Reestruturação é traumática, mas necessária para a sobrevida de empresas

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Walter Tamaki

Um processo de reestruturação significa uma mudança profunda e traumática para qualquer empresa, principalmente para fundador(es) e sócio(s). Podemos fazer uma analogia (para dramatizar adequadamente) com a decisão de amputar o braço de uma jovem. O modelo de Kluber Ross é adequado para que possamos compreender como psicologicamente a maioria das pessoas lidaria com este fato:

1º Negação e isolamento: “Não, isso não pode estar certo.”

2º Raiva: “Por que eu? Não é justo!”

3º Negociação e diálogo: “Quanto tempo posso adiar essa amputação?”

4º Depressão: “Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer outra coisa?”

5º Aceitação: “A vida continua “

Não existe outra maneira de se entender este processo senão como um sentimento de perda. Quando perdemos um filho, por exemplo, choramos não só pela sua morte, mas por todo investimento físico e emocional,  pelos anos de amor, de carinho, de dedicação, de noites sem dormir e por todos os sonhos e esperanças que o futuro lhe reservava.

Compreendendo este momento traumático pelo qual todos estamos sujeitos, o que podemos esperar da reação do empresário? No caso da jovem, é compreensível que, num primeiro momento ela se negue a se submeter à amputação. Da mesma forma, o empresário dificilmente aceitará a necessidade de cortes, desinvestimentos, suspensão de projetos, etc.

Na fase seguinte (raiva), ele poderia ser tomado pelo inconformismo: “Por que isso? Como é que estamos nessa situação? Por que demoramos tanto a perceber?”. Buscando, ao mesmo tempo, alguém para culpar: governo, país, impostos, sindicatos, funcionários, etc.

Em todo este processo, os mecanismos de defesa poderão ofuscar, iludir, distrair,  evitando e/ou impedindo que mudanças sejam implementadas. É um processo que suga a energia da empresa e do empresário, uma sangria lenta, mas contínua, que, se não levar a óbito/falência, irá exaurir muito dos recursos que seriam imprescindíveis para que a empresa se reerguesse. Esta ênfase no aspecto psicológico se justifica uma vez que, objetivamente, o que precisa ser feito não é nada mais que o tratamento conhecido (e lógico).

O que fazer então?

– Cerque-se de pessoas firmes, positivas e dos melhores profissionais;
– Conscientize-se da importância da ação, seja um tratamento de saúde ou uma reestruturação empresarial;

– No caso da reestruturação, contrate uma auditoria, busque uma avaliação bem fundamentada da situação de sua empresa, procurando saber se está evoluindo ou regredindo.

Quanto antes percebermos alguma anomalia, mais fácil (e bem sucedido) será o processo.

Walter Tamaki é sócio consultor da Ventana Capital – www.ventanacapital.com.br

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Os requisitos obrigatórios para as torneiras e registros

As torneiras e registros se enquadram nos metais sanitários que são parte integrante dos sistemas de abastecimento de água das edificações e têm como função controlar, restringir, bloquear ou permitir a passagem da água num volume adequado ao uso, evitando o seu desperdício.

Mauricio Ferraz de Paiva

No Brasil, os desperdícios de água concentram-se nos vazamentos escondidos, descargas soltas ou na falta de racionalização do uso. Os números do desperdício são elevados. De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), a média nacional do consumo doméstico de água é de 150 litros per capita, 40 litros acima do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, o consumo ultrapassa 220 litros por dia.

Um pequeno vazamento, muitas vezes despercebido ou ignorado pelo consumidor, pode representar um significante desperdício se analisado em uma escala temporal maior. Dessa forma, o aumento da conformidade a requisitos como estanqueidade e dispersão do jato de torneiras e registros, possibilita reduzir perdas de água por vazamento, correspondentes a até 15% da demanda de água por habitação, o que pode chegar a 1000 litros/mês.

Os produtos mais usados nas edificações no país são os registros de gaveta DN20, os registros de pressão DN20 e as torneiras de pressão DN15 para a pia de entrada horizontal. Os registros de gaveta são os componentes instalados na tubulação com o objetivo de interromper a passagem da água, quando for necessário fazer a manutenção no sistema hidráulico. Seu uso mais comum é como o registro geral. Deve ser utilizado totalmente fechado ou totalmente aberto. Os registros de pressão são os componentes instalados na tubulação com o objetivo de controlar a vazão da água utilizada, ou seja, pode ser usado total ou parcialmente aberto ou fechado. Seu uso mais comum é na alimentação dos chuveiros elétricos, máquinas de lavar louças e máquinas de lavar roupas. Os registros de pressão também funcionam como misturadores nas torneiras e chuveiros em que os consumidores podem controlar a quantidade de água fria e quente a ser utilizada. Por fim, as torneiras de pressão que são os componentes instalados no final da tubulação com o objetivo de controlar a vazão da água utilizada, ou seja, pode ser usado total ou parcialmente aberto ou fechado.

