As normas técnicas para os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

epiDefinido como todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Já os equipamentos de proteção coletiva (EPC) são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros. Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e para atender a situações de emergência. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

Os tipos de EPI utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como: proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares; proteção respiratória: máscaras e filtro; proteção visual e facial: óculos e viseiras; proteção da cabeça: capacetes; proteção de mãos e braços: luvas e mangotes; proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas; e proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões. O EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabe ao empregador as seguintes obrigações: adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; exigir seu uso; fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e comunicar o MTE qualquer irregularidade observada.

O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal.

Quanto às normas técnicas foram editadas no Brasil várias normas especificando os requisitos para diferentes EPI. A NBR ISO 20346 de 09/2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado de proteção que especifica os requisitos básicos e adicionais (opcionais) para os calçados de proteção; a NBR 13694 de 06/1996 – Equipamentos de proteção respiratória – Peças semifacial e um quarto facial que fixa as condições mínimas exigíveis para as peças semifaciais e um quarto faciais utilizadas como parte de equipamentos de proteção respiratória, exceto os equipamentos de fuga e de mergulho; a NBR 13695 de 06/1996 – Equipamentos de proteção respiratória – Peça facial inteira que fixa condições mínimas exigíveis para as peças faciais inteiras utilizadas como parte de equipamentos de proteção respiratória, exceto os equipamentos de fuga e de mergulho; a NBR 13696 de 01/2010 – Equipamento de proteção respiratória – Filtros químicos e combinados que fixa os requisitos mínimos para filtros químicos e combinados para uso como parte de um equipamento de proteção respiratória do tipo purificador de ar não motorizado; a NBR 13697 de 08/2010 – Equipamentos de proteção respiratória – Filtros para partículas que fixa as condições exigíveis para filtros mecânicos para uso como parte de um equipamento de proteção respiratória, excluídos os respiradores de fuga e as peças faciais filtrantes; a NBR 14626 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Trava-queda deslizante guiado em linha flexível que especifica os requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instruções e embalagem para trava quedas deslizante guiado em linha flexível; a NBR 14627 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Trava-queda guiado em linha rígida que especifica os requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instruções e embalagem para trava quedas deslizante guiado em linha rígida; a NBR 14628 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Trava-queda retrátil que especifica os requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instruções e embalagem para trava quedas deslizante guiado em linha flexível; a NBR 14629 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Absorvedor de energia que especifica os requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instruções e embalagem para absorvedor de energia; a NBR ISO 20345 de 09/2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado de segurança que especifica os requisitos básicos e adicionais (opcionais) para os calçados de segurança; a NBR ISO 20347 de 09/2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado ocupacional que especifica os requisitos básicos e adicionais (opcionais) para calçado ocupacional; a NBR 13698 de 03/2011 – Equipamentos de proteção respiratória – Peça semifacial filtrante para partículas que especifica os requisitos para as peças semifaciais filtrantes para as partículas utilizadas como equipamentos de proteção respiratória do tipo purificador de ar não motorizado; a NBR 13712 de 08/1996 – Luvas de proteção que estabelece os princípios gerais para a padronização de luvas de proteção confeccionadas em couro ou tecido; a NBR 15837 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Conectores que especifica os requisitos, métodos de ensaio, marcação e manual de instruções para os conectores de equipamentos de proteção individual para trabalhos em altura; a NBR 8221 de 07/2003 – Equipamento de proteção individual – Capacete de segurança para uso na indústria – Especificação e métodos de ensaio que descreve tipos e classes, determina as exigência mínimas quanto às características físicas e de desempenho, e prescreve os ensaios para a avaliação de capacetes de segurança destinados à proteção da cabeça contra impactos e agentes agressivos no uso industrial; a NBR 13716 de 09/1996 – Equipamento de proteção respiratória – Máscara autônoma de ar comprimido com circuito aberto que fixa condições mínimas exigíveis para máscaras autônomas de ar comprimido com circuito aberto; a NBR 14750 de 10/2001 – Equipamento de proteção respiratória – Respirador de linha de ar comprimido com capuz, para uso em operações de jateamento – Especificação que especifica os requisitos mínimos para os respiradores de linha de ar comprimido com capuz, para uso em operações de jateamento com sólidos abrasivos; e a NBR 16077 de 07/2012 – Equipamento de proteção individual – Protetores auditivos – Método de cálculo do nível de pressão sonora na orelha protegida que estabelece o método de cálculo do nível de pressão sonora na orelha protegida, quando são utilizados protetores auditivos em ambientes ruidosos.

