O que fazer em situações de pânico

NBR ISO 50001 – Gestão de Energia – Implantação da metodologia e estudo de casos práticos – Presencial ou Ao Vivo pela Internet

de 06/05/2013 a 07/05/2013

3 x R$ 585,93
Descontos promocionais

1. Visão geral do modelo de gestão definido pela Norma NBR ISO 50001;

2. Descrição dos requisitos definidos pela Norma;

3. Metodologias de revisão energética, escolha de indicadores de desempenho energético e de linhas de base;

4. Estudo de caso de aplicação de metodologias disponíveis;

5. Processo de melhoria do desempenho energético e do Sistema de Gestão;

6. Discussão sobre possíveis processos de certificação do Sistema de Gestão de Energia e diferenças com outras certificações.

Mais informações no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/Cursos/Cronograma.aspx?pp=1&c=699

Alguns fenômenos sociais, em particular o problema do pânico coletivo, apresentam características de emergência. Pois é através das ações de cada pessoa em pânico que surge um sistema totalmente complexo e descontrolado, podendo levar a muitos mortos e feridos. O comportamento coletivo se manifesta em qualquer tipo de sistemas onde os padrões são determinados pelas interações de um grupo de entidades. Não há necessidade de se ter um líder e a comunicação também não é explícita entre as entidades.

O comportamento coletivo apresenta o seguinte princípio que é útil tanto para a natureza quanto para os humanos: deve haver algumas tarefas que são mais fácies de serem realizadas em grupo ao invés de sozinhas. Alguns exemplos de comportamento coletivo que podem ser encontrados na natureza são: bando de pássaros, cupins construindo seu cupinzeiro e uma colônia de formigas.

Ao ver uma revoada de pássaros, observa-se que não existe um pássaro líder mostrando aos demais a direção certa para voar, ao invés disso cada pássaro simplesmente possui um comportamento natural para reagir ao redor dos outros pássaros, e quando todos eles voam juntos surge o resultado que é o comportamento coletivo chamado de revoada. Um outro exemplo são as formigas, as quais são capazes de se organizarem para procurar alimentos, cuidar dos ovos e das larvas, defenderem a colônia, etc. Ou seja, são entidades simples que através do comportamento coletivo resolvem problemas complexos.

Na sociologia, a multidão, a violência coletiva chamada de linchamento, o pânico coletivo, a moda, os boatos e os movimentos sociais são tratados como comportamentos coletivos. Gustave Le bom, no seu trabalho sobre a psicologia das multidões (Psychologie des Foules), diz que sejam quais forem os indivíduos que compõem um grupo, não importando as diferenças entre os seus componentes, seja seu modo de vida, suas ocupações, seu caráter ou sua inteligência, o fato de haverem sido transformados num grupo, coloca-os na posse de uma espécie de mente coletiva que os faz sentir, pensar e agir de maneira muito diferente daquela pela qual cada membro dele, tomado individualmente, sentiria, pensaria e agiria, caso se encontrasse em estado de isolamento. Toda a análise de Le Bon está construída no sentido de demonstrar o caráter irracional, impulsivo e mesmo regressivo da ação da multidão.

Outras teorias procuram explicar o comportamento da multidão. A teoria do contágio diz que a multidão pode exercer um efeito hipnótico sobre seus membros. O anominato cria um efeito de negligência de responsabilidades dentro das pessoas na multidão a qual as fazem agir de forma irracional e até mesmo violenta. Isto não quer dizer que elas não sabem o que estão fazendo. Como por exemplo no caso do saqueamento de uma loja, a multidão saqueia porque naquele momento cada um deles são anônimos e podem roubar as mercadorias e irem embora, com poucas chances de serem reconhecidos e punidos.

A teoria da convergência diz que o comportamento coletivo é o resultado da convergência de pessoas que pensam de maneira semelhante, sendo através do comportamento coletivo que elas expressam suas atitudes e crenças. Um exemplo claro é o que acontece em uma partida de futebol, pois existem duas torcidas distintas e os torcedores de uma mesma torcida pensam semelhantemente uns dos outros. O desejo de ambos os torcedores é ver seu time ganhar. Ao final do jogo, quase sempre um time perde, e os torcedores deste time ficam frustados com a derrota, enquanto os do ganhador ficam exaltados e felizes, demonstrando em si toda a superioridade de seu time. Assim, se em alguma ocasião for criada uma situação de tensão entre as duas torcidas, como por exemplo um torcedor do time ganhador zombar do perdedor na frente dos seus torcedores, uma reação imedia-ta de violência e brutalidade poderá ser tomada pelo grupo.

O pânico é geralmente definido por pavor ou susto repentino que provoca uma reação desordenada de propagação rápida no organismo diante de um perigo. Imagine uma situação na qual um pedestre tenha que atravessar uma avenida quando de repente, ele percebe que um caminhão em alta velocidade e desgovernado se aproxima em sua direção. Seu organismo reage imediatamente causando-lhe reações químicas e físicas, ou seja, o indivíduo entra em pânico, o que é conhecido como pânico individual.

