Indústria de blocos de concreto desenvolve ferramenta de sustentabilidade

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Os fabricantes de blocos de concreto brasileiros integrantes da Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (BlocoBrasil) estão comprometidos com um projeto pioneiro que permitirá às indústrias aferirem seus índices de eficiência nos processos produtivos, visando à  avaliação de parâmetros essenciais sobre a sustentabilidade na fabricação. O projeto, denominado Avaliação de Ciclo de Vida Modular (ACV-m) de blocos e pavimentos intertravados de concreto, teve início neste primeiro trimestre de 2013 e está sendo desenvolvido pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), e é apoiado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e pela BlocoBrasil.

A finalidade do projeto é a de coletar dados e quantificar indicadores de produção que auxiliem as empresas a avaliar e gerenciar seus processos, contribuindo com a sustentabilidade no setor da construção civil. Aplicado à indústria de materiais de construção – no caso, aos fabricantes de blocos e pisos de intertravados de concreto -, permitirá às participantes controlar e intervir no processo produtivo com critérios de sustentabilidade. De acordo com a arquiteta Érica Ferraz de Campos, do CBCS, “quantificar o impacto das atividades humanas é o primeiro passo para fundamentar decisões e gerenciá-las corretamente”. Para isso, complementa ela, o primeiro módulo do projeto ACV-m consiste em levantar os cinco aspectos ambientais mais relevantes e comumente identificados em processos industriais, nos seguintes itens: água, energia, principais matérias-primas, resíduos e emissão de CO2.

De acordo com o engenheiro Cláudio Oliveira Silva, gerente de Projetos da ABCP, a ACV-m é uma versão em escopo reduzido da avaliação de ciclo de vida tradicional, metodologia bastante difundida no mapeamento de processos produtivos e que visa a identificar aspectos críticos, desde a aquisição da matéria-prima até a disposição final do produto. A ACV-m garante o alcance da avaliação e permite aos fabricantes iniciarem a prática de levantar internamente os dados da fabricação, analisar o processo e divulgar seus resultados. “Esta é a primeira etapa de uma ACV completa, por isso é modular, e torna a avaliação mais acessível, com prazos e custos reduzidos, permitindo a participação de um número maior de indústrias e garantindo a sua realização numa escala ainda não realizada no Brasil com fabricantes de produtos para a construção civil”, afirma Silva.

Nesta primeira fase, 44 fabricantes de blocos e pisos intertravados de concreto de diversos estados do Brasil estão participando da iniciativa conjunta da BlocoBrasil e ABCP. A ACV-m de blocos e pisos intertravados de concreto é composta por três etapas – com término previsto para o final de 2013 -, que serão desenvolvidas também com o apoio da divisão ambiental do  Senai-RJ, cujos profissionais farão as auditorias nas empresas. Os dados individuais serão disponibilizados apenas a cada fabricante isoladamente e os dados gerais servirão como parâmetro para que cada indústria verifique seus índices em relação aos valores mínimos, médios e máximos em prática no mercado. “Os fabricantes de blocos e pisos intertravados de concreto que obtiverem os melhores resultados poderão divulgá-los, servindo também como importante peça de marketing”, avalia Silva.

Diferente de outras iniciativas de implantação de ACV na indústria da construção civil, nas quais os indicadores são baseados em dados de literatura e tomados como referência média do setor, a metodologia desenvolvida pelo CBCS visa a que cada fábrica participante seja treinada em medir seus próprios indicadores e busca identificar diferenças entre tecnologias e fabricantes. E, também, o potencial de redução de impactos que podem ser obtidos pela seleção de fornecedores com critérios de sustentabilidade. Contribui, assim, para que os indicadores de ACV promovam o interesse por melhores práticas de produção e resultem em ganho ambiental. Além disto, essa metodologia permite comparar setores concorrentes de forma justa, em vez de utilizar indicadores médios, que não refletem a realidade do mercado.

“Essa iniciativa permitirá que as indústrias de blocos e pisos intertravados de concreto desenvolvam ferramentas de gestão e sustentabilidade, cada vez mais exigidas pelos maiores contratantes do mercado imobiliário e de obras públicas e privadas. Este é um projeto pioneiro e que dará um diferencial importante ao nosso setor no mercado”, prevê Marcelo Kaiuca, presidente da BlocoBrasil. Mais informações sobre o Projeto ACV Modular como os benéficos para a cadeia da construção e a origem da iniciativa estão em www.acv.net.br

Metade dos trabalhadores informais não sabe o que fazer para regularizar o negócio

Pesquisa encomendada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em todas as capitais brasileiras revela que metade (49%) dos trabalhadores ilegais não sabe sequer o que fazer para regularizar o próprio negócio. Na prática, significa dizer que apesar de todo o esforço do governo em criar modalidades facilitadas de formalização para o pequeno empreendedor, a informação não está chegando na ponta da cadeia.