Pesquisa: prevenção a fraudes internas não é uma das prioridades em segurança para as empresas

Target GEDWEB: a gestão do conhecimento técnico corporativo

Com o Target GEDWEB implantado em sua empresa, pode-se com alguns cliques acessar a informação técnica que a sua empresa necessita no seu dia a dia, como normas brasileiras, internacionais, regulamentos técnicos de qualquer país, publicações da ASQ, revistas técnicas e científicas, textos técnicos, jornais internos da empresa, cursos oferecidos para a participação dos funcionários, toda documentação organizacional, treinamento nas normas de qualidade, meio ambiente, etc. A tecnologia oferecida permite a inserção de qualquer conteúdo desejado pela empresa e, o que é melhor, monitorado e atualizado online. A empresa fica com o seu GEDWEB personalizado.

Acesse um vídeo com as explicações sobre o novo GEDWEB clicando no link.

fraudeEm média, as empresas enfrentam aproximadamente uma tentativa de fraude por semana, segundo informações da segunda pesquisa anual realizada em conjunto pela Attachmate Corporation e o Ponemon Institute, “O Risco das Fraudes Internas”, divulgada na RSA Conference 2013. Apesar disso, apenas 44% das empresas entrevistadas dizem não ver a prevenção de fraude interna como prioridade, uma despreocupação que vem aumentando desde 2011. O resultado disso saiu caro: o custo médio da violação de dados, segundo um estudo realizado em 2011, foi de 194 dólares por registro perdido ou roubado.

A pesquisa sobre fraude interna foi feita com 700 pessoas de grandes empresas multinacionais e revela tendências alarmantes com relação à segurança dos dados: em média, demoram 87 dias para a empresa detectar a ocorrência de uma fraude interna e mais de três meses (105 dias) para descobrir a causa da fraude; 79% dos entrevistados dizem que nas suas empresas um usuário privilegiado já alterou ou tentou alterar comandos dos aplicativos para obter acesso ou modificar informações confidenciais e depois voltou a reconfigurar os comandos; segundo 73% dos entrevistados, um feito equivocado de um funcionário já resultou em prejuízo e possível dano à marca da empresa; 81% dizem que algum funcionário já usou as credenciais de alguém para obter direitos adicionais ou obter controles especiais.

“Estes dados demonstram a invisibilidade das ações praticadas pelos funcionários dentro da empresa”, disse Larry Ponemon, presidente do conselho e fundador do Ponemon Institute. “Embora as empresas adotem políticas e procedimentos para tentar inibir as fraude internas, isso não significa que eles serão seguidos pelos funcionários, principalmente com o aumento das práticas do modelo traga seu próprio dispositivo”. Praticamente metade, 48%, dos entrevistados dizem que essas práticas resultaram em um aumento significativo do risco de fraude e 77% dizem que a falta de protocolos de segurança nos dispositivos de borda é um grande risco e desafio à segurança.

“A segurança dos dados e a fraude interna prosseguem como um desafio para as empresas, principalmente com a prática do modelo traga seu próprio dispositivo, aumentando a complexidade no ambiente corporativo”, conta Christine Meyers, diretora da Attachmate. “As soluções para gerenciamento de fraudes corporativas conseguem correlacionar as atividades acontecendo em todos os canais, reproduzindo tela a tela o que realmente se passou. Adiciona-se a isso o comprovado componente de dissuasão pela habilidade de poder ver e monitorar o uso e o abuso, um dos principais motivos porque os clientes optam por essa tecnologia”.

O estudo definiu fraude interna como os ataques maliciosos ou criminosos perpetrados em empresas públicas e privados por funcionários e temporários. Normalmente o objetivo desses ataques é o roubo de bens financeiros ou informações, que pode incluir dados de clientes, segredos comerciais e propriedade intelectual. Às vezes os invasores mais perigosos são aqueles com maior conhecimento de TI ou que possuem acesso aos dados e aplicativos mais críticos da empresa. “Com essa pesquisa queremos reiterar que as empresas não estão imunes”, explicou Meyers. “A ameaça da fraude interno é um risco que está aumentando e que pode resultar em prejuízo financeiro tangível para as empresas. Quanto mais tempo a empresa demorar para perceber isso, mais caro vai sair para ela”. Para saber mais sobre o estudo, acesse o link http://www.attachmate.com/assets/Ponemon_2012_Report.pdf