Consumidor: não seja enganado com a maquiagem verde (greenwashing) – parte 1

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Coletânea de Normas Técnicas: Edificações Habitacionais – Desempenho

Essa coletânea da NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho contém seis partes: Requisitos Gerais (NBR 15575-1); Sistemas estruturais (NBR 15575-2); Sistemas de pisos (NBR 15575-3); Sistemas de vedações verticais internas e externas (NBR 15.575-4); Sistemas de coberturas (NBR 15575-5); e Sistemas hidrossanitários (NBR 15575-6).

Confira

Há um aumento da conscientização ambiental na sociedade atual e uma consequente busca por produtos ecologicamente corretos. E, por conta da disso, muitas empresas usam a sustentabilidade como marketing. Entretanto, alguns fabricantes induzem o consumidor a conclusões erradas. Esse fenômeno, conhecido como maquiagem verde ou greenwashing foi estudado pela consultoria de marketing ambiental Terra Choice, que o classificou em sete categorias, chamadas de “Os Sete Pecados da Rotulagem Ambiental”. A Proteste mostrou em sua revista cada uma das situações em que o consumidor é enganado, e destacou que um greenwashing comum é a publicidade em televisão, que com seus elementos gráficos desvia a atenção do consumidor. Outro exemplo comum é o da falta de prova, ou seja, quando as empresas dizem que fazem muito pelo ambiente – ou pela comunidade – e, no entanto, não mostram qualquer prova disso.

A instituição também selecionou alguns produtos de supermercados do Rio de Janeiro e comparou seus preços com os de suas versões ecológicas (veja tabela abaixo). Há empresas que se preocupam com o impacto que seus produtos causam, porém algumas cometem um ou mais pecados de greenwashing: a principal forma de convencer o consumidor é chamando a atenção para informações irrelevantes. Fique atento, pois alguns itens não apresentaram diferença entre suas versões – o que não justificaria o aumento do preço.

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Alguns pecados que as empresas cometem, segundo o estudo da Terra Choice:

Custo ambiental camuflado – Ação econômica que visa à resolução de um problema mas acarreta outro, obrigando uma escolha. Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento de preocupações mais sérias. Por exemplo, o papel não é necessariamente preferível do ponto de vista ambiental apenas porque sua origem é de floresta de manejo sustentável.

Falta de provas – Acontece quando as afirmações ambientais não são apoiadas por elementos de prova ou de certificação. Um exemplo comum são as embalagens que trazem informações sobre as percentagens de conteúdo reciclado, sem fornecer qualquer detalhe.

Incerteza – Ocorre quando a chamada do produto é tão carente de particularidades como sem sentido. Natural é um exemplo desse pecado. Arsênio, urânio, mercúrio e formaldeído são todos naturais e venenosos. Natural não é necessariamente verde.

Culto a falsos rótulos – Quando a empresa cria uma falsa sugestão ou uma imagem parecida com certificação para induzir os consumidores a pensarem que um produto passou por um processo de certificação de produto verde.

Irrelevância – Esse pecado surge quando um problema ambiental não relacionado ao produto é enfatizado. Um exemplo é a alegação de que um produto é isento de CFC, uma vez que o uso dos CFCs é proibido por lei.

O menos pior – Ocorre quando a chamada do produto afirma ser verde sobre uma categoria de produto que não tem benefícios ambientais. Cigarros orgânicos são um exemplo desse pecado.

Mentira – É quando as alegações ambientais são falsas. Um exemplo comum é afirmar falsamente ser produtos com certificação de economia de energia.

Não há uma obrigatoriedade de lei no Brasil para as autodeclarações ecológicas constarem dos rótulos dos produtos. Entretanto, existe uma norma, a NBR ISO 14020 de 06/2002 – Rótulos e declarações ambientais – Princípios gerais que estabelece os princípios orientadores para o desenvolvimento e uso de rótulos e declarações ambientais. Não se destina a ser usada como especificação para fins de certificação e registro. Segundo a norma, os rótulos e declarações ambientais são uma das ferramentas da gestão ambiental, que são assunto da série 14000. Eles fornecem informações sobre um produto ou serviço em termos de suas características ambientais gerais, ou de um ou mais aspectos ambientais específicos.

