Instabilidade de encostas e as tragédias de verão

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet

O Curso

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos.

Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade).

O tópico Curto-Circuito discute:

a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica;

b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito;

c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.

O tópico Coordenação da Proteção discute:

a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas;

b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão;

c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.

Mais informações no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=1&c=574

encostaEQuando uma encosta fica instável pode ocorrer o deslizamento de terra, ou seja, um processo de vertente que envolve o desprendimento e o transporte de solo e/ou material rochoso encosta abaixo. Os deslizamentos, assim como outros movimentos de massa, fazem parte da dinâmica natural de transformação e formação da crosta terrestre e estão relacionados também a fenômenos naturais como gravidade e variações climáticas. À custa de eventos catastróficos a questão de instabilidade de encostas entrou em definitivo na pauta das discussões do meio técnico e também da sociedade brasileira.

A atuação frente a instabilidade de encostas, de forma geral, se dá de duas maneiras: prevenção e remediação. A prevenção é o gerenciamento de risco de encostas. Os fatores que conduzem aos acidentes geotécnicos podem ser naturais (pluviosidade, geologia, topografia, etc.) ou antrópicos (desmatamento, lançamento de esgoto, escavações, etc.). Na maioria dos acidentes geotécnicos são mais relevantes os fatores naturais do que os fatores antrópicos. Nesse sentido, evitar estes acidentes é difícil, mas evitar que causem perdas materiais e humanas é absolutamente possível. Para tanto, é fundamental mapear as áreas de riscos e implantar as políticas de ocupação do solo, impedindo a ocupação ou até desocupando áreas com alto potencial de instabilidades.

Acontece que, quando estes movimentos acontecem em locais onde ocorre a ocupação humana os resultados podem ser desastrosos. Em uma situação de deslizamento, casas inteiras, rodovias e tudo o que estiver no caminho pode ser levado encosta abaixo ou acabar soterrado. O problema é que na maioria das vezes a situação poderia ser evitada. Embora os deslizamentos e outros movimentos de massa sejam fenômenos naturais, alguns fatores externos relacionados à ocupação antrópica interferem decisivamente na ocorrência ou agravamento destes movimentos. O principal é a ocupação desordenada de encostas e morros que adicionam carga extra ao peso da massa sedimentada já existente ali e a consequente supressão da vegetação natural que deixa o solo ainda mais exposto a ação do intemperismo físico (meteorização mecânica).

O solo exposto sofre compactação devido ao impacto das gotas de chuva e acabam surgindo áreas de escoamento com o consequente surgimento de rachaduras e fendas que favorecem os deslizamentos. A construção de estradas em locais inadequados também contribui para a ocorrência de deslizamentos por causa das vibrações provocadas pelo tráfego intenso que acaba causando instabilidade nas encostas. Quanto mais íngreme for a encosta, maior a possibilidade de que ocorram deslizamentos, mas outros fatores também são importantes.

Em climas tropicais, como no Brasil, o índice de pluviosidade é geralmente alto o que faz com que o solo fique encharcado e favorecendo os movimentos de massa. Nesse ponto a presença de vegetação é fundamental pois ela reduz o impacto da chuva sobre o solo evitando a compactação e alguns tipos de plantas ainda possuem sistemas radiculares que favorecem a agregação do solo. Outro fator que favorece os movimentos de massa é o intemperismo químico (ou meteorização química) que provoca alterações na composição dos materiais do solo ou rochas devido a reações complexas com o oxigênio a própria água e outras substâncias.

Na remediação de instabilidades de encostas inúmeras soluções de engenharia estão disponíveis. No entanto, o passo mais importante na estabilização de encostas é anterior à escolha ou detalhamento da solução: está no diagnóstico do fenômeno de instabilidade. Compreender as causas da instabilidade e, principalmente, as características mecânicas e hidráulicas dos materiais envolvidos é fundamental. Sem esta clara compreensão qualquer solução tende ao fracasso ou a ser muito mais onerosa que o necessário. Se os fenômenos de instabilidade são normalmente complexos e as obras de contenção de grande responsabilidade, o projeto de soluções de estabilização de encostas demanda engenheiros extremamente qualificados.

