Pesquisa identifica os principais riscos organizacionais

Projetos de normas (clique no comitê para acessar os projetos)

ABNT/CB-164 – Tintas [3]

ABNT/CEE-121 – Sistema APM [2]

ABNT/CEE-155 – Materiais Isolantes Térmicos Acústicos [1]

ABNT/CEE-168 – Símbolos Gráficos [2]

ABNT/CEE-169 – Inspeções de Estruturas de Concreto [1]

ABNT/CEE-171 – Agrotóxicos e Afins [5]

ABNT/CEE-175 – Geossíntéticos [1]

ABNT/CEE-188 – Ferragens [2]

ABNT/CEE-68 – Avaliação da Qualidade do Solo e Água p/ LevantamentodePassivoAmbientaleAnálisedeRisco [2]

ABNT/CEE-70 – Qualificação e Certificação de Profissional de Acesso por Corda [1]

ABNT/CEE-80 – Sistemas de Prevenção e Proteção Contra Explosão [1]

Aeronáutica e Espaço [3]

Alumínio [2]

Automotivo [5]

CEE-106 – ANÁLISES ECOTOXICOLÓGICAS [1]

CEE-159 – PERSIANAS [1]

Cimento, Concreto e Agregados [1]

Couro e Calçados [5]

CSM 24 – COMITÊ SETORIAL MERCOSUL DE ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS [5]

Eletricidade [8]

Ferramentas Manuais e Usinagem [1]

Gases Combustíveis [1]

Implementos Rodoviários [1]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [2]

Metro-Ferroviário [1]

Mobiliário [1]

Odonto-Medico-Hospitalar [11]

Petróleo (Organismo de Normalizacão Setorial) [4]

Química [1]

Refratários (em Recesso) [4]

Segurança Contra Incêndio [3]

Siderurgia [4]

Tecnologia Gráfica (Organismo de Normalização [5]

Transportes e Tráfego [3]

Vidros Planos [2]

Risco é um tema muitas vezes evitado pelos executivos das organizações, o que é compreensível, porque muitos pensam nele como uma ameaça ou uma série de eventos negativos que impactam o negócio. Cada vez mais, porém, tem se discutido o outro lado do risco, aquele relacionado à criação de valor, ou seja, o de correr riscos considerando o retorno esperado. O desenvolvimento de novos produtos, a expansão de mercados e uma eventual operação de fusão e aquisição são empreendimentos desafiadores que, se não direcionados adequadamente aos riscos associados, podem afetar o retorno esperado. Portanto, deve-se considerar a adoção de uma definição mais abrangente de risco, ponderando igualmente o gerenciamento dos riscos relacionados ao crescimento e à rentabilidade. A Deloitte realizou dois grandes estudos: “Inteligência em gestão de riscos” – pesquisa primária que entrevistou executivos de dezenas de organizações para captar visões e práticas sobre o tema; e “Os principais riscos das FPIs brasileiras” – estudo que consolidou e analisou os riscos reportados pelas companhias nacionais listadas no mercado de capitais dos Estados Unidos.

Os últimos anos foram marcados por um cenário de incertezas para a realização de investimentos no mundo. Essa situação ocorreu principalmente por conta dos resultados deficitários no Produto Interno Bruto (PIB) dos principais países europeus, o que levou a uma crise da dívida pública no continente. Seguidamente, a China começou a apresentar taxas de crescimento menores do que as apresentadas nos anos anteriores. Tal desaceleração ocorreu devido aos investimentos em infraestrutura, que chegaram próximo ao limite.

Outra questão que contribuiu para deixar o cenário mundial apreensivo foi a especulação de potencial queda do PIB dos Estados Unidos, que poderia indicar um cenário de recessão no país. Essa volatilidade do mercado mundial refletiu diretamente em diversos indicadores econômicos, como no câmbio. A instabilidade internacional gerou reflexos nos movimentos do dólar em todo o mundo, inclusive no mercado interno. De acordo com a pesquisa “Aftershock – Adjusting to the new world of risk management”, realizada pela Deloitte em parceria com a Forbes Insights, com 192 executivos dos Estados Unidos, essa volatilidade do mercado foi fator essencial para a realização de mudanças no processo de gestão de riscos pelas empresas, nos últimos três anos.

No Brasil, o cenário internacional também exerceu influência. A desaceleração na economia global gerou impacto nas principais indústrias que atuam no país, mas o Brasil, reforçado por políticas públicas de ajuda à produção industrial, conseguiu minimizar esses efeitos econômicos globais no cenário interno e continuou a apresentar uma baixa taxa de desemprego, mesmo com uma menor disponibilidade de crédito. Diante desta realidade, e com boas perspectivas para o médio prazo, como os grandes eventos que ocorrerão no país até 2016, o mercado já vislumbra um cenário econômico positivo e com capacidade de um acréscimo de investimento externo no período, com boa prospecção de capital para as empresas.

