A avaliação de conformidade das baterias chumbo ácido

 As novidades no GEDWEB – o Portal da Informação Tecnológica Corporativa

A Target agregou duas novas soluções ao seu Portal da Informação Tecnológica Corporativa. Uma delas é um calendário do lado esquerdo do site com as datas limites para que os usuários participem da elaboração das NBR. É importante saber que uma vez elaborado o Projeto de Norma com um assunto solicitado, ele é então submetido à Consulta Nacional. Neste processo, o Projeto de Norma, elaborado por uma Comissão de Estudo representativa das partes interessadas e setores envolvidos com o tema, é submetido à apreciação da sociedade. Durante este período, qualquer interessado pode se manifestar, sem qualquer ônus, a fim de recomendar à Comissão de Estudo autora a aprovação do texto como apresentado; a aprovação do texto com sugestões; ou sua não aprovação, devendo, para tal, apresentar as objeções técnicas que justifiquem sua manifestação.

A Portaria Inmetro nº 299, de 14/6/2012, determinou que, a partir de junho de 2013, todas as baterias automotivas fabricadas no Brasil e importadas deverão apresentar o selo de certificação de conformidade do produto. A obrigatoriedade vale tanto para o mercado de reposição quanto para as montadoras. O prazo máximo para adequação e certificações dos estoques de fabricantes e importadores é até dezembro de 2013 e, para o varejo, a exigência deve ser cumprida até junho de 2014.

Com foco na segurança do usuário e desempenho do produto, a portaria regulamenta os requisitos de avaliação da conformidade específicos para o Programa de Avaliação da Conformidade para baterias ou acumuladores elétricos chumbo ácido para veículos automotores e motocicletas, limitadas à tensão nominal de 12 V e destinadas ao arranque de motores à combustão e alimentação dos sistemas eletroeletrônicos embarcados. A medida abrange veículos automotores rodoviários como: automóveis, camionetas de carga, camionetas de uso misto, comerciais leves, caminhões, caminhões tratores, ônibus e micro-ônibus, das categorias M e N, conforme ABNT NBR 13776; máquinas agrícolas; motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos, da categoria L, conforme ABNT NBR 13776 e quadriciclos. Estão excluídas as baterias ou acumuladores chumbo ácido destinadas especificamente para uso em motores náuticos, aeronáuticos e em sistemas estacionários, como centrais de iluminação de emergência, no breaks, sistemas de energia fotovoltaico e estações de transmissão de telefonia ou similares, que sejam regulamentados pela Agência Nacional de Telecomunicações.

O documento define bateria ou acumulador elétrico chumbo ácido para veículos automotores como um dispositivo composto de um conjunto de células eletroquímicas que, quando carregadas eletricamente, apresentam composição primordial do material ativo de suas placas positivas como sendo o dióxido de chumbo (PbO2) e de suas placas negativas como sendo o chumbo metálico (Pb), e o eletrólito, uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4) podendo ou não estar imobilizada na forma de gel ou absorvida no separador. Na verdade, as baterias de chumbo-ácido são conjuntos de acumuladores elétricos recarregáveis, interligados convenientemente, construídos e utilizados para receber, armazenar e liberar energia elétrica por meio de reações químicas envolvendo chumbo e ácido sulfúrico. A maior parcela do chumbo atualmente consumido no mundo destina-se à fabricação de acumuladores elétricos para diferentes fins.

As baterias chumbo-ácido são universalmente utilizadas como fonte de energia em veículos automotores, em sistema de fornecimento de energia elétrica e em produtos de consumo em geral. Quando essas baterias chegam ao final de sua vida útil devem ser coletadas e enviadas para unidades de recuperação e reciclagem. Esta providência garante que seus componentes perigosos (metais e ácido) fiquem afastados de aterros e de incineradores de lixo urbano e que o material recuperado possa ser utilizado na produção de novos bens de consumo.

Todos os constituintes de uma bateria chumbo-ácido apresentam potencial para reciclagem. Uma bateria que tenha sido impropriamente disposta, ou seja, não reciclada, representa uma importante perda de recursos econômicos, ambientais e energéticos e a imposição de um risco desnecessário ao meio ambiente e seus ocupantes. As baterias automotivas, estacionárias e tracionárias, contém chumbo na massa positiva, massa negativa, nas grelhas e conexões e ainda na solução eletrolítica de ácido sulfúrico; portanto, nas instalações, durante o uso das mesmas, no transporte, manutenção, armazenamento temporário e na disposição final, cuidados devem ser tomados para que não ocorra vazamento de chumbo e ácido sulfúrico que exponha os usuários e contamine o solo, ar e água. Se após o seu esgotamento energético essas baterias não forem segregadas e seu conteúdo reciclado, causarão ameaça ambiental significativa.

Os componentes básicos de uma bateria são:

– Placas positivas e negativas: são grades produzidas com uma liga onde é aplicada uma massa de PbO ( óxido de chumbo ) adicionada de outras substâncias que responderão por determinadas reações . Estão diferenciadas em placas positivas e negativas e são responsáveis pelo acúmulo e condução da corrente elétrica.

– Separadores: executado em polietileno, são envelopes que evitam o contato direto entre as placas positivas e negativas para que não ocorram assim curtos circuitos.

– Caixas: Servem para condicionamento dos elementos da solução eletrolítica.

– Conectores: Servem para a interligação dos elementos da bateria para formação do circuito.

– Terminais.

– Pólos positivos e negativos da bateria.

– Solução : Composta por 35 % de ácido sulfúrico e 65 % de água destilada . Essa solução é indispensável às reações químicas que poderão ocorrer.

Como funciona: O bióxido de chumbo (PbO2) é uma substância que possui grande tendência de receber elétrons, enquanto que o chumbo metálico (Pb) tem uma grande tendência de doar elétrons; a isso chamamos diferença de potencial. O meio utilizado para transferência de elétrons no caso das baterias automotivas é a solução de ácido sulfúrico, pela sua boa estabilidade térmica, alta condutividade iônica, baixo nível de impurezas e baixo custo.

Baseada nas normas NBR 15745 – Baterias chumbo-ácido para veículos automotores – Terminologia; NBR 15914 – Baterias chumbo-ácido para uso em veículos automotores de quatro ou mais rodas – Requisitos e simbologia; NBR 15916 – Baterias chumbo-ácido para uso em motocicletas, triciclos e quadriciclos – Requisitos e simbologia; NBR 15940 – Baterias chumbo-ácido para uso em veículos rodoviários automotores de quatro ou mais rodas – Especificação e métodos de ensaio; e NBR 15941 – Baterias chumbo-ácido para uso em motocicletas, triciclos e quadriciclos – Especificação e métodos de ensaio, a Portaria Inmetro Nº 299/2012 estabelece os requisitos de avaliação da conformidade específicos para o Programa de Avaliação da Conformidade para Baterias ou acumuladores elétricos chumbo-ácido para veículos automotores e motocicletas, limitadas à tensão nominal de 12 Volts e destinadas ao arranque de motores a combustão e alimentação dos sistemas eletro eletrônicos embarcados nestes, com foco na segurança do usuário e desempenho do produto, visando a conformidade ao Regulamento Técnico da Qualidade para Baterias chumbo-ácido para veículos automotores e motocicletas.

São dois tipos de produtos com tecnologias distintas: baterias reguladas por válvulas (VRLA), uma bateria chumbo-ácido selada que tem como princípio de funcionamento o ciclo do oxigênio, apresenta eletrólito imobilizado e dispõe de uma válvula reguladora para escape de gases, quando a sua pressão interna excede um valor predeterminado; e a de tecnologia de bateria ventilada ou inundada (Vent), que é uma bateria chumbo-ácido que apresenta seu eletrólito livremente distribuído, sendo provida de uma ou mais aberturas para escape dos gases produzidos.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

bateria1

bateria2

bateria3

bateria4

O consumidor deve ficar atento, pois cada bateria deve apresentar gravado em seu corpo, ou de forma impressa através da aplicação de rótulos indeléveis, em áreas facilmente visíveis e legíveis, em língua portuguesa, com resistência mecânica suficiente para suportar o manuseio e intempéries, visando assim preservar as informações nelas contidas durante toda a vida útil da bateria, no mínimo as seguintes informações: razão social do fabricante ou importador; CNPJ do fabricante ou importador; endereço do fabricante ou importador; país de origem, identificação e endereço do fabricante no exterior, em caso de produto importado; denominação comercial (Marca); data de fabricação (dia/mês/ano ou semana/ano)*; tensão nominal em Volts; capacidade nominal em Ampére-hora (Ah) a 25ºC (regime de descarga de 20 horas para automóveis e 10 horas para motocicletas), não sendo permitido informar no rótulo da bateria a capacidade nominal em outros regimes de descarga e não sendo admitida a utilização de informações alusivas a outros valores de capacidade nominal; reserva de capacidade em minutos a 25ºC**; corrente de partida a frio (CCA) (-18ºC para automóveis e -10ºC para motocicletas e tempo em segundos até a tensão de 6 Volts para baterias de moto); classificação da tecnologia das baterias – para automóveis: “Regulada por Válvula”, ou se for “Ventilada”, usando os seguintes termos claramente expressos: “Livre de Manutenção”, “Baixa Manutenção” ou “Com Manutenção” conforme o caso – para motocicletas: “Regulada por Válvula”, ou “Ventilada”; Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC do detentor do registro do produto junto ao Inmetro; texto informativo sobre a destinação adequada após seu uso: “Devem ser devolvidas aos revendedores ou à rede de assistência técnica autorizada para repasse aos fabricantes ou importadores, segundo Resolução Conama 401/2008”; advertências sobre risco à saúde humana e ao meio ambiente, bem como simbologias sobre cuidados no manuseio do produto, de acordo com o Anexo I da Resolução Conama 401/2008; selo de identificação da conformidade incorporado no rótulo do produto e, quando houver, na embalagem; normas técnicas da ABNT que a bateria deve atender; e peso líquido, em quilogramas (kg), declarado pelo fabricante.

Enfim, esse produto tem uma história interessante. Em 1800, o italiano Alessandro Volta, criou a pilha não recarregável. Em 1859 o francês Gaston Plantê aperfeiçoou o invento que passou a ser recarregável. Em 1912, surgiu sua utilização em ignição de automóveis. Hoje, as baterias são responsáveis pelo gerenciamento eletrônico do veículo. Estima-se que entre os anos de 1998 e 1999, a produção de baterias, passou a ter abrangência mundial, onde os Estados Unidos respondem por 40%, a Europa 30% e o Japão 12,5%.

A satisfação dos usuários com os serviços de telecomunicações

A Anatel divulgou os resultados comparativos entre pesquisas de satisfação realizadas junto aos usuários de serviços de telecomunicações em 2002 e em 2012. Foram avaliados os serviços de telefonia fixa (STFC), telefone de uso público (TUP), telefonia móvel (SMP) e os serviços de TV por assinatura em requisitos como atendimento, tarifas e preços e qualidade das ligações. A pesquisa também avaliou a satisfação dos usuários dos serviços de banda larga prestados pelas empresas de telefonia fixa e móvel e TV por assinatura, abordando aspectos como satisfação quanto aos preços de oferta, velocidade e estabilidade da conexão. Para a elaboração da pesquisa foram ouvidos, aproximadamente, 200 mil usuários dos serviços de telecomunicação. De um modo geral, houve queda no índice de satisfação na maioria dos itens dos serviços analisados, conforme demonstram os gráficos abaixo:

Telefonia fixa (STFC) e Telefone de Uso Público (TUP ou orelhão)

Telefonia fixa e Telefone de Uso Público (orelhão)

Telefonia móvel (Serviço Móvel Pessoal)

Telefonia móvel

TV por assinatura

TV por assinatura

Proteste pesquisa sobre o consumo ético

Qual será a percepção do brasileiro acerca do consumo ético, termo, bastante em voga, usado para descrever serviços e produtos ecológica e eticamente corretos? A pesquisa, que ouviu também consumidores espanhóis, portugueses, italianos e belgas, mostra que ‘ceticismo’ pode ser uma resposta apropriada. Aproximadamente 81% dos entrevistados acreditam que ‘responsabilidade social’ é uma mera estratégia de marketing usada por empresas com o objetivo de parecerem respeitáveis aos seus clientes. A visão crítica se estende ao desempenho das autoridades na fiscalização do comportamento dessas instituições e à pouca quantidade de informação disponibilizada para o público. O brasileiro elege vilões para cada setor de atuação. No de indústrias com pior comportamento ambiental, por exemplo, o setor de energia (gás, eletricidade, petróleo) é o escolhido. Já no de falta de ética nos negócios, bancos são vistos como os piores agressores. O setor de telecomunicações é especialmente malvisto em relação ao respeito ao consumidor. Não por acaso, empresas que atuam nesse setor costumam liderar os rankings de queixas.

A pesquisa revela, entretanto, boas perspectivas. O brasileiro acredita que seus hábitos de compra têm grande poder de influência sobre condutas corporativas e mostra ter também bastante consciência ecológica, fator que considera o mais importante na atividade de uma empresa. Uma parte considerável, ao saber que uma instituição desrespeita o meio ambiente, tende a deixar de consumir seus produtos.  Alguns dados interessantes do estudo.

  • 81% dos participantes da pesquisa acreditam que as empresas usam a responsabilidade social como mera estratégia de marketing para fortalecer a sua imagem.

  • 75% acham que suas escolhas de consumo são uma forma eficaz de pressionar as instituições a melhorar sua conduta.

  • Nos últimos 12 meses, 61% buscaram informações sobre a atuação de corporações.

  • 46% afirmaram ter deixado de comprar um produto, nos últimos 12 meses, devido à conduta de uma empresa.        

  • O brasileiro toma conhecimento da atuação de empresas principalmente por meio da mídia (86%). Em seguida vêm Internet (85%) e ONGs (83%).