A durabilidade e a resistência das rodas para automóveis

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rodasAlém da execução de testes em laboratório, a certificação de rodas automotivas que é obrigatória exige das empresas o cumprimento de requisitos mínimos de auditoria, previstos nas normas NBR ISO 9001 e NBR ISO/TS 16949. Isso passa pelo controle de documentos e de registros, planejamento do produto, processo e informações de aquisição, verificação de itens adquiridos, controle de produção e prestação de serviço, validação de processos de produção, preservação do produto, controle de equipamentos de monitoramento e medição, medição e monitoramento de produto, e ações corretivas e preventivas, até satisfação do cliente.

Voltados para durabilidade e resistência, os testes de produto para certificação de rodas automotivas devem ser feitos em laboratório independente, acreditado pelo Inmetro e com escopo específico, nacional ou internacional (neste caso, acreditado por organismo de acreditação signatário de um acordo de reconhecimento mútuo do qual o Inmetro faça parte). Exceções a essa regra são admitidas, caso, por exemplo, de laboratórios independentes, acreditados para outros escopos e não acreditados, e de laboratórios não independentes (de propriedade do próprio fabricante da peça), acreditados ou não.

Os ensaios obedecem a critérios de três normas básicas – a NBR 6750, para rodas de automóveis, a NBR 6751, para rodas e aros de caminhões, ônibus e similares e a NBR 6752, para rodas de liga de alumínio para automóveis, comerciais leves e utilitários esportivos – e duas normas complementares – NBR 6608, para e aros de veículos rodoviários, que verifica dimensões e identificações; e NBR 13909, para rodas e aros de veículos rodoviários e agrícolas, que verifica a terminologia. A NBR 6750 de 03/2013 – Rodas para automóveis – Verificação da durabilidade e resistência especifica os métodos de ensaio de fadiga rotativa e fadiga sob carga radial (ou compressão), para verificação da durabilidade, bem como os métodos de ensaio de resistência e especificações do acabamento superficial, materiais restritos, das rodas de aço para automóveis, veículos de uso misto ou de carga dele derivados, camionetas de uso misto e seus rebocados. As rodas de aço projetadas para veículo fabricados, deve atender aos requisitos mínimos dessa norma.

Um ensaio descrito pela norma é o de fadiga rotativa, em que o equipamento para o ensaio deve ter um sistema de acionamento rotativo que permita, quando a roda girar, submetê-la a um momento fletor ou, quando fixa, submetê-la a um momento fletor rotativo conforme as Figuras 1 a 3, disponíveis na norma. Recomenda-se o comprimento do braço mínimo de 750 mm.

No ensaio de fadiga sob carga radial (ou de compressão) o equipamento de ensaio deve ser equipado com um sistema que permita uma carga radial constante quando a roda girar. Existem numerosos sistemas. O equipamento recomendado compreende um sistema de volante acionado em rotação, que possui uma superfície lisa maior do que a largura da banda de rodagem do pneu de ensaio carregado. O diâmetro mínimo recomendado do volante é de 1.700 mm. A carga transmitida pela fixação da roda a ser ensaiada e do pneu deve ser normal à superfície e, no alinhamento do centro da roda e do volante, os eixos do volante e da roda devem estar paralelos, conforme Figura 4.

Quanto ao ensaio de fadiga rotativa, o aro da roda deve ser centrado e fixado firmemente na máquina de ensaio. O flange do cubo da máquina de ensaio deve ter as mesmas características dimensionais que o flange do cubo do sistema de rodagem do veículo. A alavanca de aplicação do esforço e seu sistema de ligação devem ser fixados no plano da roda, mediante prisioneiros e porcas (ou parafusos), novos e representativos daqueles utilizados no veículo.

O sistema de fixação da roda deve ser montado no início do ensaio, de acordo com as indicações do fabricante do veículo ou da roda. As superfícies de contato do sistema de ligação e da roda devem estar livres de camada excessiva de pintura, impurezas ou substâncias estranhas. Os prisioneiros e porcas (ou parafusos) não podem ser lubrificados. Os parafusos ou porcas da roda podem ser reapertados durante os primeiros 2 000 ciclos iniciais do ensaio. O sistema de carga é especificado dentro de ±2 % da carga inicial. Nenhuma roda deve ser utilizada para mais de um ensaio.

Caso ocorra a quebra de um ou mais parafusos, deve ser trocado todo o jogo de parafusos e o ensaio deve ser continuado. Para este ensaio devem ser utilizadas rodas totalmente acabadas, com pintura eletroforética.

No ensaio de fadiga radial (ou de compressão), o pneu utilizado para este ensaio deve ser o maior pneu especificado pelo construtor da roda, quando não especificado pelo fabricante do veículo, expresso em metros (m), conforme normas de associações ou organizações nacionais e internacionais de pneus e aros (ver Bibliografia). Para normas nacionais, considerar o valor do diâmetro de pneu novo e, para normas internacionais, considerar o valor de projeto.