Os compradores e potenciais compradores podem usar essas informações para escolher os produtos e serviços que desejam com base em considerações ambientais, entre outras. O fornecedor do produto ou serviço espera que a rotulagem ou as declarações ambientais influenciem a decisão de compra a favor de seu produto ou serviço. Se o rótulo ou declaração ambiental tiver esse efeito, a participação de mercado do produto ou serviço pode aumentar e outros fornecedores podem reagir, melhorando os aspectos ambientais de seus produtos ou serviços para poderem usar rótulos ambientais ou fazer declarações ambientais, resultando assim em menor impacto ambiental exercido por aquela categoria de produto ou serviço. A meta geral dos rótulos e declarações ambientais é, através de comunicação e informações precisas e verificáveis, que não sejam enganosas, sobre os aspectos ambientais de produtos e serviços, promover a demanda e o fornecimento dos produtos e serviços que causem menor impacto ambiental, estimulando, assim, o potencial para uma melhoria ambiental contínua, ditada pelo mercado.

A norma especifica vários princípios a serem seguidos:

Princípio 1 – Rótulos e declarações ambientais devem ser precisos, verificáveis, relevantes e não enganosos – A utilidade e efetividade dos rótulos e declarações ambientais dependem do grau de confiabilidade e de valor das informações que transmitem sobre os aspectos ambientais de um produto ou serviço. Rótulos e declarações ambientais devem fornecer informações precisas sobre os aspectos ambientais de um produto ou serviço. A base factual e técnica para os rótulos e declarações ambientais deve ser verificável. Rótulos e declarações ambientais devem fornecer informações que sejam relevantes; devem tratar somente de aspectos ambientais significativos relacionados às reais circunstâncias de extração de recursos naturais, manufatura, distribuição, uso ou disposição associados ao produto ou serviço. Uma revisão periódica das bases para rótulos e declarações ambientais deve ser feita considerando inovações. As informações devem ser reunidas numa freqüência consistente com o ritmo da inovação. Os rótulos e declarações ambientais devem ser inteligíveis e não confundir o potencial comprador de um produto ou serviço.

Princípio 2 – Procedimentos e requisitos para rótulos e declarações ambientais não devem ser elaborados, adotados ou aplicados com intenção de, ou efeito de, criar obstáculos desnecessários ao comércio internacional – Para orientação sobre o princípio acima, as disposições e interpretações aplicáveis da Organização Mundial de Comércio devem ser consideradas.

Princípio 3 – Rótulos e declarações ambientais devem basear-se em metodologia científica que seja suficientemente cabal e abrangente para dar suporte às afirmações, e que produza resultados precisos e reproduzíveis – As informações que sustentam os rótulos e declarações ambientais devem ser reunidas e avaliadas utilizando-se métodos reconhecidos e amplamente aceitos em disciplinas científicas ou profissionais ou que sejam de outro modo cientificamente defensáveis. Os métodos devem seguir padrões reconhecidos que tenham aceitação internacional (estes podem incluir padrões internacionais, regionais ou nacionais) ou ser métodos industriais ou comerciais que tenham sido sujeitos à revisão entre pares, quando existirem os referidos padrões ou métodos. Os métodos usados deverão ser adequados à afirmação e deverão fornecer informações que sejam relevantes e necessárias para sustentá-la, bem como precisos e reproduzíveis.

Princípio 4 – As informações referentes aos procedimentos, metodologias e quaisquer critérios usados para dar suporte a rótulos e declarações ambientais devem estar disponíveis e ser fornecidas a todas as partes interessadas sempre que solicitadas – As informações devem incluir os princípos básicos, pressupostos e condições delimitadoras. Convém que essas informações sejam suficientes e compreensíveis para permitir que compradores, potenciais compradores e outras partes interessadas avaliem e comparem rótulos e declarações ambientais em termos de princípios científicos, relevância e validade, e avaliem se um rótulo ou declaração ambiental é consistente com as normas aplicáveis dentro da série ISO 14020. Essas informações devem também indicar claramente se o rótulo ou declaração ambiental é uma autodeclaração ambiental ou se está baseada em avaliação independente. Os meios de obtenção dessas informações devem ser comunicados aos compradores e potenciais compradores onde quer que o produto ou serviço seja comercializado. Isso pode ser alcançado por meio das diversas maneiras discutidas em 4.10. Pode haver limites à disponibilidade de informações específicas devido a informações comerciais confidenciais, direito sobre a propriedade intelectual, ou outras restrições legais.

Tuberculose e epilepsia: duas doenças que podem ser superadas pelas pessoas

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NBR 11682: a estabilidade de encostas

Essa norma prescreve os os requisitos exigíveis para o estudo e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas.

Confira

tuberculoseA tuberculose não é coisa do passado. Embora hoje em dia a doença infectocontagiosa já tenha cura, ainda atinge milhares de brasileiros e, se não for tratada corretamente, pode matar. A transmissão acontece com o espirro ou tosse de uma pessoa que tem tuberculose ativa, lançando no ar gotículas com o bacilo de Koch, bactéria causadora da doença. Elas podem ser aspiradas por aqueles que estiverem próximos, contaminando-os. A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infectocontagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença. Na verdade, as pessoas se comportam como reservatórios do bacilo, ou seja, convivem com ele porque não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo e, uma vez reativado o foco, passarão a ser infectantes. A primo-infecção ocorre quando a pessoa entra em contato com o bacilo pela primeira vez. Proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados favorecem o contágio.

O bacilo de Koch é transmitido nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse. Para que a primo-infecção ocorra, é necessário que ele chegue aos alvéolos. Se não alcançar os pulmões, nada acontece. A partir dos alvéolos, porém, pode invadir a corrente linfática e alcançar os gânglios (linfonodos), órgãos de defesa do organismo. A doença evolui quando a pessoa não consegue bloquear o bacilo que se divide, rompe a célula em que está fagocitado e provoca uma reação inflamatória muito intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage a essa inflamação produzindo muco e surge tosse produtiva.

Como o bacilo destrói a estrutura alveolar, formam-se cavernas no tecido pulmonar e vasos sanguíneos podem romper-se. Por isso, na tuberculose pulmonar, é frequente a presença de tosse com eliminação de catarro, muco e sangue. Na maioria dos casos, as defesas do organismo bloqueiam o bacilo, impedindo a infecção. Mas, em outros, a bactéria resiste causando a doença, que começa pelos pulmões e pode se estender, através da corrente sanguínea, por todo o organismo. Se não for tratada a tempo e da maneira correta, pode atingir outros órgãos além dos pulmões, como laringe, ossos, articulações e intestinos, causando a doença e podendo levar à morte. Para chegar ao diagnóstico, o paciente deve fazer uma avaliação médica completa, que inclui análise do histórico médico e exames mais específicos, como baciloscopia (análise da secreção do paciente).

Os principais sintomas que o paciente que desenvolveu a doença apresenta são tosse, febre baixa, perda do apetite, palidez e fadiga. Se um ou mais desses sintomas persistirem por três semanas, procure um médico – de preferência, pneumologista – imediatamente. O paciente com diagnóstico da doença deve seguir à risca o tratamento, disponível apenas na rede pública da saúde. O uso do coquetel de medicamentos por, no mínimo, seis meses é fundamental para a melhora do paciente, seja criança, adolescente ou adulto. A prevenção à tuberculose é difícil, mas algumas medidas podem reduzir as chances de infecção e da doença, sobretudo se começarem cedo. Crianças com até quatro anos de idade devem receber a vacina BCG, que dá até 80% de resistência ao organismo para o resto da vida. Pode-se, também, evitar aglomerações e locais abafados, sem ventilação e iluminação solar. Não fume e evite inalar fumaça de cigarro

O tratamento é feito com três drogas diferentes: pirazinamida, isoniazida e rifamicina. Durante dois meses, o paciente toma os três medicamentos e, a partir do terceiro mês, toma só isoniazida e rifampicina. O bacilo da tuberculose cresce fora e dentro da célula de defesa. Quando está fora, não só se multiplica muito rápido como adquire resistência também muito depressa. Para impedir seu crescimento e divisão fora da célula se fazem necessárias as três drogas e o tempo mais prolongado de tratamento. Dentro da célula de defesa, ele cresce mais lentamente e a indicação é usar uma droga que penetra na célula a fim de bloquear o crescimento da bactéria em seu interior. Por isso, os remédios devem ser tomados por seis meses. Já se tentou reduzir para quatro meses, mas a taxa de recidiva foi muito grande. É fundamental seguir à risca o tratamento. O que se tentou fazer, e com bons resultados, para facilitar a adesão dos pacientes foi prescrever doses mais altas para serem tomadas apenas dois dias na semana.

epilepsia

Já a epilepsia, segundo a Proteste, está ligada ao funcionamento do cérebro que se dá através de impulsos elétricos entre os neurônios. No entanto, o portador de epilepsia sofre perturbações elétricas na forma de “curtos-circuitos”, que podem gerar crises e se manifestar de formas distintas. O resultado pode ser uma crise que tira o paciente do ar por alguns segundos, e pode provocar diversos transtornos, principalmente se as crises iniciam na infância. As causas dessa condição neurológica, que ao contrário do que muita gente pensa, não é uma doença mental, e também não é contagiosa. Também deve-se se ter alguns os cuidados ao socorrer um paciente durante uma crise, as medidas preventivas que ajudam você a levar uma vida normal caso sofra com o problema e, ainda, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto com um especialista de sua confiança.