Ao preparar-se para esse novo cenário, as empresas já identificaram a importância de estruturar o processo de gestão de riscos empresariais como foco integral de boas práticas de governança, tanto no âmbito estratégico quanto no operacional. Só assim será possível avaliar incertezas futuras a tempo de tomar decisões adequadas e obter melhores benefícios. As boas práticas de governança corporativa têm sido cada vez mais valorizadas pelos investidores. Na análise de quatro índices do mercado de capitais brasileiro, o composto por companhias que apresentam bons níveis de governança corporativa (IGC), ao longo de uma década, obteve uma evolução 70% acima das que compõem o Ibovespa.

A pesquisa “Inteligência em gestão de riscos”, realizada pela Deloitte, apontou quais são os itens que geram maior foco de atuação por parte das empresas brasileiras – o aumento da receita (75%) e precificação e gestão de margem (70%). Para identificar os riscos, é muito importante que as empresas implantem uma área específica de gestão de riscos. A pesquisa permite retratar o estágio das empresas em relação ao tema, principais benefícios e desafios. Para a acessar a pesquisa, clique no link http://www.deloitte.com/assets/Dcom-Brazil/Local%20Assets/Documents/Releases/Pesquisa%20Intelig%C3%AAncia%20em%20Gest%C3%A3o%20de%20Riscos%202012.pdf

A gestão de riscos é um processo contínuo e que precisa ser conduzido pela administração das empresas para melhor identificar, entender e responder aos riscos-chaves prioritários, como os estratégicos, financeiros, operacionais e de compliance. O ideal é que o processo seja direcionado às definições estratégicas e orientado para a realização de objetivos de negócios, bem como formulado para identificar eventos potenciais. Dessa forma, será capaz de propiciar informações importantes para auxiliar a administração no direcionamento de suas ações de negócios.

Para alcançar os melhores resultados no processo de gestão de riscos, é preciso: alinhar a gestão de riscos à estratégia da empresa; criar uma cultura forte em gestão de riscos; priorizar e focalizar os processos críticos; designar responsáveis pela gestão dos riscos; atentar-se e reformar a gestão de mudanças (comunicação); considerar o risco na métrica de avaliação dos profissionais (bônus); reforçar o relacionamento dos riscos entre as áreas de negócio; monitorar constantemente os resultados financeiros; e assegurar a existência de uma avaliação independente para os riscos de maior impacto.

O processo tem como meta transformar os riscos em oportunidades, sendo a mensuração dos riscos da empresa o principal objetivo na gestão do tema. Desta forma, é importante considerar as eguintes providências: mitigar os riscos para cumprimento das estratégias de negócio definidas; melhorar a atratividade de investimentos e a gestão de capital; aumentar a eficiência operacional e gestão de custos, reduzindo gastos correspondentes e eventuais penalidades; atuar com foco: atividades realizadas em bases seletivas e de modo complementar, priorizando riscos relevantes e provendo, consequentemente, maior eficiência no processo; ter responsabilidades claramente definidas: atribuições formalizadas, incluindo relacionamento entre gestores e as atividades de gestão de riscos, controles internos, auditoria interna e compliance; maximizar a estrutura de TI, identificando gaps de forma automática; ter um reporte consolidado, com informações obtidas por meio de relatórios complementares e gerenciamento via dashboards (painel de riscos).

Pesquisa para avaliar a ISO 9001 em empresas e fornecedores

Para conhecer a fundo as empresas que escolhem fornecedores com a certificação ISO 9001, o Inmetro lança nova edição da pesquisa sobre a Percepção das Empresas Compradoras com Relação aos seus Fornecedores. O objetivo é aperfeiçoar o processo de certificação de sistemas de gestão em nível nacional da ISO 9001 e saber se as empresas clientes, ou seja, aquelas que adquirem produtos e serviços fornecidos pelas empresas certificadas ISO 9001, estão satisfeitas e se realmente dão preferência comprar de fornecedores certificados.

“A ideia é propor melhorias a partir dos resultados e definir ações, com o objetivo de aprimorar e dar maior credibilidade ao processo internacional de certificação voluntária de sistemas de gestão”, resumiu Alfredo Lobo, diretor da Avaliação da Conformidade. A pesquisa, elaborada em parceria com o Comitê Brasileiro da Qualidade (CB 25), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Associação Brasileira de Organismos Acreditados (ABROC), está disponível no site: www.inmetro.gov.br/pesquisaiso9001. As respostas serão recebidas até o dia 5 de maio e analisadas somente pela equipe do Inmetro e mantidas em sigilo.