No final de 2009, o Inmetro testou esses produtos e os resultados obtidos na análise revelaram que 44% das marcas analisadas tiveram amostras que não atenderam aos requisitos mínimos estabelecidos nas normas brasileiras pertinentes. Os problemas observados representam potencial prejuízo ambiental e econômico, já que influenciam no maior consumo de energia e água. Além de apresentarem deficiência quanto à durabilidade.

Quanto à normalização técnica, a NBR 10281 de 08/2003 – Torneira de pressão – Requisitos e métodos de ensaio fixa as condições mínimas exigíveis das torneiras com mecanismo tipo pressão utilizadas em ramais prediais e instalações hidráulicas prediais. Já a NBR 15704-1 de 03/2011 – Registro – Requisitos e métodos de ensaio Parte 1: Registros de pressão especifica os requisitos mínimos e os métodos de ensaio relativos ao projeto, fabricação, desempenho e manutenção dos registros de pressão destinados a abertura, fechamento e controle de vazão, nas instalações hidráulicas prediais de água potável fria ou quente, e a NBR 15705 de 05/2009 – Instalações hidráulicas prediais – Registro de gaveta – Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos e os métodos de ensaios para os registros de gaveta destinados a instalações hidráulicas prediais de água fria ou quente. A utilização deste produto está associada à necessidade de isolar, ou abastecer, uma determinada parte de uma instalação hidráulica predical, através do fechamento total ou abertura total da seção de passagem de água em uma dada tubulação. O fechamento total ou abertura total da passagem de água é realizado pelo movimento de uma gaveta (cunha) que se aloja entre duas sedes inclinadas. Este produto não deve ser utilizado como dispositivo de regulagem de vazão de água. Sua utilização está restrita ao fechamento ou abertura total da passagem de água.

A qualidade desses produtos parece estar relacionada com as dificuldades da indústria de metais sanitários que está inserida no setor de construção civil e movimenta, anualmente, cerca de R$ 600 milhões. Os produtos que se destacam neste mercado são as torneiras, misturadores, registros e válvulas, sendo também considerados os acessórios para banheiros como complementares das linhas de produtos. No Brasil, existem cerca de 150 empresas, sendo 80% sediadas em São Paulo, podendo dizer que 17% são grandes, 44% são médias, 35% pequenas e 4% micro.

Os produtos importados ainda não ocupam grande parcela do mercado, porém esse quadro pode se reverter a curto prazo. A entrada desses produtos encontra alguns problemas de adaptação ao mercado brasileiro, entre eles, a inexistência de um sistema estruturado de distribuição e manutenção. Outro fator é a baixa pressão existente nas redes prediais de abastecimento de água, em especial nas casas térreas e sobrados, em função da utilização de caixa d’água.

A pressão é menor que a usualmente prevista nos produtos europeus e americanos. Essas dificuldades, além das alíquotas de importação e comercialização, têm criado barreiras para a entrada desse segmento no país. Porém, à medida em que as alíquotas de importação forem reduzidas, as empresas estrangeiras terão maior incentivo para procurar resolver os problemas e ampliar a exportação de produtos para o Brasil. A tendência, com a globalização, é a padronização mundial dos preços de produtos para o mercado de metais sanitários.

No caso da produção interna, há muitas pressões internas, onde as grandes empresas buscam o mercado das médias, e estas, por sua vez, pressionam o mercado das pequenas. Assim, só as empresas grandes têm condições tecnológicas para competir com as estrangeiras. As médias e pequenas, além de problemas de produtividade e custos trabalham com projetos de design muitas vezes superados, principalmente no caso das pequenas.

As empresas médias tem plantas menos atualizadas tecnologicamente do que as grandes, com procedimentos manuais em atividades que poderiam ser automatizadas. Assim, com problemas no sistema de produção por falta de investimento, novas máquinas, ou mesmo localização física da planta, o desenvolvimento de novos produtos é restrito à engenharia reversa.

Outro fator que dificulta o desenvolvimento de novos produtos e a modernização das fábricas é a excessiva verticalização da cadeia produtiva, sendo que muitas empresas ainda realizam todas as etapas do processo produtivo: fundição, usinagem, polimento, galvanoplastia e montagem. Poucas empresas começam a terceirizar as atividades de fundição, polimento e galvanoplastia, decisão importante para a melhora da qualidade dos seus produtos. Esta terceirização, porém, nem sempre vem sendo acompanhada de investimentos em modernização de equipamentos e treinamento da mão de obra.