A epilepsia pode produzir manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas e acometer pessoas de qualquer idade, raça ou condição social. A infância é, geralmente, a época em que o problema surge, e isso pode prejudicar bastante o portador, já que essa é a fase crucial para o desenvolvimento do sistema nervoso e psicológico do indivíduo. Em alguns casos, o problema pode diminuir as capacidades cognitivas e as faculdades de aprendizagem. Na maioria das vezes o problema desaparece na adolescência, mas em algumas situações pode persistir e acompanhar o indivíduo até a fase adulta – e geralmente são usados medicamentos que reduzem a frequência das crises e melhoram a qualidade de vida do paciente.

Entendendo melhor a contabilidade dos custos de fluxos de material (CCFM)

COLETÂNEA DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental!
Saiba Mais…

Coletânea Série Tecnologia da Informação

Segundo a norma NBR ISO 14051, editada em 2013, compreender a diferença entre a CCFM e a contabilidade de custos convencional (CCC) é útil para a implementação da CCFM. Ela rastreia o fluxo de materiais em unidades físicas e monetárias, enfatizando a perda de materiais. Uma diferença principal entre a CCFM e a CCC reside no tratamento dos custos da perda de materiais e ineficiências nos processos. Na CCC, todos os custos de material e de processamento são designados ou alocados para custos de produto. Apesar da perda de materiais poder ser reconhecida visivelmente na CCC, os custos não são identificados separadamente.

Os custos de gestão de resíduos associados à perda de materiais são incorporados nos custos do produto ou embutidos nos custos indiretos. Esta abordagem não destaca os custos da perda de materiais e ineficiências no processo devido a uma falta de entendimento abrangente dos custos da perda de materiais. A CCFM pode também fornecer informações em relação a potenciais economias ou eficiência em material que constitui o produto e sua respectiva embalagem. Na CCFM, por outro lado, a perda de material é tratada como um objeto de custo, e calcula os custos da perda de materiais e todos os custos de processamento associados com a perda de materiais.

Para realçar ainda mais o poder analítico desta abordagem, custos de processamento são diferenciados em custos de energia, custos de sistema e custos de gestão de resíduos. Os custos de perda de materiais são a soma dos custos do material que seguem para a perda de materiais, os custos de energia e os custos de sistema que são alocados para a perda de materiais baseados em critérios de alocação adequados, bem como do custo total de gestão de resíduos associados à perda de material. Esta abordagem realça os custos da perda de materiais e ineficiências no processo, e traz a atenção da gerência para estes custos.

Além de reduzir os custos de perda de material, esta abordagem pode ajudar a organização a mitigar seus impactos ambientais adversos pela redução do consumo de recursos naturais e a geração de resíduos e emissões. Para citar um exemplo, um centro de quantidade (CQ) tem 15 kg de inventário inicial de material, e 95 kg de entrada de material que adentra no CQ. O inventário final do material é de 10 kg, e 70 kg de produto e 30 kg de perda de material são gerados como saídas. Os custos de material e de processamento chegam ao montante de $ 1 000 e $ 930, respectivamente, resultando em custos totais de manufatura de $ 1 930. No caso de CCC, os custos totais do produto são de $ 1 930. Por outro lado, o CCFM identifica a perda de material e valora seu custo. 30 % da entrada de material seguem para perda de material, resultando em custos de material de $ 300 para a perda de material.

Os custos de processamento são diferenciados em custos de energia ($ 50), custos de sistema ($ 800) e custos de gestão de resíduos ($ 80). Baseado em um critério de alocação adequado (a porcentagem de distribuição de material com base em massa entre produto e perda de material), $ 15 do custo de energia e $ 240 do custo de sistema são alocados na perda de material. Além disso, o custo total de gestão de resíduos de $ 80 é atribuído à perda de material. Como resultado, os custos totais da perda de material são de $ 635. Isto quer dizer que 32,9 % dos custos totais de manufatura são desperdiçados devido à perda de material.

