O uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) protege os trabalhadores

Matéria

NBR ISO 14051: a contabilidade dos custos de fluxos de material na gestão ambiental

Essa norma estabelece uma estrutura geral para a contabilidade dos custos de fluxos de material(CCFM), em que os fluxos e estoques de materiais são rastreados e quantificados em unidades físicas e os custos associados também são avaliados.

Confira

epiOs equipamentos de proteção individual (EPIs) se tornaram o maior aliado dos profissionais que estão expostos constantemente a situações de riscos no ambiente de trabalho. Capacetes, protetores auriculares, botas, luvas e mangas de proteção garantem a saúde e geram uma série de outros benefícios aos colaboradores que fazem o uso desses materiais. Mas será que a maioria das pessoas sabe utilizar esses produtos corretamente? A empresa que você trabalha está preocupada com a sua saúde? Segundo João Paulo Yeh, diretor da empresa Luvas Yeling, primeiramente é necessário que as empresas saibam os reais benefícios que os EPIs proporcionam aos usuários para que possam realizar um trabalho interno de conscientização. “A utilização dos equipamentos de proteção individual gera uma série de benefícios ao trabalhador e às organizações”, explica.

Por um lado, as empresas se beneficiam na diminuição dos riscos de acidente de trabalho e afastamentos que demandam, na maioria das vezes, um custo bem maior que o de um EPI. “A ausência do trabalhador traz outros prejuízos como a substituição do empregador afastado, quebras na produção e passivos trabalhistas”, diz o diretor. Já com relação à saúde dos funcionários o EPI, além de proteção, aumenta o desempenho e a produtividade no trabalho. Por exemplo, é comum haver manipulação de peças escorregadias, fáceis de quebrar. Por isso, diversas luvas geram aderência e fazem com que o produto não caia, evitando assim novos acidentes. “O uso de EPIs corretamente também diminui a ocorrência de doenças ou danos incuráveis – como a perda auditiva – garantindo o desempenho do empregado”, pontua Yeh.

Um dos riscos mais comuns encontrados em uma fábrica, por exemplo, é o ruído causado pelas máquinas de produção. Quando registrado está acima de 85db (decibéis), o volume é considerado prejudicial para as pessoas que estão expostas a ele. Um exemplo de ação que trouxe benefícios aos colaboradores foi o adotado pela Luvas Yeling. Após a conscientização, a empresa optou por utilizar os protetores auriculares do tipo concha para todos os funcionários. “Os protetores de concha, apesar de bem mais caros que os tradicionais de plug, são mais confortáveis e permitem maior proteção aos usuários”, explica João Paulo Yeh.

Mas os benefícios gerados pela utilização correta dos EPIs vão muito além disso. Os aparelhos permitem a realização de um trabalho mais seguro com menos acidentes e mantêm a saúde física e mental do trabalhador, refletindo assim, no seu desempenho na empresa. E os riscos? Os principais problemas que a constante exposição a mais de 85 db pode causar nas pessoas que não utilizam os EPIs: sequelas incuráveis; afastamentos do trabalho; queda na renda; diminuição do tempo da vida útil no trabalho; e perda auditiva.

O EPI é definido como todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Já os equipamentos de proteção coletiva (EPCs) são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador. Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente.

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora n° 6 (NR 6), a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e para atender a situações de emergência. Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

  • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares;
  • Proteção respiratória: máscaras e filtro;
  • Proteção visual e facial: óculos e viseiras;
  • Proteção da cabeça: capacetes;
  • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes;
  • Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas;
  • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.

O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Dentre as atribuições exigidas pela NR 6, cabe ao empregador as seguintes obrigações: adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; exigir o seu uso; fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e comunicar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) qualquer irregularidade observada. O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal.

Os EPIs além de essenciais à proteção do trabalhador, visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho, podem também proporcionar a redução de custos ao empregador. É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído, por exemplo, está acima dos limites de tolerância previstos na NR 15. Neste caso, a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau de enquadramento, podendo ser de 10%, 20% ou 40%. Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.

