Isolamento acústico de acordo com as normas técnicas (parte 1)

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isolamento1Os empresários do setor de diversão, como bares, boates, salões de festas, danceterias, etc. precisam entender alguns conceitos básicos dos fenômenos acústicos para poder adotar soluções adequadas de vedação acústica. O principal motivo de interdição de um local destinado a manifestações culturais noturnas tais como shows ao vivo ou bailes é a ausência de uma boa vedação acústica do ambiente que permita respeitar os limites de ruído definidos na legislação em vigor. Em alguns municípios, há a necessidade de realizar a vedação acústico de um estabelecimento comercial de lazer noturno tal como um bar, um restaurante ou uma danceteria, pois há a proibição de utilizar aparelhos sonoros após 22:00 horas. Na maioria das cidades, um bar somente poderá funcionar com som interno entre as 22h00 e as 24h00, um restaurante até as 02h00 e uma discoteca entre as 21h00 e as 04h00, se o estabelecimento tem meios de vedação do som interno. Assim, a preparação acústica de um ambiente deve sempre ser realizada com a dupla preocupação de melhorar a qualidade acústica interna e eliminar a poluição sonora externa, limitando o vazamento do som no ambiente externo.

Importante entender, então, que o ruído é definido como um som ou um conjunto de sons frequentes e desagradáveis ao ouvido e o barulho é definido como um som estrepitoso ou seja como um som em que há grande ruído. Dessas duas definições, pode observar o caráter altamente subjetivo do ruído e do barulho. Um som alto pode ser prazeroso para alguns e ruído ou barulho para outros. O importante em qualquer sistema de isolação acústica não é de eliminar completamente o vazamento do som e sim de eliminar a poluição sonora. Algumas leis estaduais consideram prejudiciais à saúde, à segurança ou ao sossego públicos quaisquer ruídos que atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem, nível de som superior a 10 (dez) decibéis – dB(A) acima do ruído de fundo existente no local, sem tráfego e independentemente do ruído de fundo, atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem, nível sonoro superior a 70 (setenta) decibéis – dB(A), durante o dia, e 60 (sessenta) decibéis – dB(A), durante a noite. Ou seja, a poluição sonora pode ser definida como um ruído que se encontra acima do limite permitido pela lei em determinados horários.

O som é uma onda produzida por um suporte mecânico. Ele é um fenômeno vibratório. Na fonte o ambiente é deformado (por um choque, uma compressão etc.) e em aplicação do fenômeno de elasticidade a deformação é transmitida as moléculas vizinhas. O som é um fenômeno vibratório sem transporte de matéria. A deformação se propaga no ambiente em ondas chamadas “sonoras” ou “acústicas”. A propagação do som é também uma propagação de energia mecânica. A quantidade de energia transmitida por unidade de superfície é chamada de intensidade da onda sonora. Ou seja, a intensidade é uma potencia por unidade de área.

A intensidade é uma noção relativa e pode ser, portanto mensurada de várias formas. A forma moderna de mensurar a intensidade do som é o decibel (dB). As condições de propagação das ondas sonoras dependem da natureza, da temperatura e da pressão do ambiente exposto. Em espaço aberto e em temperatura ordinária, o som se propaga a 334 metros por segundo com temperatura de 20ºc. Com vento, o som se propaga com maior facilidade, já que o vento propaga as vibrações do ar. Na água a velocidade de propagação do som e acelerada, ele se propaga a 1500 metros por segundo. Nos corpos sólidos o som se propaga sob a forma de vibrações. Quanto maior a intensidade do som, maior é a sua capacidade de provocar vibrações do ambiente vizinho. Materiais densos e pesados oferecerem maior resistência às vibrações, com exceção dos metais.

Por este motivo, eles se tornam bons materiais de isolamento acústico já que eles conseguem amortecer e dissipar a energia sonora. A onda sonora é acelerada nos metais. Por exemplo, no aço e no alumínio o som se propaga a uma velocidade de mais de 5000 metros por segundo. O som tem tendência a subir, portanto, ele se propaga menos na horizontal que em ângulo orientado para acima. O isolamento acústico, ou seja, a vedação de um ambiente, não deve ser confundido com o tratamento acústico que diz respeito à atenuação do fenômeno de reverberação interna do som num determinado ambiente.