No que se refere à linha de produtos, observa-se que as torneiras usualmente constituem um dos principais itens de produção das empresas médias e pequenas, enquanto as grandes não focalizam a produção neste produto, distribuindo-a entre válvulas, torneiras e misturadores. As empresas médias têm suas linhas de produto fortemente inspiradas nas das líderes, com pequenas variações em detalhes, como cores e frisos. Já as pequenas muitas vezes não conseguem atualizar suas linhas de produtos, nem através de cópia.

Não existe no setor de metais sanitários uma demanda permanente por serviços de design. Isto se reflete na pequena presença de escritórios e empresas especializados neste setor. A falta de serviços especializados associada à excessiva verticalização da cadeia produtiva, fazem com que o design fique em segundo plano frente a outras atividades do processo produtivo, resultando numa pequena alocação de recursos, humanos e financeiros.

O conceito de design não se limita, evidentemente, aos aspectos estéticos das peças. A inovação tecnológica, utilização de novos materiais, aprimoramento da qualidade e funcionalidade estão diretamente associados. Dentre as principais tendências de inovações tecnológicas no setor, destacam-se: racionalização do consumo de água; substituição de metais não ferrosos pelos materiais termoplásticos; aperfeiçoamento de registros e torneiras de esferas; uso de materiais alternativos para vedação; pesquisa de novas ligas, como o zamac, que incorpora alumínio; aparelhos monocomando para misturadores; e torneiras e registros de fechamento rápido (1/4 de volta).

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

Usando a ISO 9001 na área de saúde

e-bookO e-book Using ISO 9001 in healthcare – applications for quality systems, performance improvement, clinical integration, and accreditation, de autoria de James M. Levett e Robert G. Burney, mostra que os profissionais de saúde lidam com conceitos e ferramentas em uma base regular de qualidade, mas a ideia de um sistema de qualidade ou sistema de gestão da qualidade (SGQ) não é um termo familiar. A maioria está familiarizada com os gráficos de controle, Lean, o ciclo PDCA, Six Sigma, e os critérios do Prêmio Baldrige, mas a norma ISO 9001 não é geralmente reconhecida e a maioria não tem experiência com um programa sistemático para implementar os objetivos da qualidade dentro de uma organização. Este livro explica o valor global de um sistema de qualidade baseado na ISO 9001, o seu valor na implementação de uma cultura de qualidade dentro de uma organização, utilizando outras ferramentas da qualidade no âmbito das normas ISO, integração clínica, acreditação e melhoria do desempenho. Vários estudos de caso de implementação das normas ISO nas organizações de saúde são descritos, incluindo um grande grupo de multiespecialidade, um hospital da comunidade e do sistema hospitalar, e um do Departamento de Unidade Médica do Estado de Washington.

Ao se sentar em uma reunião sobre ferramentas para a melhoria da saúde, de repente, um olhou para o outro com o mesmo pensamento: “Devemos escrever um livro!” As ferramentas e técnicas a serem discutidas na reunião caíram como coisas úteis para problemas específicos, mas faltava ainda alguma coisa. Cada um de nós tinha instituído a ISO 9001 como um sistema de gestão em nossa própria configurações para o setor de saúde, para uma clínica privada de várias especialidades. Sabíamos que a ISO 9001 poderia proporcionar a aproximação das perspectivas que o setor de saúde precisa, e este livro foi concebido para apresentar essa crença a um público mais vasto.

Os profissionais de saúde lidam com problemas de qualidade com frequência no momento atual de contenção de custos e de mudanças. Estes vão desde a coleta dados melhorar os processos internos até às questões de certificação de entidades reguladoras. Este trabalho é demorado e necessário, mas muitas vezes os programas de qualidade não são sustentados e são ineficazes, devido à falta de um sistema de cultura para apoiar todos esse trabalho. Nós acreditamos que um sistema de gestão da qualidade (SGQ) é uma solução para o problema, e este livro foi escrito para descrever o conceito geral de elaboração e implementação dos SGQ baseado na ISO 9001 na área da saúde.

As ferramentas e técnicas que podem estar sendo discutidas podem ser úteis para problemas específicos, mas não conseguem resolver a questão de como melhorar a organização como um todo. Os problemas e soluções derivadas de gráficos de controle, Six Sigma ou gráficos de Pareto não são sustentados, porque eles não estão incorporados na cultura da organização. Nós vimos como a ISO 9001 melhorou a eficiência de algumas organizações muito diferentes, e escrevemos este livro para explicar esses benefícios para os outros.