Desonerar é bom, simplificar é melhor

Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos, prejuízos e atender a legislação em vigor – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

NBR ISO 50001 – Gestão de Energia – Implantação da metodologia e estudo de casos práticos – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Daniel Esteves e Rodrigo Marinho

As recentes medidas provisórias que tratam dos encargos sobre as folhas de salários no Brasil foram recebidas com cautela pelo setor de engenharia industrial do país. O segmento movimenta por ano cerca de 38 bilhões de dólares em projetos de grande empreendimentos, obras construção civil, montagem industrial e serviços de manutenção de instalações fabris, plataformas e refinarias de petróleo, portos e instalações mineração e siderurgia, geração e transmissão de energia elétrica, e gera quase 450 mil empregos, mas seu desempenho poderia ser substancialmente melhorado com a redução dos encargos.

Os tributos representam um custo muito expressivo para as empresas e, em princípio, o passo dado pelo governo com as MPs 601/2012 e 612/2013 parece indicar um sinal positivo para desonerar o setor e liberar as empresas de uma das principais amarras que emperram sua competitividade. No entanto, como o novo modelo de tributação prevê o cálculo pelo faturamento mensal de cada empresa, ainda não foi possível contabilizar o impacto real das mudanças sobre as folhas de pagamento. Pelo texto das medidas, as empresas vão substituir o pagamento de encargos correspondentes a 20% sobre a folha de salários de todos os serviços por alíquota de 2% sobre o faturamento bruto.

Vale abrir um parêntese para lembrar o histórico das duas medidas provisórias, uma vez que elas são complementares. A medida 601, de dezembro de 2012, alterou a lei 12.546/2011, estendendo para mais setores o regime de contribuição substitutiva. Entre os beneficiários, as empresas de construção civil com atividades enquadradas nos grupos 412 (construção de edifícios, comerciais, industriais etc) 432 e 433 (serviços especializados da construção civil, incluindo instalações elétricas, hidráulicas etc) 439 (serviços especializados que se aplicam a diferentes tipos de construção) da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Aprovada em abril de 2013, a MP 612 ampliou ainda mais a lista dos setores contemplados, incluindo também empresas de construção de obras de infraestrutura (construção de rodovias e ferrovias, obras para distribuição e geração de energia elétrica, redes de transporte por dutos, gasodutos, minerodutos etc) empresas de engenharia e arquitetura (entre estas as de consultoria e de projetos), empresas de manutenção e instalação de máquinas e equipamentos, entre setores. Trouxe ainda algumas regras de transição para as empresas da construção civil. Ficou definido, por exemplo, que o regime de contribuição substitutivo (para as empresas referidas pela MP 601) só vale para obras iniciadas a partir de 1º de abril de 2013.

As empresas de engenharia industrial atuam em diferentes fases do processo de construção das instalações, ora apenas no projeto, ora na fase de construção e montagem, e muitas vezes no sistema EPC (Engineering, Procurement & Construction), que reúne em um único contrato todas as fases de um empreendimento, do projeto básico até a manutenção, incluindo o fornecimento de equipamentos e componentes. São diferentes arranjos contratuais, com incidências específicas dos tributos, mês após mês, portanto com grande variação das contribuições patronais sobre as folhas.

Ainda não é possível dizer que o setor de engenharia industrial ganhou uma redução dos encargos, porque cada tipo de empreendimento poderá sofrer elevações ou redução de tributos, conforme sua estrutura de custos e arranjo de contratação. Uma obra com muitas subcontratações de equipes especializadas – situação comum na construção contemporânea – poderá sofrer mais tributos do que outra obra que trabalhe com mão de obra própria.

O caminho mais adequado para o setor de engenharia industrial, e para todos os setores da economia, é a simplificação das obrigações tributárias e – de fato – a redução da carga tributária. Hoje, além do alto custo dos tributos em si, as empresas também gastam muito dinheiro apenas para administrar as obrigações. A simplificação do processo já traria grandes ganhos para todas as empresas, além da geração de milhares de novos empregos em todo o país. Ganham as empresas, ganham os trabalhadores.

O conceito de substituir a tributação sobre a folha de pagamento pela ideia da tributação direta sobre o faturamento – como prevêem as MPs 601 e 612 – traz essa possibilidade de simplificação. Resta saber se essas medidas terão permanência e, ainda, se o mesmo conceito poderá ser estendido a outros tributos. Esperamos que sim.

Daniel Esteves é advogado e coordenador da Comissão de Assuntos Jurídicos da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI); e Rodrigo Marinho é sócio do Porto Advogados e consultor jurídico da ABEMI.