A NBR 10152 de 12/1987 – Níveis de ruído para conforto acústico fixa os níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos. O método de avaliação recomendado, baseado nas medições do nível sonoro dB(A), é dado na norma. Todavia, a análise de frequências de um ruído sempre é importante para objetivos de avaliação e adoção de medidas de correção ou redução do nível sonoro. Assim sendo, incluem-se na figura várias curvas de avaliação de ruído (NC), através das quais um espectro sonoro pode ser comparado, permitindo uma identificação das bandas de frequência mais significativas e que necessitam correção. Já a NBR 12179 de 04/1992 – Tratamento acústico em recintos fechados fixa os critérios fundamentais para a execução de tratamentos acústicos em recintos fechados. O isolamento acústico de um local diz respeito à vedação de um ambiente em relação ao vazamento de ruídos internos para o ambiente externo. A poluição sonora não é uma fatalidade e é possível lutar contra o fenômeno com a adoção de uma solução adequada de isolamento acústico. Ele tem como objetivo evitar a propagação do som do ambiente interno para o ambiente externo.

Para realizar um bom isolamento acústico três princípios básicos devem ser considerados. A lei do peso: quanto mais pesado, melhor a capacidade de isolamento acústico. Com espessura idêntica, um muro de concreto tem melhores propriedades acústicas que um muro de gesso, porque é mais pesado por unidade de volume. A lei massa-mola-massa: combinando alguns materiais, é possível aplicar o principio da lei “massa-mola-massa” (principio de “masse-ressort-masse” em francês). Dois corpos sólidos são separados por uma mola que pode ser ar ou um material absorvente. Quando o som bate no primeiro corpo solido, este começa a oscilar. A mola entre os dois corpos amortece as vibrações até o segundo corpo sólido. A espessura e a qualidade da mola representam os fatores críticos da solução acústica. A lei da vedação: outro principio fundamental é o principio da vedação. Onde o ar passa o som passa! Portanto, para conseguir vedar um ambiente é necessário ter uma boa solução de renovação e refrigeração do ar.

De forma simplificada, é possível dizer que a única solução para o isolamento acústico de um ambiente é a construção de uma barreira que impeça a onda sonora de se propagar de um ambiente a outro. Quanto mais pesada for a barreira acústica: concreto, vidro, madeira densa e pesada, maior será a eficácia do isolamento acústico. Cada tipo de material possui uma característica própria, no que se refere a isolamento acústico, dependente da sua densidade e também de sua espessura. Qualquer material bloqueia uma porção da transmissão do som, mas efetivamente, os materiais de alta densidade são melhores nesse aspecto do que os materiais leves. As janelas representam sempre um ponto fraco num projeto de isolamento acústico de um ambiente. No caso de janelas voltadas para o exterior, a melhor solução é eliminá-las definitivamente, fechando-as com alvenaria. Caso isso não seja possível, então é necessário transformá-las em janelas especiais, com vidros mais espessos (preferencialmente duplos) e vedações eficientes.

O tratamento acústico interno de um ambiente será feito com três principais diretrizes: o controle da fonte sonora, a limitação dos riscos de vazamento do som para o ambiente externo e o tratamento da qualidade sonora interna. O controle da fonte sonora interna é a medida mais simples e econômica de ser implementada. A medida consiste em calibrar o volume do aparelho de som durante os preparativos do evento de forma a respeitar os limites da legislação em vigor (60 decibéis para um evento noturno e 70 decibéis para um evento diurno). Existem também outras formas simples de controlar a fonte sonora. Por exemplo, o fato de pendurar as caixas de som nas paredes do local limita a propagação das vibrações nas paredes e, portanto o vazamento do som para o ambiente externo. A orientação das caixas de som deve também ser analisada. E importante evitar orientar as caixas de som para os locais com maior risco de vazamento (janelas por exemplo).

Síndrome da Visão do Computador

 AWS Z49.1: segurança em soldagem, corte e processos correlatos

A norma internacional AWS Z49.1:2012 – Safety in welding and cutting and allied processes apresenta os requisitos para a proteção das pessoas contra lesões, doenças e da propriedade (incluindo equipamentos) dos danos causados pelos incêndios e explosões decorrentes de soldagem, corte e processos afins. É uma orientação para educadores, operadores, gerentes e supervisores para a configuração e uso seguro de soldagem e equipamentos de corte e para o desempenho seguro de soldagem e operações de corte