Começamos com uma explicação de sistemas de gestão para contrastá-los com outras ferramentas e técnicas para a melhoria dos processos. A normas ISO foram escritas originalmente para a indústria transformadora e de modo algum implementar essas normas no setor de saúde pareceu apropriado. Mudar é sempre difícil e é particularmente assim quando afeta os conceitos básicos de como a organização opera. A cultura desempenha um papel importante na ao fazer a mudança institucional.

Embora o suporte da alta administração seja importante, a mudança efetiva de natureza fundamental requer a consideração da cultura da organização. Assim, nós contamos as nossas histórias individuais de como ajudamos a implantar a ISO 9001 em instituições de saúde (capítulos 8 e 9). A seguir, apresentamos as experiências de outros que instituíram a ISO 9001 em hospitais e outros estabelecimentos de saúde.

Visitamos e conversamos com diretores de qualidade em hospitais e outras organizações de saúde que tinham experiência com a ISO 9001. Em todos os casos, ouvimos notáveis histórias semelhantes de relutância inicial, seguindo eventualmente por entusiásticas aceitações, de como os empregados viram os benefícios desta abordagem disciplinada para gestão. Surpreendentemente, até mesmo as instituições onde a certificação ISO 9001 não era necessária, ou que tiveram recursos financeiros limitados, mantiveram sua certificação.

Na verdade, a ISO tem uma escassa presença no setor de saúde, em parte porque as normas foram escritas originalmente para a indústria transformadora e retem muito dessa linguagem. Isso torna difícil de entender para muitas pessoas que atuam na área da saúde. Neste livro, descrevemos nossas experiências pessoais e explicamos alguns aspectos das normas ISO que se aplicam aos setor da saúde. Também exploramos a adoção da ISO como um sistema de gestão em outros serviços de saúde e exploramos a sua utilidade em cenários propostos nas discussões atuais sobre saúde.

Acreditamos que a ISO oferece uma abordagem disciplinada ordenada para gestão de uma organização de saúde. Tal como acontece com qualquer sistema, quando é feito de forma incorreta, não trará os benefícios esperados. No entanto, quando aplicado de forma consciente, o sistema de gestão ISO irá fornecer uma estrutura para os esforços de melhoria e disciplina para demonstrar o que deve ser melhorado.

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As empresas que realmente não respeitam os clientes e consumidores

O Procon-SP apresentou os resultados alcançados por fornecedores convocados, no ano de 2012, com relação aos compromissos assumidos para: a redução de demandas registradas em 2012, relativamente ao ano de 2011 e o aumento nos índices de solução em fase preliminar. Segundo a instituição, em 2012, foram convocados 38 fornecedores de diversos segmentos, com base no Ranking de Reclamações Fundamentadas referente a 2011 e na quantidade de Cip’s (Carta de Informações Preliminar) emitidas no ano de 2011, para que apresentassem proposta de redução de demandas junto ao Procon-SP, para o ano 2012 e aumento nos índice de solução na primeira fase de atendimento ao consumidor. Esses fornecedores concentravam, juntos, grande parte dos atendimentos registrados no Procon: cerca de 61% do total de Cip’s (notificações preliminares) emitidas em 2011.

A tabela abaixo apresenta: as empresas que se comprometeram com as duas metas propostas, ou seja, reduzir a quantidade de Cip´s e melhorar o Índice de Solução, os fornecedores que se comprometeram com apenas uma das metas propostas e os resultados alcançados.

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

empresas

Das 26 empresas/grupos que apresentaram metas de redução de demandas e aumento no índice de solução na primeira fase de atendimento ao consumidor, apenas 12 cumpriram as propostas estabelecidas, são elas: Eletropaulo, Sabesp, Grupo Carrefour, Grupo Citibank, Grupo Banco do Brasil, Grupo Green Line, Ponto Frio, Casas Bahia, Grupo B2W, Wal Mart, Magazine Luiza e Samsung. O Grupo Itaú-Unibanco, Grupo Santander e Grupo Net não atingiram nenhuma das metas propostas. Ricardo Eletro, Comprafácil e Electrolux, apesar de cumprirem a meta de redução de Cip’s, não aumentaram os índices de solução na fase preliminar. O Banco BMG, Grupo Bradesco, Grupo Caixa Econômica Federal, Grupo Amil, Grupo Oi, Tim Celular, Grupo Vivo e Microcamp não atingiram a meta de redução na quantidade de CIP’s, mas conseguiram a melhoria nos Índices de Solução de suas demandas.

O destaque foi para as empresas Compra Fácil, Ponto Frio, Grupo B2W, Green Line, Samsung, Positivo, Panamericano e Eletropaulo que superaram significativamente suas metas. Já as empresas BV Financeira, Terra Networks Brasil, LG Electronics, Nokia, HP, e Construtora Tenda, apesar de convocadas, não apresentaram metas.