A visibilidade desta informação pode levar a gerência a investigar as razões para a perda de material e instituir medidas para reduzir a perda de material. Sob a CCC, a gerência em geral não tem esta informação tão prontamente disponível para agir sobre ela. A CCFM pode também fornecer informações que permitam à gerência considerar opções para reduzir ou substituir o material do produto, por exemplo reduzindo o peso mais sistematicamente, aumentando a reciclabilidade e apoiando melhorias ambientais em produtos e processos.

contabilidade

Diferença entre a CCFM e a contabilidade de custos convencional

E como calcular os custos de energia, custos de sistema e custos de gestão de resíduos, e alocar estes custos para produto e perdas de material? De forma ideal, convém que os custos de energia, custos de sistema e custos de gestão de resíduos sejam calculados diretamente dos dados de custos de produção para cada CQ. Se isto não for possível, como frequentemente acontece, convém que estes custos sejam estimados a partir de outros dados disponíveis. Em casos onde custos de energia, sistema e gestão de resíduos não puderem ser obtidos diretamente dos dados de produção para cada CO, mais dados agregados para todo o processo ou instalação podem ser usados para quantificar os custos de CO, em um procedimento de duas etapas.

Primeiro, custos de energia, custos de sistema e custos de gestão de resíduos são calculados para o processo como um todo dentro dos limites da CCFM. Segundo, estes custos são alocados para cada CO por critérios adequados, por exemplo, horas-máquina, volume de produção, número de funcionários, horas de trabalho, número de tarefas executadas e espaço disponível. A Tabela abaixo mostra um exemplo da alocação de custos.

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Os custos de energia e custos de sistema são alocados para produtos e perdas de material por critérios adequados. Como mencionado, os critérios mais adequados de alocação para diferentes tipos de custos não serão necessariamente os mesmos. Nota-se que custos totais de gestão de resíduos são atribuídos a perdas de material. A Tabela abaixo mostra o resultado da alocação dos custos de energia, custos de sistema e custos de gestão de resíduos a produtos e perdas de material em cada CO, com base nos critérios das porcentagens de distribuição de material em CO 1 e CO 2. Os custos totais de gestão de resíduos alocados para CO são atribuídos às perdas de material. Neste caso, as porcentagens de distribuição de material em CQ 1 são de 87,50 % para produtos (70 kg/80 kg) e de 12,50 % de perdas de material (10 kg/80 kg), e aquelas no CQ 2 são de 66,67 % para produtos (60 kg/90 kg) e de 33,33 % de perdas de material (30 kg/90 kg).

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Este exemplo usa a porcentagem de distribuição material como um critério de alocação, baseado na massa de todos os materiais em cada CQ. Quando a porcentagem de distribuição material baseada em todos os materiais não está prontamente disponível ou adequada para decisões de gerenciamento, recomenda-se que a porcentagem de distribuição do principal material, que é diretamente relacionada ao processamento, seja usada como critério de alocação. Por exemplo, quando um volume proporcionalmente significativo de água é usado em um CQ como material de lavagem, o volume de perdas de material pode ser bem maior que o volume dos produtos.

Se a porcentagem de distribuição de material for baseada em todos os materiais, ela potencialmente resulta na alocação de uma quantidade desproporcional de custos de energia e custos de sistema para perdas de material. Isto obviamente não é útil para a tomada de decisões de gerenciamento. Em muitos casos, a distribuição de massa de entradas de materiais em produtos e perdas de material será usada como o critério para alocar o uso de energia para produtos e perdas de material. Porém, se informações adicionais estiverem disponíveis sobre a eficiência energética do maquinário usado no centro de quantidade, uma quantificação mais precisa da ineficiência energética e dos resíduos pode ser feita. O seguinte exemplo ilustra este ponto. Cada item abaixo corresponde aos itens (a, b e c) dados na Figura acima.

a) Se 10 % do tempo de operação de uma máquina forem usados para inicialização, desligamento e manutenção e não produção em si, os 10 % de uso de energia para estes propósitos poderiam ser considerados desperdício e não ser usados para a produção. Esta proporção de energia deveria, portanto, ser alocada para perdas de material e não para produtos.

b) Uma ineficiência de material de 20% irá resultar na alocação de 80 % do uso de energia remanescente para os produtos.

c) Se for constatado que a máquina é 15% menos eficiente que uma máquina operando de forma otimizada, isto resulta na alocação de somente 85% do uso de energia remanescente aos produtos. Se somente a porcentagem de distribuição material for usada como critério de alocação, o uso de energia é alocado como a seguir: alocação de energia aos produtos: 80%; e alocação de energia às perdas de material: 20%

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Trabalhar à distância é uma tendência

E-book ASQ/Target: Gestão ambiental ISO 14001 de maneira fácil e rápida

De autoria de Joe Kausek, o e-book Environmental Management Quick and Easy – Creating an effective ISO 14001 EMS in half the time mostra que a concepção e a implementação de um sistema de gestão ambiental ISO 14001 (SGA) não precisam ser complicadas ou envolver grandes investimentos. O livro centra-se na obtenção de um SGA básico, mas eficaz com o mínimo de esforço para que a organização possa passar rapidamente para as melhorias de desempenho ambiental que serão necessárias para atender à crescente demanda internacional pela gestão ambiental corporativa. O benefício real da ISO 14001 é que pode melhorar significativamente o desempenho ambiental de uma organização. Infelizmente, a maioria das empresas que implementou a ISO 14001 não fez mais nada do que cumprir os requisitos da norma e ainda não percebeu os seus imensos benefícios.

homeSusana Falchi

A recente notícia de que, o Yahoo, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo decidiu acabar com o home office gerou polêmica, ainda mais quando a tendência verificada é exatamente contrária: cada vez mais as empresas estão optando por formas alternativas de trabalho. Algumas projeções de especialistas chegam a dar conta de que o emprego vai desaparecer na forma como conhecemos hoje e isso não é de se estranhar.

A decisão da vice-presidente do Yahoo, Marissa Mayer, é contraria a todas as tendências de gestão de pessoas. Ao invés de simplesmente acabar com o trabalho à distância, os questionamentos deveriam ser diferentes: o modelo de gestão do trabalho em home office está sendo eficiente? A organização sabe desmembrar projetos e distribuir tarefas mundo afora? A tecnologia utilizada auxiliava nos controles necessários para gestão de qualquer tipo de trabalho?

O avanço na forma de trabalho fez com que este deixasse de ser físico para se tornar mais intangível, mais tecnológico e mais intelectualizado. As empresas hoje estão menos dependentes de hierarquias, mas exigem um alto nível de especialidade e educação, além de serem dominadas pela classe criativa. O foco está nos serviços agregados o que torna o trabalho mais dependente do conhecimento do que da presença física do funcionário.

Acredito que as formas alternativas de trabalho, como novos vínculos, atuação por projeto, part time, home office, trabalhos sob demanda, devem ganhar peso no mercado. Tais alternativas trazem alguns ganhos empresariais como: redução de custo de folha de pagamento, espaço físico e redução do tempo gerencial. A tendência verificada nos países desenvolvidos é de que 70% do quadro de pessoal estejam atuando em home office até 2015. A Telus, por exemplo, uma importante empresa de Telecomunicações do Canadá, calcula que somente 30% do seu pessoal trabalharão em tempo integral em instalações da empresa ao longo dos próximos anos.

No Brasil, o home office já é empregado por mais de 50% das empresas de grande porte. O percentual não é surpreendente, pois para algumas atividades criativas e intelectualizadas, estar presente fisicamente deixa de ser necessário. Ao contrário, a atividade pode ser mais produtiva sendo realizada de qualquer outro lugar.  Outro ganho consiste na melhor a qualidade de vida dos empregados. A chamada Geração Y aceita ou rejeita propostas de emprego baseando-se muito no quanto será capaz de conciliar a vida profissional com a vida pessoal, o que torna o modelo de trabalho remoto mais atrativo.

Quando você estabelece a cultura de home office em uma empresa, precisa estar preparado para administrar esse trabalho. Isso significa ter planilhas de controles de entrega, uma estrutura de metas bem estabelecida e um sistema de consequências maduro e condizente com o que foi acordado com o funcionário. Com um modelo consistente, é possível obter resultados muito bons. A tecnologia está a favor das empresas. Hoje em dia é possível saber quanto um funcionário trabalhou vendo quantas horas ele ficou conectado na rede da empresa, sem contar a possibilidade de fazer conference calls e usar o Skype.

Susana Falchi é CEO da HSD Consultoria em Recursos Humanos.