Basicamente os deslizamentos de terra ocorrem quando o solo que está sobre uma camada rochosa sofre desagregação devido aos fatores já citados e literalmente escorrega sobre essa camada. O que faz com que o solo permaneça coeso, dentre outras forças, é o atrito existente entre as partículas que o compõem e o leito de rocha. O deslizamento ocorrerá quando a força da gravidade atuando sobre a encosta for maior que o atrito existente entre as partículas. Se o deslizamento ocorrer na presença de chuva, em locais íngremes com transporte de fragmentos de rocha e solo identificáveis, dizemos que ocorreu um escorregamento de terra. Já se o deslizamento ocorrer com presença intensa de água a ponto de não se poder identificar a parte líquida da sólida, os técnicos dizem que ocorreu uma corrida de massa ou simplesmente corrida ou fluxo. Elas são comuns em locais onde ocorre o degelo de geleiras. A massa de detritos escorre por vários quilômetros com velocidade variável dependendo da inclinação, altitude do local e quantidade e água, mas se a velocidade for muito alta e envolver uma grande quantidade de detritos, houve uma avalanche. Já o escorregamento de terra percorre um caminho mais curto e os detritos costumam ficar depositados no sopé do morro ou montanha onde aconteceu o deslizamento.

A NBR 11682 de 08/2009 – Estabilidade de encostas prescreve os requisitos exigíveis para o estudo e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas. Abrange, também, as condições para estudos, projeto, execução, controle e observação de obras de estabilização. Não estão incluídas nessa norma os requisitos específicos aplicáveis a taludes de cavas de mineração e a taludes de barragens, de subsolos de prédios e de cavas de metrô, a aterros sobre solos moles e de encontro de pontes, bem como qualquer outra situação distinta que não envolva encostas.

A norma determina que deverão ser pesquisados os dados históricos disponíveis relativos à topografia, geologia e dados geotécnicos locais, além de informações sobre ocupações, condições de vizinhança, cursos de água, históricos de deslizamentos e demais características que permitam a visualização da encosta em questão, inclusive sob o aspecto de inserção no ambiente. O levantamento inclui consulta a mapas regionais ou setoriais de risco e de susceptibilidade de escorregamentos, bem como a mapas geotécnicos e geológicos, quando disponíveis. A consulta a esses mapas deverá ser feita junto aos órgãos Federais, Estaduais e Municipais competentes, podendo ser complementada por estudos disponíveis em universidades e centros de pesquisa, através de teses e relatórios de pesquisa.

Deverá, também, haver a verificação das restrições legais e ambientais à execução de obras e quanto a interferências com edificações e instalações presentes. Para verificação das restrições legais e ambientais e das interferências com edificações, dutos, cabos e outros elementos, enterrados ou não, deverá ser consultada a legislação específica aplicável, nas esferas Federal, Estadual e Municipal. Depois disso, deverá ser feita inspeção detalhada ao local em estudo, por engenheiro geotécnico e/ou geólogo de engenharia, após a qual deverá ser emitido um laudo de vistoria com informações básicas sobre o local, data da vistoria, tipo de ocupação, tipo de vegetação, condições de drenagem, tipo de relevo e natureza da encosta, geometria, existência de obras de contenção (com indicativo do seu estado atual), condições de saturação, indícios de artesianismo, natureza do material, possibilidade de movimentação, grau de risco, tipologia de possíveis movimentos, indicação de elementos em risco (vidas e propriedades), tipo provável de superfície de deslizamento e possíveis consequências.

Essas informações deverão ser indicadas em uma planilha específica, cujo modelo está indicado no Anexo B. O laudo deverá ser complementado por uma descrição detalhada da vistoria, incluindo obrigatoriamente um documentário fotográfico e um croqui indicativo dos pontos mais relevantes observados. Deverá ainda ser indicado, se possível, o diagnóstico preliminar sobre as causas de instabilidades já ocorridas e/ou a possibilidade de instabilizações iminentes. No laudo de vistoria deverá constar, em local de destaque, a identificação profissional do responsável pela vistoria.

Com base no laudo de vistoria, deverá ser avaliada a necessidade de implantação de medidas emergenciais para a proteção de vidas e de propriedades, em situações de risco iminente. As medidas emergenciais poderão constar de indicação da evacuação e interdição de prédios públicos, residenciais e comerciais, interrupções ao tráfego de veículos e pedestres, drenagem superficial e profunda, escoramentos, remoção de sobrecargas, pequenos retaludamentos, lançamento de aterro ao pé de taludes (diminuindo sua altura e aumentando a resistência passiva), proteção superficial de taludes expostos por lona, ou qualquer outra medida emergencial julgada cabível. As medidas emergenciais poderão ser apresentadas em relatório específico ou incorporadas no laudo de vistoria.