A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional, além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI. Entretanto, é importante ressaltar que não basta o fornecimento do EPI ao empregado por parte do empregador, pois é obrigação deste fiscalizar o empregado de modo a garantir que o equipamento esteja sendo utilizado. São muitos os casos de empregados que, com desculpas de que não se acostumam ou que o EPI o incomoda no exercício da função, deixam de utilizá-lo e consequentemente, passam a sofrer as consequências de um ambiente de trabalho insalubre.

Nestes casos o empregador deve utilizar-se de seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o equipamento, sob pena de advertência e suspensão num primeiro momento e, havendo reincidências, sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa. Para a Justiça do Trabalho o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento (por meio de ficha de entrega de EPI), por exemplo, não exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, o que se faz através de fiscalização e de medidas coercitivas, se for o caso.

As dúvidas sobre a lipoaspiração facial

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

faceDepois da lipoaspiração comum, popularizada principalmente pela retirada de gordurinhas da região abdominal, um novo emprego da cirurgia vem sendo cada vez mais empregado: é a lipoaspiração facial, recomendada para eliminar a gordura acumulada no rosto. De acordo com cirurgião plástico, Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, a lipoaspiração facial tem duas particularidades. “Em primeiro lugar, a face exige um cuidado maior para a preservação de vasos e nervos durante o procedimento, uma vez que é anatomicamente complexa. O outro aspecto envolve pacientes sem elasticidade suficiente da pele. Eles precisam realizar um lifting cérvico-facial associado à cirurgia, para que seja feita também a correção da flacidez da pele e dos músculos”, explica.

A lipoaspiração facial é indicada quando o paciente, mesmo após emagrecer com dieta equilibrada e exercícios físicos, continua com muita gordura localizada no rosto. “O procedimento é feito com uma cânula com diâmetro de dois milímetros e meio a três na região da maçã do rosto. A cirurgia exige cautela por ter grande chance de deixar ondulações permanentes na pele, além do risco de afetar o nervo facial, levando a pessoa a perder o movimento das sobrancelhas ou da boca”, avisa Ruben Penteado. Assim, os pacientes com acúmulos de gordura na face são beneficiados com melhor contorno e angulação facial após a cirurgia. O médico lembra que outros fatores, além da gordura, podem afetar a angulação do rosto. “Além da gordura na região cervical, razões anatômicas contribuem para um aspecto cérvico-mandibular que não traz um contorno adequado. Por exemplo, quem tem um queixo pequeno e excesso de gordura precisa também fazer uma cirurgia ortognática que corrige a mandíbula para proporcionar harmonia com o resto da face”, alerta o cirurgião plástico.

Quando é realizada simplesmente a lipoaspiração facial não é necessária a internação. O tempo da cirurgia está relacionado com a extensão da área a ser tratada. “As cicatrizes costumam ser pequenas e posicionadas em locais de difícil visão, como pregas cutâneas, transição de superfície plana com elevações, dentre outros”, explica o diretor do Centro de Medicina Integrada. Após a cirurgia, há um edema localizado na região onde foi feita a lipoaspiração. Manchas associadas (esquimoses) também estarão presentes, mas desaparecerão em 15 dias. “Nas 72 horas seguintes à operação, o paciente deve fazer curativos compressivos e evitar o sol, enquanto houver a presença das manchas. Também é necessário evitar a prática de exercícios físicos por pelo menos uma semana”, recomenda Ruben Penteado.

As contraindicações, segundo Ruben Penteado, são relativas às pessoas de pele flácida com alto volume de gordura, além de pacientes com problemas como cardiopatias, doenças metabólicas, pneumopatias, infecções, coagulopatias, uso de drogas ou cigarro. “Aqueles que possuem afecções cutâneas em atividade na face (como acne), doenças do colágeno, neoplasias e malformações vasculares também não podem realizar a operação”, avisa. A idade mínima para realizar a lipoaspiração facial deve ser avaliada de acordo com o desenvolvimento corporal do paciente. Nos idosos, a operação é limitada pela pele flácida.