O sistema de montagem deve ser representativo dos cubos em série, e os prisioneiros e porcas representativos daqueles especificados para a roda e apertados de acordo com os valores de torque especificados pelo construtor da roda quando não especificado pelo fabricante do veículo, para a dimensão e o tipo de porca utilizada. Os valores para o torque, utilizados no aperto das porcas, podem ser verificados e as porcas reapertadas, se necessário, somente nos primeiros 2 000 ciclos do ensaio, a fim de compensar o efeito de desgaste das superfícies de contato entre o prisioneiro e o furo de fixação da roda. Os prisioneiros e porcas não podem ser lubrificados. Nenhuma roda deve ser utilizada para mais de um ensaio.

Caso ocorra a quebra de um ou mais parafusos, deve ser trocado todo o jogo de parafusos e o ensaio continuado. Para este ensaio devem ser utilizadas rodas totalmente acabadas com uma pintura base. A carga de ensaio e a pressão de inflação são baseadas nas características da roda. São recomendadas as pressões da Tabela 3, quando não especificadas pelo fabricante do veículo. O sistema de carga é especificado dentro de ± 2 % da carga inicial.

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A nova lei das empregadas domésticas: uma questão de justiça

Manual do inspetor certificado em qualidade

O e-book da ASQ/Target The certified quality inspector handbook, de autoria de H. Fred Walker, Ahmad Elshennawy, Bhisham C. Gupta e Mary McShane-Vaughn trata do inspetor de qualidade que é a pessoa talvez mais diretamente envolvida com o dia a dia das atividades destinadas a garantir que os produtos e serviços atendam às expectativas dos clientes. O inspetor de qualidade é necessário para entender e aplicar uma variedade de ferramentas e técnicas como descritos no ASQ Certified Quality Inspector (CQI) Body of Knowledge (BoK). As ferramentas e técnicas identificadas no BoK incluem matemática, metrologia, técnicas de controle e de teste, e garantia da qualidade. Leia mais no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=27&c=3059

Paulo Perrotti

A Emenda Constitucional n° 66/2012 conferiu ao emprego doméstico algo que já deveria ter acontecido há muito tempo, por uma questão de justiça: os mesmos direitos de um trabalhador comum. Pode parecer uma declaração polêmica, mas, de fato, não havia razão para que o emprego doméstico fosse considerado diferente dos demais. Aparentemente, a legislação trabalhista marginalizava a relação de emprego doméstico, como se os seus profissionais fossem menos valorizados. Entretanto, se o emprego doméstico é trabalho, não havia razão para que a equiparação demorasse tanto. Mas demorou.

Fruto de uma sociedade ainda retrógrada, a legislação Brasileira desdenhava a relação de emprego doméstico. Culturalmente, um empregado de uma indústria gozava de benefícios melhores e diferenciados, muito em razão de um sindicato forte e atuante, mas principalmente por estar vinculado a empresas ricas e capitalistas, cujo principal objetivo é auferir lucro.

Assim sendo, esse lucro, de alguma forma, precisava reverter em benefícios aos seus empregados, patrocinando um ecossistema saudável e sustentável. Como é possível concluir, a operação industrial, em si, se justifica, bem como qualquer outra atividade comercial que gere lucro e tenha capital suficiente para sustentar o seu próprio ecossistema.

Isso não acontece com o emprego doméstico, cuja natureza deriva de um serviço pessoal, geralmente para atender uma família, assalariada ou não. Neste sentido, o emprego doméstico é considerado, de forma preconceituosa, uma despesa. Em contrapartida, o emprego industrial ou comercial, geralmente, está atrelado a uma pujança econômica da empresa. Assim sendo, quanto mais empregados, mais produção. E, por conseqüência, mais lucro. Veja que o empregado doméstico não traz essas características positivas de produção e sucesso econômico, sendo considerado um luxo ou meramente algo necessário para a manutenção da residência.

Mas a legislação avançou de forma firme e definitiva para equiparar trabalhadores. E o fez muito bem. Dentre as equiparações, destacam-se o seguro-desemprego em caso de desemprego involuntário, a obrigatoriedade no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), irredutibilidade do salário, décimo terceiro, jornada de trabalho fixa (44 horas semanais) e a hora extra.

A equiparação era uma necessidade, mas há muito mais a ser feito. Esse deve ser só o começo. Há, ainda, muitas evoluções e melhorias a serem realizadas. E não só na legislação relacionada ao emprego doméstico. Uma das principais barreiras ao investimento estrangeiro no Brasil é o alto custo do emprego e dos impostos, sejam eles diretos e indiretos.

O que o Brasil precisa, de fato, é de uma revolução. Será que o sistema brasileiro de emprego, paternalista, arcaico e fundamentado na CLT de 1943, é sustentável? Essa pergunta não pode demorar muito para ser respondida.

Paulo Salvador Ribeiro Perrotti é consultor, advogado e sócio na Perrotti e Barrueco Advogados Associados, além de Presidente do Instituto Campana e vice-presidente da Fundação José e Paulina Nemirovsky.