O estudo revela que 46% dos trabalhadores informais nunca ouviu falar, por exemplo, sobre o Microempreendedor Individual (46%), uma modalidade facilitada de formalização para uma pessoa que fatura até R$ 5 mil por mês e quer se legalizar como um pequeno empresário, ou seja, exatamente o perfil de 97% dos comerciantes e prestadores de serviço entrevistados pela pesquisa.
Quando perguntados sobre as principais razões para se manterem na ilegalidade, as respostas mais freqüentes são o alto custo e a burocracia para abrir um negócio formal. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, isso só reforça o dado de que eles realmente desconhecem as ferramentas de regularização. “Na maior parte dos casos, o custo inicial para ter um negócio registrado é praticamente zero e o trabalhador pode iniciar o cadastro pela internet. Ou seja, existe um desconhecimento, apesar das excelentes ferramentas oferecidas pelo governo”, explica.
Com os dados em mãos, representantes da CNDL e do SPC Brasil vão apresentar o estudo ao Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para debaterem maneiras de intensificarem o trabalho de esclarecimento a esses trabalhadores informais. “A ideia é juntar forças e auxiliá-los no excelente trabalho que já prestam à sociedade”, disse Pellizzaro Junior.
A pesquisa revela que três em cada cinco (61%) trabalhadores informais pretendem fazer investimentos no próprio negócio este ano. No entanto, 75% afirma que para isso vai ter que colocar a mão no próprio bolso, enquanto que apenas 14% vai recorrer a bancos ou financeiras.

O gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, explica que ao se manter na clandestinidade, o trabalhador informal não consegue crédito em instituições financeiras e perde a oportunidade de ampliar o próprio negócio. “Além disso, eles [os informais] deixam de ter acesso a benefícios como direito à aposentadoria, auxílio maternidade, emissão de nota fiscal ou possibilidade de ter um funcionário registrado”, argumenta.

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IPT constrói laboratório de estruturas leves em São José dos Campos

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Elton Alisson, da Agência Fapesp

As indústrias aeronáutica, automobilística e de exploração de petróleo e gás no Brasil, entre outros setores, passarão a contar a partir de 2014 com um laboratório para o desenvolvimento de estruturas leves para fabricação de peças com menor peso e custo, porém mais resistentes. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está concluindo a construção do Laboratório de Estruturas Leves (LEL) no Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Previsto para ser inaugurado em dezembro de 2013, o laboratório recebeu investimentos de R$ 48 milhões. Desse montante, R$ 27,5 milhões foram aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aquisição de equipamentos e implantação do laboratório, R$ 8,3 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 2,5 milhões pela Prefeitura de São José dos Campos, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.

O restante do investimento, cerca de R$ 10 milhões, foi completado pelo IPT e pela Fapesp, que apoia um dos quatro grandes projetos de pesquisa estruturantes do laboratório. “O laboratório está em fase final de construção. Alguns equipamentos já foram instalados e agora está sendo construída a sala limpa [uma área de 1,6 mil m2 com controle de temperatura, umidade e partículas]”, disse Luiz Eduardo Lopes, diretor do Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos (Cinteq) do IPT, ao qual o LEL pertence.

O laboratório terá área total de 4,5 mil m2 e será dedicado ao desenvolvimento de estruturas leves feitas a partir de materiais metálicos (como aço, alumínio e titânio), compósitos (feitos de polímeros com o reforço de algum tipo de fibra, como de carbono, vidro ou celulose, por exemplo) e híbridos (formados a partir da combinação desses dois tipos de materiais). As três classes de materiais são as mais utilizadas atualmente para desenvolver estruturas leves. “Quando se fala em estruturas leves logo se pensa em material compósito. Mas as estruturas leves podem ser feitas a partir de materiais diversos que tenham a resistência necessária e proporcionem a redução de peso desejada”, explicou Lopes.

O monobloco dos automóveis, ele exemplifica, é composto por estruturas leves de aço. Já os moinhos de geração de energia eólica são constituídos por uma combinação de materiais compósitos e metálicos. Por sua vez, a estrutura dos aviões é formada por alumínio e titânio. A fim de aumentar a eficiência das aeronaves, as indústrias aeronáuticas, nos últimos anos, passaram a utilizar cada vez mais compósitos em seus projetos, por serem materiais mais resistentes e mais leves. O material, contudo, ainda apresenta limitações para ser utilizado em algumas partes da estrutura de aeronaves.