Com os resultados obtidos no Plano de Metas – 2012, verifica-se a oportunidade de acompanhamento da performance dos fornecedores, especialmente com foco na identificação de problemas geradores de reclamações, atuação célere na sua correção e prevenção, aperfeiçoamento dos canais de interlocução com os consumidores e órgãos de proteção e defesa do consumidor, além da solução efetiva dos conflitos. Assim, haverá nova edição do Plano de Redução de Demandas para o ano 2013. Nesta edição estão sendo convocadas 46 empresas/grupos, mais demandados em 2012 em atendimentos e reclamações, com base no Cadastro de Reclamações Fundamentadas referente a 2012 e nas Cips emitidas no mesmo ano, a apresentar as seguintes metas: redução de demandas registradas no Procon em 2013; aumento no Índice de Solução na fase preliminar; aumento no percentual de Reclamações Atendidas no Cadastro de Reclamações Fundamentadas a ser divulgado em 2014. As empresas que serão convocadas estão no link http://www.procon.sp.gov.br/pdf/quadro_empresas_por_setor_e_segmento.pdf

PROJETOS DE NORMAS

(clique no título para consultar)

ABNT/CEE-163 – Qualificação de Inspetor de Fabricação para o Setor de Petróleo e Gás [1]

ABNT/CEE-169 – Inspeções de Estruturas de Concreto [1]

ABNT/CEE-80 – Sistemas de Prevenção e Proteção Contra Explosão [1]

ABNT/ONS-58 – Ensaios Não Destrutivos [6]

Aeronáutica e Espaço [3]

Automotivo [4]

CEE-103 – MANEJO FLORESTAL [1]

CEE-159 – PERSIANAS [1]

Cimento, Concreto e Agregados [1]

Cobre [1]

Couro e Calçados [4]

CSM 22 – COMITÊ SETORIAL MERCOSUL DE AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE [1]

Eletricidade [8]

Embalagem e Acondicionamento [1]

Ferramentas Manuais e Usinagem [4]

Gases Combustíveis [1]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [2]

Mat. Equip. e Estruturas Offshore P/ Ind. do [2]

Metro-Ferroviário [4]

Mobiliário [1]

Odonto-Medico-Hospitalar [2]

Óptica e Instrumentos Ópticos [1]

Petróleo (Organismo de Normalizacão Setorial) [2]

Pneus e Aros [1]

Qualidade [4]

Segurança Contra Incêndio [2]

Siderurgia [3]

Vidros Planos [1]

Cliente, este intruso

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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CUSTOMERTom Coelho

O trabalho seria ótimo se não fosse por esses malditos clientes.” (Jeff Anderson, em “O balconista”)

A economia brasileira anda de lado. O pífio crescimento do PIB aliado a uma inflação inercial persistente é motivo de preocupação. Dentro deste cenário, seria de se esperar uma postura mais propositiva por parte do empresariado no tratamento ao consumidor. Mas não é o que vemos.

Produtos estão comoditizados e disponíveis a um click. É pouco provável que você encontre em uma loja física condições mais vantajosas ou equivalentes às oferecidas no mercado eletrônico. Portanto, se não houver urgência na aquisição, melhor comprar pela internet, deixando shoppings e centros comerciais para passear, olhar vitrines e tomar um sorvete no final.

Já com o setor de serviços é diferente, porque conhecimento, talento e expertise não se medem à distância. Daí a importância de depoimentos e referências sobre o nível do trabalho e a qualidade do atendimento prestado ao cliente. Pois é justamente aqui que as empresas pecam vergonhosamente.

Vamos pegar como exemplo serviços especializados, tais como marcenaria, paisagismo, instalações elétricas, manutenção, entre outros. Considerando-se a baixa qualificação da mão de obra no mercado de trabalho atual, seria possível a qualquer empresa estabelecer com facilidade uma autêntica reserva de mercado em âmbito local, bastando oferecer um bom serviço, com preço justo e atendimento impecável.

Dia destes necessitei de uma assistência técnica autorizada – apenas uma empresa estava credenciada para atender em meu município, que contabiliza mais de 200 mil habitantes. O primeiro contato por telefone foi um fiasco: imagine uma atendente relapsa, com voz desinteressada e que finaliza prometendo retornar em “cinco minutinhos”. No dia seguinte, procuro pelo proprietário do estabelecimento que agenda visita a minha residência. Ele comparece, é solícito, deixa seu cartão de visitas, compromete-se a enviar um orçamento com brevidade e… desaparece!

Uma semana depois, faço contato por e-mail, cobrando a proposta comercial e a visita de outro técnico que viria para avaliar um segundo serviço. A resposta é uma pergunta absurda: “Qual o seu endereço?”. Ou seja, o dono, aquele que esteve presencialmente em minha casa, não passou a informação adiante. E o referido técnico comparece dias depois, com jaleco de outra empresa, pois é terceirizado.