O objetivo principal das investigações é definir seções transversais e longitudinais à encosta que represente, com a maior fidelidade possível, as características topográficas e geológico geotécnicas do talude em estudo, ressaltando a estratigrafia e as propriedades geomecânicas. As investigações e levantamentos de caráter genérico, necessários para o desenvolvimento de um projeto geotécnico encontram-se relacionados na norma NBR 8044. O perfil geológico geotécnico obtido a partir das investigações do terreno e compreendendo as camadas do solo e rochas, com suas características físicas e mecânicas, constitui um elemento obrigatório para o estudo/projeto de estabilização da encosta.

Um levantamento topográfico deverá ser orientado por engenheiro geotécnico ou geólogo de engenharia, que indicará seções e pontos obrigatórios de interesse geotécnico, bem como a abrangência da área levantada. Para elaboração do estudo, deverá ser realizado levantamento topográfico plano-altimétrico, com curvas de nível, em escala compatível com as dimensões da encosta . O levantamento deverá indicar claramente o contorno da área escorregada (se for o caso), a locação das investigações geotécnicas, se disponível, construções eventualmente existentes e quaisquer outras estruturas, vias públicas, cursos e surgências de água, afloramentos e blocos de rocha, bem como fendas, trincas e abatimentos no terreno.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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Enfim, ao se observar rachaduras ou fendas em alguma encosta, o surgimento de minas d’água, a inclinação anormal de postes ou árvores fique atento. Estes são sinais de que a qualquer momento podem ocorrer deslizamentos de terra na encosta. Avise imediatamente o corpo de bombeiros ou a defesa civil e os moradores próximos da área afetada para que saiam de casa em caso de chuva. Evite a construção em zonas de risco e peça sempre permissão da prefeitura de sua cidade para escavar em encostas. Outra forma de evitar o deslizamento é não desmatando ou reflorestando as áreas de encosta, mas isso deve ser feito com a ajuda de algum profissional que poderá indicar quais tipos de plantas podem ser utilizadas no local. Geralmente árvores ou plantas com raízes curtas como a bananeira ou que acumulam água próxima a raiz como os coqueiros tendem a piorar a situação. Já gramíneas, capim e algumas qualidades de leguminosas ou outras plantas com raízes profundas tendem a manter a coesão do solo e protegê-lo evitando deslizamentos.

Como você pode influenciar a próxima edição da ISO 14001

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Os usuários do sistema de gestão ambiental ISO 14001 (SGA) estão sendo incentivados a fornecer dados através de uma pesquisa online para os especialistas que irão desenvolver a próxima edição da norma, que deverá ser publicado em 2015. A Pesquisa ISO 14001 Melhoria Contínua pode ser acessada no site da ISO em:

www.iso.org/iso/14001survey2013

A pesquisa está atualmente disponível em nove idiomas: inglês, francês, japonês, coreano, português, russo, espanhol, turco e ucraniano, até a data limite de em 30 de abril de 2013. O objetivo desta pesquisa é compreender as necessidades dos usuários e outras partes interessadas em relação às normas de gestão ambiental, a fim de enriquecer a atual revisão da ISO 14001:2004, Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso , e ISO 14004:2004 , Sistemas de gestão ambiental – diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.

A pesquisa leva em conta temas-chave das discussões em curso nos grupos de trabalho que são ISO revisão destas normas, com o objetivo de melhoria contínua. O questionário tem por objetivo: indivíduos em organizações que implementaram ou aplicaram as normas ISO 14001 e ISO 14004; outras pessoas com um conhecimento de trabalho ou interesse nas normas – por exemplo, organismos de certificação, agências reguladoras, universidades, instituições de pesquisa, associações comerciais, grupos industriais e sociedades científicas.

Em média, a pesquisa não deve demorar mais de 20 minutos para ser concluída. Todas as respostas serão confidenciais, e os respondentes individuais não serão identificados. Se você optar por fornecer suas informações de contato no final da pesquisa, você não vai ser contatado para vendas ou atividade de marketing. O levantamento do conjunto de dados será disponibilizado aos interessados ​​mediante solicitação.

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