Os aspectos ambientais no projeto e no desenvolvimento de produtos e serviços (parte 1)

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AMBIENTAL1A avaliação dos impactos ambientais causados por processos, produtos e serviços já é uma preocupação mundial para que se possa inserir esses custos ocorridos com os impactos e uso dos recursos naturais. Isso vem sendo influenciado pelo interesse mundial pela conservação, manutenção e recuperação dos recursos naturais, visando uma melhoria da qualidade de vida e do bem estar social. A problemática da avaliação dos impactos ambientais passa por dois fatores: a análise do problema e sua mensuração que inclui o valor e os custos incorridos. Assim, os critérios de avaliação ambiental passam pela determinação de critérios qualitativos e quantitativos.

O custo econômico do uso dos recursos naturais vem levantando o interesse de estudiosos e pesquisadores desde o início do século. Embora esta preocupação tenha ocorrido inicialmente em virtude do grande crescimento populacional e desenvolvimento industrial, visando suprir a vontade do homem em satisfazer suas necessidades, atualmente seu caráter encontra-se atrelado à sustentabilidade. Ao mesmo tempo, há uma preocupação também com os suprimentos e direitos das gerações futuras, quanto ao meio ambiente. Assim, a área de gestão ambiental muito necessita, ou melhor, possui um campo vasto para pesquisa e trabalhos direcionados ao estudo dos custos atrelados ao processo e/ou produtos e/ou serviços que fazem uso dos recursos naturais. Então o problema na área da avaliação dos impactos ambientais consiste em como internalizar e avaliar os custos do produto ou serviço por meio do processo produtivo ou do projeto do produto, tendo em vista a utilização dos bens retirados do ambiente e dos gastos com tratamentos de efluentes, lançados ao meio ambiente.

Embora a avaliação das perdas e prejuízos ambientais para a área social venha sendo analisada na sua amplitude por diferentes áreas de estudo (ecologia, economia, etc.), tem-se observado que ainda são poucos os estudos científicos para a diversificação da questão. Desta maneira, o foco principal dos estudos de avaliação dos impactos ambientais passa a ser sua quantificação e a determinação do valor agregado, iniciando no projeto do produto, passando por sua fabricação (processo produtivo) até seu descarte final. Conhecer e identificar quais são as variáveis que interferem no valor agregado do produto ou processo produtivo e como trabalhá-las, considerando-se a gestão ambiental, constitui-se o núcleo do trabalho de pesquisa para o tratamento dos custos e sua internalização.

Em consequência, o estudo e aplicação de metodologias, técnicas, e métodos para identificar e avaliar os custos dentro da gestão ambiental passa a ser motivo de competitividade e fator de estratégia global da empresa que deseja vencer as barreiras de mercado e permanecer lucrativa. Considerando que a sobrevivência é hoje uma meta a que estão submetidas todas empresas, e que para tal, devam ser competitivas dentro dos seus setores de atuação, os custos decorrentes da variável ambiental passam a ser consideradas como uma das estratégias competitivas dentro da nova visão do mercado transnacional.

Portanto, as questões relacionadas às perdas, ao uso indiscriminado dos recursos naturais e lançamentos de efluentes ao meio ambiente têm conduzido vários estudiosos a questionarem os custos das atividades e processos produtivos na busca de soluções para este problema. Este fato exige que seja conhecida a parcela dos custos ambientais que farão parte do cálculo dos custos do produto e quanto a sociedade encontra-se disposta a pagar pelo acréscimo no preço final do produto. Conhecer os custos com o uso dos recursos naturais e do tratamento de efluentes (sólidos, líquidos e gasosos), derivados do processo produtivo e do uso de produtos, pode vir a se constituir em uma estratégia de conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida. Apesar disso, há a necessidade de estudos teóricos e práticos desta questão, de forma mais aprofundada e nos mais variados setores produtivos (metalmecânico, papel e celulose, etc.). A importância dada aos processos e produtos com qualidade, também conduz as empresas a trabalharem o valor agregado e os custos ambientais como estratégias competitivas.

Os especialista estão buscando um aprimoramento nos modelos e metodologias de avaliação, decorrentes das exigências de mercado. Isso tem sido estimulado principalmente pela globalização da economia e pela competitividade internacionalizada. Porém, ainda são escassas as informações estatísticas sistematizadas sobre os custos dos impactos ambientais no processo produtivo, pois elas provêm, em geral, de períodos recentes e encontradas somente em determinados setores industriais. Assim, atualmente as organizações têm na gestão ambiental uma maneira para avaliar o seu desempenho quanto as perdas e o consumo de recursos naturais. Desta forma, os impactos ambientais tendem a ser minimizados, permitindo um gerenciamento dos custos, para que se tenha um custo ambiental mais baixo.

A ABNT ISO/TR14062 de 05/2004 – Gestão ambiental – Integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto descreve conceitos e práticas usuais correntes relativas ao projeto do produto e seu desenvolvimento, onde “produto” é entendido como bens e serviços. É aplicável ao desenvolvimento de documentos de setores específicos. Segundo a norma, todos os produtos, isto é, todos os bens e serviços, causam impactos no meio ambiente, podendo ocorrer em qualquer um ou em todos os estágios do ciclo de vida do produto, quais sejam: aquisição de matéria prima, fabricação, distribuição, uso e disposição. Esses impactos podem ser ou não ser significativos; eles podem ser de curta ou longa duração, e podem ser locais, regionais e/ou globais. O interesse dos clientes, usuários, desenvolvedores e outros está aumentando em relação aos aspectos e impactos ambientais dos produtos. Este interesse é refletido nas discussões entre empresas, consumidores, organizações governamentais e não governamentais relacionadas a desenvolvimento sustentável, ecoeficiência, projeto para o meio ambiente, administração de produtos, acordos internacionais, tratados comerciais, legislação nacional, governamental ou setorial baseadas em iniciativas voluntárias.

Esse interesse é também refletido na economia de vários segmentos do mercado que reconhecem e obtêm vantagens destas novas abordagens de projeto de produto. Essas novas propostas podem resultar na melhoria da eficiência dos processos e no uso dos recursos, no potencial de diferenciação do produto, na redução da carga regulatória, da responsabilidade potencial e na redução de custos. Além disso, a globalização dos mercados, as mudanças de fontes, a fabricação e a distribuição influenciam toda a cadeia de suprimentos e, portanto, resultam em impacto no meio ambiente.

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