A apreciação dos riscos em empresas de manufatura (parte 1)

SOLUÇÕES PARA GESTÃO DE ACERVO

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa. É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.


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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…


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maquinas1Uma das principais causas de acidentes, até mesmo fatais, estão relacionados a exposição dos trabalhadores na operação de máquinas nas quais suas partes móveis não dispõem de proteção. Fazer o rastreamento e identificar as máquinas passíveis de gerar danos é imprescindível para aplicação futura de medidas de segurança. Para isso faz-se necessário conhecimento dos equipamentos, bem como das partes móveis nas quais o trabalhador está exposto, para assim definir o tipo de prevenção adequada ao grau do risco identificado. A aplicação de uma ferramenta de apreciação de riscos é vital para auxiliar na tomada de decisão.

O processo de avaliação de riscos (incluindo elementos de gestão do risco) pode ser dividido numa série de etapas: elaborar um programa de avaliação de riscos no local de trabalho; estruturar a avaliação (decisão sobre a abordagem: geográfica/funcional/ao nível do processo/do fluxo); reunir informação; identificar perigos; identificar as pessoas em risco; identificar padrões de exposição das pessoas em risco; avaliar os riscos (probabilidade de danos/gravidade dos danos nas circunstâncias atuais); analisar opções de eliminação ou de controlo dos riscos; priorizar as ações a implementar e definir medidas de controlo; implementar controles; registrar a avaliação; medir a eficácia das medidas aplicadas; rever (sempre que se verifiquem alterações, ou periodicamente); e monitorar o programa de avaliação de riscos.

Para a maioria das empresas, especialmente as pequenas e médias empresas, uma abordagem direta, dividida em cinco etapas (que inclui elementos de gestão do risco), deverá funcionar bem.

Etapa 1. Identificação dos perigos e das pessoas em risco – Análise dos aspectos do trabalho que podem causar danos, e identificação dos trabalhadores que podem estar expostos ao perigo.

Etapa 2. Avaliação e priorização dos riscos – Apreciação dos riscos existentes (gravidade e probabilidade dos potenciais danos…) e classificação desses riscos por ordem de importância.

Etapa 3. Decisão sobre medidas preventivas – Identificação das medidas adequadas para eliminar ou controlar os riscos.

Etapa 4. Adoção de medidas – Aplicação das medidas de prevenção e de proteção através da elaboração de um plano de prioridades.

Etapa 5. Acompanhamento e revisão – A avaliação deve ser revista regularmente para assegurar que se mantenha atualizada.

No caso de riscos no uso de equipamentos ou máquinas, principalmente em indústrias de manufatura, existe a NBR 14009 de 11/1997 – Segurança de máquinas – Princípios para apreciação de riscos que descreve procedimentos básicos, conhecidos como apreciação de riscos, pelos quais os conhecimentos e experiências de projeto, utilização, incidentes, acidentes e danos relacionados a máquinas são considerados conjuntamente, com o objetivo de avaliar os riscos durante a vida da máquina. Estabelece um guia sobre as informações necessárias para que a apreciação dos riscos seja efetuada. Procedimentos são descritos para a identificação dos perigos, estimando e avaliando os riscos. A finalidade dessa norma é fornecer as informações necessárias à tomada de decisões em segurança de máquinas e o tipo de documentação necessária para verificar a análise da apreciação dos riscos.

A função dessa norma é descrever princípios para um procedimento sistemático, consistente, para apreciação do risco (ver EN 292-1). Estabelece um guia para decisões, durante o projeto de máquinas (ver EN 292-1) e dá apoio na preparação de requisitos de segurança, consistentes e apropriados, na elaboração de normas do tipo B ou C, com o objetivo de cumprir os requisitos essenciais de segurança(EN 292-2).Por si só, essa norma não proporciona o cumprimento dos requisitos essenciais de segurança (ver EN 292-2).

Recomenda-se, que essa norma seja incorporada nos cursos de treinamento e em manuais, para prover as instruções básicas de métodos de projeto. Seu objetivo é descrever os procedimentos básicos, conhecidos como apreciação de riscos, pelos quais os conhecimentos e experiências de projeto, utilização, incidentes, acidentes e danos relacionados a máquinas são considerados conjuntamente, com o objetivo de avaliar os riscos durante a vida da máquina.