Esta comédia de erros se prolonga por mais alguns dias até que eu consiga resolver meu problema com uma empresa localizada a quase 100 km de minha residência. Não é por acaso que um estudo divulgado em 2012 pelo Procon-FGV apontou que as empresas perdem seus clientes pelo fator preço em 9% dos casos, devido à qualidade dos produtos ou serviços em 14% das ocasiões, e por indiferença ou mau atendimento em 68% das vezes!

Eu teria uma dezena de histórias similares para relatar. Infelizmente, elas não seriam apenas minhas, mas retrato de experiências vividas por cada um de nós que, na qualidade de clientes, somos tratados não como pessoas bem-vindas, mas como incômodos intrusos.

Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras – tomcoelho@tomcoelho.com.br

Autodeclarações ambientais

Uma autodeclaração ambiental é desenvolvida pelos fabricantes, importadores ou distribuidores de modo a comunicar informação sobre os aspectos ambientais dos seus produtos ou serviços, sem estar sujeito a verificação externa. Ela pode ser uma autodeclaração Tipo II, o que significa que uma empresa que pretende fornecer informação ambiental relacionada com um produto (ou serviço) sem ter uma certificação ou um rótulo ambiental, pode fazê-lo através do uso das declarações ambientais. Elas podem aparecer no produto, na embalagem, na literatura relacionada, na rotulagem, publicidade, materiais promocionais e todas as outras formas de marketing, de uma forma directa ou por insinuação.

Suas vantagens, segundo alguns especialistas são: permite a comparação de produtos, marketing; e reforço da imagem de marca do produto. Já as restrições, por não serem certificadas por uma 3ª parte independente e por não utilizarem critérios predeterminados, podem ser mais econômicas, contudo, a exatidão, a credibilidade e a confiança destas declarações são questionáveis. O desenvolvimento de uma autodeclaração deve seguir os seguintes princípios: declare os aspectos ambientais relevantes do produto; faça declarações precisas. baseie a sua declaração em informação substancial, verificada e verificável; seja claro quanto ao objeto da declaração, se se refere a todo o produto, componentes ou à embalagem; e utilize símbolos que ajudem a interpretar a declaração.

Embora o declarante não seja obrigado a obter uma certificação por uma terceira parte, deve estar apto a permitir a verificação da declaração e a sua informação sempre que for solicitada. Porém, quem declara pode e deve seguir as diretivas de normas técnicas sobre a forma como fazer uma declaração corretamente. Adicionalmente, o declarante pode verificar os requisitos legais, códigos e guias do país e assim assegurar que a declaração vai ao encontro de todos os aspectos.

A NBR ISO 14021 de 04/2013 – Rótulos e declarações ambientais – Autodeclarações ambientais – (Rotulagem do tipo II) especifica os requisitos para autodeclarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, no que se refere aos produtos. Ela descreve, ainda, termos selecionados usados comumente em declarações ambientais e fornece qualificações para seu uso. Também descreve uma metodologia de avaliação e verificação geral para autodeclarações ambientais e métodos específicos de avaliação e verificação para as declarações selecionadas nessa norma.

Na verdade, a proliferação de declarações ambientais criou a necessidade da existência de normas de rotulagem ambiental que exijam que se leve em conta todos os aspectos relativos ao ciclo de vida do produto no momento de desenvolver as referidas declarações. As autodeclarações ambientais podem ser feitas por fabricantes, importadores, distribuidores, varejistas ou por qualquer pessoa que tenha a probabilidade de se beneficiar delas. As declarações ambientais feitas com referência a produtos podem assumir a forma de textos, símbolos ou gráficos impressos no produto ou no rótulo da embalagem ou em literatura do produto, boletins técnicos, propaganda, publicidade, telemarketing, bem como na mídia digital ou eletrônica, como a internet.

Em autodeclarações ambientais, é essencial a garantia de confiabilidade. É importante que a comprovação seja conduzida da forma adequada para evitar efeitos negativos sobre o mercado, tais como barreiras comerciais ou concorrência desleal, que podem originar-se de declarações ambientais não confiáveis e enganosas. É recomendável que a metodologia de avaliação utilizada pelos autores de declarações ambientais seja clara, transparente, cientificamente sólida e documentada, para que os compradores efetivos ou em potencial possam ter certeza da validade destas declarações.