Computer Vision SyndromeA Computer Vision Syndrome ou a Síndrome da Visão do Computador pode afetar qualquer pessoa que, com muita frequência, passa mais de duas horas diante do computador, sem pausa, gerando o ressecamento dos olhos, miopia transitória, etc. Os monitores são constituídos de pixels (pontos micros), nos quais o olho não consegue foco. Para manter a imagem mais definida, o usuário de computador tem que “focar e refocar”, o que gera a tensão dos músculos do olho. Associado a isso está a diminuição de piscadas na frente do computador, chegando a ser quatro vezes abaixo do que em situações normais. Levando em consideração que as piscadas têm a função de lubrificar os olhos, a visão fica mais ressecada. Outros fatores podem agravar o ressecamento dos olhos como, por exemplo, o ar-condicionado que diminui a umidade do ar. A Síndrome da Visão do Computador tende a se agravar quando está associada a fatores como reumatismo ou disfunção hormonal, havendo o risco de uma ceratoconjuntivite seca, uma úlcera ou até uma perfuração da córnea.

Para prevenir o melhor é que a cada 50 minutos de trabalho no computador, descanse ao menos cinco minutos, de preferência olhando para o horizonte para mudar o foco; utilize o computador em ambientes iluminados, porém evite reflexos de janelas na tela; pisque mais, mesmo que voluntariamente, para lubrificar os olhos; se o monitor for CRT, use-o na frequência mais alta possível, em hertz, nos monitores LCD não há essa necessidade; evite a utilização de luzes apontadas diretamente para os olhos como luminárias de mesa. Isso pode causar ofuscamento; tome cuidado com a utilização de computador em áreas com muito vento ou ar-condicionado muito forte, pois tais fatores contribuem para o ressecamento dos olhos.; deixe o monitor sempre limpo, pois por causa da estática é grande o acúmulo de pó na tela, o que piora a imagem; se o ressecamento for muito acentuado, procure um médico e peça a sugestão de um colírio; deixe o monitor a uma distância de 50 a 65 centímetros dos olhos e a inclinação da tela deve variar de 10º a 20º; nunca fique com o monitor acima do nível dos olhos, já que além de forçar mais músculos essa posição exige que a fenda palpebral fique mais aberta, agravando o ressecamento; óculos especiais são recomendados para pessoas de idade que estiverem fazendo algum tipo de leitura no computador, pois eles podem não obter foco no vídeo, que costuma estar a uma distância maior dos olhos.

Além disso, em frente à tela do computador, as crianças se distraem tanto ou até mais que os adultos, principalmente se o conteúdo acessado são os jogos virtuais. De acordo com dados do IBOPE Nielsen Online, em 2012, internautas com idade entre 2 e 11 anos permaneceram em média 17 horas conectados ao computador. O valor mostra que as crianças brasileiras estão bem posicionadas no uso da web, destacando-as em relação ao observado em vários países.  Na França, a média de tempo gasto pelos pequenos com a internet é de dez horas e 37 minutos. Em terras francesas, as crianças representam 7,8% dos usuários domiciliares ativos da rede. Já no Brasil, esse percentual sobe para 14,1%.

Muitos oftalmopediatras acreditam que o uso intenso do computador entre as crianças podem colocá-las em risco de desenvolver miopia precoce. Uma pesquisa recente parece confirmar este receio. Um estudo realizado pelo National Eye Institute  e publicado na edição de dezembro de 2009 no Archives of Ophthalmology concluiu que a prevalência de miopia entre as crianças americanas aumentou de 25% para 41,6% ao longo dos últimos 30 anos, um aumento de mais de 66%. Entre as pessoas com 12 anos ou mais anos de educação formal, a prevalência de miopia é agora tão elevada que chega a 59,8%.

“Ficar sentada por horas na frente de uma tela de computador cansa os olhos das crianças porque o computador força o sistema de visão ao exigir que ela se concentre e foque muito mais do que em qualquer outra tarefa. Este esforço extra pode colocar as crianças em um risco ainda maior do que os adultos de desenvolver os sintomas da Síndrome da Visão do Computador”, alerta o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO). E os pais precisam estar cientes dos problemas de visão associados ao uso intenso do computador. “O uso do computador exige habilidades motoras finas que os olhos das crianças ainda não desenvolveram. Somente quando o sistema visual amadurece é que a criança é capaz de lidar com o estresse visual provocado pelo uso do computador”, informa o oftalmopediatra Fabio Pimenta de Moraes, que também integra o corpo clínico do IMO.

Segundo o oftalmopediatra do IMO, os pais devem considerar alguns fatores que influenciam o uso do computador pelas crianças. Elas podem não estar cientes de quanto tempo estão despendendo na frente do computador. Elas podem executar uma tarefa no computador por horas, fazendo poucas pausas. Esta atividade prolongada pode causar problemas de foco e fadiga ocular. As crianças são muito adaptáveis. Eles assumem que o que vêem e como vêem é normal – mesmo que a sua visão seja problemática. É por isso que é importante que os pais monitorem o tempo que a criança passa em frente ao computador e verifique se seus exames oftalmológicos regulares estão em dia.