Essa norma estabelece um guia sobre as informações necessárias para que a apreciação dos riscos seja efetuada. Os procedimentos são descritos para a identificação dos perigos, estimando e avaliando os riscos. A sua finalidade é fornecer as informações necessárias à tomada de decisões em segurança de máquinas e o tipo de documentação necessária para verificar a análise da apreciação dos riscos. Não tem o objetivo de prover uma explicação detalhada dos métodos de análise dos perigos e de estimativa dos riscos, que são tratados em outros documentos (por exemplo, livros texto, e outros documentos de referência). Um resumo de alguns desses métodos é fornecido, apenas em caráter informativo.

Na verdade, a apreciação dos riscos consiste em uma série de passos lógicos, que permite, de uma forma sistemática, o exame dos perigos associados a máquinas. A apreciação dos riscos é seguida, sempre que necessário, pela redução do risco, como descrito na EN 292-1. Quando esse processo é repetido, ocorre um processo interativo para eliminação de perigos, tanto quanto possível, e para a implementação de medidas de segurança de acordo com o estado da arte. A apreciação dos riscos inclui:

– análise do risco:

a) determinação dos limites da máquina (seção 5);

b) identificação do perigo (seção 6);

c) estimativa do risco (seção 7);

– avaliação do risco (seção 8).

A análise do risco fornece a informação necessária à avaliação do mesmo, que, por sua vez, permite a avaliação sobre a segurança da máquina (EN 292-1). A apreciação do risco baseia-se em decisões críticas. Essas decisões devem fundamentar-se em métodos qualitativos, complementados, tanto quanto possível, por métodos quantitativos. Os métodos quantitativos são particularmente apropriados, quando a severidade e a extensão previsível do dano forem altas. Os métodos quantitativos são úteis para avaliar medidas alternativas de segurança e para determinar qual oferece a melhor proteção. A aplicação de métodos quantitativos é restrita à quantidade disponível de dados aplicáveis. Em razão disso, em muitas aplicações, apenas será possível a avaliação qualitativa dos riscos.

O procedimento de apreciação dos riscos, deve ser conduzido de tal maneira que seja possível documentar: o uso previsto da máquina, para a qual a avaliação foi feita (especificações, limites, etc.); a identificação dos perigos, situações e eventos perigosos; os objetivos a serem alcançados por medidas de segurança; as medidas de segurança implementadas, para eliminar perigos identificados ou reduzir riscos; o risco residual de perigos individuais, pela especificação de qualquer hipótese relevante que tenha sido feita (carregamento, fatores de segurança, etc.).

As informações para a apreciação de riscos e qualquer análise, qualitativa ou quantitativa, devem incluir o seguinte: os limites da máquina (EN 292-1); os requisitos para as fases de vida da máquina (ver EN 292-1); os desenhos do projeto ou outros meios de determinação da natureza da máquina; as informações relativas à fonte de energia;- histórico de incidentes ou acidentes, se disponível; e qualquer informação de danos à saúde. As informações devem ser atualizadas com o desenvolvimento do projeto e quando modificações forem necessárias.

As comparações entre situações de perigo similares, associadas com diferentes tipos de máquinas, são frequentemente possíveis, desde que informações suficientes sobre circunstâncias de perigos ou acidentes, em tais situações, sejam disponíveis. A ausência de histórico de acidentes, um pequeno número ou acidentes de pequena severidade não devem ser tomados como uma suposição automática de baixo risco. Para apreciação quantitativa, informações de bancos de dados, manuais, laboratórios e especificações de fabricantes podem ser usadas, desde que haja segurança em sua adequação. Incertezas associadas com esses dados devem ser indicadas na documentação (ver seção 9).

Os dados baseados no consenso de opiniões de especialistas, consequentes de experiência (por exemplo, técnica de Delphi – ver anexo B), podem ser usados para suplementar dados qualitativos. A apreciação dos riscos deve levar em consideração: as fases da vida da máquina (ver EN 292-1); os limites da máquina, incluindo o uso planejado (ver EN 292-1) e a utilização e operação corretas da máquina, bem como as consequências do mau uso ou mau funcionamento previsível. Adicionalmente, a apreciação dos riscos deve levar em consideração: todas as possibilidades previsíveis de utilização da máquina (por exemplo, industrial, não industrial e doméstico) por pessoas identificadas por sexo, idade, se destras ou não, limitação de habilidades físicas (por exemplo, reduções auditivas ou visuais, estatura, vigor físico); o nível de treinamento, experiência ou habilidade dos usuários previstos, tais como: a) pessoal de manutenção, formado por técnicos experimentados e treinados; b) operadores treinados; c) pessoal em treinamento; d) público em geral; exposição de outras pessoas aos perigos da máquina, onde isso puder ser razoavelmente previsível.