A síndrome do pânico também é do tipo individual. Só que neste caso não existe uma causa. No caso do pedestre havia o caminhão. Na síndrome, é como se o cérebro fosse como uma casa que tem um alarme contra ladrões. Esse alarme é muito útil para situações de perigo. No entanto, para certas pessoas, esse alarme toca de repente, sem nenhum motivo aparente.

O pânico coletivo envolve uma grande quantidade de pessoas ou uma multidão em diversas situações de perigo. Imagine por exemplo, um estádio de futebol lotado quando de repente uma arquibancada começa a cair. O que acontece? As pessoas entram em pânico. O mesmo ocorre em um cinema e a sala começa a pegar fogo. O estudo do pânico coletivo é de grande importância e utilidade para toda a sociedade. Uma de suas finalidades é estudar por exemplo, a segurança das pessoas envolvidas em situações de acidentes. Nessas circunstâncias o que ocorre frequentemente são mortes de pessoas, as quais ao tentarem evacuar o recinto acabam sendo pisoteadas por outras. Assim, o estudo das situações de pânico pode auxiliar no entendimento do comportamento das pessoas nessas circustâncias, além de tentar criar planos de prevenção e tomadas de decisões mais rápidas durante a ocorrência de algum desses casos.

São três normas técnicas que tratam do problema da sinalização a fim de amenizar o pânico. Uma delas, a NBR 13434-1 de 03/2004 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 1: Princípios de projeto, fixa os requisitos exigíveis que devem ser satisfeitas pela instalação do sistema de sinalização de segurança contra incêndio e pânico em edificações; a NBR 13434-2 de 03/2004 – sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 2: Símbolos e suas formas, dimensões e cores que padroniza as formas, as dimensões e as cores da sinalização de segurança contra incêndio e pânico utilizada em edificações, assim como apresenta os símbolos adotados; e a NBR 13434-3 de 07/2005 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 3: Requisitos e métodos de ensaio que define os requisitos mínimos de desempenho e os métodos de ensaio exigidos para sinalização contra incêndio e pânico de uso interno e externo às edificações, a fim de garantir a sua legibilidade e integridade.

A sinalização de segurança contra incêndio e pânico tem como objetivo reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertando para os riscos existentes, e garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio. A sinalização de segurança contra incêndio e pânico faz uso de símbolos, mensagens e cores definidos na ABNT NBR 13434-2 e instalados nas áreas de risco, conforme estabelecido nas seções 4 e 5.

Ela é classificada em sinalização básica e complementar. A básica é constituída por quatro categorias, de acordo com a sua função: sinalização de proibição, cuja função é proibir ou coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento; sinalização de alerta, cuja função é alertar para áreas e materiais com potencial risco; sinalização de orientação e salvamento, cuja função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para o seu acesso; sinalização de equipamentos de combate e alarme, cuja função é indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndio disponíveis. As sinalizações devem apresentar efeito fotoluminescente.

Os recintos destinados a reunião de público sem aclaramento natural ou artificial suficiente para permitir acúmulo de energia no elemento fotoluminescente das sinalizações de saída devem possuir sinalização iluminada com indicação de saída (mensagem escrita e/ou símbolo correspondente), sem prejuízo ao sistema de iluminação de emergência de aclaramento de ambiente, conforme ABNT NBR 10898.

A sinalização complementar é composta por faixas de cor ou mensagens, devendo ser empregadas nas seguintes situações: indicação continuada de rotas de saída; indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída, como pilares, arestas de paredes, vigas, etc.; mensagens escritas específicas que acompanham a sinalização básica, onde for necessária a complementação da mensagem dada pelo símbolo. Os diversos tipos de sinalização de segurança contra incêndio e pânico devem ser implantados em função de características específicas de uso e dos riscos, bem como em função de necessidades básicas para a garantia da segurança contra incêndio na edificação.

A princípio, a sinalização básica deve estar presente em qualquer tipo de edificação onde são exigidas, por norma ou regulamentação, saídas de emergência de uso coletivo e instalação de equipamentos e sistemas de proteção contra incêndio. Exemplos de instalação são apresentados no anexo A. Importante é que a sinalização de saída de emergência apropriada deve assinalar todas as mudanças de direção ou sentido, saídas, escadas, etc., deve ser instalada segundo sua função, a saber: a sinalização de portas de saída de emergência deve ser localizada imediatamente acima das portas, no máximo a 0,10 m da verga; ou na impossibilidade desta, diretamente na folha da porta, centralizada a uma altura de 1,80 m, medida do piso acabado à base da sinalização; a sinalização de orientação das rotas de saída deve ser localizada de modo que a distância de percurso de qualquer ponto da rota de saída até a sinalização seja de no máximo 7,5 m, e adicionalmente esta sinalização também deve ser instalada de forma que no sentido de saída de qualquer ponto seja possível visualizar o ponto seguinte, distanciados entre si em no máximo 15,0 m, sendo que a sinalização deve ser instalada de modo que a sua base esteja no mínimo a 1,80 m do piso acabado; a sinalização de identificação dos pavimentos no interior da caixa de escada de emergência deve estar a uma altura de 1,80 m, medida do piso acabado à base da sinalização, instalada junto à parede, sobre o patamar de acesso de cada pavimento; se existirem rotas de saída específicas para uso de deficientes físicos, deverão ser sinalizadas para tal uso.