As crianças são menores do que os adultos. E as estações de trabalho muitas vezes são feitas para uso adulto, isso pode mudar o ângulo de visão das crianças. Os usuários de computador devem enxergar a tela um pouco para baixo, num ângulo de 15 graus. Além disso, se uma criança tem dificuldade para alcançar o teclado ou para colocar os pés confortavelmente no chão, a criança pode experimentar dores no pescoço, ombro e / ou costas.

Dicas para reduzir o risco de Síndrome da Visão do Computador em crianças:

– Faça exames oftalmológicos com regularidade nas crianças: “Antes da volta às aulas, o ideal é que toda criança faça um exame oftalmológico completo, incluindo a aferição da visão de perto (computador e leitura) e da visão de longe”, diz o oftalmopediatra;

– Limite a quantidade de tempo que seu filho passa na frente do computador sem fazer uma pausa: “Incentive as crianças a fazerem 20 segundos de intervalos a cada 20 minutos de uso do computador, para minimizar o desenvolvimento de problemas oculares, como dificuldade com foco e irritação dos olhos”, ensina Fabio Moraes;

– Verifique a ergonomia do posto de trabalho da criança: “Quando a criança é mais novinha, consequentemente menor, é preciso se certificar que a estação de trabalho do computador esteja ajustada ao tamanho do corpo dela. A distância recomendada entre o monitor e os olhos para as crianças é de 18 a 28 centímetros”, afirma o médico;

– Verifique a iluminação do ambiente onde o computador é usado: “Para reduzir o brilho do computador, janelas e outras fontes de luz não devem ser diretamente visíveis quando a criança estiver sentada na frente do monitor. É preciso reduzir a iluminação na sala para coincidir com a da tela do computador”, recomenda Fabio Moraes.

Além do risco de desenvolver a Síndrome da Visão do Computador, existe a preocupação de que o uso excessivo do computador durante a infância possa também ter efeitos adversos no desenvolvimento físico da criança. Recentemente, pesquisadores da Austrália, da Universidade de Washington (Seattle, Washington) e da Escola de Saúde Pública de Harvard (Boston, Massachusetts) fizeram uma revisão da literatura científica atual sobre o tema e publicaram uma série de orientações para os pais ajudarem seus filhos a alcançar o desenvolvimento físico apropriado. O relatório completo desta pesquisa foi publicado na edição de abril de 2010 do journal Ergonomics. Dentre as diretrizes enumeradas pelos pesquisadores, podem ser destacadas:

– Incentivar uma mistura de tarefas ao longo do dia: As crianças devem fazer pausas frequentes quando estiverem usando o computador Além disso, sua rotina deve incluir uma variedade de atividades que envolvem mudanças de postura e movimento físico. “A realização de tarefas sedentárias que usam mídia eletrônica (utilização do computador, assistir TV, mensagens de texto via smartphone, etc) deve ser limitada a menos de duas horas por dia”, defende o oftalmopediatra do IMO;

– Incentivar que a criança tenha uma postura adequada quando estiver utilizando o computador: As estações de trabalho devem adequar-se ao tamanho da criança, permitindo que ela adote uma gama de posturas adequadas frente à tela do computador. “Os pés devem ser capazes de descansar confortavelmente no chão; a altura da mesa deve estar nivelada com a altura do cotovelo; o topo da tela do computador deve estar na altura dos olhos, a tela deve ser posicionada e inclinada para evitar o ofuscamento”, ensina o médico;

– Encorajar comportamentos apropriados quando a criança estiver utilizando e transportando computadores portáteis: A criança deve ser alertada sobre a postura correta ao carregar o laptop, incluindo aqui o uso de uma mochila com alças duplas para carregar o computador para as aulas;

– Ensinar aos filhos habilidades de computação: Isto inclui ensinar às crianças a teclarem fazendo o mínimo de força e a usar atalhos do teclado para reduzir o uso do mouse;

– Ensinar às crianças a responderem adequadamente ao desconforto durante o uso do computador: “Isto inclui a orientação por parte dos pais e professores de que pausas devem ser mais frequentes. Ao primeiro sinal de cansaço visual, a criança deve ser orientada a parar de usar a máquina”, diz Moraes.