Assim, a meta geral dos rótulos e declarações ambientais é, por meio da comunicação de informações precisas, verificáveis e não enganosas sobre aspectos ambientais do produto, estimular a demanda e o fornecimento dos produtos que causem menos impacto sobre o meio ambiente, estimulando, desse modo, o potencial para uma melhoria ambiental contínua orientada pelo mercado. O objetivo dessa norma é harmonizar o uso de declarações ambientais. Prevê-se que os benefícios serão: a) declarações ambientais precisas, verificáveis e que não sejam enganosas; b) aumento do potencial para que as forças de mercado estimulem melhorias ambientais na produção, nos processos e nos produtos; c) prevenção ou minimização de declarações não garantidas; d) redução de distorções no mercado; e) facilitação do comércio internacional; e f) aumento da oportunidade para os compradores efetivos e potenciais e usuários do produto de escolher com base em informações adicionais.

Salário médio de pessoas com nível superior difere em mais de 219%

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

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Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Transportes!
Saiba Mais…

Qualidade

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com salário médio de R$ 4.135,06, o pessoal assalariado de nível superior, no Brasil, apresenta-se 219,4% acima do pessoal sem nível superior, cuja média salarial é de R$ 1.294,70. Mas é a diferença de crescimento entre os dois níveis de assalariados (8,5%, com nível superior, contra 4,4% sem nível superior) que traduz melhor o interesse crescente do mercado empregador em contratar pessoal desse nível.

Os dados são do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) que analisou 5,1 milhões de organizações em 2011, das quais 89,9% eram Entidades Empresariais, que absorveram 75,5% do pessoal ocupado total, 72,4% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 63,4% dos salários e outras remunerações. Apesar de predominantes, as Entidades Empresariais pagaram os salários mensais mais baixos (em média, R$ 1.592,19). A Administração Pública, embora com somente 0,4% das organizações (18,1% do pessoal ocupado total, 20,9% do pessoal ocupado assalariado e 30,2% dos salários e outras remunerações), pagou os mais elevados (R$ 2.478,21). As Entidades sem Fins Lucrativos (9,7% das organizações) ficaram em segundo lugar, com R$ 1.691,09. Elas foram responsáveis por 6,4% do pessoal ocupado total, 6,6% do pessoal ocupado assalariado e 6,3% dos salários pagos no ano.

As empresas e outras organizações formais ativas ocuparam 52,2 milhões de pessoas, sendo 45,2 milhões (86,6%) de assalariados e 7,0 milhões (13,4%) na condição de sócio ou proprietário. Os salários e outras remunerações somaram R$ 1,0 trilhão, com salário médio mensal de R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos). Na comparação com 2010, o total de salários e outras remunerações aumentou 8,0 % e o salário médio mensal, 2,4%, em termos reais. O número de empresas e outras organizações ativas manteve-se o mesmo, mas o pessoal ocupado total cresceu 4,9% (2,4 milhões), o pessoal ocupado assalariado, 5,1% (2,2 milhões) e o número de sócios e proprietários, 3,8% (256,2 mil).

O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações (administração pública, entidades sem fins lucrativos, pessoas físicas e instituições extraterritoriais), formalmente constituídas, presentes no país, e suas respectivas unidades locais (endereços de atuação das empresas e outras organizações). A publicação completa está disponível na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/cadastroempresa/2011/default.shtm.

Comércio lidera no pessoal ocupado assalariado pelo segundo ano

A análise das atividades econômicas desenvolvidas pelas empresas traz, pelo segundo ano consecutivo, o destaque da seção Comércio como a atividade que mais absorve pessoal ocupado assalariado, com 8,5 milhões de pessoas (18,9% do total), seguida das Indústrias de transformação com 8,2 milhões (18,2%) e da Administração pública com 7,7 milhões de pessoas (17,0%). Seguem-se Atividades administrativas e serviços complementares e Construção, com 4,1 milhões (9,0%) e 2,9 milhões (6,4%), respectivamente. Entre 2010 e 2011, foram gerados 2,2 milhões de novos vínculos, sendo 499,5 mil (22,9%) no Comércio, 271,7 mil (12,4%) na Administração pública, defesa e seguridade social e 269.620 (12,3%) na Construção.

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Eletricidade e Gás paga o maior salário médio mensal: R$ 5.567,73

Os maiores salários médios mensais foram pagos por Eletricidade e gás (R$ 5.567,73), seguido por Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 4.213,65), enquanto os menores foram pagos por Alojamento e alimentação (R$ 858,92) e Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.110,16).

Nível superior paga R$ 4.135,06 e participação relativa é de 17,1%

Na análise do pessoal ocupado assalariado segundo o nível de escolaridade, 82,9% não tinha nível superior e 17,1% tinha, com percentuais respectivos de crescimento de 4,4% e 8,5%. A participação relativa aumentou 0,6 ponto percentual, entre 2010 e 2011, passando de 16,5% para 17,1%. No ano anterior, o aumento do pessoal ocupado com nível superior havia sido de 7,6%.

A diferença salarial chega a 219,4%: para o nível superior, o salário médio é de R$ 4.135,06 e, sem nível superior, R$ 1.294,70.

Homens recebem 25,7% a mais que mulheres

Quanto ao sexo, o aumento do número de mulheres, entre 2010 e 2011, foi superior ao de homens, 5,7% e 4,7%, respectivamente, mas os homens continuam a predominar, numericamente (57,7% contra 42,3%) e continuam a ganhar mais: em média, R$ 1.962,97, 25,7% a mais do que a média recebida pelas mulheres (R$ 1.561,12). As mulheres receberam o equivalente a 79,5% dos salários dos homens, porém seus salários médios tiveram um aumento real ligeiramente superior: 2,5% contra 2,4%.

Salários mensais nas Indústrias extrativas cresceram 37,5%

Os salários médios mensais cresceram 8,7%, em termos reais, entre 2008 e 2011. Em 12 das 20 atividades analisadas, o aumento foi acima da média (8,7%), destacando-se Indústrias extrativas (37,5%), Artes, cultura, esporte e recreação (23,9%) e Construção (20,1%). Atividades administrativas e serviços relacionados e Comércio, atividades que, tal como Construção se destacaram na geração de novas ocupações, também apresentaram aumentos reais acima da média, 16,5% e 15,2%, respectivamente. Por sua vez, os salários das Indústrias de transformação e da Administração pública, defesa e seguridade social aumentaram abaixo da média, 7,8% e 5,3%, respectivamente.

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Entre 2008 e 2011, foram gerados 6,8 milhões de novos vínculos formais

O pessoal assalariado passou de 38,4 milhões para 45,2 milhões. entre 2008 e 2011, o que representa um saldo de 6,8 milhões. Deste, 46,8% foram gerados em três seções: 21,8% na seção Comércio, 13,2% em Construção e 11,8% em Atividades administrativas e serviços complementares.

Comércio lidera geração de emprego em todas as regiões

Entre 2008 e 2011, foram gerados nas Regiões Nordeste e Norte, 1,6 milhão e 463,0 mil de novos vínculos empregatícios, respectivamente, com destaque para as atividades de Comércio, com 21,7% e 20,8%, e de Construção, 20,2% e 15,4% e Administração Pública, com 10,7% e 11,6%, respectivamente. Na Região Sudeste foi gerado um saldo de 3,1 milhões de novos vínculos, sendo 21,7% no Comércio, 14,4% em Atividades Administrativas e 10,7% em Construção. Na Região Sul, com geração de 1,0 milhão de novos assalariados, os destaques ficaram com Comércio, 24,2%, Indústria de Transformação, 18,12% e Atividades administrativas, 12,1%. Na Região Centro-Oeste, foram criados 577,6 mil novos vínculos, sendo as principais atividades responsáveis pela geração desses novos assalariados: Comércio, 21,6%, Atividades Administrativas, 11,9% e Saúde humana e serviços sociais, 11,7%.

Administração Pública apresentou queda de participação em todos os municípios das capitais e Construção, o maior ganho

Os municípios que obtiveram as maiores perdas de participação de pessoal assalariado, em Administração pública, defesa e seguridade social, foram: Palmas (-13,6 p. percentuais), Porto Velho (-12,2 pp), Manaus (-11,1 pp), Recife (-9,3 pp) e São Luis (-7,3pp), que são municípios de unidades das regiões Norte e Nordeste, onde a participação da Administração Pública costuma ser mais alta. Já Construção foi a atividade que mais se destacou em termos de ganhos de participação. Apenas Vitória apresentou queda na participação dessa atividade (-0,6 pp). Os maiores ganhos de participação foram apresentados em Porto Velho (+14,8 pp), Maceió (+5,9 pp), Fortaleza e Salvador (+3,9 pp) e São Luís (+3,8 pp), capitais onde a atividade de Construção foi a maior responsável pela geração de novos assalariados.

Salários maiores no Sul, SE e Distrito Federal, mas crescem mais no Norte e NE

Com relação aos salários dos municípios das capitais, observa-se que os localizados nas Regiões Sul e Sudeste, além do Distrito Federal, apresentaram os maiores valores reais, tanto em 2008 como em 2011, enquanto os localizados nas Regiões Norte e Nordeste do País apresentaram os menores valores. Contudo, foi possível observar que o crescimento do salário real foi mais elevado nos municípios das capitais das Regiões Norte e do Nordeste do País e mais baixo no Distrito Federal e nos municípios das capitais da Região Sudeste. Apesar de terem apresentado os maiores crescimentos, os salários nas capitais da Região Nordeste ainda permaneceram os mais baixos.

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