“O compósito ainda não chegou a um ponto de amadurecimento tecnológico suficientemente bom para que se possa utilizá-lo em algumas estruturas com a segurança exigida pelo setor aeronáutico”, destacou Sérgio Frascino Müller de Almeida, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e coordenador do projeto de pesquisa sobre estruturas aeronáuticas de materiais compósitos realizado com apoio da Fapesp. “Alguns dos principais fabricantes de aviões no mundo deram um passo bastante ousado e, aparentemente, bem-sucedido ao utilizá-lo em seus projetos de aviões comerciais. Sem dúvida, os compósitos representam uma tecnologia crítica para competitividade da indústria aeronáutica, mas que ainda está longe de ser completamente dominada”.

O descolamento dos reforçadores do revestimento de estruturas de compósitos, por exemplo, ainda é um problema sem uma solução definitiva, ainda que bastante estudado, aponta Almeida. Outro ponto importante que necessita de desenvolvimento, segundo ele, é a otimização do ângulo de deposição das camadas para melhor aproveitar as propriedades dos compósitos. “Esse tópico também é bastante explorado mas ainda não se chegou a procedimentos com a eficiência e robustez necessárias”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, para serem mais eficientes, os aviões comerciais precisam ter asas cada vez mais alongadas e os compósitos representam a melhor solução tecnológica para isso, por serem mais leves do que o alumínio. O material, no entanto, não é condutor de energia e apresenta baixa condutividade térmica. Com isso, ao ser atingida por um raio, por exemplo, a asa de um avião – onde está localizado o reservatório de combustível – feita com compósitos pode ser danificada ou sobrecarregar os circuitos da aeronave, provocando a queima de equipamentos de controle. Ele explicou que isso não ocorre com os aviões de alumínio, que, quando são atingidos por um raio, conduzem a eletricidade ao longo da fuselagem, sem causar danos estruturais.

Em busca de uma solução para esse problema, uma das linhas do projeto de pesquisa sobre estruturas aeronáuticas de materiais compósitos é voltada a estudar o impacto de raios nesse tipo de estrutura. O projeto é realizado por pesquisadores do ITA em colaboração com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), a Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Embraer e o IPT.

Mas, além do setor aeronáutico, segundo o pesquisador, os compósitos também são aplicáveis a diversos outros setores, como o espacial, o de petróleo e gás, o automotivo e o de energia eólica – aos quais o laboratório do IPT pretende atender. Como os campos elétrico e magnético dos compósitos são “transparentes”, esses materiais podem ser muito úteis para aplicação em radomes (estruturas que envolvem radares). O material também é um forte candidato para substituir estruturas metálicas muito espessas utilizadas hoje na exploração de óleo e gás em águas ultraprofundas de modo a resistir à alta pressão e à corrosão que sofrem nesse tipo de ambiente. “A tendência é aumentar cada vez mais o uso de compósitos para o desenvolvimento de estruturas leves e há uma demanda muito grande por esse tipo de material no Brasil. As perspectivas do laboratório são muito boas”, disse Almeida.

Os pesquisadores participaram, no dia 4 de junho, de um workshop sobre compósitos e materiais leves para aplicações industriais na sede da Fapesp. Organizado pelo IPT e pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha, o objetivo do evento foi discutir experiências e estreitar o relacionamento entre o Fraunhofer e o Laboratório de Estruturas Leves. Uma das mais importantes organizações de pesquisa da Europa, o Fraunhofer, que tem 80 centros de pesquisa espalhados pelo mundo, sendo 60 na Alemanha, também está construindo um laboratório de pesquisas de materiais compósitos voltado para o setor automotivo em parceria com a canadense Universidade de Western Ontario.

“O laboratório de estruturas leves em construção no Brasil é complementar ao que o Instituto Fraunhofer está montando no Canadá. Talvez possamos desenvolver alguns projetos em conjunto”, disse Lopes. De acordo com o pesquisador, o LEL funcionará nos moldes de outros laboratórios do IPT, que buscam atrair empresas e parceiros para realização de projetos em colaboração mediante contrato. O primeiro parceiro industrial do laboratório será a Embraer. De acordo com o pesquisador, porém, o laboratório também foi concebido para atender empresas de todos os setores que buscam reduzir o peso de suas estruturas. “A indústria aeronáutica é uma usuária tradicional de estruturas leves. Mas também pretendemos estabelecer parcerias com empresas de outros setores que precisam e estão buscando estruturas cada vez mais leves e menos sujeitas à corrosão, como do setor naval e o automobilístico”, exemplificou.