Quantidade de cacau nos chocolates brasileiros

CURSOS TÉCNICOS

Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

de 09/04/2013 até 10/04/2013

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

O curso de Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas faz parte da sequência do curso de NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade.

de 15/04/2013 até 16/04/2013

cacauA Páscoa se aproxima e a população vai atrás dos chocolates. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec – www.idec.org.br), com as 11 marcas de chocolates mais comercializadas no Brasil – Arcor, Brasil Cacau, Cacau Show, Garoto, Hershey‘s, Kopenhagen, Lacta e Nestlé -, concluiu que maioria não informa no rótulo a quantidade de cacau do produto. Entre os chocolates ao leite, apenas os da Cacau Show têm o percentual de cacau estampado na embalagem. As outras dez não fazem nenhuma menção à quantidade do fruto. Ainda não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o Idec, seria razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes.

O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a preciosa informação indicada no rótulo: Cacau Show, Hersheys e Arcor. E entre os onze de chocolate amargo, dois não têm o dado: os tabletes de 40 e 85 g da Kopenhagen, e os tabletes de 20 e 100 g da Brasil Cacau (marcas que pertencem ao mesmo grupo). O Idec foi então atrás do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas que não divulgam o teor de cacau na embalagem. Mais uma missão inglória. Apenas o Carrefour e o Dia revelaram os dados pedidos. Nas outras, ou o atendente disse que não dispunha da informação, ou que retornaria o contato posteriormente (o que acabou não sendo feito). Ou, pior, afirmou que esse dado é “segredo de fábrica”.

Além disso, entre os produtos pesquisados, cinco deles são fabricados apenas com a quantidade mínima de cacau, estipulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para ser considerado chocolate, o produto deve ter, ao menos, 25% de cacau (se for chocolate ao leite). “Seria muito importante que o teor de cacau viesse impresso no rótulo, até porque, se trata de um direito à informação ao consumidor, assegurado pelo CDC (Códio de Defesa do Consumidor), desta maneira, fica a sensação de que essa informação trata-se apenas de uma estratégia de marketing usada quando isso é conveniente aos fabricantes”, opina Ana Paula Bortoletto Martins, pesquisadora do Idec.

A pesquisadora ainda lembra que os benefícios do cacau à saúde, como a produção de mais serotonina, que dá a sensação de bem-estar e diminui a pressão arterial, estão diretamente relacionados à sua quantidade no chocolate. Por isso, alerta: “é importante que o consumidor esteja atento a essa informação no rótulo, para sua melhor escolha e, no caso de não encontrar, cobre esse direito das empresas, por meio dos canais de atendimento ao consumidor”. O Idec também pesquisou alguns chocolates importados vendidos no Brasil e que têm preços lá fora relativamente parecidos com os dos chocolates brasileiros escolhidos: Casino Lait Dégustation, Guylian, Lindt Swiss Classic, Milka, Nestlé Crunch e Ritter Sport. E, ao contrário dos chocolates nacionais, o teor de cacau está presente nos rótulos de todos os chocolates importados pesquisados, mesmo que seja em letras miúdas, no verso da embalagem.

O que chamou a atenção é que dois desses chocolates estrangeiros também são fabricados no Brasil: Crunch (da Nestlé – embora esse chocolate não seja ao leite, pois contém flocos de arroz, foi incluído na pesquisa, justamente para se verificar a existência de duplo padrão) e Milka (da Kraft). Nos dois casos, o teor de cacau é maior nos produtos fabricados lá fora: ambos têm no mínimo 30% de cacau – lembrando que os nacionais têm no mínimo 25%. As duas empresas, portanto, praticam o que se chama de “duplo padrão”: independentemente de questões relacionadas à legislação de cada país, elas tratam de maneira diferente os consumidores brasileiros e os de seu continente de origem.

Segundo os entendidos, o cacau fino, geralmente cultivado em baixas quantidades, requer cuidados desde a maturação, pois é o momento em que se formam os aromas de constituição — associados ao patrimônio genético dos frutos, ao terreno e ao clima. Outros aromas surgem após a colheita, e estão relacionados à fermentação – que deve ser longa e controlada — e à secagem das sementes. Esta etapa é essencial para a evolução dos primeiros aromas, chamados precursores: quimicamente falando, é a quebra do açúcar em glucose e frutose e a transformação de proteínas em aminoácidos livres e peptídeos. Depois, esses aromas serão desenvolvidos durante a torrefação, para se obter o buquê final — que pode envolver uma combinação dos aromas de cacau com toques florais, frutados ou de especiarias. As sementes, então, são descascadas e trituradas.

A textura do chocolate é condição essencial para sua qualidade, por isso, a trituração e o refino das sementes torradas são muito importantes. Para a fabricação do chocolate moderno — uma mistura de pasta de cacau, manteiga de cacau e açúcar — faz-se a conchagem, uma lenta agitação sob calor do chocolate, responsável pela diminuição da umidade da mistura, equilíbrio dos aromas e textura. Quente e líquido, o chocolate passa por temperagem, para solidificar (“cristalizar”) corretamente, tornar-se brilhante e fácil de ser trabalhado. O primeiro quesito para um chocolate fino é não conter muito açúcar. Quanto mais, menor será a porcentagem de sólidos e manteiga do cacau — os ingredientes mais importantes de uma boa barra. A manteiga de cacau confere fluidez ao chocolate. A qualidade também é percebida ao se partir uma barra.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: