Os sete desperdícios da produção

Cristiano Bertulucci Silveira

O maior foco das indústrias que aplicam a ferramenta do Lean Manufacturing é combater os sete desperdícios que podem ocorrer na produção de um produto. Existem várias formas de desperdícios e um exemplo é quando se produz mais do que o necessário, ou mesmo, mais rápido ou antes do que é preciso. Ele também pode ocorrer quando o produto não é enviado ao consumidor, desencadeando uma série de eventos que geram custos financeiros e operacionais. Existem dois tipos de desperdícios: os que são visíveis e os que são ocultos. Com relação aos ocultos, é muito importante que eles sejam descobertos e eliminados antes que possam se tornar grandes demais, incorrendo em uma fonte maior de problemas para a empresa. Uma analogia interessante para exemplificar os problemas visíveis e ocultos é quando imaginamos um iceberg. A ponta do iceberg, que fica visível às pessoas representa os desperdícios visíveis: defeitos, retrabalhos, excesso, refugos ou atividades de inspeções. Já o restante do iceberg, que é muito maior do que seu topo, é composto pelos desperdícios ocultos. Alguns exemplos destes desperdícios são: custos de urgência nas entregas, procedimentos desnecessários, falhas de equipamentos, tempo perdido em função de acidentes, excesso de inventário, etc. Veja abaixo uma Figura que exemplifica os vários desperdícios visíveis e ocultos encontrados em uma linha de produção na indústria.

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Figura 1 – Desperdícios visíveis e ocultos que podem ser encontrados na indústria

Os desperdícios podem assumir deferentes formas, podendo ser encontrados no processamento de um produto ou em entradas e saídas desnecessárias. Podem ainda ser observados na forma de material, estoque, equipamento, infraestrutura, utilidades, documentos, movimentos e outras atividades que não agregam valor.

Quais são os sete desperdícios da produção?

Os sete desperdícios da produção foram identificados e categorizados por Taiichi Ohno,  um engenheiro de produção que iniciou sua carreira no setor automotivo em 1943 e é considerado o pai do TPS. Segundo ele os desperdícios podem ser categorizados da seguinte forma:

  1. Defeitos;
  2. Excesso de produção ou Superprodução;
  3. Espera;
  4. Transporte;
  5. Movimentação;
  6. Processamento inapropriado;
  7. Estoque.

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Figura 2 – Os sete desperdícios da produção segundo Taiichi Ohno.

1 – Defeitos

O que é:

  • Processamento na produção de produtos defeituosos;
  • Processamento devido ao retrabalho de produtos defeituosos;
  • Materiais utilizados na ocorrência de produtos defeituosos e retrabalhos;

Causas:

  • Falta de objetividade na especificação do cliente com relação ao produto;
  • Processos incapazes;
  • Falta de controle de processo;
  • Incapacitação de pessoas ou pessoas não qualificadas;
  • Setorização ou departamentalização ao invés de qualidade total;
  • Fornecedores desqualificados.

Qualidade é fazer a coisa certa logo na primeira vez. Trata-se de prevenção e planejamento, não de correção e inspeção. A má qualidade ou defeitos não só resultam na insatisfação do cliente e danos à imagem da empresa, como também em desperdícios devido aos custos e tempo envolvidos em repor um produto defeituoso. Sendo assim, a melhoria contínua e medidas de prevenção são os meios mais eficazes para reduzir os desperdícios causados por defeitos.

2 – Excesso de Produção ou Superprodução

O que é:

  • Produzir mais do que o necessário;
  • Produzir mais rápido do que o necessário;

Causas:

  • Incentivos e metas por volume (vendas, compras, pagamento, PLR);
  • Aumento da capacidade do equipamento;
  • Desequilíbrio na linha de produção: Agendamento deficiente/mudanças;
  • Planejamento de produção deficiente;
  • Práticas contábeis de custos que incentivam o aumento de estoques

A superprodução ocorre quando mais há maior produção do que a empresa pode vender, resultado em um aumento no estoque de produtos acabados. A superprodução esconde desperdícios, uma vez que muitos pensam que o estoque é considerado um ativo de valor para a empresa, quando na verdade a maioria deles podem se tornar obsoletos ou implicar em  custos para mantê-los até que possam ser vendidos. Observe que existe ainda o risco deles não serem vendidos. O Just-in-time e as regras de Kanban são uma boa alternativa para evitar o excesso de desperdício referente à superprodução. Um fato importante é que a aplicação de sistemas Lean favorece equipamentos de menor porte, em grandes parte, com o intuito de evitar a superprodução.

3 – Estoque

O que é:

  • Estoque excessivo de produto final;
  • Estoque excessivo de matérias-primas e insumos.

Causas:

  • Produção excessiva;
  • Desequilíbrio na linha;
  • Grande tamanho dos lotes;
  • Alto tempo entre o pedido e entrega do produto (lead time);
  • Alta taxa de retrabalho;
  • Falta de requisição de materiais e padrões de compras;

Os desperdícios de estoque podem ser originados na compra e armazenamento de excedentes de insumos, materiais ou outros recursos. Eles também possuem origem no excesso de materiais em processo (WIP ou work-in-process) acumulados. A principal causa é, muitas vezes, devido à falta de planejamento e falta de desconhecimento do departamento de compras com relação ao consumo real ou taxa de utilização de um determinado recurso. Ter excesso de estoque significa um maior custo para a empresa, ocupação de área, manutenção do inventário e do estoque. Reforçando novamente que existe a possibilidade de se armazenar produtos obsoletos como ferramentas e materiais. Para evitar o desperdício é necessário um planejamento de compras eficiente e que após a produção do produto o mesmo seja enviado diretamente ao cliente.

4 – Espera

O que é:

  • Ociosidade humana ou tempo de espera;
  • Ociosidade de equipamentos ou tempo de espera;

Causas:

  • Processos ou linhas desbalanceadas;
  • Força de trabalho inflexível;
  • Superdimensionamento da equipe;
  • Não agendamento de máquinas para produção;
  • Tempo de setup longo;
  • Falta de material ou atraso;

O desperdício referente ao tempo de espera ocorre quando os recursos (pessoas ou equipamentos) são obrigados a esperar desnecessariamente em virtude de atrasos na chegada de materiais ou disponibilidade de outros recursos, incluindo informações. Como exemplo, podemos citar a situação em que um participante atrasa a reunião por perder o horário e chegar atrasado. A espera de ferramentas para começar a trabalhar, de uma assinatura para que um processo continue ou de um veículo atrasado para transportar os trabalhadores para o local de trabalho, são bons exemplos também.

5 – Transporte

O que é:

  • Movimento desnecessário de material;
  • Movimento desnecessário de ferramentas ou equipamentos;

Causas:

  • Planejamento da rota do produto ineficiente;
  • Fornecedores distantes da produção;
  • Fluxo complexo dos materiais;
  • Layout dos equipamentos ou das células ruim;
  • Local de trabalho desorganizado;

Quando qualquer recurso (pessoas, equipamentos, suprimentos, ferramentas, documentos ou materiais) é movido ou transportado de um local para outro sem necessidade, está sendo criado o desperdício de transporte. Como exemplos, podemos citar: o transporte de peças erradas, o envio de materiais para o local errado ou na hora errada ou o envio de documentos para lugares que não deveriam ser enviados. Uma maneira de reduzir o desperdício de transporte é criando um layout eficiente, onde os clientes são atendidos por fornecedores próximos. Células que trabalham entre si ou servindo umas às outras, também devem ser alocadas em proximidade para reduzir o desperdício de transporte. Materiais e ferramentas de algumas células de trabalho também podem ser movidos, realocados, ou posicionados ao lado ou perto de usuários de outras células de trabalhos ou seus clientes internos.

Lembre-se de que transportar recursos no ambiente fabril é uma necessidade, mas se não houver planejamento e estudos de forma a minimizar este tempo, torna-se uma atividade que não agrega valor ao produto. Por isso é necessário acompanhar de perto se em algum local há lacunas ou falhas que possam ser ajustadas.

6 – Movimentação nas operações

O que é:

  • Movimentos desnecessários dos trabalhadores.

Causas:

  • Layout ruim e ambiente de trabalho desorganizado;
  • Estoque ou células de trabalho desorganizados;
  • Instruções de trabalho não padronizadas ou não compreendidas;
  • Fluxo de materiais no processo não muito claro.

O desperdício no movimento acontece quando ocorrem movimentos desnecessário do corpo ao executar uma tarefa. Alguns exemplos: procurar, andar, flexionar, elevar, abaixar e outros movimentos corporais desnecessários. Os trabalhadores cometem este tipo de desperdício quando procuram por ferramentas ou documentos ou quando seu local de trabalho está cheio ou desorganizado. Muitas vezes, o desperdício de movimento atrasa o início dos trabalhos e interrompe o fluxo das atividades.

Para reduzir a movimentação dos operadores, primeiramente é necessário analisar se elas são necessárias ou não. As desnecessárias devem ser imediatamente trabalhadas. Já para movimentações necessárias, é importante verificar se é possível torná-las mais práticas para o operador. Isto pode ser feito reorganizando o local de trabalho ou mesmo redesenhando o layout da linha de produção.

7 – Processamento

O que é:

  • Processo que não agrega valor realizado pelo homem;
  • Processo que não agrega valor realizado pela máquina;

Causas:

  • Falta de objetividade nas especificações do cliente;
  • Mudanças frequentes na engenharia do produto;
  • Qualidade excessiva (refinamento);
  • Análise inadequada de valor;
  • Instruções de trabalho mal elaboradas.

Esta categoria de desperdício refere-se aos processamentos que não agregam valor ao item que está sendo produzido ou trabalhado. Exemplos são etapas adicionais que não aumentam a qualidade do produto ou etapas que simplesmente adicionam excesso de qualidade de que os clientes não necessitam. Documentação desnecessária é também uma forma de desperdício de processamento.

Se for realizada uma análise criteriosa, é possível identificar atividades e tarefas dentro do processo que podem ser irrelevantes e que afetam diretamente a produtividade e o custo da operação. Por este motivo é necessário analisar e identificar em cada etapa a existência de gargalos e eliminá-los.

Como eliminar os desperdícios? Abaixo, alguns passos que podem ser seguidos para uma efetiva eliminação dos desperdícios:

  • Fazer com que o desperdício seja visível, caso ele seja oculto;
  • Estar consciente do desperdício;
  • Assumir a responsabilidade pelo desperdício;
  • Mensurar o desperdício;
  • Eliminar ou reduzir o desperdício.

Em resumo, para que seja possível eliminar os desperdícios, é necessário vê-los e reconhecê-los, identificando quem é o responsável por eles. Finalmente ele deve ser mensurado de forma a estabelecer seu tamanho e magnitude. Os desperdícios que não podemos ver, não podem ser eliminados. Quando um desperdício é negligenciado, também não é possível eliminá-lo e quando alguém se recusa a aceitar a responsabilidade desperdício, então ele não vai trabalhar para eliminá-lo. Finalmente, quando o desperdício não é medido, as pessoas podem pensar que ele é pequeno demais ou trivial e, por este motivo, não estarão motivadas em detê-lo. Como diz o ditado: “O que não é medido, não é melhorado”…

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems – cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti

Número de internautas cresceu 143,8% e o de pessoas com celular, 107,2%

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005 para 2011, o contingente de pessoas que usaram a internet ao menos uma vez nos três meses anteriores à coleta da PNAD (que ocorreu no último trimestre de 2011) aumentou 143,8%, ou seja, em seis anos o número de internautas no país cresceu 45,8 milhões, chegando a 77,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade (46,5% do total) em 2011. Em 2009, o número de internautas foi estimado em 67,7 milhões, representando 41,6% da população alvo. Nos anos de 2008 e 2005, estes totais foram estimados em 55,7 milhões (34,7% dessa população) e 31,9 milhões (20,9%), respectivamente.

Em 2011, mais de um terço população de 10 anos ou mais de idade das regiões Norte e Nordeste havia acessado a internet, ante pouco mais de um décimo em 2005. Em 2011, mais da metade da população do Sudeste (54,2%), do Centro-Oeste (53,1%) e do Sul (50,1%) tinham acessado a internet, contra 26,2%, 23,4% e 25,5% em 2005, respectivamente. Entre as unidades da Federação, os maiores percentuais de acessos foram registrados no Distrito Federal (71,1%), São Paulo (59,5%) e Rio de Janeiro (54,4%) e os menores no Maranhão (24,1%), Piauí (24,2%) e Pará (30,7%).

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Percentual de internautas ainda é maior entre jovens

Em 2011, o acesso à internet continuou sendo maior entre os jovens: os grupos etários de 15 a 17 anos (74,1%) e de 18 ou 19 anos de idade (71,8%) já tinham sido apontados, nos anos anteriores da pesquisa, com os maiores percentuais de pessoas que acessaram a rede. De 2005 para 2008, o aumento da proporção de pessoas que acessaram a internet foi maior nos grupos com idades de 10 a 24 anos. Já de 2008 para 2011, o maior aumento se deu nos grupos etários de 25 a 39 anos de idade. Destaca-se também o aumento do percentual de pessoas de 50 anos ou mais de idade que acessavam a internet, de 7,3%, em 2005, para 18,4%, em 2011.

Acesso à internet chegou a 90,2% entre pessoas com 15 ou mais anos de estudo

Na análise da escolaridade dos internautas, observou-se que, de 2005 para 2011, no grupo dos sem instrução e com menos de quatro anos de estudo, o percentual passou de 2,5% para 11,8%. No mesmo período, no grupo com 15 ou mais anos de estudo, a estimativa aumentou de 76,1% para 90,2%.

A participação dos estudantes entre os que usaram a internet no período pesquisado diminuiu de 43,4% em 2005 para 35,1% em 2011. A redução é explicada, principalmente, por dois fatores: maior aumento de usuários entre os não estudantes (aumento de 179,7%); e queda de 3,2% observada no contingente total de estudantes – devido ao envelhecimento da população. Em 2011, do contingente de 37,5 milhões de estudantes com 10 anos ou mais de idade, 72,6% acessaram a internet, mais que o dobro do observado em 2005 (35,7%). O total de estudantes internautas aumentou em 13,4 milhões, ou seja, 97,1%. Entre os não-estudantes, os que acessaram a internet representavam 38,9% em 2011 e 15,9% em 2005.

Em 2011, dos 29,2 milhões de estudantes da rede pública, 19,2 milhões (65,8%) usaram a internet. Já entre os 8,4 milhões de estudantes da rede privada, 8,1 milhões (96,2%) usaram a internet. Em 2005, 24,1% dos estudantes da rede pública e 82,4% da rede privada utilizaram a internet.

Participação da população não ocupada no acesso à internet aumentou

Em 2011, das 77,7 milhões de pessoas que utilizaram a internet, 60,1% (46,7 milhões) trabalhavam e 39,9% (31,0 milhões), não trabalhavam. A comparação com 2005, quando das pessoas que acessaram a internet, 62,1% (19,8 milhões) estavam ocupadas e 37,9% (12,1 milhões) não estavam ocupadas, mostrou avanço da participação dos não ocupados entre aqueles que acessaram a internet. Em 2011, 89,3 milhões de pessoas não utilizaram a internet, 25,8% a menos que em 2005. A maior redução, de 30,2%, aconteceu entre os ocupados, contra uma redução de 20,3% dos não ocupados.

Em 2011, cerca de metade dos 93,5 milhões de trabalhadores (49,9% ou 46,7 milhões) utilizou a internet. Em 2005, esse percentual era de 22,8% (19,8 milhões).

A participação das pessoas não ocupadas que utilizaram a internet sofreu elevação significativa de 2005 para 2011: 18,4% em 2005 (12,1 milhões) para 42,2% (31,0 milhões) em 2011.

Proporção de internautas aumentou mais nas classes de rendimento mais baixo

A análise do perfil dos internautas por classe de rendimento mensal domiciliar per capita mostrou que o acesso à internet aumenta com a renda. Na série histórica, os percentuais de internautas aumentaram em todas as classes, especialmente nas de rendimento mais baixo: no grupo sem rendimento e com até ¼ de salário mínimo, o percentual de pessoas que acessaram a internet cresceu de 3,8% em 2005 para 21,4% em 2011; no grupo de mais de ¼ até metade do salário mínimo, ele foi de 7,8% para 30%, no grupo de ½ a um salário, de 15,8% para 39,5%. Observou-se, também, que, em todos os anos pesquisados, o percentual de internautas foi maior na classe de rendimento de três a cinco salários mínimos, ultrapassando, inclusive, a classe de cinco ou mais salários mínimos.

