Consumidor: só compre cadeiras plásticas fabricadas conforme a norma técnica

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cadeirasSegundo o Inmetro, esses produtos são muito utilizados para uso residencial e/ou comercial. É muito comum ser encontradas as cadeiras plásticas em bares, restaurantes, terraços, varandas e sítios. Os motivos para seu largo uso pela população, em todas as classes sociais, estão fortemente associados à praticidade de manuseio, por serem leves, à beleza, pois, atualmente, existe uma grande variedade de modelos, e, principalmente, ao preço mais baixo quando comparado aos preços das cadeiras de madeira e metal.

Além do crescimento das exportações, o consumo interno também vem aumentando, o que determina uma maior necessidade do comprometimento do setor com a conformidade de seus produtos. Esse aumento de vendas aumenta a competitividade, o que estimula a prática da concorrência desleal, com a colocação, no mercado, de produtos mais baratos, porém, com qualidade duvidosa.

Isso é altamente prejudicial ao consumidor, visto que, para diminuir o custo desses produtos é necessário reduzir a quantidade de matéria prima (polipropileno) utilizada para sua fabricação. Essa diminuição compromete a estrutura da cadeira, pois suas paredes tornam-se mais finas e, consequentemente, menos resistentes, colocando em risco a segurança do usuário do produto. Outra maneira de cortar custos, é diminuir a quantidade de aditivos, como aqueles que permitem que a resina torne-se mais resistente à degradação provocada pela incidência dos ultravioleta. Com isso, as cadeiras expostas continuamente ao sol ficam menos resistentes.

Foi publicada uma nova edição da NBR 14776 de 03/2013 – Cadeira plástica monobloco – Requisitos e métodos de ensaio que especifica os métodos de ensaio e os requisitos exigíveis para aceitação das cadeiras plásticas monobloco. As cadeiras plásticas monobloco são denominadas na norma como cadeiras e devem ser fabricadas em material plástico, com ou sem a incorporação de aditivos, a critério do fabricante e por processo que assegure a obtenção de um produto que atenda as condições dessa norma.

Elas podem ou não conter dispositivos antiderrapantes e podem ser utilizadas em qualquer tipo de piso. Devem apresentar-se, antes da realização dos ensaios, com aspecto uniforme e isentas de corpos estranhos, bolhas, trincas, falhas, fraturas, rachaduras, evidências de degradações ou qualquer dano estrutural. Devem ser vistoriadas antes dos ensaios, não podendo apresentar falhas, trincas ou fraturas. Não podem ser aprovadas cadeiras que, durante os ensaios, apresentem falhas, trincas, fraturas ou danos estruturais permanentes. A dobra de pelo menos uma das pernas da cadeira constitui-se em dano estrutural permanente. A acomodação natural das pernas da cadeira sob carga, durante os ensaios, não se configura em dano estrutural permanente.

A cadeira plástica monobloco deve trazer gravado, em baixo-relevo ou alto-relevo, com caracteres de, no mínimo, 5 mm de altura, apresentar marcação de forma visível e indelével, que informe ao consumidor sua aplicação restrita, devendo ser colocada na seguinte forma: identificação do fabricante (CNPJ); lote ou data de fabricação (mês e ano); classe da cadeira; classe AW – uso exclusivo interno residencial; classe BW – uso exclusivo interno não residencial; classe AY – uso irrestrito (interno/externo) residencial; classe BY – uso irrestrito; carga máxima admissível; e o número dessa norma.

Os testes, de forma resumida, que são feitos nesses produtos:

– Estático – Estando a cadeira em sua posição normal de uso, é colocado um peso superior a 100 kg sobre ela. Para que o teste seja ainda mais efetivo, a cadeira fica em cima de uma superfície de vidro, suportando o peso por 30 minutos.

– Teste de Impacto – Ainda em cima de uma superfície de vidro, a cadeira recebe impactos para testar sua resistência. São dez impactos de 68 kg cada, com altura que pode variar de 15 a 20 centímetros.

Teste para verificar a resistência da perna da cadeira – Neste teste, apenas duas pernas da cadeira plástica ficam apoiadas na superfície de vidro, já as outras duas ficam apoiadas em um pedaço de madeira. A altura deste calço de madeira varia de acordo com as medidas da cadeira, para que se mantenha uma proporção razoável. É colocado então novamente, peso superior a 100 kg, para que seja verificada a resistência das pernas da cadeira de plástico.

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