda que, entre todos os tipos de formas utilizadas neste sistema, as plásticas apresentam como vantagem seu custo menor. “Além disso, elas permitem uma possibilidade maior de modulação de projetos. Outra vantagem é que as formas da Metro Modular, utilizadas neste projeto, apresentam a opção de uma maior quantidade de travamentos, o que a diferencia das demais no mercado e faz com que ela tenha maior rigidez no painel, reduzindo possíveis problemas de alinhamentos e desaprumos. Por isso, o resultado é extremamente satisfatório”, afirma.

Existe uma norma, a NBR 16055:2012 – Parede de concreto moldada in loco para a construção de edificações – Requisitos e procedimentos que se aplica somente às paredes submetidas à carga axial, com ou sem flexão, concretadas com todos os elementos que farão parte da construção final, como detalhes de fachada (frisos, rebaixos), armaduras, instalações elétricas e hidráulicas. Além disso, considera as lajes incorporadas ao sistema por solidarização com as paredes, tornando o sistema monolítico. O documento informa que as paredes de cada ciclo construtivo de uma edificação podem ser moldadas em uma única etapa de concretagem, o que permite que após a desforma, as paredes já possuam vãos para portas e janelas, tubulações ou eletrodutos de pequeno porte, elementos de fixação para coberturas e outros elementos específicos. Outro destaque é que a norma fixa requisitos para a construção de edifícios com qualquer altura, o que beneficia o programa Minha Casa, Minha Vida.

As formas plásticas também estão sendo utilizadas na construção de vigas da Estação de Tratamento “Água Limpa”, construída pelo consórcio entre as construtoras Isolux Corsan e Araguaia Engenharia Ltda. A estação com capacidade máxima de tratamento de 860 litros por segundo (porte médio), será gerenciada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e atenderá aos municípios de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, no estado de São Paulo. Segundo o engenheiro Bruno Legramandi, gestor de contratos da Araguaia Engenharia, as vigas deste tipo de obra possuem uma variedade de dimensões e as formas plásticas foram escolhidas pela sua versatilidade, que permite essa variedade de dimensões. “Nós damos a geometria da peça para a Metro Modular, empresa fornecedora das formas plásticas utilizadas na obra, e ela desenvolve a forma exatamente na dimensão solicitada. Isso elimina o uso de peças para complementar o módulo, caso da forma metálica, o que permite uma regularidade muito boa ao projeto. Além disso, as formas são muito leves o que facilita seu transporte e manuseio”, comenta Legramandi.

Ainda de acordo com Legramandi, a leveza das formas gera uma economia muito grande em mão de obra. “Por serem leves, eu não preciso de guindaste para movimentação das peças e a descarga também é muito fácil. Com duas ou três pessoas eu consigo retirar o painel, que já vem pré-montado, e transportá-lo ao local em que ele será montado. Isso é muito importante, considerando que o terreno da obra é irregular e esses painéis são utilizados a 6,5 metros de altura”, diz. Com relação ao preço, ele diz que as formas plásticas para a construção de vigas é o mesmo das demais formas existentes no mercado, mas pelo fato de gerar ganhos auxiliares elas se tornam mais vantajosas. Além disso, os gastos com a avaria das formas é menor com as plásticas.

Outro ponto positivo destacado é o fato da forma plástica da Metro Modular já vir com desmolde. “O desmoldante, geralmente aplicado nas formas de alumínio, geram um custo a mais. Além disso, com a forma plástica o concreto fica muito mais limpo. São pequenos detalhes que vão se somando e acabam fazendo toda a diferença”, diz. Segundo Thiago Pereira, engenheiro de produção da obra, a economia no custo da obra civil com o uso de formas plásticas gira entre 15% a 20%, levando-se em conta todas as vantagens da forma. “É difícil comparar as formas plásticas com as de outro tipo, pois não há nenhuma outra com estas características, mas nós simulamos de quanto seria o gasto com outros tipos de forma e chegamos a este número. Para esta obra, a forma plástica caiu como uma luva”, afirma.

Enfim, o sistema de construção com paredes de concreto moldadas in loco permite executar com agilidade e economia obras de grande escala como condomínios, vilas, etc. Nele, as paredes e demais elementos (fundações, lajes, escadas, etc.) de casas ou edifícios são moldados no próprio canteiro, com a utilização de fôrmas adaptadas para cada projeto. Uma das maiores vantagens do sistema de paredes de concreto é a velocidade, sendo possível diminuir 50% do tempo que se levaria em uma obra convencional. Com isso, economiza-se em despesas com o canteiro de obras e os investidores obtêm um retorno financeiro mais rápido.

Para se ter uma ideia, com cada jogo de formas é possível construir 20 casas por mês, sendo que quando a casa de número 15 estiver sendo concretada, a primeira já estará pronta para a entrega. Para obter esses resultados, as equipes são alocadas de acordo com as dimensões das casas. Em um projeto de 60 m² ou 70 m² trabalham 16 homens que se dividirão nas tarefas envolvidas na construção: montagem e desmontagem das formas, instalações elétricas e hidráulicas e concretagem. A execução das paredes de concreto pode variar de acordo com os processos construtivos adotados por diferentes construtoras. O material das formas e seu fechamento, assim como o tipo de concreto utilizado, são alguns itens que podem mudar de empresa para empresa.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado