Os aspectos ambientais no projeto e no desenvolvimento de produtos e serviços (parte 2 – final)

Target GEDWEB Setorial Saúde

O Brasil é o maior país da América Latina, com uma população de mais de 190 milhões de habitantes e essa população está crescendo e a sua idade média está aumentando rapidamente em virtude de melhorias nos padrões sanitários e no acesso aos serviços de saúde. A parcela da população brasileira com 65 anos ou mais vem aumentando em uma média de 63% e espera-se que esta parcela cresça 40% nos próximos dez anos. O crescimento da população somado ao seu envelhecimento deve resultar em uma demanda por serviços de saúde substancial e crescente. Clique no link para mais informações.

AMBIENTAL2Mais organizações estão se conscientizando de que existem benefícios substanciais na integração dos aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto. Alguns destes benefícios podem incluir redução de custos, estímulo à inovação, oportunidades de novos negócios e melhoria na qualidade dos produtos. Prever ou identificar os aspectos ambientais de um produto durante o seu ciclo de vida pode ser complexo. É importante considerar sua função dentro do contexto do sistema onde será utilizado. O aspecto ambiental de um produto deve também ser ponderado com outros fatores, tais como o desempenho funcional pretendido para o produto, a saúde e a segurança, o custo, a aceitação de mercado, a qualidade e os requisitos legais e regulatórios.

O processo de integração dos aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto é contínuo e flexível, promovendo criatividade e maximizando inovações e oportunidades para a melhoria ambiental. Como base para esta integração, as questões ambientais podem ser contempladas nas políticas e estratégias da organização envolvida. Identificações e planejamentos prévios permitem que organizações tomem decisões efetivas sobre os aspectos ambientais que controlam e entendam melhor como essas decisões podem afetar os aspectos ambientais controlados por outros, por exemplo, na aquisição de matéria prima ou nos estágios de final de vida do produto.

Assim, esse Relatório Técnico é indicado para todos aqueles envolvidos no projeto e desenvolvimento de produtos, independentemente do tipo, tamanho, localização e complexidade da organização, e para todos os tipos de produtos, sejam novos ou modificados. Foi elaborado para todos aqueles diretamente envolvidos no projeto de produto e processo de desenvolvimento e para aqueles responsáveis pela política e/ou pelo processo de tomada de decisão. A informação contida neste Relatório Técnico pode também atender às partes interessadas que não estão diretamente envolvidas no projeto de produto e processo de desenvolvimento.

A meta da integração dos aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento do produto é a redução dos impactos ambientais adversos do produto por todo o seu ciclo de vida. No esforço para atingir esta meta, vários benefícios podem ser obtidos para a organização, sua competitividade, seus clientes e outras partes interessadas. Os benefícios potenciais podem incluir: redução de custos, pela otimização do uso de materiais e energia, processos mais eficientes, redução da disposição de resíduos; estímulo à inovação e à criatividade; identificação de novos produtos, por exemplo, a partir de materiais descartados; atingir ou superar as expectativas dos clientes; melhoria da imagem da organização e/ou marca; incremento da fidelidade do cliente; atração de financiamento e investimento, particularmente de investidores ambientais conscientes; aumento da motivação dos empregados; incremento do conhecimento sobre o produto; redução de infrações legais por meio da redução de impactos ambientais; redução de riscos; – melhoria das relações com as agências reguladoras; e melhoria das comunicações internas e externas.

É importante considerar questões estratégicas como as mencionadas abaixo, porque elas podem ter implicações econômicas e ambientais para a organização. Os objetivos globais da organização influenciam a extensão na qual tais questões estratégicas são relevantes. São elas: atividades da concorrência; requisitos, exigências e necessidades do cliente; atividades do fornecedor; relacionamento com investidores, financiadores, seguradoras e outras partes interessadas; aspectos e impactos ambientais da organização; atividades de agências reguladoras e legisladores; e atividades das associações industriais e comerciais. As organizações que integram os aspectos ambientais no projeto e no desenvolvimento do produto normalmente consideram as seguintes questões relacionadas ao produto: integrações prévias, por exemplo, as que contemplam previamente os aspectos ambientais no projeto de produto e processo de desenvolvimento; ciclo de vida do produto, por exemplo, a análise desde a aquisição da matéria-prima até o fim de vida do produto (ver figura 1 disponível na norma); funcionalidade, por exemplo, como um produto se ajusta adequadamente aos propósitos para os quais ele se destina em termos de usabilidade, vida útil, aparência, entre outros; conceito de critérios múltiplos, por exemplo, considerações de todos os impactos e aspectos ambientais relevantes; e trocas compensatórias, por exemplo, na busca de melhores soluções. Essas questões são discutidas em maiores detalhes no item 7.3.

Importante observar que a estratégia da comunicação é parte integrante do processo de incorporação dos aspectos ambientais no projeto e no desenvolvimento do produto. Uma estratégia efetiva contempla as comunicações internas e externas. A comunicação interna pode envolver o fornecimento de informações aos empregados sobre: a política da organização; impactos ambientais relacionados ao produto; cursos de treinamento relativos a questões ambientais, multiplicadores e ferramentas; produtos ou projetos bem sucedidos; impactos ambientais em locais específicos. Tal comunicação pode também envolver mecanismos que obtenham retorno dos empregados quanto às questões do projeto e do desenvolvimento do produto.

A comunicação externa pode ser uma oportunidade para incrementar valor e benefícios da integração dos aspectos ambientais, no projeto e desenvolvimento do produto. Esta comunicação pode ser dirigida às partes interessadas, tais como clientes e fornecedores, e pode incluir informações sobre: características do produto (desempenho, aspectos ambientais, etc.); uso adequado e manejo no fim de vida dos produtos. Existem várias normas nacionais e internacionais para comunicação externa. Por exemplo, a série ABNT NBR ISO 14020 fornece os princípios, exemplos e requisitos para a rotulagem ambiental.

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Preservação da água: um desafio para a sociedade

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Curso: Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 01 e 02 de Abril

Horário: 09:00 às 17:00 horas

Carga Horária: 14h

Professor: Paulo de Tarso Martins Gomes

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis (Terminais e/ou Fábricas).
Neste curso serão apresentadas todas as mudanças que ocorrerão com a revisão da Norma NBR 17505.
Os participantes do curso serão preparados para desenvolver Projetos eficientes e seguros de Instalações que são alvo de constantes inspeções, por envolverem riscos às Comunidades e ao Meio Ambiente.
Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, disponibilizamos este curso Ao Vivo pela Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância.
Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

Inscreva-se Saiba Mais

Giovani Toledo

Ainda é longo o caminho para que as sociedades ajam em favor da preservação dos recursos hídricos nos níveis ideais ao atendimento das necessidades humanas futuras. Sabe-se que é um processo em que o passo essencial para a melhoria das questões relativas à água é a conscientização. Sejam crianças, jovens ou adultos, é fundamental que as pessoas, em qualquer posição, se deem conta de seu papel nestas questões.

É a partir deste reconhecimento que será possível a realização de ações conjuntas em diversos aspectos, como propõe a Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu o ano de 2013 como o “Ano Internacional para a Cooperação pela Água”, demonstrando a grande preocupação da entidade quanto à questão hídrica. Entende-se por cooperação pela água ações de aspectos culturais, educacionais, científicos, religiosos, éticos, sociais, políticos, jurídicos, institucionais e econômicos, em abordagens complementares para que os resultados sejam  mais abrangentes.

De um entendimento geral da sociedade quanto aos fatores envolvidos dependerá a superação dos desafios que se desenham atualmente: poluição, desperdício, falta de tratamento de esgoto, uso racional dos recursos hídricos, criação de políticas eficientes de captação, distribuição, armazenamento e abastecimento de água. Não é fácil, isto é sabido. Porém, esta iniciativa tem por objetivo formar um consenso sobre as respostas adequadas a estas questões. No âmbito público, faz-se necessário que exista um compromisso com as políticas de saneamento, que promovam o uso dos investimentos nos serviços de água e esgotamento. Vale lembrar que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 2011, mais de 70% dos municípios brasileiros não contam com projetos estruturados nestas áreas.

A universalização destes serviços é um grande desafio no país, mas também é urgente. É preciso que se realizem esforços no sentido de prover as pessoas de serviços básicos. Paralelamente, as indústrias devem intensificar o desenvolvimento de tecnologias e produtos que favoreçam a proteção dos recursos hídricos e a reutilização de água oriunda de tratamento de efluentes em fins não potáveis, uma prática ainda em ascensão a ser difundida tanto por concessionárias quanto indústrias.

Ações em favor da preservação dos recursos hídricos são fundamentais para um país como o Brasil, que detém cerca de 12% de toda a água doce do mundo. Ainda assim, o manejo inadequado da água pode comprometer o abastecimento nas gerações futuras. Isto inclui o elevado desperdício de água verificado nos encanamentos, nas irrigações e no abastecimento falho. Segundo a Agência Nacional de Águas, o desperdício deste recurso chega a 40% no País. É um índice muito alto. Neste contexto, este ano, se bem aproveitado, poderá ser muito útil para o levantamento de possibilidades e para a adoção de medidas efetivas para a ampliação dos serviços de saneamento básico e para a utilização racional de um bem finito, indispensável à vida humana. A hora é agora!

Giovani Toledo é gestor da Unidade de Negócios Mizumo.

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