Contingente de pessoas com telefone celular no Nordeste cresceu 174,3% em seis anos

Enquanto a população de 10 anos ou mais de idade aumentou 9,7% entre 2005 e 2011, passando de 152,3 milhões de pessoas para 167,0 milhões, o contingente de pessoas de 10 anos ou mais de idade que tinham telefone móvel celular para uso pessoal aumentou de 55,7 milhões de pessoas com aparelhos (36,6%) em 2005 para 115,4 milhões (69,1%), indicando aumento de 107,2%.

Entre as regiões, três apresentaram aumento do contingente de pessoas que tinham telefone móvel celular menor que 100,0%: no Sul, 66,7% (7,1 milhões de pessoas); no Centro-Oeste, 88,1% (4,6 milhões) e no Sudeste, 95,8% (25,8 milhões). Já o Nordeste registrou crescimento de 174,3%, no contingente de pessoas que tinham telefone móvel celular no mesmo período (17,2 milhões) – o maior aumento dentre todas as grandes regiões -, seguida do Norte, com um crescimento de 166,7% (5,0 milhões).

Em 2011, o Distrito Federal (87,1%), o Rio Grande do Sul (76,9%) e Goiás (77,7%) apresentaram os maiores percentuais de pessoas que tinham telefone móvel celular entre a população de 10 anos ou mais de idade. Por outro lado, o Maranhão (45,2%), o Piauí (52,2%) e o Pará (57,2%) apresentaram os menores.

Percentual de mulheres com celular ultrapassou o dos homens

Em comparação com as estimativas de 2005, 2008 e 2009, o percentual de mulheres que tinham telefone móvel celular para uso pessoal ultrapassou o de homens pela primeira vez em 2011: 68,7% (55,2 milhões) e 69,5% (60,3 milhões), respectivamente para homens e mulheres. Em 2005, a estimativa em relação ao total da população havia sido de 36,9%, sendo de 38,0% para os homens e de 35,2% para as mulheres.

Proporção de pessoas com celular é maior na faixa de 30 a 34 anos de idade

Na análise etária, o percentual de detentores de aparelho móvel celular para uso pessoal crescia com o aumento da idade, partindo de 41,9%, na faixa de 10 a 14 anos de idade, e atingindo 83,2% no grupo 30 a 34 anos. A partir daqueles de 35 anos ou mais, notou-se decréscimo das proporções, chegando a 43,9% no grupo de pessoas de 60 anos ou mais. Contudo, foi nos grupos de 35 a 39 anos e de 40 a 44 anos que houve o maior ganho de participação, em torno de 37,0 pontos percentuais em seis anos.

Posse de telefone celular aumenta com a escolaridade

A investigação da posse do telefone móvel celular em função da escolaridade mostrou que o percentual de pessoas com aparelho aumentava com o nível de instrução, indo de 36,6% da população sem instrução e com menos de um ano de estudo até 94,7% da população com 15 ou mais anos de estudo. A relação se repetiu em todas as regiões do país; destaca-se que o Centro-Oeste teve a maior proporção de pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo que tinham telefone móvel celular: 52,2%.

89,8% das pessoas com rendimento entre 3 e 5 salários mínimos têm celular

O percentual de pessoas com posse de celular aumentou com as classes de rendimento mensal domiciliar per capita do grupo sem rendimento e com até ¼ de salário mínimo até o grupo de três a cinco salários mínimos. Em 2011, 41,0% das pessoas sem rendimento e com até ¼ de salário mínimo tinham celular, assim como 89,8% das pessoas com entre três e cinco salários mínimos e 82,7% das pessoas com rendimento acima de cinco salários mínimos.

Todos os resultados do suplemento da PNAD 2011 de “Acesso à internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal” podem ser acessados no link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet2011/default.shtm