Anúncios

Inmetro testou os produtos para a prática de atividade física e reabilitação – anilhas, halteres e caneleiras

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

halteresSegundo Inmetro, no Brasil, a partir dos anos 70 as academias de ginástica começaram a se multiplicar, trazendo a preocupação com um modelo estético corporal que se impôs na sociedade, popularizando assim o uso de halteres, anilhas e caneleiras, que começaram a ser vendidos também em lojas de departamentos e hipermercados. Dados recentes da Associação Brasileira de Academias (Acad) informam que no Brasil, até o final de 2012, existiam mais de cinco milhões de pessoas matriculadas em academias.

Outra importante área de aplicação desses produtos é a fisioterapia5, ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Atualmente, a fisioterapia atua nas áreas preventiva, terapêutica e na manutenção do quadro após a reabilitação, fazendo também uso de anilhas, halteres e caneleiras em muitas desuas técnicas.

O Inmetro tem recebido, por meio dos seus canais de comunicação, sugestões e pedidos de análise para esses três produtos e, compreendendo que a exatidão da massa declarada é fundamental para a prevenção de lesões musculares e problemas de saúde na preparação ou na recuperação física, resolveu analisá-los, a fim de verificar se as massas declaradas correspondem às aferidas, bem como para iniciar uma discussão quanto ao seu uso seguro, em academias de ginástica, clínicas de reabilitação e, mesmo, nas residências dos consumidores. Uma vez que não existem normas nacionais ou internacionais para estes produtos (à exceção das anilhas) foi definida, na reunião, uma tolerância para todos os produtos, independentemente do seu uso (bem estar ou reabilitação).

Como a norma existente para anilhas é um referencial olímpico, não correspondendo a um uso por não atletas em academias de ginástica e clínicas de reabilitação, foi adotado como tolerância o percentual de 4,0% (quatro por cento), o que corresponde a cinco vezes a tolerância olímpica para as anilhas. Como conclusão, o Inmetro revelou que os resultados encontrados na análise demonstraram que a tendência do setor de pesos para a prática de atividade física e reabilitação (anilhas, caneleiras e halteres) é a de não conformidade com a metodologia definida pelo Inmetro e as partes interessadas.

Os resultados encontrados na análise devem ser discutidos sob duas óticas: a da atividade física e a da reabilitação. No caso da primeira, o parâmetro de 4,0% na variação de massa declarada não deve ser encarado como um problema potencial de curto prazo, já que o usuário os utiliza de forma alternada na academia. Outro fator é que, normalmente, o usuário tem a sua série de exercícios alterada a cada três ou quatro meses. Ou seja, a probabilidade em se usar o mesmo par dos produtos desta análise é muito baixa, praticamente desprezível. Considerando que o uso das anilhas, das caneleiras e dos halteres na prática de atividade física ocorrem, normalmente, em pares, esta diferença representa um esforço assimétrico, o que, a longo prazo, pode propiciar o aparecimento de lesões em seus usuários.

Já no que se refere à reabilitação, a evolução do paciente pode ficar afetada com o excesso ou com a redução da massa do produto utilizado, especialmente quando da execução de alguns exercícios que potencializam a sua massa. Cabe ressaltar também que o aumento gradativo de carga na reabilitação ocorre, normalmente, muito mais rápido do que na prática da atividade física, onde as diferenças de massa evidenciadas na análise podem ter impacto mais significativo.

Cabe destacar ainda que, em ambos os casos, de acordo com o art. 6°, III do Código de Proteção e Defesa do Consumidor – CDC, é direito básico do consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com a especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. Nesse contexto, é importante ressaltar que as academias de ginástica e as clínicas de fisioterapia não podem ser encarados como vilões desse processo, mas sim como parte dele. O ideal é que o produto saia da fábrica com a menor variação de massa possível àquela declarada e que, tanto as academias quanto as clínicas, estejam comprometidos com a troca desses produtos, quando necessário, a fim de evitar o prejuízo no que tange à saúde e segurança de seus usuários/pacientes.

Diante dos resultados apresentados neste relatório e, da necessidade em se estabelecer requisitos mínimos a serem atendidos pelos fornecedores, o Inmetro estudará a viabilidade de regulamentar esses produtos, de forma que, tanto na prática de atividade física, quanto na reabilitação, eles sejam seguros a quem os utiliza. Para ler o relatório completo, clique no link http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/pesos_atividade_fisica.pdf